Brasil

Janja usa voo da FAB com assessores para visitar escola que homenageou Lula no Carnaval

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira para viajar ao Rio de Janeiro no dia 6 de outubro de 2025, quando visitou o barracão da Acadêmicos de Niterói — escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval. Pelo menos seis assessores foram deslocados de Brasília para a agenda.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. No mesmo dia, Janja participou de um evento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ao lado da ministra Luciana Santos, que também estava no voo oficial. Durante a visita ao barracão, a primeira-dama conversou com integrantes da agremiação e comentou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que Lula estaria “apaixonado” pelo samba-enredo. A ministra Anielle Franco também apareceu nas imagens.

Entre os integrantes da comitiva estavam assessores lotados no Gabinete Pessoal da Presidência, incluindo equipe de comunicação, fotógrafo e ajudante de ordens. Cinco deles viajaram na aeronave da FAB e receberam diárias. Uma assessora do cerimonial fez o deslocamento em voo comercial. A Secretaria de Comunicação e a assessoria de Janja foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a publicação.

A escola de samba recebeu cerca de R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano. O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, terminou com a menor pontuação do Grupo Especial, resultando no rebaixamento da agremiação.

Além da agenda de outubro, Janja voltou ao barracão em fevereiro para acompanhar ensaio da escola. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o meio de transporte utilizado nessa segunda visita, já que os registros de voos ainda não foram divulgados pela FAB.

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Brasil

Lula falta a evento organizado pelo Brasil na Cúpula de IA e deixa auditório lotado sem discurso

Foto: Reuters/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou de última hora sua participação em um evento promovido pelo próprio governo brasileiro dentro da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Deli, na Índia. Lula era o principal orador da programação e sua ausência surpreendeu o público, que praticamente lotou o auditório à espera do discurso.

A expectativa em torno da fala do presidente superava, inclusive, a registrada em um encontro anterior no mesmo espaço, que contou com a presença de António Guterres, da Organização das Nações Unidas, e de Brad Smith, liderança da Microsoft. Segundo o Palácio do Planalto, o compromisso foi cancelado por causa do atraso em uma entrevista concedida à emissora indiana India Today, o que teria inviabilizado o deslocamento até o local do evento.

Sem o presidente, a delegação brasileira foi representada por seis ministros, entre eles Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Camilo Santana (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde). Cada integrante apresentou iniciativas de sua pasta ligadas à inteligência artificial e inovação, em exposições com tom mais institucional.

A ausência de Lula não foi justificada publicamente ao final do encontro. A cúpula é considerada um dos principais fóruns globais sobre governança e regulação da IA, com forte viés político. No dia anterior, o presidente havia defendido regras internacionais para as chamadas big techs, afirmando que a concentração de dados e infraestrutura digital nas mãos de poucos grupos representa risco à soberania e à democracia.

Com informações da CNN

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Brasil

Lula assistiu sem reação enquanto Janja expulsava sua filha do camarote de Carnaval

Foto: Léo Franco/Agnews

O que parecia um momento de festa no Carnaval virou constrangimento para o presidente Lula. No domingo (15), a primeira-dama Janja discutiu com Lurian da Silva, filha mais velha do presidente, no camarote reservado da Marquês de Sapucaí. Mas o que chamou atenção nos bastidores foi a reação de Lula diante da confusão: ele permaneceu em silêncio e não interveio.

Segundo aliados, Lurian entrou na sala privada, com acesso restrito, para cumprimentar o pai. Janja afirmou que não era hora para conversas longas e pediu que a primogênita desse apenas um beijo e se retirasse. A filha de Lula insistiu em conversar, e Janja exigiu que ela saísse, elevando a tensão entre as duas.

A discussão escalou. Lurian acusou Janja de “não saber o que é uma estrutura familiar” e não entender a relação entre pais e filhos. Lula, de acordo com pelo menos duas fontes, não se envolveu na confusão, dizendo aos aliados que conversaria com ambas depois, longe dos olhares do público.

