Brasil

Ciro acumula condenações e enfrenta fila de credores e até bloqueio para licenciar carro

Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Conhecido pela retórica inflamada contra adversários, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) coleciona condenações por danos morais e tem sido alvo de ações de execução em série, o que já resultou em penhora e leilão de imóveis, constante bloqueio de valores em suas contas bancárias, incluindo R$ 101 mil na da sua mulher, chegando até o recente impedimento para licenciar um carro.

Ciro declarou no ano passado —quando disputou a Presidência e ficou em quarto lugar— patrimônio de R$ 3 milhões, mas a Justiça tem encontrado dificuldade para fazer valer as cobranças.

Prefeito, governador, ministro e quatro vezes candidato à Presidência, Ciro é alvo ou figura como autor em cerca de uma centena de ações criminais e cíveis relativas a danos morais, em especial no Ceará e em São Paulo.

A defesa do ex-presidenciável afirma que Ciro sofre restrição incomum ao seu direito de expressão, que as punições têm valores muito acima do normal e que ele não tem recursos e bens penhoráveis para cobri-las.

Diz ainda que as suas “nítidas dificuldades financeiras” decorrem de ele ser um político honesto, que não responde a processo de dano ao erário e que vive do seu salário.

Como vice-presidente nacional do PDT, Ciro recebe remuneração mensal de R$ 23,5 mil.

Folha de S. Paulo

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Brasil

Zelensky deixa Lula esperando e não aparece para reunião

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (21.mai.2023) que a reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi marcada, mas que a delegação do país europeu se atrasou e não apareceu. O encontro não foi realizado.

Lula deu a declaração durante entrevista a jornalistas em Hiroshima (Japão), por volta de 8h da manhã de ssegunda-feira (22.mai) no horário local (20h da noite de domingo no Brasil). O Japão, sede da cúpula do G7, grupo com 7 dos países mais industrializados do mundo, está 12 horas à frente do Brasil no fuso horário.

“O fato é muito simples. Tinha uma entrevista, uma bilateral com a Ucrânia aqui nesse salão, às 15h15 da tarde. Nós esperamos e aí ficamos recebendo a informação que eles tinham atrasado. Enquanto isso, atendi o presidente do Vietnã, e quando o presidente [na realidade, a reunião foi com o primeiro-ministro] do Vietnã foi embora, a Ucrânia não apareceu, certamente teve outro compromisso, não pode vir aqui. Foi simplesmente isso que aconteceu”, afirmou Lula.

No entanto, a agenda com os compromissos de Lula enviada a jornalistas na manhã deste domingo mostra que, às 15h15, horário citado pelo presidente, havia uma reunião bilateral marcada. Com o primeiro-ministro do Vietnã, não com Zelensky.

“ZELENSKY É MAIOR DE IDADE”

Antes, em entrevista a jornalistas, foi perguntado a Zelensky se ele havia ficado decepcionado pelo fato de a reunião não ter sido realizada. O ucraniano respondeu em tom irônico: “Eu acho que ele [Lula] que ficou decepcionado”. Afirmou que houve uma incompatibilidade de agendas entre ele e o petista.

“Eu não fiquei decepcionado, fiquei chateado porque eu queria encontrar com ela”, declarou o brasileiro em entrevista a jornalistas. “Ele é maior de idade, sabe o que faz”, disse o petista sobre o ucraniano.

Poder360

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Brasil

Maduro recebe comitiva do Itamaraty na Venezuela para selar acordo bilateral com o Brasil

Venezuela

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, recebeu uma comitiva do governo Lula, na quarta-feira 17. Os diplomatas são da Associação Brasileira de Cooperação (ABC), enviados pelo Itamaraty. Em uma publicação no Twitter, Maduro compartilhou fotos com os membros da delegação brasileira.

Na postagem, ele afirma que o encontro vai “beneficiar os povos brasileiros e venezuelanos, além de fortalecer o respeito aos nossos territórios naturais”.

