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CORTE DE GASTOS: Lira diz que governo ‘não tem votos’, mas Câmara deve votar urgência nesta quarta

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (4) que a base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva não tem votos suficientes na Casa, atualmente, nem para aprovar o regime de urgência para os projetos do pacote de corte de gastos.

O governo enviou os textos ao Congresso na última semana e conta com a aprovação das propostas ainda este ano para enviar uma sinalização de responsabilidade fiscal ao mercado.

Para isso, no entanto, será preciso aprovar o chamado “regime de urgência” – um rito acelerado para os textos, que seriam votados diretamente no plenário da Câmara sem passar pelas comissões.

Para aprovar a urgência, o plenário da Câmara precisa atingir a chamada maioria absoluta. Ou seja: no mínimo, 257 votos — mesmo quórum necessário para aprovação de um projeto de lei complementar.

Os pedidos de urgência chegaram a ser incluídos na pauta de terça (3). Mas a análise acabou adiada diante da insatisfação de parlamentares com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu novas regras para a retomada do pagamento de emendas.

“Hoje, o governo não tem votos sequer para aprovar as urgências dos PLs. A PEC, eu coloquei na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], pedi para ser extra pauta e foi retirado — a pedido do governo —, porque acho que não tinha a certeza de ter os mínimos votos para aprovar a admissibilidade da PEC na CCJ”, afirmou Lira.

“Agora está num momento de muita instabilidade, de muita ansiedade, de muita turbulência interna, por causa desses acontecimentos que não são inerentes ao convívio harmônico, constitucional, de limites entre os Poderes, principalmente nas suas circunscrições do que pode ou não fazer. Você nunca vai ver um deputado julgando alguém, ou condenando alguém num tribunal, como também não deve ver nunca um juiz legislando”, acrescentou.

g1

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Brasil

“Sim, o ex-presidente sabia do plano de golpe”, diz diretor da PF

Foto: reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse nesta quarta-feira (4) que há diferentes elementos que comprovam o conhecimento e a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no plano de golpe de Estado em 2022.

Segundo ele, tudo o que foi posto do relatório do inquérito do golpe tem comprovação e sustentação.

“Sim, o ex-presidente sabia da trama golpista. […] É uma investigação muito responsável. Não é voz da minha cabeça. Está lá, está documentado. Tudo o que o que está posto ali tem sustentação fática”, afirmou durante café da manhã com jornalistas, em Brasília.

Como provas, Andrei citou depoimentos de militares e trocas de mensagens, além da impressão do plano de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feita no Palácio do Planalto, com comprovações de que Bolsonaro estava no prédio.

Bolsonaro foi citado 516 vezes no relatório da PF sobre o golpe. O documento diz que o ex-presidente “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva” nos atos da organização criminosa que planejou a tomada de poder.

O relatório afirma ainda que o golpe não foi consumado por “circunstâncias alheias” à vontade do ex-presidente e que os investigados atuavam desde 2019 para manter Bolsonaro do poder.

O indiciamento de Bolsonaro está agora sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode – ou não – oferecer denúncia contra o ex-presidente.

Sobre a avaliação da PGR, Andrei disse estar “absolutamente seguro do conteúdo e da qualidade do trabalho que a Polícia Federal produziu”.

Outro lado

Na semana passada, o ex-presidente Jair Bolsonaro chamou o inquérito que apura um plano de golpe para mantê-lo no poder de “historinha”. Segundo ele, a investigação é uma “narrativa inventada” pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) com a Polícia Federal (PF).

“Não acredito nessa historinha de golpe. Golpe em que ninguém viu um soldado sequer na rua. Um tiro. Ninguém sendo preso. Alexandre de Moraes fica inventando narrativa com a Polícia Federal bastante criativa”, disse em conversa com apoiadores em Alagoas neste sábado (23).

CNN Brasil

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Brasil

Mercado tem piora na visão sobre governo Lula, e reprovação vai a 90%

Foto: Reprodução

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (4) sobre o que pensa o mercado financeiro mostra uma piora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre gestores, economistas, analistas e operadores (traders) de fundos de investimento.

A reprovação do presidente subiu de 64% para 90% desde o levantamento anterior, feito em março. Voltou assim à marca do início do mandato, quando nove a cada dez profissionais de fundos de investimento também tinham uma avaliação negativa do governo.

