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Pix fora do ar? Usuários relatam instabilidade no serviço neste sábado

Foto: Reprodução / Bruno Peres/Agência Brasil

Usuários alertaram que o serviço do Pix está instável na manhã deste sábado (7). Eles alegam que, em diferentes instituições financeiras, estão tendo dificuldades para realizar transferências e pagamentos desde as primeiras horas do dia. No mês passado, no mesmo dia 7, usuários também reclararam do serviço de pix.

De acordo com a plataforma Downdetector, que monitora o funcionamento de serviços digitais, as reclamações começaram a subir por volta das 10h30, atingindo um pico de notificações próximo ao meio-dia. Entre os principais problemas apontados estão erros de conexão com o Banco Central e mensagens de “serviço indisponível” nos aplicativos bancários.

Quais bancos foram afetados?

Embora o problema pareça ser uma oscilação no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central, clientes de grandes bancos como Nubank, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal registraram o maior volume de queixas nas redes sociais.

Os relatos indicam que, em alguns casos, o valor é debitado da conta, mas o comprovante não é gerado ou o dinheiro não chega ao destino de imediato.

O que fazer se o Pix falhou?

Se você tentou realizar uma operação e encontrou erro, a orientação de especialistas é cautela para evitar prejuízos financeiros:

  • Não repita a operação imediatamente: Se o sistema estiver lento, tentativas sucessivas podem gerar cobranças duplicadas assim que o serviço for normalizado.
  • Verifique o extrato: Antes de tentar novamente, confira se o valor saiu da sua conta. Se o dinheiro foi retido “em processamento”, aguarde alguns minutos.
  • Use alternativas: Para pagamentos urgentes em estabelecimentos físicos, dê preferência ao cartão de débito ou crédito.
  • Print de segurança: Caso o valor tenha sido debitado e não chegue ao destino após a normalização, guarde o comprovante ou o print da tela de erro para contestar junto ao banco.

Até o fechamento desta reportagem, o Banco Central ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre a causa técnica da instabilidade ou a previsão de retorno total do sistema.

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Brasil

Análise de técnicos e peritos contradiz explicação de Moraes sobre mensagens de Vorcaro

Fotos: Ana Paula Paiva/Valor e Brenno Carvalho/O Globo

Três técnicos e peritos criminais ouvidos pela Folha contradizem a explicação apresentada pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para negar que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, no dia de sua prisão, tenham sido enviadas a ele.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (6), o gabinete afirmou que os prints das mensagens encontrados no telefone de Vorcaro “estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionados” ao ministro.

As mensagens eram enviadas por meio de prints dessas anotações, em imagens que desaparecem automaticamente após serem vistas (a chamada visualização única). Os textos eram escritos no bloco de notas, depois transformados em print e enviados no formato instantâneo.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o comunicado.

A jornalista Malu Gaspar, de O Globo, revelou que Vorcaro enviou mensagens a Moraes no mesmo horário em que as notas foram salvas no bloco de notas, de acordo com imagem obtida pelo jornal. A jornalista descreveu que houve nove mensagens trocadas entre os dois via WhatsApp entre as 7h19 e as 20h48 do dia 17 de novembro. A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes no dia da prisão do ex-banqueiro foi confirmada pela Folha.

Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, porém, a forma como arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite concluir automaticamente quem seria o destinatário de uma mensagem.

Nos metadados do WhatsApp, há uma pasta dedicada às mídias enviadas em todos os chats, outra dedicada às fotos de perfil do contato e outra dedicada aos contatos, com nome e número de telefone. São três pastas diferentes.

O software Cellebrite, usado pelas autoridades policiais brasileiras para desencriptar dados de smartphones, coloca todos os dados em uma única pasta, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem.

Os dados da CPI do INSS estão organizados pelo índice MD5, uma codificação que gera sequências aleatórias para identificar arquivos. Por ser um critério técnico e não temático, os arquivos do bloco de notas de Vorcaro podem ter acabado, por acaso, ao lado de contatos diversos. A imagem que mostra a troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro não está nessa mesma base de dados.

As autoridades embaralham os dados para garantir que as evidências não sejam contaminadas no correr da investigação, protegendo a cadeia de custódia.

Por exemplo: os contatos do senador Carlos Viana e de João Doria Neto estão na mesma pasta, porque os arquivos têm as iniciais “BC” (“BC68BAD379F51D35DA1177521D1F138F.vcf” e “BC68BAD379F51D35DA1177521D1F138F.vcf”). Nesse caso, elas seguem este caminho: Arquivos>B>C. Isso não significa que eles tenham alguma relação.

Print de bloco de notas apreendido no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, com frase que ele teria enviado a Moraes

Print de bloco de notas apreendido no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, com frase que ele teria enviado a Moraes – Reprodução

Segundo os peritos ouvidos pela reportagem, o que importa são as informações armazenadas no WhatsApp, que conecta o arquivo ao chat específico, ao identificador do contato (telefone/código identificador do usuário) e ao horário do envio.