De acordo com o Itamaraty, a viagem tem o objetivo de “atualizar compromissos vigentes” entre os dois países, nas áreas de “cooperação técnica e humanitária e de identificação de novos possíveis temas para o programa de cooperação bilateral no período 2023-2025”.

Desde a eleição do presidente Lula, o governo vem trabalhando para reatar laços com ditaduras latino-americanas, entre elas, a Venezuela.

Ainda conforme o Ministério das Relações Exteriores, “o mesmo exercício vem sendo conduzido pela ABC, com a participação de áreas do governo federal, com outros países da região, a exemplo da Argentina, Chile, Equador, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana”.

A comitiva retornou ao Brasil na sexta-feira (19) mas, até agora, nenhum tipo de acordo ou resultado da viagem foi divulgado.

Revista Oeste

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Brasil

Governo Lula quer mudar regras para concursos públicos; veja propostas

Foto: Getty Images

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda mudar as regras dos concursos públicos para incorporar instrumentos adicionais de avaliação dos candidatos e permitir o uso da tecnologia em algumas fases ou em todo o processo seletivo.

A avaliação do Executivo é que isso pode melhorar o acesso dos candidatos, ampliar a concorrência, dar segurança jurídica e permitir ao governo selecionar com maior efetividade seus funcionários.

A intenção é apoiar a discussão de um projeto de lei já aprovado pela Câmara dos Deputados e que aguarda apreciação do Senado Federal. O tema tem sido tratado em reuniões internas no Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e integra uma lista de ações que a pasta pretende colocar em marcha nos próximos meses e que inclui uma nova lei de cotas em concursos públicos.

A proposta em tramitação contempla boa parte dos objetivos do governo. Ela busca validar práticas hoje já adotadas nas seleções, mas que são alvo constante de questionamentos na Justiça, e amplia os instrumentos à disposição da administração pública para selecionar seus novos membros.

Se aprovadas, as regras valerão apenas para novas seleções. O intuito é que as diretrizes sejam aplicadas para União, estados e municípios.

O texto do projeto ainda pode sofrer modificações, mas sua versão atual permite avaliar os candidatos por seus conhecimentos, suas habilidades e suas competências. O requisito mínimo de realizar uma prova (escrita, objetiva, dissertativa ou oral) permanece, como já ocorre hoje, mas a comissão responsável pelo concurso poderá exigir outras etapas.

Na avaliação de habilidades, será possível medir a aptidão intelectual ou física para a execução de atividades do cargo, o que inclui testes físicos, elaboração de documentos e simulação de tarefas próprias do posto.

Na avaliação de competências, a ideia é analisar aspectos comportamentais por meio de entrevista, avaliação psicológica, exame de higidez mental ou teste psicotécnico.

A relação das etapas empregadas no processo de seleção será uma decisão da comissão organizadora e precisará ser comunicada de forma transparente aos candidatos.

Concurso poderá ser realizado “total ou parcialmente” a distância

Outro dispositivo prevê que o concurso poderá ser realizado “total ou parcialmente” a distância, de forma online ou em plataforma eletrônica, com acesso individual seguro e em ambiente controlado, desde que garantida a igualdade de acesso.

O efetivo uso da tecnologia ainda dependeria de regulamentação, que pode ser geral para cada esfera de governo ou específica por órgão. As regras precisam passar por consulta pública prévia e seguir padrões de segurança da informação. O uso ou não das ferramentas será uma escolha dos realizadores.

Segundo integrantes do governo, ainda não há hoje um modelo de sucesso estabelecido para a realização de provas a distância, com garantia de segurança para o candidato e para a administração pública, mas o intuito do Executivo é criar uma lei abrangente, que permita o uso da tecnologia no futuro caso a possibilidade se mostre viável.

Uso de tecnologias

Um membro do governo afirma que a legislação brasileira precisa estar preparada, uma vez que a evolução tecnológica tem sido veloz, e em pouco tempo pode surgir uma maneira segura de aplicar uma prova de forma remota sem risco de fraudes.

