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Desenrola: sistema de renegociação para mais pobres não está pronto

Desenrola: sistema de renegociação para mais pobres não está pronto
O sistema que possibilitará a renegociação de dívidas da população mais pobre no programa Desenrola Brasil, do Ministério da Fazenda, ainda não está pronto.

Fontes da pasta afirmaram a O Antagonista, na tarde desta terça-feira (18), que a plataforma ainda passa por ajustes técnicos e não está concluída.

A terceira etapa do projeto, prevista para ser iniciada em setembro, irá permitir que os devedores com renda de até dois salários mínimos, inscritos no CadÚnico e pessoas com dívidas de até R$ 5 mil participem do programa.

A plataforma será abrigada no site governamental gov.br e fará a interlocução entre o devedor e o credor. Na etapa atual, o acordo é feito diretamente com os bancos.

A renegociação de dívidas bancárias começou nesta segunda-feira (17) por pessoas físicas com renda de até R$ 20 mil. Essa etapa pode beneficiar mais de 30 milhões de pessoas. A próxima etapa envolverá débitos de luz, telefone, carnê de lojas varejistas, entre outras contas.

O programa permite o parcelamento entre 12 e 60 parcelas e pagamentos por débito em conta, Pix ou boleto bancário.

Segundo o Ministério da Fazenda, Banco do Brasil, Santander, Bradesco, Itaú e a Caixa confirmaram adesão à proposta.

O Antagonista

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Governo Lula divulga dado enganoso sobre Bolsa Família

Reformulado por Lula, novo Bolsa Família incorpora 808 mil famílias ao  programa - Brasil 247
O Ministério do Desenvolvimento divulgou nesta 3ª feira (18.jul.2023) um texto com 1.380 palavras que induz o leitor a achar que houve aumento do número de beneficiários do Bolsa Família.

Com o título “Busca ativa garante inclusão de 1,3 milhão de famílias no Bolsa Família”, a propaganda do governo omite que em 31 de dezembro de 2022 (último dia do governo de Jair Bolsonaro) havia 21,6 milhões de beneficiários no programa. Agora, o total é de 20,9 milhões. Ou seja, uma queda de 700 mil famílias. O ministério também não menciona a redução do benefício médio de R$ 705 em junho para R$ 684 em julho.

Houve desde o início do ano um enxugamento de benefícios a famílias que o governo julga não cumprirem os requisitos para o programa. Só em março foi anunciado 1,5 milhão de exclusões. No total, foram 2,7 milhões de cadastros excluídos.

A informação do release do governo foi publicada por vários veículos de comunicação, inclusive pelo Poder360. No caso deste jornal digital, o texto já foi alterado e recebeu um aviso de correção. O “Jornal Hoje”, da TV Globo, transmitiu uma reportagem de 3min55s e divulgou o press-release do governo sobre o Bolsa Família sem mencionar a queda no total de famílias cadastradas.

O Ministério do Desenvolvimento, comandado pelo petista Wellington Dias (ameaçado de perder a cadeira para alguém indicado pelo Centrão), começa o press-release assim: “Desde março, quando o Bolsa Família foi relançado pelo governo federal, 1,3 milhão de famílias foram incluídas no programa”. Quem lê pode entender que o total de beneficiários cresceu em 1,3 milhão. Essa é uma interpretação errada.

Em 2 de março de 2023, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou formalmente a troca do nome do programa de Auxílio Brasil para Bolsa Família. Essa ação tem grande valor simbólico para o Planalto, pois esse tipo de benefício virou marca registrada das campanhas eleitorais do PT. Era necessário voltar a usar a designação inicial.

Essa mudança de nome foi batizada de relançamento do programa, embora o Bolsa Família nunca tenha deixado de existir.

Ao festejar o sistema de busca ativa de beneficiários, em nenhum momento o texto de 1.380 palavras do ministério de Wellington Dias informa que o total de famílias beneficiadas caiu desde a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente. Ao contrário. O próprio ministro dá ênfase à interpretação enganosa sobre o que se passou. “Começamos nesta 3ª feira [18.jul.2023] o pagamento do Bolsa Família. E uma novidade positiva é que alcançamos 1,3 milhão de famílias que tinham direito ao benefício, muitas delas passando fome, e agora estão recebendo o novo Bolsa Família”, declara o petista.

