Brasil

Quase 70% dos brasileiros dizem que não se beneficiaram pela nova isenção do Imposto de Renda

Foto: Marcos Serra / g1

Mesmo após a entrada em vigor da nova isenção do Imposto de Renda, a maioria dos brasileiros afirma não ter sentido efeito no bolso. Pesquisa da Quaest mostra que 67% dizem não ter sido beneficiados, nem pessoalmente nem na renda familiar, pela medida que isenta salários de até R$ 5.000 mensais.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre 5 e 9 de fevereiro. Apenas 30% afirmaram ter recebido algum benefício, enquanto 3% não souberam responder.

Entre os que disseram ter sido beneficiados, 50% afirmam não ter percebido mudança na renda. Outros 32% relataram impacto pequeno e só 15% disseram ter notado aumento relevante. O restante não soube avaliar.

O recorte político mostra diferenças claras. Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% afirmaram ter sido beneficiados. O índice é semelhante entre eleitores da esquerda não lulista (43%). Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, apenas 12% relataram algum ganho. Na direita não bolsonarista, o percentual foi de 26%, e entre independentes, 29%.

A nova regra isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 por mês (R$ 60 mil ao ano) e prevê descontos graduais para rendas de até R$ 7.350. Antes da mudança, a expectativa do governo era de um acréscimo mensal de até R$ 312,89 para quem estava no teto da isenção.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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Brasil

Governo Lula torra R$ 2 milhões em anúncios nas redes sociais em um mês

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou cerca de R$ 2 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram apenas nos últimos 30 dias. Os dados constam na biblioteca de anúncios da Meta, plataforma que reúne informações sobre publicidade de caráter político ou institucional divulgada nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, o volume de investimento cresce ainda mais quando analisado um período maior. Somando os últimos três meses, os gastos com propaganda digital nessas duas plataformas chegam a aproximadamente R$ 7,4 milhões, valor voltado principalmente para campanhas de divulgação de programas e ações do governo federal.

Entre os conteúdos impulsionados, um dos principais focos foi a divulgação da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Só esse tema concentrou cerca de R$ 700 mil em anúncios no período de um mês, distribuídos em diferentes peças publicitárias direcionadas ao público nas redes.

A distribuição dos investimentos também chamou atenção pela concentração regional. Segundo os dados, os estados que mais receberam anúncios foram São Paulo, com cerca de R$ 289 mil; Rio Grande do Sul, com R$ 212 mil; e Bahia, com R$ 207 mil. Já unidades da federação como Mato Grosso e Distrito Federal tiveram menor volume de publicidade, com cerca de R$ 21 mil cada.

Com informações do Diário do Poder

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Brasil

PT demonstra cautela com nova relatoria de André Mendonça no caso Master

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, tem adotado postura técnica e discreta no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles. Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita. A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com influência no Congresso.

A expectativa no PT é que o andamento das investigações avance nos próximos meses, principalmente após a troca de relatoria que tirou o ministro Dias Toffoli do caso. O processo é considerado sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.

Na sexta-feira (13), Mendonça e integrantes de seu gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações, que seguem sob sigilo.

Metrópoles

 

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PESQUISA QUAEST: 82% concordam que STF precisa ter código de ética pra ministros

Foto: Luiz Silveira/STF

A ampla maioria dos brasileiros defende a criação de um código de ética e conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o levantamento Genial/Quaest, 82% dos entrevistados concordam com a adoção de regras formais de conduta. Outros 10% discordam, 1% ficou neutro e 7% não souberam ou não responderam.

A pesquisa divulgada na quinta-feira (12) ouviu 2.004 pessoas, entre os dias 5 e 9 de fevereiro, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Apesar do apoio popular, a proposta de código de ética apresentada pelo presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta resistência interna. A maioria dos ministros avalia que o tema não deve avançar neste ano e considera precipitada a tentativa de acelerar o debate.

A única defesa pública do texto parte da ministra Cármen Lúcia, relatora da proposta. Nos bastidores, ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão entre os mais resistentes.

O debate ganhou força após críticas à exposição pública de magistrados, viagens e eventos com advogados, além do aumento de processos envolvendo parentes de ministros no Supremo. A avaliação interna, porém, é de que ainda não há apoio suficiente para aprovar as regras.

