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Preço das passagens aéreas pode subir até 20% com alta do querosene de aviação

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

Os preços das passagens aéreas podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação (QAV), segundo especialistas ouvidos pelo g1.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um aumento de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras a partir deste mês, o que impacta diretamente os custos de operação das companhias aéreas.

A medida reflete o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.

“Os gastos para transportar um passageiro por quilômetro vão aumentar aproximadamente 20%. Como quase metade das despesas das companhias aéreas é com o QAV, o custo operacional deve subir nessa proporção”, afirma Andre Castelini, sócio da Bain&Company.

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Segundo o especialista, ainda não é possível dizer se os repasses serão imediatos ou ocorrerão de forma gradual, já que o processo depende da ocupação dos voos e da avaliação de cada companhia aérea.

“Talvez elas tenham que cortar voos que não sejam rentáveis, porque o passageiro não consegue absorver esse aumento. Com isso, o número de passageiros pode cair, e aí passa a fazer sentido reduzir a oferta”, acrescenta.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

Segundo a entidade, a nova alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, faz com que o combustível passe a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%.

g1

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LUXO, ROMANCE e ESCÂNDALO: Vorcaro distribuía apartamentos milionários a namoradas, revela investigação

Brasília inteira está na agenda de Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução / YouTube
As investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro revelaram um padrão de vida marcado por ostentação e presentes de alto valor. Segundo apurações ligadas ao caso do Banco Master, o empresário costumava presentear namoradas com imóveis milionários.
A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. Entre as beneficiadas está Tatiana Costa Lima, que teria recebido um apartamento duplex na Vila Nova Conceição, em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 3,2 milhões. Já Karolina Trainotti, que se define como “sugar baby”, ganhou um imóvel estimado em R$ 4,4 milhões, adquirido por meio de empresas ligadas ao banqueiro.
O caso mais chamativo envolve a ex-noiva Martha Graeff, que, segundo a CPMI, teria recebido cerca de R$ 520 milhões em bens, incluindo imóveis, carros e joias. Entre os presentes estaria uma mansão em uma área nobre de Miami, avaliada em R$ 450 milhões.
As informações vieram à tona no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no sistema financeiro. Preso desde março, Vorcaro negocia um acordo de delação premiada com autoridades e pode ser obrigado a pagar uma das maiores multas já aplicadas no país.
A expectativa é que o banqueiro revele detalhes sobre o destino de recursos e bens adquiridos de forma ilícita, incluindo os imóveis entregues como presentes, ampliando ainda mais o alcance das investigações.

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Lula pede novo empréstimo a banco de Dilma após captar R$ 20 bilhões

Foto: Reprodução

O presidente Lula encaminhou ao Senado Federal um pedido de autorização para contratar uma nova operação de crédito junto ao New Development Bank (NDB), conhecido como Banco dos Brics e presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo documento enviado ao Congresso, a operação depende de aval dos senadores por se tratar de financiamento externo firmado pela União.

De acordo com o governo federal, os recursos serão usados no custeio parcial de um projeto do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A previsão é que o dinheiro seja direcionado para os Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Centro-Oeste (FDCO) e do Nordeste (FDNE), conforme informações do Metrópoles.

Dados oficiais indicam que, desde o início do atual mandato, o Brasil já contratou cerca de US$ 3,8 bilhões em financiamentos junto ao NDB, valor equivalente a aproximadamente R$ 20 bilhões. Parte dessas operações envolve contratos diretos da União e outras foram estruturadas por meio de instituições públicas, como o BNDES, segundo informações do governo.

Ainda conforme registros oficiais, entre os financiamentos aprovados estão recursos para projetos considerados sustentáveis e para ações de reconstrução no Rio Grande do Sul após as enchentes. O valor da nova operação solicitada por Lula não foi detalhado no documento e a contratação só poderá ocorrer após autorização do Senado.

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Desembargadores do TJMA são afastados por suspeita de venda de sentenças

Foto: Reprodução

Os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), foram afastados, nesta quarta-feira (1º/4), durante a Operação Inauditus, da Polícia Federal, que investiga um esquema de venda de decisões judiciais do estado.

A PF apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O primeiro magistrado estava afastado por desvio de recurso envolvendo a construção do Fórum de Imperatriz (MA), no âmbito da Operação 18 Minutos. O segundo teve afastamento decretado nesta manhã. Ele foi localizado em Fortaleza.

No total, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

Além das buscas, a Justiça determinou a prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

Metrópoles

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Inquérito das fake news pode se arrastar até 2027 e divide ministros do STF

Foto: Victor Piemonte/STF

O inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal deve continuar em tramitação até pelo menos a metade de 2027, apesar da pressão de parte dos ministros para encerrar a investigação ainda neste ano.

A condução do processo está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, que avalia a possibilidade de finalizar o inquérito próximo ao período em que assumirá a presidência da Corte, previsto para setembro de 2027.

O atual presidente do STF, Edson Fachin, confirmou que o tema está em debate interno e classificou a discussão como prioritária. Segundo ele, o inquérito teve papel relevante na proteção da democracia, mas fez um alerta: “todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno”.

Fachin também destacou que há diálogo com Moraes e outros ministros sobre o futuro da investigação. Apesar de existir a interpretação de que o presidente do tribunal poderia encerrá-la — já que foi aberta na gestão de Dias Toffoli —, o entendimento predominante é de que a decisão final deve partir do próprio relator.

