Brasil

Lula aprova reajuste do Legislativo, mas barra penduricalhos e ganhos acima do teto

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o reajuste salarial para servidores do Legislativo federal — incluindo Câmara, Senado e também o Tribunal de Contas da União — mas vetou dispositivos que permitiriam pagamentos extras acima do teto constitucional. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (18).

Com a sanção, passam a valer mudanças na estrutura das carreiras, como a criação da Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico, que substitui modelos anteriores de bônus e passa a ter natureza remuneratória, submetida ao limite salarial do funcionalismo. Também foi reconhecido o caráter de carreiras de Estado para os servidores envolvidos, além da ampliação de cargos e funções no TCU.

Apesar disso, o presidente vetou pontos considerados sensíveis, como mecanismos que poderiam gerar aumento automático de despesas nos próximos anos. Entre os trechos barrados estão reajustes escalonados previstos para 2027, 2028 e 2029, pagamentos retroativos continuados e a criação de licença compensatória que poderia ser convertida em dinheiro — prática vista como brecha para ultrapassar o teto constitucional, atualmente fixado em cerca de R$ 46,3 mil mensais.

Segundo o Palácio do Planalto, a decisão teve como base a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a criação de novas despesas obrigatórias sem previsão de execução dentro do próprio mandato presidencial. A avaliação do governo é que manter esses dispositivos poderia comprometer o equilíbrio fiscal nos próximos anos.

A sanção com vetos ocorre em meio ao debate sobre gastos com pessoal no serviço público e aumenta a pressão política no Congresso, já que parlamentares poderão tentar derrubar parte das restrições impostas pelo Executivo nas próximas sessões.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

STF diz que inquérito identificou ‘diversos e múltiplos’ acessos ilícitos ao sistema da Receita

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou em nota publicada nesta terça-feira, 17, que a investigação sobre vazamento de dados fiscais de ministros e seus parentes identificou “diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.

A manifestação ocorreu em nota após a Polícia Federal (PF) realizar na manhã desta terça-feira operações de busca e apreensão dos suspeitos de terem acessado e vazado indevidamente as informações fiscais de magistrados e seus familiares.

Desdobramento do inquérito das fake news

O STF assume na nota que a investigação foi iniciada como um desdobramento do inquérito das fake news, do qual o ministro também é relator. O caso teve início por iniciativa de Moraes após diversos veículos de imprensa revelarem relações da sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e dos irmãos de Dias Toffoli com investigados no caso do Banco Master.

Na nota divulgada nesta terça-feira, o STF reproduz a avaliação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de que a “exploração fragmentada e seletiva de informações sigilosas de autoridades públicas, divulgadas sem contexto e sem controle jurisdicional, tem sido instrumentalizada para produzir suspeitas artificiais”.

Na nota, o STF cita que a Receita enviou para a Corte um relatório sobre a atuação dos seus servidores no qual admite a existência de um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”. A PGR avaliou preliminarmente que os acessos podem configurar o crime de violação de sigilo funcional.

Nesta terça-feira, Moraes autorizou a operação da PF e medidas cautelares complementares contra os suspeitos, o que inclui:

  1. busca e apreensão domiciliar e pessoal;
  2. afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático;
  3. proibição de se ausentar da Comarca e recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica;
  4. afastamento imediato do exercício da função pública, proibição de ingresso nas dependências do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e da Receita Federal do Brasil e proibição de acesso a seus sistema e bases informatizadas;
  5. proibição de se ausentar do país, cancelamento de todos os passaportes e determinação de impedimento migratório.

A nota conclui com a informação de que os investigados prestarão depoimentos à PF, que prosseguirá nas investigações.

Mais cedo, a Receita publicou nota na qual assume ter detectado violação de informações de autoridades protegidas por sigilo no curso da investigação. O órgão, no entanto, não especificou se os dados vazados pertencem a ministros do Supremo e seus parentes.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

(VÍDEO) EDUARDO OINEGUE: A Justiça eleitoral vai passar pano ou punir o samba de Lula?

Em 2006, a escola paulista Leandro de Itaquera foi pra avenida com um samba exaltando, acredite, a despoluição do rio Tietê. Que por uma dessas coincidências, um desses alinhamentos de planeta, era um programa do governador do estado, Geraldo Alckmin.

Em cima de um carro alegórico colocaram o boneco gigante de três caciques tucanos, entre os quais Alckmin, que sairia candidato a presidente naquele ano. O PT tentou proibir o desfile porque, naquela época, achava que isso era propaganda eleitoral antecipada.