Ao final do texto do governo, há um infográfico mostrando quanto aumentou (sic) o número de beneficiários do Bolsa Família nas 27 unidades da Federação:

Infográfico do governo induz o leitor a achar que o total de beneficiários do Bolsa Família aumentou em todos os 26 Estados e no Distrito Federal

O que diz o governo

Ao ser questionado sobre o release, o ministro Wellington Dias confirma a redução do número total de cadastros. “São 1,3 milhão na extrema pobreza e que não conseguiam nem se cadastrar, e não recebiam Auxílio Brasil de março para cá. Mas, na atualização do cadastro, encontramos muita gente com renda elevada, alguns chegando a R$ 10 mil de salários, R$ 14 mil… outros que comprovadamente já morreram, ou unipessoais que, na verdade eram de uma mesma família e fizeram outra inscrição para receber também. E assim foram desligados 2.700.000. Por isto a redução!”, diz o ministro

O Poder360 também questionou a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome sobre o porquê de não mencionar no texto a redução de do número beneficiários. Assim que uma resposta for enviada, ela será incluída neste texto.

Valor total maior

O governo Lula optou por pagar um benefício médio maior por família, mas atendendo a menos família a partir de 2023, quando o programa deixou de chamar Auxílio Brasil e voltou para o seu nome original, Bolsa Família.

Até 31 de dezembro de 2022, o valor médio pago por família era de R$ 670. Em junho, essa cifra foi de R$ 705, pois há pagamentos extras por filhos menores e para casos em que a mulher está grávida. Em junho, esse pagamento diminuiu: foi para R$ 684.

Poder360

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Meia volta, volver: Haddad adia reforma do Imposto de Renda

Meia volta, volver: Haddad adia reforma do Imposto de Renda

O Ministério da Fazenda mudou a rota e só enviará a proposta de mudança no Imposto de Renda no fim do ano. Inicialmente, o projeto, que está na segunda fase da reforma tributária, seria encaminhada ao Congresso antes da tramitação final do primeiro texto.

A informação foi confirmada no fim da manhã desta terça-feira (18) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao chegar na sede da pasta, em Brasília.

“O envio da proposta com foco na renda será depois da aprovação da reforma tributária do consumo. Lá para o fim do ano. Vamos começar as discussões internas”, comentou.

 A primeira parte da mudança fiscal será votada a partir de agosto no Senado.

O Antagonista

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Governo Federal usa pacote de concursos para aumentar cargos comissionados

Lula defenderá acordo entre Mercosul e UE em encontros bilaterais em Bruxelas

O governo federal aproveitou a portaria que autoriza novos concursos públicos para fazer outra alteração nos seus quadros: aumentar a quantidade de cargos comissionados.

Com a mudança, 2,8 mil cargos efetivos que estão vagos serão transformados em funções comissionadas e de confiança, com objetivo de “recompor a estrutura administrativa federal”. Esses postos são usados para acomodar indicações políticas na estrutura do governo.

Nesta terça-feira (18), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos anunciou mais concursos públicos. A intenção é contratar mais 2,4 mil servidores.

O governo afirma que a mudança não terá impacto orçamentário imediato nem afetará a situação dos atuais servidores, por se tratarem de funções atualmente vagas.

O Antagonista

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“Quem gosta de dever é rico, pobre gosta de pagar”, diz Lula


Foto: Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 3ª feira (18.jul.2023) que as pessoas pobres que estão endividadas querem quitar seus débitos para “andar de cabeça erguida” e que, quem gosta de “dever muito”, são os ricos.

“Pobre não gosta de dever, gosta de pagar o que deve. Todo mundo quer andar de cara limpa, de cabeça erguida. Só quem gosta de dever muito é rico. Tem o ditado que diz que rico tem duas alegrias: uma quando toma o dinheiro emprestado e outra quando não paga. Pobre tem duas tristezas: não pode tomar dinheiro emprestado, quando toma, não pode pagar”, disse.

Lula falou sobre o assunto em sua live “Conversa com o Presidente”, programa semanal no qual é entrevistado pelo jornalista Marcos Uchôa, contratado pela TV Brasil. Foi a 6ª transmissão realizada. O governo federal anunciou na 2ª feira (17.jul.2023) R$ 50 bilhões como incentivo às instituições bancárias para adesão ao programa Desenrola Brasil, lançado no mesmo dia.

Poder360

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Ministério da Saúde prevê pagamento do piso da enfermagem em agosto

O Ministério da Saúde informou que o processo de implementação do piso nacional da enfermagem na folha de pagamento deve ser incluído no contracheque de agosto. De acordo com o governo, um amplo levantamento de dados dos profissionais da enfermagem junto aos Estados e municípios para apurar os valores a serem repassados a cada ente da federação foi concluído “com êxito”. O valor será pago em 9 parcelas no decorrer deste ano.

Conforme orientações da AGU (Advocacia Geral da União), o cálculo do piso da enfermagem será aplicado considerando o vencimento básico e as gratificações de caráter geral fixas, não incluídas as de cunho pessoal.

“A metodologia de repasse aos entes e o monitoramento da implementação do piso em nível nacional tomará como base um grupo de trabalho com a participação de diferentes pastas (Ministério da Saúde, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ministério do Planejamento e Orçamento, Advocacia Geral da União e Controladoria Geral da União), sob supervisão dos ministérios que integram a estrutura da presidência da República e coordenados pela Casa Civil”, diz o informe divulgado pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (14).