Esse vínculo fica armazenado nos bancos de dados do próprio WhatsApp e permite identificar para quem a mensagem foi enviada.

No caso específico das mensagens entre Moraes e Vorcaro, foi possível ligar o horário do envio das mensagens ao momento em que houve a captura de tela das anotações feitas no bloco de notas.

Segundo o jornal O Globo, a Polícia Federal usou um software que exibe conjuntamente as mensagens e os arquivos enviados, o que permite reverter a visualização única da mensagem.

No iPhone, imagens capturadas pela câmera costumam ser armazenadas em HEIC (formato HEIF), dependendo da configuração do aparelho. Capturas de tela salvas na galeria são normalmente PNG. Já imagens salvas de conversas do WhatsApp costumam estar em JPEG (quando enviadas como foto) e não contêm dados que as identifiquem com o contato com quem foram compartilhadas; se enviadas como documento, mantêm o formato original.

As capturas de tela com mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes estão no formato PNG.

Pesquisadores do direito digital ressalvam que é muito difícil provar juridicamente que as gravações de tela do bloco de notas foram as imagens que Vorcaro enviou no modo de visualização única.

A coincidência temporal é um vínculo apenas circunstancial. A polícia consegue triangular mais indícios e fortalecer seu argumento, mas sem estabelecer um nexo causal. Com isso, as defesas devem ter espaço para levantar controvérsias.

Folhapress

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Trump reúne líderes da América Latina em cúpula nos EUA; Lula fica de fora

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realiza neste sábado (7) uma reunião de cúpula com líderes latino-americanos na cidade de Doral, perto de Miami, na Flórida. O encontro marca o lançamento do grupo chamado “Escudo das Américas”, uma coalizão formada por países aliados do governo norte-americano na região. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não foi convidado para o evento.

A cúpula acontece em um resort e campo de golfe de propriedade de Trump e reúne chefes de Estado e líderes políticos alinhados à agenda do republicano. Entre os participantes estão nomes como Javier Milei, da Argentina, Nayib Bukele, de El Salvador, e José Antonio Kast, presidente eleito do Chile.

Segundo a Casa Branca, a iniciativa reúne os “mais fortes aliados com os mesmos ideais” no hemisfério para discutir segurança regional, combate ao crime organizado, imigração ilegal e influência estrangeira nas Américas. A estratégia também é vista como parte de um esforço dos EUA para reduzir a influência da China na região.

Além de Lula, outros líderes de esquerda da América Latina também ficaram de fora do encontro, como Claudia Sheinbaum, do México, e Gustavo Petro, da Colômbia. A ausência de representantes desses países reforça a leitura de que a reunião reúne principalmente governos ideologicamente alinhados ao atual governo norte-americano.

O evento deve terminar com a assinatura da chamada “Carta de Doral”, documento que pretende estabelecer diretrizes de cooperação entre os países participantes para enfrentar organizações criminosas, narcotráfico e interferências externas no continente.

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Sede de empresas que renderam R$ 3 milhões a Lulinha está vazia

Foto: Reprodução

Duas empresas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, estão registradas em um endereço comercial que atualmente está desocupado na zona oeste de São Paulo. As companhias — LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia — enviaram juntas mais de R$ 3 milhões para contas bancárias do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados revelados em quebra de sigilo bancário.

A informação veio à tona após visita ao prédio onde as empresas estão registradas na Junta Comercial. No local, foi informado que as salas estão vazias há cerca de sete meses. Antes disso, os espaços eram ocupados por uma certificadora digital e por uma organização social da área de saúde.

Registros bancários enviados à CPMI do INSS mostram que a LLF Tech transferiu cerca de R$ 2,37 milhões para Lulinha, enquanto a G4 Entretenimento e Tecnologia repassou aproximadamente R$ 772 mil. As movimentações ocorreram entre 2022 e 2025. No total, a quebra de sigilo aponta uma movimentação financeira de R$ 19,3 milhões no período de quatro anos.

A defesa de Lulinha afirmou que o endereço registrado é usado apenas para recebimento de correspondências. Segundo o advogado Guilherme Suguimori, a LLF Tech sempre teve como sede a residência de Fábio Luís, que foi alterada após sua mudança para o exterior. Já a empresa G4, segundo ele, não está mais em atividade, mas ainda possui valores judicializados a receber.

O filho do presidente também é citado nas investigações da CPMI que apura fraudes no INSS, devido à relação com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A defesa nega qualquer ligação de Lulinha com irregularidades e afirma que os dados divulgados foram vazados de forma seletiva e ainda precisam ser analisados pelas autoridades.