O episódio teve testemunhas ilustres: o vice-presidente Geraldo Alckmin e sua esposa, Dona Lu Alckmin, estavam na sala e presenciaram toda a cena. Lurian deixou o camarote chorando, encerrando o episódio que agora fica marcado pelo silêncio do presidente diante do conflito familiar.

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Brasil

‘Burrice’ e atendimento no momento em que houve acesso a dados: o que os servidores suspeitos de vazamento da Receita alegaram


Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo

Servidores da Receita Federal suspeitos de vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram que prestar depoimentos à Polícia Federal (PF) após operação deflagrada nesta terça-feira. Em uma das oitivas, uma servidora alegou que atendia outra pessoa quando dados da mulher de Alexandre de Moraes foram acessados.

Como mostrou o GLOBO, a servidora Ruth Machado dos Santos afirmou que atendia uma pessoa, presencialmente, na agência da Receita que trabalha no Guarujá, no litoral de São Paulo, no momento em que, segundo as investigações, teria acessado dados cadastrais de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

A Receita apontou que a servidora acessou dados cadastrais de Viviane, como CPF, nome da mãe e data de nascimento, e dados eleitorais da advogada no dia 21 de agosto do ano passado. Durante o depoimento aos policiais, Ruth informou que já havia sido instada pela própria Receita para explicar o acesso irregular, que ela nega ter feito.

À PF, ela disse ter apresentado provas de que estava atendendo outra pessoa no momento do suposto acesso, como dados cadastrais do contribuinte. Questionada pela polícia, ela afirmou que jamais passou senha dos seus sistemas a ninguém, o que poderia justificar o acesso simultâneo. O depoimento durou cerca de 40 minutos. Ruth é técnica de seguro social e atua em uma agência da Receita Federal.

Em nota, a defesa informou ainda que ela não possui vínculo partidário, não tem histórico de militância e que “não incorreu para a infração penal”.

Além de Ruth, outros três servidores que atuavam em delegacias do Fisco foram alvo de busca e apreensão e afastados de seus cargos. A operação da PF foi deflagrada após uma investigação da Receita apontar indícios de que informações fiscais dos magistrados e de seus familiares foram acessadas irregularmente.

O auditor-fiscal Ricardo Mansano, lotado na Receita em Presidente Prudente (SP), foi um dos alvos da PF. Nesta quarta, o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kléber Cabral, confirmou nesta que o auditor admitiu ter acessado os dados da enteada do ministro Gilmar Mendes, do STF. Maria Carolina Feitosa é filha de Guiomar Feitosa, que era casada com o magistrado.

Segundo Cabral, Mansano admite o acesso irregular e que a atitude foi uma “burrice” e uma “ideia cretina”, mas o presidente da Unafisco argumenta que foi um “acidente do destino”, porque não há registros de vazamento de dados de Maria Carolina. Dessa forma, o caso de Mansano não teria relação com os vazamentos de dados que o STF quer investigar.

O servidor da Receita, alegou, de acordo com o presidente da Unafisco, que teria feito a pesquisa para descobrir se Maria Carolina, citada em uma reportagem, era esposa de um ex-colega de Cuiabá. A busca teria sido feita em novembro do ano passado, mas teria atingido documentos antigos, de 2008, e não teria ultrapassado a tela inicial.

— Os sistemas da Receita mostram tudo que a pessoa fez. Não dá para ter dúvida se olhou, se printou, se mandou imprimir, quantos segundos ficou em cada tela, tudo isso a Receita guarda e registra para uma futura apuração. Mas existe algum dado vazado dessa pessoa (Maria Carolina)? Não. Então não tem nada a ver com essa história — defendeu Cabral. — Ricardo caiu de gaiato nesse navio furado aí, infelizmente.

O GLOBO tentou contato com o servidor, mas não se manifestou.

Uma investigação da Receita Federal apontou indícios de que dados fiscais de ministros do STF e de seus familiares foram acessados irregularmente. A apuração levou a PF a realizar a operação a terça-feira de carnaval.

