Brasil

CPMI do INSS rejeita parecer de Alfredo Gaspar

A CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS rejeitou, em votação realizada na madrugada deste sábado (28), o parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). O parecer recebeu 19 votos contra e 12 a favor.

O texto, detalhado em cerca de 4,3 mil páginas, propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas no âmbito das investigações do esquema de descontos indevidos a aposentadorias e pensões de segurados do INSS.

Após a divulgação do resultado, parlamentares aliados ao governo Lula (PT) pressionaram o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) a nomear um novo relator para apresentar o “relatório paralelo” elaborado pelos governistas.

Entretanto, Viana negou o pedido para se avaliar um novo relatório com a justificativa de que é uma decisão discricionária do presidente e encerrou os trabalho da CPMI.

“Compete exclusivamente a esta presidência decidir sobre a nomeação de um novo relator quando o atual é vencido. Entretanto, não há fixação de prazo para essa designação, que fica sob discricionariedade do presidente. Desse modo, é descabida a questão de ordem que visa obrigar o presidente a escolher um novo relator. O pedido está indeferido”, afirmou Viana.

CNN

 

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Brasil

Combustível caro vira arma eleitoral e acirra guerra entre Lula e governadores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A alta no preço dos combustíveis entrou de vez no centro da disputa eleitoral e passou a pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema ganhou peso após pesquisas apontarem crescimento do senador Flávio Bolsonaro, com cenário de empate técnico em um eventual segundo turno.

Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o custo do diesel pode ter efeito direto no humor do eleitor, ao impactar frete, alimentos e inflação. O receio é de que a alta nos postos aumente o desgaste do governo em um momento decisivo da corrida presidencial.

Diante disso, o governo adotou medidas para tentar conter os preços, como zerar tributos federais e propor subsídios ao combustível. Ao mesmo tempo, passou a pressionar os estados para reduzir o ICMS, o que abriu um novo foco de conflito com governadores, que resistem à ideia de dividir o custo político e financeiro da medida.

A tensão aumentou com críticas públicas de aliados do governo. O ministro Guilherme Boulos acusou governadores de omissão por não reduzirem impostos, enquanto gestores estaduais, como Ronaldo Caiado, rebatem afirmando que a responsabilidade é da União.

Além do cenário interno, o contexto internacional também pesa. A escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel pressiona o mercado de energia e contribui para a volatilidade dos preços. Com isso, o combustível se consolida como um dos principais fatores capazes de influenciar diretamente o resultado das eleições.

Com informações da Gazeta do Povo

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Ex-ministro de Lula diz que presidente “está abusando do direito de falar besteira”

Foto: Reprodução

O ex-ministro da Integração Nacional no segundo mandato de Lula, Geddel Vieira Lima, criticou o presidente nas redes sociais. Segundo Geddel, Lula “está abusando do direito de falar besteira” ao comentar os gastos dos brasileiros com cachorros.

A declaração do ex-ministro veio após Lula comentar, em evento em Goiás, que as famílias brasileiras gastam bastante com animais de estimação, como banhos e consultas veterinárias. O presidente disse ainda que a China “não deve ter” o mesmo “problema”, em tom de brincadeira, arrancando risos da plateia.

Geddel, aliado do PT na Bahia, já indicou nomes para o secretariado do atual governador Jerônimo Rodrigues. Mas a relação do ex-ministro com petistas se desgastou nas últimas semanas, em meio à tentativa de emplacar o vice-governador Geraldo Júnior (MDB-BA) na chapa do partido.

Segundo fontes, uma ala do PT resistiu à indicação de Geraldo. No início de março, ele encaminhou uma crítica ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, pedindo compartilhamento de artigo com questionamentos sobre a atuação do auxiliar de Lula. Após a repercussão, Rui teria declarado a aliados que não deseja a participação de Geraldo na chapa.

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CPMI do INSS rejeita relatório final e termina sem consenso após madrugada de tensão

Foto: Andressa Anholete/Agência

A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos sem aprovar um relatório final. Em votação realizada na madrugada deste sábado (28), o parecer do relator Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 votos contra 12, aprofundando o impasse político em torno das investigações.

O texto, com mais de 4,3 mil páginas, previa o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeitas de envolvimento em fraudes relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Entre os citados estava Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após a derrota do relatório, parlamentares da base governista pressionaram o presidente da comissão, Carlos Viana, para nomear um novo relator e analisar um parecer alternativo. Viana, no entanto, negou o pedido, alegando que a decisão é prerrogativa exclusiva da presidência e optou por encerrar os trabalhos da CPMI.

