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Presidente da CPI do INSS acusa STF de atuação política e diz que Congresso perdeu protagonismo

Foto: Andressa Anholete/Agência Sendo

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPI do INSS, afirmou que o STF estaria assumindo uma atuação de caráter político e que o Congresso Nacional perdeu protagonismo no cenário institucional. A declaração foi feita durante o evento Casa Parlamento, em Brasília, promovido pela Esfera Brasil, segundo informações do Infomoney.

Na ocasião, o parlamentar criticou decisões da Corte e defendeu uma reavaliação da relação entre os Poderes. “Hoje nós temos um Supremo político”, disse.

Viana também afirmou que o STF não teria, em sua avaliação, mecanismos adequados de autocontenção e criticou decisões monocráticas. “Não é possível que um ministro tome uma decisão monocrática e pare quase 600 parlamentares eleitos”.

Segundo ele, o Congresso tem sido o principal afetado por esse cenário. “A chave do Senado foi entregue ao Supremo e ninguém foi lá buscar até hoje”, afirmou.

Na mesma agenda, o senador entregou ao STF o relatório final da CPI do INSS, que será encaminhado a investigações em andamento e analisado por autoridades como a Polícia Federal.

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Dívida pública do Brasil deve alcançar 100% do PIB em 2027, estima FMI

Foto: Getty Images

A dívida pública do Brasil deve atingir 100% do PIB até 2027, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional divulgada nesta quarta-feira (15).

Para 2026, a estimativa é de que o país encerre o ano com dívida equivalente a 96,5% do PIB. A tendência é de alta contínua, podendo chegar a 106,5% até 2031.

A dívida pública representa os recursos captados pelo governo por meio de empréstimos e emissão de títulos para financiar despesas, cobrir déficits e cumprir obrigações fiscais.

De acordo com o FMI, o avanço está ligado ao aumento dos gastos públicos, à alta dos juros e às pressões globais, como conflitos internacionais e maiores demandas por investimentos em defesa e áreas sociais.

O cenário não é exclusivo do Brasil. No mundo, a dívida global já se aproxima de 94% do PIB e deve atingir 100% até 2029 — nível visto anteriormente apenas após a Segunda Guerra Mundial.

O FMI alerta que o espaço fiscal está cada vez mais limitado, com maior sensibilidade dos mercados e redução da margem de segurança para equilibrar as contas públicas.

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CPI rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF e do PGR

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A CPI do Crime Organizado rejeitou nesta terça-feira (14) o relatório final que pedia o indiciamento dos ministros do STFAlexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parecer, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi derrubado por 6 votos a 4.

Segundo informações da própria comissão, o relatório atribuía aos magistrados e ao chefe da PGR supostas condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções. O documento também apontava dificuldades enfrentadas pela CPI durante as investigações, incluindo decisões judiciais que teriam limitado os trabalhos.

Antes da votação, mudanças na composição da CPI geraram reação de parlamentares da oposição, que classificaram as substituições como uma estratégia para barrar o avanço do relatório. As alterações ocorreram pouco antes da análise do parecer.

Durante a sessão, o relator afirmou que a proposta tinha caráter técnico e que “ninguém está acima da lei”. Mesmo assim, a maioria da comissão optou por rejeitar o texto final apresentado.

Com a decisão, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avaliar eventuais encaminhamentos futuros. O resultado amplia o embate político em torno da atuação do STF e das investigações sobre crime organizado no país.

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Governo troca membros da CPI para tentar barrar relatório que pede impeachment de ministros do STF e do PGR

Foto: Edilson Rodrigues

Aliados do governo se articularam nesta terça-feira, 14, para barrar o relatório final da CPI do Crime Organizado que pede o indiciamento e a abertura de processo de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Os governistas conseguiram mudar parte dos integrantes do colegiado. Saíram três senadores que votariam a favor do documento e entraram no lugar deles outros três parlamentares orientados a dar voto contrário.

A mobilização atendeu a uma pressão de integrantes do STF que acabaram como os principais alvos do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Prevista para a manhã desta terça, a reunião convocada para apresentação e votação do relatório chegou a ser adiada para esta tarde.

A CPI tem 11 senadores titulares, dos quais dez votam, e sete suplentes. Com as mudanças, o placar previsto é de quatro votos favoráveis ao texto de Alessandro Vieira e seis contrários.