O ganho para a administração pública não seria necessariamente financeiro. O emprego de tecnologia para a realização de provas exige investimentos vultosos. O Enem Digital, por exemplo, foi descontinuado devido à baixa procura dos estudantes e ao custo elevado. Mas sua realização, ainda que tímida, é considerada um paradigma de que a transformação é possível.

Para o governo, a principal vantagem de realizar etapas online é ampliar a concorrência. O diagnóstico é que a administração pública pode estar prescindindo de mão de obra qualificada ou de um funcionário vocacionado para o serviço público porque essas pessoas não têm como arcar com os custos de deslocamento, hospedagem e alimentação para se submeterem às seleções. Isso cria uma espécie de barreira prévia.

Mesmo que a tecnologia seja usada apenas em algumas etapas, isso já seria um ganho em relação ao modelo atual, que obriga o candidato de fora a se deslocar repetidas vezes à medida que avança de fase no processo de seleção.

Judicialização

O projeto também tenta afastar algumas brechas que hoje são alvo de intenso embate na Justiça, como os casos de discriminação. O texto veda de forma expressa qualquer diferenciação de candidatos com base em idade, sexo, estado civil, condição física, deficiência, etnia, naturalidade, proveniência ou local de origem.

O texto contém um dispositivo considerado um trunfo pelo governo, para o caso de as disputas judiciais perdurarem. O projeto diz que um juiz ou órgão de controle precisa considerar a realidade dos fatos na hora de analisar um pedido de impugnação de prova ou critério previsto no edital, não só a interpretação abstrata das normas jurídicas.

Na prática, a proposta tenta balizar a atuação do Judiciário para que ele considere também as consequências de cada decisão e preveja alternativas e soluções, caso a impugnação ou suspensão do processo seja de fato necessária.

Folhapres

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Brasil

Pesquisa mostra que pandemia reduziu atividade física de crianças

Pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), intitulada Levantamento da Adequação de Crianças e Adolescentes Brasileiros às Diretrizes do Movimento 24 Horas Antes e Durante a Pandemia da Covid-19, mostra impacto significativo das restrições da pandemia na redução da atividade física e no aumento do tempo de tela de crianças e adolescentes brasileiros.

O estudo foi feito com 525 crianças e adolescentes até 18 anos de idade de diferentes regiões do Brasil, sendo realizado por meio de um formulário de entrevista digital que inluiu características sociodemográficas das famílias, atividade física moderada a vigorosa, tempo recreativo de tela e duração do sono antes e durante a pandemia.

Os pesquisadores do IFF/Fiocruz, Natália Molleri, Saint Clair Gomes Jr, Daniele Marano e Andrea Zin investigaram a adequação a estes hábitos durante a pandemia da covid-19. “A quantidade de atividade física moderada a vigorosa, tempo de tela recreativo (televisão, celular, computador, notebook ou tablet) e a duração adequada do sono têm reconhecida importância para a saúde de crianças e adolescentes, mostrando associações positivas com o desenvolvimento motor, condicionamento físico, redução da adiposidade (excesso de gordura no organismo) e melhora no condicionamento cardiometabólico. Ainda assim, poucos estudos avaliaram a adequação a estes hábitos em países de baixa e média renda”, informou, em nota, a terapeuta ocupacional do Instituto, Natália Molleri.

Segunda a pesquisadora, as medidas de isolamento social contribuíram para a redução da atividade física. A proporção de famílias que faziam essa adequação baixou de 61,43% antes da pandemia para 38,57% durante a pandemia. Também foi menor a correta adequação do tempo de tela recreativo entre crianças e adolescentes brasileiros, que antes era feita por 67,22% das famílias e reduziu para 27,27%, na pandemia.

“Portanto, enquanto Instituto Nacional, exercemos papel essencial na educação quanto à importância da atividade física, redução do uso de telas e tempo de sono adequado de acordo com a faixa etária”, explicou Natália.

