Brasil

Extratos comprovam repasses milionários de Daniel Vorcaro para empresa de Dias Toffoli

Foto: Fábio Vieira e Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Fundo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, movimentou R$ 35 milhões na compra de parte da participação do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná, segundo extratos obtidos pelo Estadão. Os aportes ocorreram em datas coincidentes com a formalização da sociedade entre o fundo e a empresa da família do ministro.

Os recursos foram realizados por meio de uma estrutura de fundos controlada pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram cobranças por esses repasses e ordens diretas para a liberação dos valores. Documentos apontam que o fundo Arleen, abastecido pelo fundo Leal, adquiriu participação relevante no empreendimento avaliado em mais de R$ 200 milhões.

As informações integram relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que também detalha a venda posterior da participação remanescente da empresa Maridt, ligada a Toffoli. Após a divulgação do material, o ministro deixou a relatoria do inquérito do Banco Master, que passou ao ministro André Mendonça. Toffoli admite ter recebido dividendos da empresa familiar, mas nega ter recebido pagamentos de Vorcaro.

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Brasil

Economia brasileira desacelera e fará PIB ter menor alta desde 2020

Foto: Arquivo/GES

A economia brasileira começa 2026 em ritmo mais fraco, com desaceleração da atividade e inflação ainda resistente. A combinação deve levar o PIB a crescer cerca de 2,3%, o menor avanço desde 2020, enquanto a inflação em 12 meses subiu para 4,44% em janeiro, acima do centro da meta.

O cenário é de contradição: juros elevados já esfriam consumo, crédito e produção, mas os preços não cedem na mesma velocidade. O IPCA ficou em 0,33% em janeiro e as projeções indicam aceleração em fevereiro, o que aumenta a cautela do Copom sobre o início do ciclo de cortes da Selic em março.

Economistas apontam que a desaceleração se intensificou no segundo semestre de 2025, refletindo o aperto monetário mais forte em duas décadas. Comércio, indústria e serviços perderam fôlego, com crescimento menor e limitações estruturais, como baixa produtividade. Ao mesmo tempo, a inflação de serviços segue pressionada, mantendo as expectativas elevadas.

O mercado se divide sobre a intensidade do primeiro corte de juros: parte vê espaço para redução de 0,50 ponto percentual, enquanto outra aposta em movimento mais contido, de 0,25 ponto. O desafio do Banco Central do Brasil será calibrar a política monetária diante de uma economia que desacelera, mas ainda convive com inflação acima do desejado.

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Brasil

Careca do INSS prepara proposta de delação premiada; um dos pontos é expor negócios com Lulinha

Fotos: reprodução/Metrópoles

Preso desde setembro, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, avalia apresentar uma proposta de delação premiada às autoridades. Segundo apurou a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a iniciativa ganhou força após o avanço das investigações sobre familiares, especialmente com a prisão do filho, Romeu Carvalho Antunes, apontado como operador do esquema.

O caso é investigado pela CPMI do INSS, que também pretende ouvir Tânia Carvalho dos Santos, esposa do acusado. A possibilidade de depoimento dela teria aumentado a disposição de Careca em colaborar.

Segundo apuração, o operador estaria disposto a relatar negócios envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, com supostas operações de lobby nas áreas de educação, saúde e no próprio esquema do INSS. O processo tem como relator no Supremo Tribunal Federal o ministro André Mendonça.

Apesar das tratativas, há dúvidas se uma eventual delação seria aceita pelo Ministério Público. A defesa de Careca nega oficialmente a intenção de firmar acordo.

Lulinha no exterior

Como já revelado, Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o filho vive atualmente em Madri, na Espanha, desde o avanço das apurações. O presidente afirmou que orientou o filho a se defender e declarou apoio à instalação da CPMI.

Negócios investigados

As investigações apontam que Lulinha teria atuado na articulação política da empresa World Cannabis, voltada à produção de medicamentos à base de cannabis medicinal, com possível interesse em fornecimento ao SUS. Segundo a apuração, ele teria recebido valores milionários, além de pagamentos mensais.

A Polícia Federal também apura o envolvimento de outras autoridades com foro privilegiado, incluindo o senador Weverton Rocha.