Agora vem a Acadêmicos de Niterói fazendo a mesma coisa, só que de forma mais descarada, contando a vida do candidato Lula. Com ataques a Bolsonaro, Michel Temer, uso de jingle da campanhas antigas de Lula, e repetição cantada do número do partido.

O TSE tem um belo desafio. Passa pano, como aconteceu com Alckmin em 2006. Ou faz alguma coisa até para evitar que a bajulação politica vire moda no carnaval, usando a liberdade de expressão como escudo para a propaganda política desavergonhada?

Band Jornalismo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

PF faz operação contra vazamento de dados da Receita Federal envolvendo autoridades

Operação Karkinos, Polícia Federal A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (17) uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de vazar dados da Receita Federal envolvendo autoridades. A ação, que segue determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, foi realizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além das buscas, Moraes determinou medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país. Veja a lista: • proibição de se ausentar da Comarca; • recolhimento domiciliar noturno e nos finais de semana mediante uso de tornozeleira eletrônica (conduzido pela PF para instalação em 24 horas); • afastamento imediato do exercício de função pública; • proibição de ingresso nas dependências do SERPRO e/ou da RFB; • proibição de acesso a seus sistemas e bases informatizadas; • proibição de se ausentar do país; • cancelamento de todos os passaportes, determinação de entrega destes em 24 horas, inclusive estrangeiros, determinação de impedimento migratório, impedimento de obtenção de outro, inclusive pelo MRE. R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Bolsonaro está com pressão estabilizada, diz Michelle após ex-presidente passar mal em cela

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro informou na noite desta segunda-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve a pressão estabilizada após passar mal na cela em que está preso Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo ela, a indisposição teria ocorrido durante uma caminhada, quando teve tontura e apresentou um pico na pressão. “Foi atendido pelo médico plantonista. Conseguiu tomar o seu caldo e já está fazendo fisioterapia. Dias difíceis, mas venceremos”, escreveu nas redes sociais. O estado de saúde do ex-presidente foi informada através das redes sociais do filho Carlos Bolsonaro. “Fui informado há pouco que o Presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente hoje à tarde e segue sendo monitorado. Infelizmente não tenho mais informações! Sem palavras”, escreveu o parlamentar. Bolsonaro está detido desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Por sua condição, ele ocupa uma Sala de Estado Maior de 38,5 m², dividida em dormitório, copa (equipada com geladeira e filtro), lavanderia e banheiro. A estrutura conta ainda com uma varanda e espaço privativo ao ar livre. Internamente, a cela possui acabamento em alvenaria e piso cerâmico, contando com iluminação natural, lâmpadas de LED e sistema de climatização por ar-condicionado. R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Carlos diz que Bolsonaro passou mal e está sendo monitorado

Foto: Alan Santos/PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal na tarde desta segunda-feira (16) enquanto cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e precisou ser monitorado por equipe médica. A informação foi divulgada por seu filho, o ex-vereador Carlos Bolsonaro.

Segundo Carlos, Bolsonaro teve um novo episódio de mal-estar e segue sob observação. Pouco depois, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que o ex-presidente apresentou pico de pressão e tontura, sendo atendido pelo médico de plantão. De acordo com apuração da CNN Brasil, não houve necessidade de ajuste na medicação.

Bolsonaro está detido em uma ala conhecida como “Papudinha”, sob responsabilidade da Polícia Militar do Distrito Federal. Na última semana, sua defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal a conversão da pena em prisão domiciliar, alegando risco à vida do ex-presidente.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Nikolas Ferreira diz que vai propor ação de improbidade contra Lula após desfile: “comício em rede nacional”

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Ricardo Stuckert

Após a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile da Acadêmicos de Niterói, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, o deputado federal Nikolas Ferreira anunciou que irá acionar a Justiça contra o chefe do Executivo.

O parlamentar afirmou que pretende protocolar uma ação de improbidade administrativa, alegando uso de recursos públicos para promover o presidente sob o pretexto de manifestação cultural. Segundo ele, o desfile teria funcionado como um “comício em rede nacional”.

Nikolas também declarou que, caso Lula oficialize candidatura à reeleição, ingressará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral, por suposto abuso de poder político e econômico.

Na última quinta-feira (12), o TSE rejeitou pedidos dos partidos Novo e Missão para barrar o desfile. A relatora do caso, ministra Estela Aranha, afirmou que não era possível impedir o evento antes de sua realização, mas destacou que eventuais irregularidades podem ser analisadas posteriormente.