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Lula proíbe ministros em desfile que o homenageia para evitar desgaste político

O presidente Lula (PT) determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que levará à Sapucaí um enredo em sua homenagem neste domingo (15). A orientação foi repassada após discussões internas no Palácio do Planalto e busca evitar novos questionamentos políticos, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar ações que apontavam propaganda antecipada.

Pelo direcionamento do governo, integrantes da gestão não poderão vincular agendas oficiais ao Carnaval do Rio e, caso queiram assistir ao desfile, deverão arcar com custos próprios. A exceção será a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, que participará do último carro alegórico. A avaliação interna é que a presença maciça de autoridades poderia ampliar críticas e gerar desgaste em pleno cenário eleitoral.

A decisão ocorre apesar do aval do TSE, cuja relatora, Estela Aranha, considerou que barrar previamente a apresentação seria censura a manifestações artísticas. Mesmo assim, aliados defendem cautela e o PT deve orientar também parlamentares a evitarem exposição política direta na avenida, deixando a ala formada majoritariamente por familiares e apoiadores próximos do presidente.

Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola estreante do Grupo Especial aposta na trajetória do petista, que soma seis décadas de vida pública. Nos bastidores, aliados admitem preocupação com possíveis vaias e com a repercussão do desfile, visto por parte do governo como um risco desnecessário em meio à disputa política nacional.

Com informações da Folha de S.Paulo

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André Mendonça assume caso Master após saída de Dias Toffoli

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O caso Master ganhou um novo relator no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffoli. O processo foi redistribuído na noite desta quinta-feira (12), e agora ficará sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A mudança ocorreu depois que os dez ministros da Corte assinaram uma nota conjunta citando “altos interesses institucionais” para acolher o pedido de Toffoli de deixar a relatoria.

A informação é da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles. A decisão acontece após a Polícia Federal apontar menções ao ministro em materiais extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero. Apesar disso, os magistrados afirmaram que não há suspeição ou impedimento e validaram todos os atos já praticados no processo, enquanto a presidência do STF conduz medidas para extinguir a Arguição de Suspeição aberta no caso.

A reunião que selou a mudança foi convocada pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que apresentou aos colegas o relatório sigiloso enviado pela PF. No encontro, Toffoli confirmou ser sócio do resort Tayayá, citado nas investigações, mas negou qualquer relação com Vorcaro ou familiares.

Com a redistribuição, André Mendonça passa a conduzir os próximos passos do caso, que envolve investigações sensíveis e tem repercussão política e institucional dentro do Supremo.

Íntegra da nota oficial dos 10 ministros do STF

Os 10 Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.

Assinam:
Luiz Edson Fachin, Presidente
Alexandre de Moraes, Vice-Presidente
Gilmar Mendes
Cármen Lúcia
Dias Toffoli
Luiz Fux
André Mendonça
Nunes Marques
Cristiano Zanin
Flávio Dino

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Citado em investigação no caso Banco Master, Toffoli avisa que segue como relator

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do STF, Dias Toffoli comunicou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que vai permanecer como relator do caso envolvendo o Banco Master, mesmo após ter o nome citado em conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição. A resposta foi apresentada nesta quinta-feira (12), em nota oficial enviada ao STF.

Paralelamente, Toffoli determinou que a Polícia Federal encaminhe, na íntegra, as perícias dos celulares e de outras mídias apreendidas no âmbito do caso Master, incluindo os aparelhos de Vorcaro. A investigação envolve a compra do Banco Master pelo BRB, ação que foi distribuída ao gabinete do ministro em 28 de novembro de 2025.

Na nota, Toffoli confirmou que é sócio da empresa Maridt, que vendeu participações ligadas ao resort Tayayá, no Paraná, a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Segundo o gabinete do ministro, a Maridt é uma empresa familiar, de capital fechado, administrada por parentes, e Toffoli integra apenas o quadro societário, sem exercer função de gestão, o que, segundo ele, é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura.

O ministro afirmou ainda que a Maridt deixou de integrar o grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025, após a venda total de suas participações. Toffoli declarou não conhecer o gestor do Fundo Arllen, negou qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel e disse que jamais recebeu valores de ambos. Mesmo sob pressão para se declarar impedido, o ministro manteve a decisão de continuar à frente da relatoria do caso.