Uma das pesquisadoras responsáveis pelo levantamento, Andrea Zin, disse que as crianças já estavam dormindo menos, se exercitando menos e estavam muito tempo em frente à tela antes da pandemia. Segundo ela, com as aulas remotas, aumentou muito o tempo de tela à frente do computador e do celular e cresceu o sedentarismo decorrente do confinamento. “A pergunta é: até que ponto a gente conseguiu voltar à normalidade dessas atividades?”.

AgênciaBrasil

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Brasil

Desigualdade do Brasil está a décadas de distância da Europa

Desigualdade no Brasil cresceu (de novo) em 2020 e foi a pior em duas décadas
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) anunciou em 12 de maio a maior redução na desigualdade de renda em 11 anos, desde o início da atual série histórica, em 2012.

Mesmo assim, o Brasil continua no topo da concentração de renda do mundo e tem longo caminho pela frente para reduzir a iniquidade a níveis de países desenvolvidos.

Uma comparação com os dados mais atuais do índice Gini (medida mais usada para aferir desigualdade) de outros países mostra o Brasil como o 10º pior em desigualdade. Apenas países africanos, como a África do Sul, que encabeça a lista, se saem pior.

Desigualdade do Brasil está a décadas de distância da Europa

Desigualdade do Brasil está a décadas de distância da Europa© Fornecido por Poder360

Os fatores apontados como responsáveis pela queda de 2022 não devem se repetir nos próximos anos (leia mais abaixo).

Caso o Brasil retome o ritmo de redução da desigualdade que imprimiu de 2001 a 2014, seriam necessários pelo menos 30 anos para chegar ao mesmo indicador de Itália e Rússia, os países europeus mais desiguais.

Para atingir o índice Gini da França, seriam 43 anos.

Desigualdade do Brasil está a décadas de distância da Europa

Desigualdade do Brasil está a décadas de distância da Europa© Fornecido por Poder360

Mesmo que se repetisse por vários anos o ritmo acelerado de 2022, maior queda de desigualdade da série atual, seriam pelo menos 3 anos e 10 meses para chegar ao patamar da Argentina, ou 8 anos para chegar ao índice Gini da França.

Queda de 2022 é conjuntural

A redução de desigualdade de renda em 2022 teve 2 fatores principais:

Pessoas físicas já podem adquirir eletrônicos com preço de revendedor, veja

  • recuperação da pandemia – o mercado de trabalho reagiu e conseguiu recuperar as perdas no número de pessoas trabalhando. No ano passado, 7,7 milhões de pessoas que não estavam ocupadas passaram a trabalhar. A recuperação levou ao maior número já registrado de população ocupada: 95,2 milhões de pessoas.
  • Auxílio Brasil – o número de beneficiários cresceu 50% durante o ano eleitoral: foi de 14,5 milhões para 21,6 milhões. O valor médio desse benefício mais do que triplicou, passando a R$ 600 em média.

Os dois fatores não devem se repetir em 2023. “Não é algo replicável. Não tem espaço fiscal para triplicar de novo o valor dos benefícios sociais e nem aumentar tanto a população beneficiada. E a recuperação da pandemia já foi”, diz o economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social.

Dessa forma, para Neri, é mais útil olhar o ritmo contínuo de diminuição da desigualdade alcançado no período de 2001 a 2014, em patamares anuais menores do que o de 2022.

Esse caminho indica que seriam necessárias mais algumas décadas de reduções constantes de desigualdade para atingir o nível dos europeus, ou 25 anos para chegar ao patamar dos EUA.

Para o diretor do FGV Social, o caminho na melhoria da desigualdade agora passa por algo que o Brasil negligenciou nas últimas décadas: produtividade.

“Os indicadores sociais brasileiros tiveram desempenho surpreendente nas últimas décadas, mas houve um descolamento da trajetória econômica. As pessoas têm mais anos de educação, mas não estão mais produtivas. Vivem mais, mas demoramos muito a fazer a reforma da Previdência“, diz Neri.

O economista argumenta que fazer a educação de qualidade mais equânime no Brasil poderia ser um caminho preferencial para reduzir a desigualdade. Cita reformas no Ensino médio que preparem melhor para o mercado de trabalho.