Saíram: Sérgio Moro (PL-PR), Wellington Fagundes (PL-MT), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Marcos do Val (Avante-ES). Moro, Kajuru e Do Val eram titulares e votariam a favor do relatório.

Entraram: Beto Faro (PT-PA), Marcos Rogério (PL-RO), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Teresa Leitão (PT-PE). Os dois petistas e Soraya se tornaram titulares e vão votar contra o texto de Alessandro Vieira.

As substituições se deram a partir de pressão do governo sobre os líderes dos blocos partidários que indicam os membros da CPI.

No caso de Sérgio Moro, por exemplo, ele fazia parte do bloco Parlamentar Democracia quando era filiado ao União Brasil. Como migrou ao PL para disputar a eleição a governador do Paraná, a liderança do bloco, composto por MDB, PSDB, Podemos e União, aproveitou para retirá-lo hoje, e com isso Moro perdeu o assento na CPI.

O líder do bloco era Efraim Filho (União-PB), que também migrou para o PL. A determinação da troca se deu por meio de Eduardo Braga (MDB-AM), aliado do governo e líder do MDB no Senado, o maior partido do bloco.

O PSB e o PSD formam o bloco Resistência Democrática, liderado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), aliada do governo. Soraya é governista e a entrada dela no lugar de Kajuru garante um voto a mais conforme os interesses do Palácio do Planalto.

O pedido de indiciamento contra ministros do STF é inédito na história das CPIs do Congresso.

Estadão Conteúdo

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FUTURA/APEX: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%

Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14).

No levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula acumula 42,6%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08282/2026.

CNN

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Banco Central alerta para superendividamento e cita “problema crescente”; relatório mostra quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O Banco Central classificou, nesta segunda-feira (13/4) o superendividamento como “um problema crescente” no país, em meio a concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento ​de renda cada vez maior das famílias ​com cartões de crédito.

Dados do Relatório de Cidadania Financeira, divulgados nesta segunda-feira (13/4), mostram que o país já soma quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário, o que evidencia a dimensão do desafio para a economia.

Esse cenário de superendividamento tende a se agravar em momentos de juros elevados, como o atual, dificultando a recuperação financeira das famílias.

“O impacto psicológico das dívidas na vida das pessoas é profundo e abrangente. Estudos mostram que o endividamento excessivo está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação constante com as contas a pagar e a sensação de impotência diante das dívidas podem levar a problemas de sono, baixa autoestima e até mesmo a conflitos familiares”, diz o BC.

Na avaliação da autoridade monetária, o quadro reflete um ambiente de crédito mais caro e maior dificuldade das famílias em equilibrar o orçamento. O alto nível de comprometimento da renda com dívidas tem limitado a capacidade de consumo e aumentado o risco de inadimplência, especialmente entre as faixas de menor renda.

O BC também destaca que o problema vai além do volume de endividados e envolve casos mais graves, em que o consumidor já não consegue pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas.

Com informações de Metrópoles

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O Agente Secreto entra em lista de filmes “mais enganadores” do cinema

Foto: Divulgação

Apesar do sucesso internacional, o filme O Agente Secreto entrou na mira de críticas pesadas da revista britânica Far Out, que incluiu o longa em uma lista dos filmes “mais enganadores” da história do cinema.

Na publicação, que repercutiu neste domingo (12), o veículo atribuiu nota 6 ao filme e classificou a obra como “três horas torturantes de praticamente nada acontecendo”, colocando a produção brasileira na quinta posição do ranking.

Um dos principais pontos levantados pela crítica foi o próprio título. Segundo a revista, o nome sugere um suspense de espionagem no estilo de 007, o que não se confirma na narrativa. Para o veículo, o longa “engana completamente” o público ao criar essa expectativa.

Ambientado no Carnaval de 1977, em Recife, durante a ditadura militar, o filme acompanha Armando, personagem de Wagner Moura, que vive sob identidade falsa enquanto tenta escapar de ameaças e perseguições.

Mesmo com a avaliação negativa, o longa acumula cerca de 50 prêmios internacionais, incluindo conquistas no Festival de Cannes e no Globo de Ouro, consolidando reconhecimento fora do país apesar das críticas recentes.