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Brasil

Quase 70% dos brasileiros dizem que não se beneficiaram pela nova isenção do Imposto de Renda

Foto: Marcos Serra / g1

Mesmo após a entrada em vigor da nova isenção do Imposto de Renda, a maioria dos brasileiros afirma não ter sentido efeito no bolso. Pesquisa da Quaest mostra que 67% dizem não ter sido beneficiados, nem pessoalmente nem na renda familiar, pela medida que isenta salários de até R$ 5.000 mensais.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre 5 e 9 de fevereiro. Apenas 30% afirmaram ter recebido algum benefício, enquanto 3% não souberam responder.

Entre os que disseram ter sido beneficiados, 50% afirmam não ter percebido mudança na renda. Outros 32% relataram impacto pequeno e só 15% disseram ter notado aumento relevante. O restante não soube avaliar.

O recorte político mostra diferenças claras. Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% afirmaram ter sido beneficiados. O índice é semelhante entre eleitores da esquerda não lulista (43%). Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, apenas 12% relataram algum ganho. Na direita não bolsonarista, o percentual foi de 26%, e entre independentes, 29%.

A nova regra isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 por mês (R$ 60 mil ao ano) e prevê descontos graduais para rendas de até R$ 7.350. Antes da mudança, a expectativa do governo era de um acréscimo mensal de até R$ 312,89 para quem estava no teto da isenção.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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Brasil

Governo Lula torra R$ 2 milhões em anúncios nas redes sociais em um mês

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou cerca de R$ 2 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram apenas nos últimos 30 dias. Os dados constam na biblioteca de anúncios da Meta, plataforma que reúne informações sobre publicidade de caráter político ou institucional divulgada nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, o volume de investimento cresce ainda mais quando analisado um período maior. Somando os últimos três meses, os gastos com propaganda digital nessas duas plataformas chegam a aproximadamente R$ 7,4 milhões, valor voltado principalmente para campanhas de divulgação de programas e ações do governo federal.

Entre os conteúdos impulsionados, um dos principais focos foi a divulgação da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Só esse tema concentrou cerca de R$ 700 mil em anúncios no período de um mês, distribuídos em diferentes peças publicitárias direcionadas ao público nas redes.

A distribuição dos investimentos também chamou atenção pela concentração regional. Segundo os dados, os estados que mais receberam anúncios foram São Paulo, com cerca de R$ 289 mil; Rio Grande do Sul, com R$ 212 mil; e Bahia, com R$ 207 mil. Já unidades da federação como Mato Grosso e Distrito Federal tiveram menor volume de publicidade, com cerca de R$ 21 mil cada.

Com informações do Diário do Poder

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PT demonstra cautela com nova relatoria de André Mendonça no caso Master

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, tem adotado postura técnica e discreta no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles. Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita. A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com influência no Congresso.

A expectativa no PT é que o andamento das investigações avance nos próximos meses, principalmente após a troca de relatoria que tirou o ministro Dias Toffoli do caso. O processo é considerado sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.

Na sexta-feira (13), Mendonça e integrantes de seu gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações, que seguem sob sigilo.

Metrópoles

 

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PESQUISA QUAEST: 82% concordam que STF precisa ter código de ética pra ministros

Foto: Luiz Silveira/STF

A ampla maioria dos brasileiros defende a criação de um código de ética e conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o levantamento Genial/Quaest, 82% dos entrevistados concordam com a adoção de regras formais de conduta. Outros 10% discordam, 1% ficou neutro e 7% não souberam ou não responderam.

A pesquisa divulgada na quinta-feira (12) ouviu 2.004 pessoas, entre os dias 5 e 9 de fevereiro, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Apesar do apoio popular, a proposta de código de ética apresentada pelo presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta resistência interna. A maioria dos ministros avalia que o tema não deve avançar neste ano e considera precipitada a tentativa de acelerar o debate.

A única defesa pública do texto parte da ministra Cármen Lúcia, relatora da proposta. Nos bastidores, ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão entre os mais resistentes.

O debate ganhou força após críticas à exposição pública de magistrados, viagens e eventos com advogados, além do aumento de processos envolvendo parentes de ministros no Supremo. A avaliação interna, porém, é de que ainda não há apoio suficiente para aprovar as regras.