De acordo com o STF, “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema” do Fisco, com “posterior vazamento de informações sigilosas”. A Receita vai entregar o relatório final sobre sua auditoria ao STF até o fim do mês.

A auditoria realizada pela Receita foi pedida em janeiro pelo ministro do STF Alexandre de Moraes para apurar possível vazamento de dados de ministros da Corte e de seus parentes em sistemas do Fisco e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O pedido foi feito no âmbito do inquérito das fake news, do qual Moraes é relator, e em meio aos desdobramentos do caso do Banco Master.

Servidores do Rio e Bahia

Os servidores da Receita, Luiz Antônio Martins Nunes, lotado no Rio de Janeiro, e Luciano Pery Santos, que atuava numa delegacia do Fisco na Bahia também foram alvo da operação da PF. Os quatro investigados são suspeitos de terem violado o sigilo funcional, quando funcionário público revela fatos que devem ficar sob sigilo.

Se confirmado, os servidores podem pegar pena de seis meses a dois anos de detenção ou multa. Caso haja dano à administração pública ou a terceiros, a pena passa ser de dois a seis anos de reclusão e multa.

O Globo

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Greve paralisa aeroportos na Argentina e voos entre João Pessoa e Buenos Aires podem ser cancelados

Foto: X.com/Aerolineas Argentinas

A greve geral convocada por centrais sindicais da Argentina contra a reforma trabalhista do presidente Javier Milei provocou uma onda de cancelamentos e atrasos em voos entre o Brasil e o país vizinho nesta quinta-feira (19). A paralisação ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados argentina debate o projeto, já aprovado pelo Senado.

A mobilização foi liderada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e tem duração prevista de 24 horas. Com a adesão de pilotos, trabalhadores aeroportuários e até funcionários responsáveis pelo abastecimento de aeronaves, o impacto no setor aéreo foi imediato.

O aeroporto Castro Pinto em João Pessoa tem um voo para a capital Argentina programado para o próximo domingo (22). Caso a greve persista, ele pode ser cancelado.

A Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros e gerando prejuízo estimado em US$ 3 milhões. Desses, 21 voos envolviam rotas de ida ou volta ao Brasil.

Outras companhias que operam entre os dois países também registraram alterações. A Gol Linhas Aéreas informou que a paralisação comprometeu as operações em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, levando ao cancelamento de parte dos voos. A LATAM Airlines afirmou que precisou ajustar sua malha aérea após sindicatos da Intercargo — responsável pelos serviços de rampa nos aeroportos argentinos — aderirem ao movimento. Segundo a empresa, alguns voos podem sofrer mudança de horário ou data.

A JetSMART cancelou todos os voos domésticos na Argentina e os internacionais desta quinta-feira, medida que atinge 96 operações e cerca de 17 mil passageiros. Já a Flybondi transferiu suas operações do Aeroporto Jorge Newbery para o Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, mas informou que seus voos internacionais, incluindo os com destino ao Brasil, foram mantidos.

A greve amplia a pressão sobre o governo Milei em meio à tramitação de mudanças estruturais nas leis trabalhistas, enquanto passageiros enfrentam incertezas e prejuízos com a interrupção das viagens.

Com informações da CNN

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A CONSERVA DA ESQUERDA AZEDOU: Após exaltar Lula, escola amarga rebaixamento no Carnaval do Rio

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Acadêmicos de Niterói terminou na 12ª colocação no Carnaval do Rio de Janeiro e foi rebaixada nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026). Escola estreante no Grupo Especial, a agremiação levou para a Marquês de Sapucaí um desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Com o resultado, a escola voltará a disputar a Série Ouro em 2027.

Antes mesmo da apuração, a Acadêmicos de Niterói já havia sido punida por falhas na dispersão do desfile. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) aplicou multa de R$ 80 mil, sem perda de pontos. A Portela também foi penalizada pelo mesmo motivo. A campeã do Carnaval do Rio em 2026 foi a Viradouro.