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Pela segunda vez, delegado confirma que não houve interferência de Bolsonaro na PF

Delegado considera que Bolsonaro não interferiu na PF durante governoFabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A atual gestão da Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que tinha apurado interferências indevidas do então presidente da República Jair Bolsonaro na corporação e concluiu, pela segunda vez, que não há provas do cometimento de crimes no caso.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a reabertura do caso, que tinha sido instaurado após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça, quando ele disse ter sofrido pressão do presidente para trocar cargos de comando da corporação.

Um dos motivos seria um receio de Bolsonaro com o avanço do inquérito das fake news contra seus aliados. A PF, sob Bolsonaro, concluiu que não houve interferência indevida e o então procurador-geral da República Augusto Aras havia pedido o arquivamento da investigação.

Agora, sob o governo Lula, a PF fez uma revisão das provas colhidas e reiterou a conclusão de que não há provas para justificar uma imputação penal no inquérito.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

O delegado cita, por exemplo, que a PF solicitou compartilhamento de provas do inquérito das fake news com o ministro Alexandre de Moraes que indicassem a ocorrência de interferências indevidas, mas que o ministro havia respondido que não havia provas disso naquele inquérito.

A conclusão diz ainda que eventuais atos de interferência detectados nos inquéritos de relatoria do ministro Alexandre de Moraes podem ser apuradas diretamente nesses procedimentos de investigação.

Após receber esse relatório complementar, Moraes enviou o processo para análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele pode indicar novas diligências a ser tomadas ou requisitar o arquivamento definitivo do caso.

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Delegado revisa inquérito e conclui pela segunda vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

O presidente Jair Bolsonaro durante reunião ministerial em 22 de abril, a última com a presença de Sérgio Moro, que dois dias depois deixou o Ministério da Justiça / Foto: Narcos Corrêa/PR

A Polícia Federal concluiu novamente que não há provas de crime no inquérito que apura suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação.

O caso havia sido reaberto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro ao deixar o governo, em 2020.

Na nova análise, já sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a PF revisou as provas e manteve a conclusão de que não há elementos para responsabilização penal.

O relatório também cita que não foram encontradas evidências de interferência nem mesmo em materiais relacionados ao inquérito das fake news.

Com o envio do documento ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, caberá a ele decidir se solicita novas diligências ou o arquivamento definitivo do caso.

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PESQUISA VERITÁ: Flávio Bolsonaro supera Lula em 18 estados e no DF; Lula tem maioria em 7 estados do Nordeste e no RS

Pesquisa do Instituto Veritá mostra que Flávio Bolsonaro venceria Lula em 18 estados e no DF, enquanto o atual presidente só teria maioria dos votos em 7 estados do Nordeste e no Rio Grande do Sul.

Na intenção de voto estimulada, Flávio Bolsonaro lidera com 42,8%, contra 38,4% de Lula.

Este é o retrato da pesquisa realizada pelo Instituto Veritá que ouviu 40.500 eleitores em todo o país de 13 a 19 de março de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 1 ponto percentual e intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é o BR-02476/2026.

Estratificação

Cor ou raça

O levantamento também mostrou que Flávio lidera entre os eleitores de cor ou raça branca, amarela, parda e indígena, enquanto Lula está à frente entre a população negra.

Religião

Nos dados estratificados por religião, Flávio tem maioria entre católicos e evangélicos. Já Lula lidera entre os espíritas, membros de outras religiões e pessoas sem religião.

Faixa etária

Flávio lidera ainda entre os eleitores das faixas etárias de 16 a 34 anos e 35 a 54 anos. Lula tem maioria entre os eleitores acima de 55 anos.

Gênero

Na estratificação por gênero, Lula lidera o voto feminino (43% x 36,5%), enquanto Flávio lidera o voto masculino (49,8% x 33,2).

Renda familiar

Flávio Bolsonaro também lidera em todos os cenários por renda familiar:

  • Acima de 5 salários mínimos: Flávio 51,8% x Lula 40,6%
  • Entre 2 e 5 salários mínimos: Flávio 51,2% x Lula 39,9%
  • Abaixo de 2 salários mínimos: Flávio 47,% x 42,9%

Rejeição

A pesquisa do Instituto Veritá também indica que Lula, com 43,1%, é mais rejeitado que Flávio, com 34,6% de rejeição.

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