Com informações do Metrópoles

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Vorcaro chamou Bolsonaro de ‘beócio’ e ‘idiota’ e reclamou de post sobre o Banco Master

Foto: Reprodução / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, obtidas pela Polícia Federal (PF), mostram que o dono do banco Master chamou Jair Bolsonaro de “beócio” e “idiota” ao reclamar de uma postagem feita pelo ex-presidente sobre suspeitas de fraude da instituição financeira.

O GLOBO teve acesso às trocas de mensagens entre o ex-banqueiro e a sua então namorada, Martha Graeff. Em julho de 2024, Vorcaro diz a Martha que recebeu mais de mil mensagens no Instagram depois de o ex-presidente postar uma reportagem do GLOBO sobre gerentes da Caixa Asset que haviam barrado um negócio arriscado de R$ 500 milhões com o Master e perdido o emprego.

“Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram DEMITIDOS. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações”, escreveu Bolsonaro, na ocasião.

Na conversa com a então namorada, Vorcaro critica Bolsonaro e sugere que o ex-presidente fez a postagem com intuito de criticar o PT.

“O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado”, escreveu o ex-banqueiro. “Postou aonde?”, pergunta Martha. “No tweeter dele (sic). Idiota”, responde ele. “Wow não acredito”, diz ela.

Na sequência, Vorcaro indica que “todos os amigos”, incluindo Ciro, numa referência ao ex-ministro do governo Bolsonaro e atual senador Ciro Nogueira (PP-PI), fizeram contato com o ex-presidente para tentar remediar a situação.

“Mas nao tinha como tirar. Cara é um beocio. Alguem falou que era coisa PT [e] ele postou”, afirma Vorcaro.

O termo “beócio” remonta à pessoa natural da Beócia, região da antiga Grécia ao Norte e Noroeste da Ática. Os habitantes da região eram considerados iletrados por vizinhos, num preconceito regional que fez o gentílico passar a ser usado para caracterizar alguém ignorante, que não possui conhecimentos suficientes em determinado segmento.

O ex-banqueiro voltou a ser preso nesta quarta-feira, na terceira fase da Operação Compliance Zero. Os desdobramentos do caso evidenciam um amplo esquema de fraude. As investigações apuram se foram praticados os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e manipulação de mercado e lavagem de capitais.

Enquanto a primeira fase da ação, deflagrada em 18 de novembro do ano passado, resultou na prisão de Vorcaro — solto 11 dias depois, com tornozeleira eletrônica —, a terceira explorou os laços do ex-banqueiro, com operações de busca e apreensão, entre familiares e empresários. A PF também encontrou ameaças e menções a autoridades da República no celular do ex-banqueiro.

InfoMoney

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HISTÓRIA MAL CONTADA?: Ramagem levanta suspeitas após suposta tentativa de suicídio de espião ligado a Vorcaro

Foto: Reprodução

O ex-deputado Alexandre Ramagem afirmou ser “altamente improvável” a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, dentro das dependências da Polícia Federal. O homem foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero e seria ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Em publicação nas redes sociais, Ramagem afirmou que casos como esse costumam ocorrer em momentos de crise envolvendo revelações de crimes graves. “Cometeu suicídio? Altamente improvável. É o padrão em crises pela revelação da alta criminalidade desse sistema”, escreveu o ex-parlamentar.

Ainda segundo Ramagem, por estar sob custódia da Polícia Federal, o detido deveria receber proteção integral enquanto estivesse nas dependências da corporação, inclusive contra possíveis atos praticados contra si próprio.

Na mesma manifestação, o ex-deputado fez críticas duras às instituições brasileiras e disse que estruturas de poder estariam contaminadas por organizações criminosas. Ele também citou o ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas aos escândalos citados por ele, pedindo que o magistrado conduza os casos com rigor e atenção.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, “Sicário” teria tentado tirar a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Fontes ouvidas pela imprensa afirmaram que ele teria apresentado morte encefálica ainda na noite de quarta-feira, informação que não foi confirmada oficialmente pela unidade hospitalar onde o preso foi atendido.

De acordo com os investigadores, Mourão atuava como uma espécie de espião particular de Vorcaro, responsável por monitorar pessoas consideradas rivais ou críticas ao banqueiro, coletando informações e realizando vigilância em nome do empresário.

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Senado aprova aumento gradual de duração da licença-paternidade; saiba como fica

Senado aprova licença-paternidade de 20 dias com salário integral |  Carreira | Valor Econômico

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade, passando dos atuais cinco dias para 20 dias a partir de 2029. O benefício será concedidos para os pais, nas situações de nascimento, adoção ou ganho do processo de guarda do filho.

O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois do aval da Presidência, a norma vira lei.