Entenda

Em maio, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou o pagamento do piso nacional da enfermagem depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar a abertura de crédito especial de R$ 7,3 bilhões para a operação.

Desde setembro de 2022, o novo piso nacional, definido pela Lei nº 14.434, estava suspenso por decisão do próprio Barroso. O ministro ordenou que os entes públicos e privados da área da saúde esclarecessem o impacto financeiro da medida. Segundo os Estados, o impacto nas contas locais é de R$ 10,5 bilhões e não há recursos para suplementar o pagamento.

Na nova decisão, Barroso determinou que Estados, Distrito Federal e municípios, bem como as entidades privadas que atendam no mínimo 60% de seus pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde), implementem o piso nacional. A obrigatoriedade só é válida no limite dos recursos recebidos por meio da assistência financeira prestada pela União para essa finalidade.

Valores

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da CLT (consolidação das leis do trabalho) é de R$ 4.750, conforme definido pela lei. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Dados do Conselho Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais no país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, além de cerca de 60.000 parteiras.

Poder360

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Primeira fase do Desenrola pode limpar até 2,5 milhões de nomes

Brasília (DF), 17/07/2023 - O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala sobre o programa Desenrola Brasil, durante entrevista coletiva a imprensa. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.Foto: Agência Brasil

O total de brasileiros com dívidas de até R$ 100 que terão o nome limpo pode chegar a 2,5 milhões se o banco Nubank aderir ao Desenrola, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, a instituição financeira ainda está decidindo se vai entrar no programa porque tem direito a pouco crédito presumido, incentivo dado pelo governo aos bancos.

“Tem um banco só que está em dúvida de adere ou não, porque ele tem pouca vantagem no crédito presumido e tem 1 milhão de pessoas negativadas: o Nubank. Estamos aguardando. Se eles aderirem, serão 2,5 milhões de CPFs [com o nome limpo]”, disse Haddad. O Ministério da Fazenda fornecerá um balanço das adesões apenas nos próximos dias.

Na primeira fase do Desenrola, que entrou em vigor nesta segunda-feira, as instituições financeiras limpam o nome das pessoas com débitos de até R$ 100 vencidos até 31 de dezembro do ano passado. A dívida não é perdoada. Apenas o devedor deixa de ficar com o nome sujo e pode contrair novos empréstimos e fazer operações como fechar contratos de aluguel.

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Valdemar pede expulsão de deputado do PL que “fez o L”

O presidente PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (17) ter solicitado ao diretório da sigla no Estado do Ceará a abertura do processo de expulsão do deputado federal Yury do Paredão (PL-CE).

“Ao que tudo indica, o parlamentar licenciado parece não comungar com os ideais do Partido Liberal”, disse Valdemar no Twitter. A postagem se deu depois da divulgação pelo portal Metrópoles de imagem do deputado ao lado de ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (13).

Yury do Paredão pode ser expulso do PL; presidente nacional pede abertura de processo no Ceará - PontoPoder - Diário do Nordeste

Na foto, Yury posa com Paulo Pimenta (Secom) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) fazendo o “L” com a mão.

Poder360

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PGR pede que redes sociais enviem dados de identificação de todos os seguidores de Bolsonaro

Foto: Isaac Fontana/EFE

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que as plataformas de redes sociais utilizadas por Jair Bolsonaro, como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, Twitter e LinkedIn, forneçam uma lista completa e os dados de identificação de todos os seguidores do ex-presidente. As informações são do blog do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

O pedido foi apresentado na esteira do inquérito que investiga possíveis crimes cometidos por Bolsonaro após os atos de 8 de janeiro. Na ocasião, 2 dias depois da invasão às sedes dos Três Poderes, o ex-presidente publicou um vídeo, no qual fez ataques ao sistema eleitoral. A publicação foi posteriormente removida das redes sociais.

O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, encarregado do inquérito relacionado aos atos do 8 de janeiro, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes que reforce o pedido à Meta para fornecer uma cópia do vídeo, além de requerer às demais empresas que forneçam dados como número de visualizações, curtidas, compartilhamentos, repostagens, comentários e outras métricas disponíveis.

A PGR também solicitou o envio de todas as postagens de Bolsonaro relacionadas a eleições, urnas eletrônicas, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), STF e Forças Armadas.

O subprocurador reiterou sua posição contrária aos 2 pedidos feitos por procuradores do MPF, que solicitaram a oitiva de especialistas em comunicação política de movimentos extremistas e o monitoramento de grupos de apoiadores de Bolsonaro, em uma petição apresentada no inquérito.