A população mais educada levaria a um aumento de produtividade no trabalho, que poderia se reverter em mais renda e redução de desigualdades.

Neri também cita pautas identitárias de igualdade de cor da pele, gênero e outras dimensões que podem servir como fator para diminuir a concentração de renda.

Metodologia

Para calcular o ritmo de queda do índice Gini brasileiro de 2001 a 2014, o Poder360 usou séries históricas antigas, disponíveis nas bases de dados do Banco Mundial, fazendo uma média anual de redução do indicador durante esse período. Comparou-se, então, com a queda verificada de 2021 a 2022. As duas “velocidades” de redução foram então aplicadas ao índice Gini atual do Brasil (0,518) para obter o número de anos necessários para atingir o indicador de outros países.

Poder360

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Brasil

New York Times trata Lula como ‘aliado próximo’ da Rússia

New York Times trata Lula como ‘aliado próximo’ da Rússia
Em sua cobertura sobre a cúpula do G7 no Japão, o New York Times classificou o presidente Lula como um “aliado próximo” da Rússia.

Lula não teve reunião bilateral com Zelensky. A assessoria da Presidência alegou incompatibilidade de horários na agenda dos dois.

O pedido para o encontro partiu do presidente da Ucrânia. Ao longo de todo o sábado, porém, Lula ignorou a solicitação. Após relutância, a equipe brasileira diz ter oferecido horário na tarde de domingo.

O Antagonista

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Brasil

Inflação do Brasil acumula a 5ª maior taxa do G20 em 2023


Foto: Tania Rego/Agência Brasil

A inflação acumulada do Brasil, de janeiro a abril, foi de 2,7%. Esse é o 5º maior percentual entre os países do G20, com exceção da Austrália, que tem dados trimestrais. As maiores taxas para o período são da Argentina (31,9%), da Turquia (15,2%), da Alemanha (3%) e da França (2,8%).

O levantamento considera os 17 países que já divulgaram os dados de abril e a Zona do Euro. Para Japão, Reino Unido e África do Sul, o Poder360 considerou as projeções do mercado para abril. A Austrália não foi incluída porque contabiliza a inflação acumulada em 1 trimestre.

Segundo dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação acumulada nos primeiros 4 meses de 2022 havia sido de 4,29% no Brasil. Ou seja, desacelerou em relação ao mesmo período do ano passado. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) terminou 2022 com taxa anual de 5,79%. As projeções do mercado financeiro indicam que terminará este ano a 6,03%.

A inflação acumulada em 4 meses na Argentina foi de 31,9% neste ano. Havia sido de 23,2% no mesmo período do ano passado. Ou seja, aumentou 8,7 pontos percentuais.

O país também é líder no ranking quando considerada a taxa acumulada em 12 meses. O IPC (índice de preços ao consumidor) da Argentina atingiu 108,8% até abril, o maior patamar em 31 anos. Em 2º lugar fica a Turquia, com 44%.

Quando se observam as taxas acumuladas nos últimos 12 meses, o Brasil sai melhor na foto. O percentual anualizado do país foi de 4,2%, acima só de China (0,1%), Rússia (2,3%), Arábia Saudita (2,7%), Japão (3,2%), Coreia do Sul (3,7%) e Espanha (4,1%).

Considerando somente a América Latina, a inflação no acumulado do 1º quadrimestre da Colômbia atingiu 5,4%. No mesmo período, o Uruguai registrou 4,3%, também acima do Brasil. A Bolívia teve deflação de 0,1% no período.

Poder360

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Brasil

Abuso sexual contra crianças no Brasil cresce 70% em 2023


Foto: Agência Brasil

Sinais sutis como agressividade, falta de apetite e isolamento social podem indicar que algo errado está ocorrendo na vida de uma criança ou adolescente. É o que afirma Carol Cianni, pedagoga e diretora de uma escola em Brasília.

O abuso sexual é uma das causas de tais comportamentos. Só nos 4 primeiros meses deste ano, 17.500 violações sexuais contra crianças ou adolescentes foram registradas pelo Disque 100. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e indicam um aumento de quase 70% em relação ao mesmo período de 2022.