O fim da comissão ocorre dias após o Supremo Tribunal Federal decidir, por 8 votos a 2, contra a prorrogação do prazo de funcionamento. Com isso, a CPMI chegou ao seu limite sem consenso entre oposição e governo sobre os desdobramentos das investigações.

Além do relatório rejeitado, um documento paralelo apresentado por governistas também evidenciou o racha político. O texto sugeria o indiciamento de nomes como Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro, além de recomendar o aprofundamento de apurações sobre outras dezenas de pessoas e empresas ligadas ao caso.

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VÍDEO: “COISA RIDÍCULA”: Jornalista critica CPMI do INSS e diz que aposentados ficaram sem respostas

O jornalista da Band, Eduardo Oinegue, fez duras críticas à condução e ao desfecho da CPMI do INSS, afirmando que a comissão falhou em dar respostas aos milhões de brasileiros afetados por fraudes em benefícios previdenciários. Para ele, o resultado final deixa aposentados e pensionistas sem saber quem são os responsáveis pelos desvios.

Em seu comentário, Oinegue destacou a dimensão do problema, citando que cerca de seis milhões de beneficiários teriam sido atingidos por descontos indevidos, muitas vezes em valores pequenos, que passavam despercebidos mês a mês, mas que, somados, ultrapassariam bilhões de reais.

O jornalista também questionou a atuação das autoridades antes da investigação ganhar força, afirmando que o caso só avançou após denúncias da imprensa e a entrada da Polícia Federal. Segundo ele, a expectativa da população aumentou com a criação da CPMI, mas acabou frustrada.

Outro ponto criticado foi a divisão política dentro da comissão. Oinegue ressaltou que houve dois relatórios com listas distintas de indiciados — um mais direcionado a nomes ligados ao Partido dos Trabalhadores e outro a figuras associadas ao bolsonarismo — o que, na visão dele, aumentou a confusão sobre quem de fato teria cometido os crimes.

Por fim, o jornalista afirmou que a falta de consenso transforma a investigação em disputa política, deixando os aposentados sem respostas concretas. Para ele, a responsabilidade agora recai sobre a Polícia Federal, que deve seguir com as apurações para identificar os envolvidos no esquema.

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Relatório final da CPMI do INSS vai indiciar Lulinha

Foto: Reprodução

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS vai indiciar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Lula (PT).

Lulinha é apenas um entre as 218 pessoas que serão indiciadas no relatório da CPMI. O texto final foi concluído na madrugada de ontem pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL) e tem um total de 4.400 páginas.

Além do filho do presidente, o relatório também deve indiciar pelo menos um senador e dois deputados federais.

O comando da CPMI do INSS, liderado por Gaspar e pelo presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), pretende votar o relatório ainda nesta sexta. A base do governo deve obstruir. É possível que o relatório seja votado apenas no sábado (28). Mesmo assim, não há garantia de que será aprovado.

A base governista na CPMI, que hoje tem a maioria do colegiado, preparou um relatório alternativo. A peça enfatiza a atuação de nomes do governo Bolsonaro no escândalo da Farra do INSS.

Metrópoles

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VÍDEO: Policiais federais aprovam estado de greve

Vídeo: Reprodução

A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) aprovou, nesta quinta-feira (26), um estado de greve de policiais federais após insatisfação com a valorização da categoria.

Segundo o vice-presidente da federação, Marcos Avelino, a medida visa providências do Governo Brasileiro quanto ao reconhecimento dos agentes.

O encerramento do terceiro dia de Assembleia Geral Extraordinária ocorreu em Brasília, no Distrito Federal, e reuniu 27 sindicatos. Em nota, a federação informou que os presidentes dos sindicatos pertencentes ao sistema sindical, retornaram aos seus estados para alinharem todas as informações e deliberarem junto às bases as possibilidades de movimento em cada região.

Em uma publicação nas redes sociais, a Fenapef afirmou aque a mobilização tem como objetivo a valorização da categoria e a garantia de que nenhum direito dos policiais federais seja prejudicado.

De acordo com Avelino, o governo federal abriu um canal de negociação com a federação. “Nós temos interlocução com dois importantes ministérios e aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo”, declarou.