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Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, mesmo após plano de reestruturação

Foto: Ricardo Stuckert

A diretoria dos Correios estima um prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, valor superior às perdas previstas de R$ 5,8 bilhões em 2025. As informações foram antecipadas pelo portal G1. Parte do rombo do ano passado só não foi maior devido ao adiamento de obrigações financeiras.

A projeção indica baixa efetividade do plano de reestruturação anunciado no segundo semestre de 2025, que previa economia anual de R$ 7,4 bilhões até 2027. As principais medidas incluíam corte de 15 mil funcionários, fechamento de 1 mil agências e ações para ampliar receitas.

Retirados do programa de privatização no início do terceiro mandato do presidente Lula, os Correios enfrentam queda no volume de correspondências, forte concorrência privada e ingerência política, fatores que agravaram a crise financeira.

Em 2024, a estatal também assumiu um aporte de R$ 7,6 bilhões no Postalis, fundo de previdência dos empregados, para cobrir prejuízos acumulados desde investimentos feitos entre 2011 e 2016.

Para enfrentar o déficit, a empresa tentou contratar um empréstimo de R$ 20 bilhões, vetado pelo Tesouro Nacional devido ao custo elevado. Posteriormente, fechou um financiamento de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos.

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Brasil

Homem mata filhos, publica declaração de amor e tira a própria vida após descobrir traição da esposa


Fotos: Reprodução

O secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Machado, de 40 anos, atirou contra os dois filhos dentro de casa e, em seguida, tirou a própria vida. O caso ocorreu na noite de quarta-feira (11) e é investigado pela Polícia Civil como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio. Não há indícios de participação de terceiros.

O filho mais velho, de 12 anos, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade. O caçula, de 8 anos, chegou a ser operado e internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara, mas não resistiu e morreu na manhã desta quinta-feira (12), conforme familiares.

Thales era genro do prefeito Dione Araújo. Horas antes da tragédia, publicou nas redes sociais um vídeo ao lado dos filhos, com a mensagem: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”. Ele também deixou uma carta de despedida, posteriormente apagada, na qual mencionava problemas no casamento, afirmava estar emocionalmente abalado, pedia perdão à família e fazia referências religiosas.

O inquérito foi instaurado e é conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, que realiza oitivas e perícias sob sigilo.

96FM

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Relatório “explosivo” da PF cerca Toffoli com ligações a Vorcaro e pagamentos ligados a resort

Fotos: Evaristo Sá/AFP e Ana Paula Paiva/Valor

Um relatório de quase 200 páginas da Polícia Federal colocou o ministro do STF Dias Toffoli no centro de novas suspeitas ao apontar ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de convites pessoais e conversas sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá, empreendimento ligado à família do magistrado. O documento, classificado nos bastidores do Supremo como “nitroglicerina pura”, está nas mãos do presidente da Corte, Edson Fachin, que avalia um possível afastamento de Toffoli da relatoria do caso.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Embora a PF não tenha pedido formalmente a suspeição, o material descreve telefonemas, trocas de mensagens e negociações envolvendo a empresa Maridt, ligada ao resort. O próprio Toffoli admite a aliados ter recebido valores da companhia, afirmando que os repasses seriam legais por ele também ser sócio do negócio. Investigadores, porém, destacam a proximidade entre Vorcaro e interlocutores que trataram do empreendimento, o que aumentou a pressão interna na Corte.

O caso ganhou ainda mais tensão após decisões controversas do ministro no processo, como a centralização das provas no Supremo, a imposição de sigilo e embates diretos com a Polícia Federal sobre prazos e acesso a materiais. Integrantes da corporação avaliam que as medidas reforçaram dúvidas sobre a imparcialidade da condução das investigações envolvendo o banco.

Em nota, Toffoli classificou as conclusões da PF como “ilações” e disse que o órgão não tem legitimidade para pedir sua suspeição. Nos bastidores, porém, o relatório já provoca desgaste político e jurídico dentro do STF, ampliando o debate sobre limites éticos entre relações pessoais e decisões judiciais em processos de grande impacto.

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