Aberto em 2020, o inquérito foi instaurado de ofício pelo STF, sem provocação de órgãos externos, o que gerou debates jurídicos desde o início. Mesmo com críticas e tentativas de encerramento, a tendência atual é de que a apuração ainda se prolongue por mais alguns anos.

Com informações da CNN

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Estatais federais têm rombo recorde de R$ 4,1 bilhões no pior 1º bimestre da história

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026.

Esse é o pior resultado para o primeiro bimestre de um ano da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2024 (R$ -1,36 bilhão).

A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).

O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.

Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.

O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por “acima da linha” (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

Correios em crise

O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro.

Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos.

E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.

G1

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Gastos disparam e governo Lula torra R$ 107 milhões em viagens em apenas 18 dias

Foto: Ricardo Stuckert/PR

As despesas com viagens do governo do presidente Lula registraram forte alta e ultrapassaram R$ 107 milhões em apenas 18 dias, segundo dados do Portal da Transparência. No acumulado dos primeiros 85 dias de 2026, os gastos já chegam a R$ 233,1 milhões.

Do total, cerca de R$ 127 milhões foram destinados ao pagamento de diárias para servidores, enquanto aproximadamente R$ 105 milhões foram gastos com passagens aéreas. Outros R$ 1,28 milhão aparecem na categoria “outros gastos”, que inclui taxas e seguros relacionados às viagens.

O salto nas despesas chama atenção: em 9 de março, o montante estava em R$ 126,4 milhões, mas, até o dia 27, praticamente dobrou, ultrapassando os R$ 233 milhões. O Ministério da Justiça e Segurança Pública lidera o ranking de gastos, concentrando R$ 61,7 milhões em viagens neste ano.

O aumento segue uma tendência já registrada anteriormente. Em 2025, o governo federal bateu, pelo terceiro ano consecutivo, o recorde histórico de despesas com viagens, que somaram R$ 2,44 bilhões ao longo do ano.

Com informações do Diário do Poder

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Correios fracassam em plano de demissão e são obrigados a prorrogar prazo

Foto: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com

Os Correios não conseguiram atingir a meta prevista para o Plano de Demissão Voluntária (PDV) e decidiu prorrogar o prazo de adesão após baixa procura dos funcionários. Até esta segunda-feira (30), apenas 2.437 empregados haviam aderido ao programa — número bem distante da meta de 10 mil desligamentos prevista para 2026.

Diante do cenário, a estatal estendeu o prazo para o dia 7 de abril, tentando aumentar a adesão em meio ao processo de reestruturação financeira. A expectativa dos Correios é reduzir custos e amenizar os déficits acumulados, com uma economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões a partir de 2028.

O PDV faz parte da primeira fase do plano de reestruturação da empresa, que também inclui cortes em benefícios, venda de imóveis e um aporte de R$ 12 bilhões negociado com bancos. Atualmente, os Correios contam com mais de 82 mil funcionários próprios e cerca de 10 mil terceirizados.

Segundo a estatal, a prorrogação tem o objetivo de dar mais tempo para os trabalhadores analisarem as condições do programa, que inclui incentivos financeiros e opções de plano de saúde com cobertura regional. Ainda assim, a baixa adesão acende alerta sobre a dificuldade da empresa em enxugar a máquina e atingir as metas previstas.

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ENCONTRO FORA DA AGENDA: Lula e Moraes se reúnem após vazamento de mensagens envolvendo Vorcaro

Foto: Wilton Júnior/Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma reunião reservada com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no início de março, fora da agenda oficial. O encontro ocorreu logo após o vazamento de mensagens atribuídas ao magistrado, extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. De acordo com fontes do Palácio do Planalto, a conversa teve caráter reservado e tratou do momento delicado enfrentado pelo ministro após a repercussão do caso. Interlocutores do presidente afirmam que Lula sinalizou apoio a Moraes e indicou que não pretende se afastar do magistrado, que deve assumir a presidência do STF em 2027.

Nos bastidores, auxiliares lembram que o presidente mantém relação de confiança com Moraes, especialmente por sua atuação durante as eleições de 2022 e na condução de investigações consideradas sensíveis, como o inquérito sobre tentativa de golpe.

A reunião, realizada longe dos holofotes, ocorre em meio ao aumento da pressão política após a divulgação das mensagens, ampliando o clima de tensão entre os Poderes e alimentando debates sobre os desdobramentos do caso.

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Comprometimento da renda das famílias com dívidas volta ao recorde da série histórica, diz Banco Central

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O comprometimento da renda das famílias brasileiras atingiu 29,3% em janeiro, igualando o maior nível da série histórica, segundo o Banco Central do Brasil.

O indicador mede quanto da renda mensal é destinado ao pagamento de dívidas. Sem considerar o financiamento imobiliário, o índice ficou em 27,1%, também no maior patamar da série.

O endividamento das famílias segue elevado, em 49,7% da renda acumulada em 12 meses, próximo do recorde histórico. Sem incluir crédito imobiliário, o índice chegou a 31,3%, em alta no início de 2025.

Este cenário é agravado pelos juros. A taxa média do crédito subiu para 33% ao ano em fevereiro, impulsionada por modalidades mais caras, como cartão de crédito rotativo, cheque especial e crédito parcelado.

A também inadimplência também avançou e atingiu 4,3%, o maior nível da série. Parte da alta está ligada a novas regras que permitem aos bancos manter operações em atraso por mais tempo no balanço.

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