Além do estado de greve, a Fenapef ainda aprovou, que todos os sindicatos façam as suas AGES (Assembleias Gerais Extraordinárias) na próxima semana, visando a deliberar as novas providências e ações frente ao momento de negociação com o governo federal.

CNN

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Bolsonaro recebe alta hospitalar e segue para prisão domiciliar em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27), e seguiu para a própria residência em Brasília,onde cumprirá prisão domiciliar humanitária por um prazo inicial de 90 dias.

A flexibilização do regime de prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do quadro de saúde do ex-presidente. Conforme a determinação, o ex-presidente voltará a usar tornozeleira eletrônica.

O ex-presidente deixou o hospital DF Star, na capital federal, por volta de 10h. Momentos antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também deixou o local, em um veículo próprio.

Bolsonaro estava internado em um hospital particular na capital federal desde o dia 13 de março, após ser diagnosticado com uma broncopneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração.

Ele chegou a passar dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de ser transferido para o quarto na segunda-feira (23).

g1

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PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro lidera disputa de 2º turno contra Lula

Foto: Reprodução 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados em todos os cenários de primeiro turno da disputa presidencial, além de também registrarem empate técnico no segundo turno, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (27) pelo instituto Gerp.

No primeiro cenário, Lula soma 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Em seguida aparecem Ciro Gomes (7%), Ratinho Júnior (4%), Romeu Zema (3%), Ronaldo Caiado (3%), Renan Santos (1%) e Aldo Rebelo (0%). Nenhum deles soma 3%, e 6% não souberam ou não responderam.

Segundo turno
No segundo turno, o levantamento indica Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, e Lula com 45%. Outros 5% afirmaram que votariam em nenhum dos candidatos, e 3% não souberam ou não responderam.

Rejeição
No recorte de rejeição, o levantamento mostra que Lula lidera, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam no petista. Em seguida aparece Flávio Bolsonaro, com 45% de rejeição.

Entre os demais nomes testados, Zema registra 16%, empatado com Eduardo Leite (16%). Ratinho Júnior aparece com 15%, seguido por Ronaldo Caiado (13%) e Ciro Gomes (12%). Renan Santos e Aldo Rebelo têm 11% cada. Além disso, 1% dos entrevistados disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos, enquanto 1% afirmaram que não votariam em nenhum deles. Outros 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas. Os dados foram ponderados de acordo com sexo, faixa etária, renda do chefe do domicílio e regiões do país. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%. As entrevistas foram realizadas entre os dias 20 e 25 de março de 2026. Ela está registrada no TSE com o número BR-02846/2026

Jovem Pan News

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VÍDEO: “Fim do sonho dos aposentados roubados”, diz Viana após decisão que enterra CPMI do INSS

 

Vídeo: Reprodução/Instagram

O senador Carlos Viana criticou duramente o encerramento da CPMI do INSS e afirmou que a decisão representa “o fim do sonho dos aposentados brasileiros que foram roubados” de ver uma investigação ampla no país. A declaração foi dada nesta quinta-feira (26), após a comissão perder força no Congresso.

A decisão que barrou a prorrogação da CPMI veio do Supremo Tribunal Federal, que formou maioria por 8 votos a 2 contra a continuidade dos trabalhos. Votaram a favor da prorrogação os ministros André Mendonça e Luiz Fux, enquanto a maioria foi formada por Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin.

Mesmo com o desfecho, Viana afirmou que a comissão conseguiu avançar e expor irregularidades. Segundo ele, o colegiado revelou esquemas, identificou envolvidos e detalhou a forma como os recursos teriam sido desviados. O senador disse ainda esperar que os investigados — incluindo 14 pessoas já presas — sejam formalmente indiciados.

O parlamentar confirmou que o relatório final deve ser apresentado na sexta-feira (27), com expectativa de votação no mesmo dia ou, no máximo, no sábado. Ele descartou qualquer possibilidade de relatório paralelo e afirmou que o Congresso terá que decidir entre aprovar o texto apresentado ou encerrar a análise sem votação.

Por fim, Viana defendeu mudanças na legislação das comissões parlamentares de inquérito, alinhando-se a declarações de Gilmar Mendes sobre a necessidade de reequilibrar os poderes. O senador também mencionou a possibilidade de uma nova investigação, destacando a expectativa por delações que possam esclarecer um suposto rombo bilionário envolvendo servidores e políticos.

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