Nos 4 primeiros meses de 2023, foram registradas, ao todo, 69.300 denúncias e 397 mil violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, das quais 9.500 denúncias e 17.500 violações envolvem violências sexuais físicas –abuso, estupro e exploração sexual– e psíquicas.

A casa da vítima, do suspeito ou de familiares está entre os piores cenários, com quase 14.000 violações. Ainda no 1º quadrimestre, foram registradas 763 denúncias e 1.400 violações sexuais ocorridas na internet. Em todo o ambiente virtual, houve registros de exploração sexual, com 316 denúncias e 319 violações; estupro, com 375 denúncias e 378 violações; abuso sexual físico, com 73 denúncias e 74 violações; e violência sexual psíquica, com 480 denúncias e 631 violações.

Os dados foram consolidados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania por ocasião do Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado na 5ª feira (18).

Mais importante do que identificar que uma criança ou adolescente está sofrendo algum tipo de violência sexual, é saber orientar os jovens sobre como se defender desse tipo de situação.

PREVENÇÃO

Carol Cianni destaca que a família e a escola têm papel fundamental na prevenção. Para ela, levar o tema para a sala de aula de forma leve e assertiva, explicando que o corpo é algo íntimo e sagrado, ajuda no entendimento dos alunos. Ela diz, também, que a escola precisa ficar atenta a qualquer mudança no comportamento dos alunos para intervir de forma rápida.

“Na escola, os professores observam tudo: como a criança brinca, como ela se alimenta, como ela deita para relaxar na hora do descanso e como se relaciona com os colegas. Então, temos uma observação atenta a todos os detalhes do comportamento da criança para que a gente possa ajudá-la. Isso porque os pedidos de socorro dos pequenos vêm de forma muito sutil”, afirma.

ALERTA

Já a psicóloga Caroline Brilhante afirma que a maior parte dos abusos contra crianças e adolescentes é praticada por pessoas próximas da vítima e em ambientes conhecidos da família. Por isso, é importante estar sempre alerta.

Ela frisa que monitorar e restringir o acesso à internet pode evitar que a criança se exponha a situações de risco.

“Uma das formas de prevenir é restringir o tempo de tela da criança [na internet] e até mesmo do adolescente. Implantar filtros no acesso a conteúdos que estejam fora da faixa etária. Ter atenção ao comportamento da criança ou jovem em relação a sexo porque o interesse súbito sobre o assunto pode indicar algum problema”, diz a psicóloga.

As denúncias de qualquer abuso sexual ou outro crime contra os direitos humanos podem ser feitas –de forma anônima e gratuita– pelo Disque 100.

Poder 360 com informações de Agência Brasil

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Brasil

Dois anos e meio após lançamento, cédula de R$ 200 circula menos do que nota de R$ 1


Foto: Reprodução

Mais de 2 anos após o lançamento, apenas 28% das cédulas de R$ 200 produzidas foram colocadas em circulação pelo Banco Central. São 124,8 milhões de cédulas, que somam R$ 24,96 bilhões.

É menos, por exemplo do que as 148,65 milhões de cédulas de R$ 1 que continuam em circulação. Isso apesar de as de R$ 1 não serem mais produzidas desde 2005.

Segundo o Banco Central, “o ritmo de utilização da cédula de 200 reais vem evoluindo em linha com o esperado, e deverá seguir em emissão ao longo dos próximos exercícios.”

Os quase R$ 25 bilhões em cédulas de R$ 200 correspondem a 7,86% de todo o valor em espécie que circula no país, de R$ 317,34 bilhões.

Circulam hoje no país 1,771 bilhões de cédulas de R$ 100, somando R$ 177,14 bilhões em valor. Já as 1,769 bilhões de notas de R$ 50 somam R$ 88,48 bilhões e a terceira cédula mais comum, de R$ 2, gera um valor de R$ 3,13 bilhões em circulação.

g1

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