A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, reforçou que manifestações culturais não podem servir de espaço para ilícitos eleitorais e que possíveis abusos devem ser apurados após os fatos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula se manifesta após noite de desfiles na Sapucaí: “Muita emoção”

Foto: Ricardo Stuckert 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou após acompanhar a primeira noite dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na noite desse domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí. O chefe do Planalto foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói, com o samba-enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”.

“Depois de passar pelo cCarnaval de Recife e de Salvador, estive no Rio de Janeiro, na Sapucaí. Tive a honra e a alegria de acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira. Muita emoção”, escreveu o presidente em uma publicação nas redes sociais.
Lula esteve na Sapucaí acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva (PT), do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), de ministros e outros aliados. A esposa do presidente estava prevista para desfilar no último carro alegórico da escola que homenageou o petista, mas desistiu de última hora.

A apresentação da Acadêmicos de Niterói é alvo de questionamentos na Justiça pelo tema e o uso de recursos públicos. A escola recebeu R$ 1 milhão da Embratur, mesma verba distribuída às demais escolas do Grupo Especial. A oposição também aponta uma suposta propaganda eleitoral antecipada.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Michelle reage a desfile e critica representação de Bolsonaro como palhaço em homenagem a Lula

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestou nas redes sociais após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio. O ponto que gerou reação foi a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro apareceu em uma alegoria, representado como um palhaço atrás das grades e usando tornozeleira eletrônica.

Em publicação no Instagram, Michelle criticou a representação e afirmou que o registro histórico deveria lembrar a prisão de Lula no passado. “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu a ex-primeira-dama, em tom de resposta direta ao enredo apresentado na Sapucaí.

Com o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola retratou momentos marcantes da trajetória política do presidente, desde a infância até o retorno ao Planalto. O desfile contou com o ator e humorista Paulo Vieira interpretando Lula na avenida, enquanto o presidente acompanhou a apresentação da área reservada, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes.

A participação da escola no Carnaval já vinha provocando reações políticas antes mesmo do desfile. Integrantes da oposição criticaram a homenagem, acusando o evento de possível promoção política em ano eleitoral e apontando o uso de recursos públicos. O governo federal destinou R$ 12 milhões para as escolas do Grupo Especial, sendo R$ 1 milhão previsto para a Acadêmicos de Niterói.

Apesar das ações na Justiça movidas por opositores, o desfile ocorreu normalmente e agora segue no centro do debate político, ampliando a polarização entre aliados e críticos do governo — especialmente após a repercussão da imagem de Bolsonaro na avenida.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Saiba o que pode configurar propaganda irregular em desfile de escola de samba sobre Lula

Último carro alegórico terá estatua gigante de Lula | Imagem: reprodução

O desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí, colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de uma nova controvérsia política e jurídica durante o Carnaval do Rio.

A escola apresenta o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, homenagem ao petista, que acompanhará o desfile de um camarote. Inicialmente, havia previsão de participação em carro alegórico, mas a presença foi revista após alertas da Advocacia-Geral da União sobre risco de propaganda eleitoral antecipada.

Reação da oposição

O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral, pedindo a suspensão do desfile, da presença de Lula e da divulgação do samba-enredo. A ação cita ainda o repasse de cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos à escola.

Decisão do TSE

Na última quinta-feira (12), o TSE decidiu que barrar previamente o desfile configuraria censura prévia. O tribunal, porém, manteve o processo em tramitação e deixou aberta a possibilidade de punição caso identifique irregularidades após a apresentação.

O que pode ser considerado propaganda eleitoral irregular

Segundo a legislação eleitoral e precedentes do TSE, podem configurar irregularidade:

  • Pedido explícito ou implícito de voto

  • Uso de número de urna ou referência direta a partido (como o “13”)

  • Exaltação de qualidades de pré-candidato com finalidade eleitoral

  • Menção ao processo eleitoral ou às eleições futuras

  • Ataques a adversários políticos

  • Slogans, hashtags ou impulsionamento com conteúdo eleitoral

  • Associação de recursos públicos a promoção pessoal com viés eleitoral

A multa prevista varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou ao custo da propaganda, se maior, podendo atingir quem divulga e quem é beneficiado.

Para evitar sanções, o Partido dos Trabalhadores no Rio divulgou orientações à militância, proibindo pedidos de voto, uso de número de urna, slogans eleitorais, símbolos partidários e menções às eleições de 2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.