O desfile trouxe referências políticas explícitas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi retratado como um palhaço, com alusões à prisão e ao uso de tornozeleira eletrônica, em referência a um episódio ocorrido em novembro de 2025. Já o impeachment de Dilma Rousseff (PT) apareceu logo no início, com a troca simbólica da faixa presidencial para um personagem que representava Michel Temer (MDB), narrativa defendida por Lula e pelo PT como um “golpe”.

Outro ponto que chamou atenção foi a ausência da primeira-dama Janja, que desistiu de desfilar na última hora. Ela seria destaque do último carro alegórico, mas não entrou na avenida para evitar interpretação de campanha eleitoral antecipada. Segundo a jornalista Monique Arruda, Janja chegou a ficar na área de concentração e depois acompanhou o desfile de um camarote ao lado de Lula.

Foto: Reprodução

A escola também levou à avenida uma ala chamada “neoconservadores em conserva”, representando grupos de oposição a Lula, incluindo pessoas do agronegócio, defensores da ditadura militar e evangélicos. A fantasia gerou reação imediata. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a ala e afirmou ser inadmissível ridicularizar um grupo religioso.

Durante o desfile, integrantes fizeram o gesto do “L de Lula”. A escola afirmou que não houve orientação para evitar o gesto, apesar de informações de que a recomendação teria sido feita previamente. Nos ensaios técnicos, os instrumentos da bateria chegaram a exibir o símbolo. O resultado final colocou um ponto final no desfile politizado: rebaixamento logo na estreia.

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Planalto vê impacto negativo no desfile em homenagem a Lula e tenta conter desgaste

Foto: Marcelo Theobald

A repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói provocou desconforto dentro do próprio governo. Avaliações internas no Palácio do Planalto indicam que a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve impacto negativo, especialmente junto ao público evangélico — segmento que o PT tenta reconquistar desde a última eleição.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com relatos de dirigentes petistas, levantamentos e monitoramentos internos apontaram rejeição ao conjunto do desfile. O maior incômodo teria sido uma ala que representava a chamada “família tradicional” dentro de uma lata de conservas, interpretação vista por integrantes do governo como prejudicial à estratégia de aproximação com eleitores conservadores. Nos bastidores, lideranças admitem que o episódio dificultou pontes que vinham sendo construídas com lideranças religiosas.

Um ministro ouvido reservadamente chegou a afirmar que a alegoria seria a demonstração de que o governo não interferiu na concepção artística da escola. A avaliação é que, se houvesse participação direta do Planalto, o tom adotado teria sido diferente para evitar ruídos com setores mais sensíveis do eleitorado.

Diante da repercussão, o PT iniciou movimento para reduzir a temperatura do debate. O presidente da legenda, Edinho Silva, afirmou que a escola teve total autonomia criativa e classificou como descabidas as tentativas de responsabilizar Lula pelo conteúdo apresentado na avenida. Segundo ele, o presidente mantém respeito pelas comunidades evangélicas e suas lideranças.

Apesar da tentativa de contenção, o episódio ampliou o debate político nas redes sociais e expôs, mais uma vez, o desafio do governo em equilibrar sua base progressista com o diálogo junto a setores conservadores do país.

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Lula aprova reajuste do Legislativo, mas barra penduricalhos e ganhos acima do teto

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o reajuste salarial para servidores do Legislativo federal — incluindo Câmara, Senado e também o Tribunal de Contas da União — mas vetou dispositivos que permitiriam pagamentos extras acima do teto constitucional. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (18).

Com a sanção, passam a valer mudanças na estrutura das carreiras, como a criação da Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico, que substitui modelos anteriores de bônus e passa a ter natureza remuneratória, submetida ao limite salarial do funcionalismo. Também foi reconhecido o caráter de carreiras de Estado para os servidores envolvidos, além da ampliação de cargos e funções no TCU.