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Lula proíbe ministros em desfile que o homenageia para evitar desgaste político

O presidente Lula (PT) determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que levará à Sapucaí um enredo em sua homenagem neste domingo (15). A orientação foi repassada após discussões internas no Palácio do Planalto e busca evitar novos questionamentos políticos, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar ações que apontavam propaganda antecipada.

Pelo direcionamento do governo, integrantes da gestão não poderão vincular agendas oficiais ao Carnaval do Rio e, caso queiram assistir ao desfile, deverão arcar com custos próprios. A exceção será a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, que participará do último carro alegórico. A avaliação interna é que a presença maciça de autoridades poderia ampliar críticas e gerar desgaste em pleno cenário eleitoral.

A decisão ocorre apesar do aval do TSE, cuja relatora, Estela Aranha, considerou que barrar previamente a apresentação seria censura a manifestações artísticas. Mesmo assim, aliados defendem cautela e o PT deve orientar também parlamentares a evitarem exposição política direta na avenida, deixando a ala formada majoritariamente por familiares e apoiadores próximos do presidente.

Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola estreante do Grupo Especial aposta na trajetória do petista, que soma seis décadas de vida pública. Nos bastidores, aliados admitem preocupação com possíveis vaias e com a repercussão do desfile, visto por parte do governo como um risco desnecessário em meio à disputa política nacional.

Com informações da Folha de S.Paulo

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André Mendonça assume caso Master após saída de Dias Toffoli

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O caso Master ganhou um novo relator no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffoli. O processo foi redistribuído na noite desta quinta-feira (12), e agora ficará sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A mudança ocorreu depois que os dez ministros da Corte assinaram uma nota conjunta citando “altos interesses institucionais” para acolher o pedido de Toffoli de deixar a relatoria.

A informação é da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles. A decisão acontece após a Polícia Federal apontar menções ao ministro em materiais extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero. Apesar disso, os magistrados afirmaram que não há suspeição ou impedimento e validaram todos os atos já praticados no processo, enquanto a presidência do STF conduz medidas para extinguir a Arguição de Suspeição aberta no caso.

A reunião que selou a mudança foi convocada pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que apresentou aos colegas o relatório sigiloso enviado pela PF. No encontro, Toffoli confirmou ser sócio do resort Tayayá, citado nas investigações, mas negou qualquer relação com Vorcaro ou familiares.

Com a redistribuição, André Mendonça passa a conduzir os próximos passos do caso, que envolve investigações sensíveis e tem repercussão política e institucional dentro do Supremo.

Íntegra da nota oficial dos 10 ministros do STF

Os 10 Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.

Assinam:
Luiz Edson Fachin, Presidente
Alexandre de Moraes, Vice-Presidente
Gilmar Mendes
Cármen Lúcia
Dias Toffoli
Luiz Fux
André Mendonça
Nunes Marques
Cristiano Zanin
Flávio Dino

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Citado em investigação no caso Banco Master, Toffoli avisa que segue como relator

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do STF, Dias Toffoli comunicou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que vai permanecer como relator do caso envolvendo o Banco Master, mesmo após ter o nome citado em conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição. A resposta foi apresentada nesta quinta-feira (12), em nota oficial enviada ao STF.

Paralelamente, Toffoli determinou que a Polícia Federal encaminhe, na íntegra, as perícias dos celulares e de outras mídias apreendidas no âmbito do caso Master, incluindo os aparelhos de Vorcaro. A investigação envolve a compra do Banco Master pelo BRB, ação que foi distribuída ao gabinete do ministro em 28 de novembro de 2025.

Na nota, Toffoli confirmou que é sócio da empresa Maridt, que vendeu participações ligadas ao resort Tayayá, no Paraná, a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Segundo o gabinete do ministro, a Maridt é uma empresa familiar, de capital fechado, administrada por parentes, e Toffoli integra apenas o quadro societário, sem exercer função de gestão, o que, segundo ele, é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura.

O ministro afirmou ainda que a Maridt deixou de integrar o grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025, após a venda total de suas participações. Toffoli declarou não conhecer o gestor do Fundo Arllen, negou qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel e disse que jamais recebeu valores de ambos. Mesmo sob pressão para se declarar impedido, o ministro manteve a decisão de continuar à frente da relatoria do caso.

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