No documento, Carlos avalia que é “extremamente difícil” encontrar um especialista imparcial em monitoramento de grupos de apoiadores de Bolsonaro, que possa realizar seu trabalho de “forma isenta, sem qualquer viés ideológico ou partidário”.

Terra

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Trabalhadores pedem redução de juros para produzir alimentos no Brasil

No lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 para a Região Nordeste do Brasil nesta segunda-feira (17), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) pediu a redução dos juros para financiar a produção de alimentos no país. Atualmente, os juros estão em 4% ao ano para empréstimos destinados à produção de pequenas unidades produtivas, a chamada agricultura familiar.

O presidente da Contag, Aristides Santos, elogiou os avanços no atual plano, que aumentou em 34%, se comparado à safra anterior, o total de recursos destinados ao crédito para o setor, fixado em R$ 71,6 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) de 2023/2024. Porém, para o representante dos trabalhadores na agricultura, é preciso reduzir os juros.

“O (presidente) Lula toda vez que me encontra diz ‘fale com os agricultores liderados pela Contag para produzir mais feijão, mais arroz’. E eu disse a ele antes do plano: aprove do jeito que a Contag propôs que vamos ter mais feijão e mais arroz. Agora, com 4% para plantar arroz e feijão, possivelmente, a gente não atinge as metas e o sonho que o presidente Lula quer”, afirmou Santos.

A Contag havia pedido uma taxa de juros de 2% ao ano para produção de alimentos como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite e ovos, entre outros. O Plano Safra da Agricultura Familiar lançado no final de junho deste ano pelo governo federal reduziu de 5% para 4% ao ano os juros do programa.

Para o presidente da Contag, é possível baixar mais os juros ainda nesta safra, “basta conversar um pouquinho melhor ali na Fazenda”, ponderou Aristides, para quem a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central é uma questão de tempo. “O Banco Central não vai resistir à pressão dos setores produtivos do Brasil”, afirmou.

Presente no lançamento do programa no Nordeste, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ponderou que a taxa Selic de 13,75% ao ano mantida pelo Banco Central restringe a liberação de mais recursos.

“Nós queremos voltar a ter uma produção de arroz, de feijão, de mandioca, alface, legumes, verduras e frutas muito maior no Brasil para botar na mesa do povo brasileiro. Por isso, o nosso pedido ao presidente do Banco Central: pare de negar a realidade e diminua os juros no Brasil! Porque se ele diminuir os juros no Brasil no mês de agosto vamos disponibilizar muito mais recursos para agricultura familiar”, afirmou Teixeira.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, acrescentou que os juros são de 0,5% ao ano para o Pronaf B no Nordeste, linha de crédito que atende os microprodutores. O governo aumentou, neste Plano Safra, o limite da renda bruta anual do agricultor com direito a esses recursos de R$ 23 mil para R$ 40 mil. Já o teto de financiamento do Pronaf B passou de R$ 6 mil para R$ 10 mil por unidade produtiva. A Contag havia pedido um limite de R$ 30 mil de financiamento para o Pronaf B.

Assistência Técnica

A Contag ainda pediu mais recursos para assistência técnica que, segundo a organização, está insuficiente. “Sem maiores recursos nós não vamos conseguir fazer o crédito orientado e dar o apoio que o agricultor familiar precisa”, afirmou Aristides Santos. O governo federal destinou R$ 200 milhões para assistência técnica e extensão rural para temporada 2023/2024, valor considerado insuficiente pela Confederação de Trabalhadores na Agricultura.

O secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Moisés Braz, informou que 80% dos agricultores do estado ainda não contam com assistência técnica “eficaz e com capacidade de ser acompanhado”. Outro problema apontado pelo secretário é a falta de mecanização da agricultura familiar do Nordeste. “Enquanto a grande maioria dos produtores e agricultores familiares do Sul tem mecanização agrícola, nós ainda estamos trabalhando com a foice e a enxada”, afirmou o secretário cearense.

Para aumentar os recursos da assistência técnica para agricultura familiar, o ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira sugeriu que seja criado um fundo financiado pelo Imposto Territorial Rural, cobrado das propriedades rurais do país. Sobre a mecanização da agricultura familiar, Teixeira informou que estão sendo tomadas medidas para aumentar o uso de equipamentos na produção de alimentos. “A gente chamou as universidades, os institutos federais e a Embrapa para desenvolverem equipamentos mais próximos da agricultura familiar”, afirmou Teixeira.

Ao finalizar a fala durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar na região Nordeste, o ministro prometeu aprimorar o programa. “Eu imagino que isso é o começo. Todas as dificuldades nós queremos enfrentar juntos. Mas o chamado para vocês é: peguem esse crédito, retomem essa possibilidade e continuem a promover essa força da agricultura familiar”, finalizou Paulo Teixeira.

O governo federal estima que o Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 deve beneficiar 1 milhão de agricultores nordestinos.

Agência Brasil

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