Pelo texto, a licença maior começará a valer de forma gradual:

  • Em 2027, será de 10 dias;
  • Em 2028, 15 dias;
  • A partir de 2029 e de forma permanente, 20 dias.

Até hoje, esse tipo de licença não havia sido regulamentada no Brasil. A Constituição apenas dizia que a dispensa do trabalho seria de cinco dias até que uma lei fosse criada para disciplinar o tema – o que o Congresso fez agora. Os cinco dias corridos, não úteis, são custeados atualmente pela empresa.

A proposta prevê que, com a mudança, a Previdência será responsável pelo custo do afastamento. Primeiro, a empresa paga o salário do funcionário normalmente e depois a Previdência reembolsa a companhia.

O texto garante que o empregado vai receber a remuneração integral ou o equivalente à média dos últimos seis meses. Ele ainda pode emendar a licença às férias. O período não poderá ser dividido.

g1

 

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Secretaria de Saúde de MG contradiz PF e nega morte de “Sicário” de Vorcaro

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'Sicário', quando foi preso em outra investigação em MG — Foto: Reprodução

A Polícia Federal informou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Vorcaro, se suicidou nesta quarta-feira (4). A Secretaria Estadual de Saúde de MG afirma que não está confirmada a morte de Luiz Philipe e ele segue em cuidados no CTI do Hospital João XXIII.

“Sircário” foi encontrado desacordado na cela em que estava na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

A defesa de “Sicário” disse em nota que “esteve pessoalmente com ele durante o dia, até por volta das 14h, quando ele se encontrava em plena integridade física e mental. A informação sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida foi conhecida após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal. A defesa acompanha os fatos e se encontra no Hospital João XXIII. Porém, até este momento, não há qualquer confirmação sobre o estado de saúde de Luiz Phillipi”.

Uma investigação interna será aberta pela Polícia Federal para apurar o caso e vídeos que mostram a dinâmica do que aconteceu serão entregues ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF disse que policiais iniciaram procedimento de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou “Sicário” para o hospital.

As investigações apontam que Sicário tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

g1

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“Sicário”, apontado como espião de grupo ligado a Vorcaro, tenta se matar dentro da PF

Foto: Reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, tentou atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, nesta quarta-feira (4). Ele foi preso pela manhã na terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a PF, policiais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o SAMU. O atendimento médico continuou na delegacia, e Mourão será encaminhado à rede hospitalar para avaliação.

O caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no STF, que receberá os registros em vídeo do ocorrido. A corporação informou que abrirá procedimento para apurar as circunstâncias.

Apontado nas investigações como integrante de uma estrutura ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, Mourão seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.

Conversas analisadas pela investigação indicam que ele articulava as atividades da chamada “Turma”, grupo formado por pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência em segurança.

De acordo com a decisão judicial, a estrutura teria financiamento mensal de cerca de R$ 1 milhão para custear monitoramentos e pagar integrantes. Os recursos, segundo diálogos citados no processo, seriam repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e distribuídos entre os participantes.

A operação investiga suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. Também houve bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, além de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão autorizados pelo STF.

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Flávio Dino suspende quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

 

Lulinha

O ministro do STF Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outros alvos aprovada pela CPMI do INSS em votação na última quinta-feira (26).

A decisão foi proferida após a empresária Roberta Luchsinger, também alvo de quebra de sigilo, ingressar com um mandado de segurança no Supremo pedindo a suspensão da medida.

“Ante o exposto, concedo em parte a medida liminar para suspender os efeitos do ato impugnado e o cumprimento dos ofícios respectivos ou, subsidiariamente, caso já tenham sido encaminhadas informações, determino o sobrestamento e a preservação sob sigilo pela Presidência do Senado Federal. Não há obstáculo a eventual novo procedimento no âmbito da CPMI, desta feita com análise, debate, motivação e deliberação de modo fundamentado e individualizado. A adoção desses passos e ritos deve ser devidamente registrada em ata, como atendimento do dever constitucional de motivação”, escreveu Dino.

O mandado de segurança tinha sido protocolado pela empresa na terça-feira (3/3). Na peça, ela argumenta que a CPMI aprovou a quebra de sigilo dela em uma votação “em globo” sem espaço para debate.

“Conforme se extrai da transmissão da sessão de 26 de fevereiro de 2026, a aprovação das graves medidas requeridas pelos nobres integrantes da CPMI foi realizada “em globo”, ou seja, 87 (oitenta e sete) requerimentos foram aprovados em conjunto, sem que se tenha dedicado qualquer espaço de debate ou exame específico acerca das medidas cautelares requeridas, as quais foram chanceladas de forma indiscriminada, sem qualquer fundamentação”, diz a defesa da amiga de Lulinha.

Os governistas acionaram o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar anular a votação. O senador, porém, decidiu na terça-feira (3/3) manter as quebras de sigilo na CPMI.

Metrópoles

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