Apesar disso, o presidente vetou pontos considerados sensíveis, como mecanismos que poderiam gerar aumento automático de despesas nos próximos anos. Entre os trechos barrados estão reajustes escalonados previstos para 2027, 2028 e 2029, pagamentos retroativos continuados e a criação de licença compensatória que poderia ser convertida em dinheiro — prática vista como brecha para ultrapassar o teto constitucional, atualmente fixado em cerca de R$ 46,3 mil mensais.

Segundo o Palácio do Planalto, a decisão teve como base a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a criação de novas despesas obrigatórias sem previsão de execução dentro do próprio mandato presidencial. A avaliação do governo é que manter esses dispositivos poderia comprometer o equilíbrio fiscal nos próximos anos.

A sanção com vetos ocorre em meio ao debate sobre gastos com pessoal no serviço público e aumenta a pressão política no Congresso, já que parlamentares poderão tentar derrubar parte das restrições impostas pelo Executivo nas próximas sessões.

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STF diz que inquérito identificou ‘diversos e múltiplos’ acessos ilícitos ao sistema da Receita

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou em nota publicada nesta terça-feira, 17, que a investigação sobre vazamento de dados fiscais de ministros e seus parentes identificou “diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.

A manifestação ocorreu em nota após a Polícia Federal (PF) realizar na manhã desta terça-feira operações de busca e apreensão dos suspeitos de terem acessado e vazado indevidamente as informações fiscais de magistrados e seus familiares.

Desdobramento do inquérito das fake news

O STF assume na nota que a investigação foi iniciada como um desdobramento do inquérito das fake news, do qual o ministro também é relator. O caso teve início por iniciativa de Moraes após diversos veículos de imprensa revelarem relações da sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e dos irmãos de Dias Toffoli com investigados no caso do Banco Master.

Na nota divulgada nesta terça-feira, o STF reproduz a avaliação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de que a “exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, tem sido instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais”.

Na nota, o STF cita que a Receita enviou para a Corte um relatório sobre a atuação dos seus servidores no qual admite a existência de um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”. A PGR avaliou preliminarmente que os acessos podem configurar o crime de violação de sigilo funcional.

Nesta terça-feira, Moraes autorizou a operação da PF e medidas cautelares complementares contra os suspeitos, o que inclui:

  1. busca e apreensão domiciliar e pessoal;
  2. afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático;
  3. proibição de se ausentar da Comarca e recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica;
  4. afastamento imediato do exercício da função pública, proibição de ingresso nas dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e da Receita Federal do Brasil e proibição de acesso a seus sistema e bases informatizadas;
  5. proibição de se ausentar do país, cancelamento de todos os passaportes e determinação de impedimento migratório.

A nota conclui com a informação de que os investigados prestarão depoimentos à PF, que prosseguirá nas investigações.

Mais cedo, a Receita publicou nota na qual assume ter detectado violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação. O órgão, no entanto, não especificou se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes.

Estadão Conteúdo

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Brasil

(VÍDEO) EDUARDO OINEGUE: A Justiça eleitoral vai passar pano ou punir o samba de Lula?

Em 2006, a escola paulista Leandro de Itaquera foi pra avenida com um samba exaltando, acredite, a despoluição do rio Tietê. Que por uma dessas coincidências, um desses alinhamentos de planeta, era um programa do governador do estado, Geraldo Alckmin.

Em cima de um carro alegórico colocaram o boneco gigante de três caciques tucanos, entre os quais Alckmin, que sairia candidato a presidente naquele ano. O PT tentou proibir o desfile porque, naquela época, achava que isso era propaganda eleitoral antecipada.

Agora vem a Acadêmicos de Niterói fazendo a mesma coisa, só que de forma mais descarada, contando a vida do candidato Lula. Com ataques a Bolsonaro, Michel Temer, uso de jingle da campanhas antigas de Lula, e repetição cantada do número do partido.

O TSE tem um belo desafio. Passa pano, como aconteceu com Alckmin em 2006. Ou faz alguma coisa até para evitar que a bajulação politica vire moda no carnaval, usando a liberdade de expressão como escudo para a propaganda política desavergonhada?

Band Jornalismo

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