A pesquisa, a segunda deste ano, foi realizada nos últimos cinco dias – entre 29 de novembro e 3 de dezembro -, capturando, portanto, a reação negativa do mercado financeiro ao pacote de ajuste fiscal anunciado na quarta-feira da semana passada. Foram feitas 105 entrevistas junto a fundos de investimento com sede em São Paulo e Rio de Janeiro.

A avaliação regular do governo Lula caiu, em relação à pesquisa de março, de 30% para 7%, ao passo que a
R$39,55

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (4) sobre o que pensa o mercado financeiro mostra uma piora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre gestores, economistas, analistas e operadores (traders) de fundos de investimento.

A reprovação do presidente subiu de 64% para 90% desde o levantamento anterior, feito em março. Voltou assim à marca do início do mandato, quando nove a cada dez profissionais de fundos de investimento também tinham uma avaliação negativa do governo.

A pesquisa, a segunda deste ano, foi realizada nos últimos cinco dias – entre 29 de novembro e 3 de dezembro -, capturando, portanto, a reação negativa do mercado financeiro ao pacote de ajuste fiscal anunciado na quarta-feira da semana passada. Foram feitas 105 entrevistas junto a fundos de investimento com sede em São Paulo e Rio de Janeiro.

A avaliação regular do governo Lula caiu, em relação à pesquisa de março, de 30% para 7%, ao passo que a aprovação (avaliação positiva) cedeu de 6% para 3%.

Mercado avalia que Haddad perdeu força desde o início do mandato, aponta pesquisa
Conforme a Genial/Quaest, mais de um terço do mercado (37%) entende que o arcabouço fiscal se sustenta apenas até o ano que vem

Congresso
Também houve uma piora na avaliação do mercado sobre o desempenho, até aqui, do Congresso, cuja reprovação subiu para 41%, frente aos 17% de novembro do ano passado, quando a questão havia entrado na pesquisa pela última vez.

Há uma expectativa, manifestada por 65% dos entrevistados, de que Davi Alcolumbre (União-AP), se eleito presidente do Senado, fará maior oposição ao governo do que o chefe atual da casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Já na Câmara a situação se inverte, e 63% entendem que Hugo Motta (Republicanos-PB), mais cotado para presidir a casa, será mais próximo ao governo do que Arthur Lira (PP-AL).

Sobre as eleições de 2026, sete a cada dez profissionais de fundos (70%) acreditam que Lula tentará a reeleição, mas a maioria (66%) não vê o atual chefe do Executivo como favorito.

Com Jair Bolsonaro inelegível – mais da metade (55%) aposta na prisão do ex-presidente -, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deveria ser o candidato da direita na corrida pelo Palácio do Planalto daqui a dois anos, conforme avaliam 78%. Já caso Lula não seja candidato, 82% acreditam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deverá disputar o pleito pela esquerda.

InfoMoney

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Brasil

Teste internacional: 51% dos alunos brasileiros não aprende o básico em Matemática já no 4º ano do ensino fundamental

Reprodução

— Parte desses alunos no pior nível de desempenho pode ser desinteresse, mas esse dado revela que, para esses estudantes, mesmo as questões mais fáceis do teste eram difíceis para eles — afirma Ernesto Faria, diretor-executivo do grupo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). — O Brasil precisa trabalhar o seu ensino de Matemática. Isso passa por melhorar a formação dos professores, por exemplo. Mesmo países com desafios socioeconômicos maiores que os nossos conseguiram desempenho melhor.

Essa é a primeira vez que o Brasil participa do TIMSS, avaliação que existe desde 1995. Em 2023, participaram 650 mil alunos de 64 países. Ela avalia Matemática e Ciências no 4º e no 8º anos.

— O Pisa mostra o resultado do aluno quase no fim da educação básica e, por isso, tem uma lógica mais de resolução de problemas. Já o TIMSS é uma avaliação mais curricular, procura saber se o estudante sabe de álgebra, geometria — explica Faria.

Matemática – 4º ano: 49% dos alunos atingiram o básico
Matemática – 8º ano: 38% dos alunos atingiram o básico
Ciências – 4º ano: 61% dos alunos atingiram o básico
Ciências – 8º ano: 58% dos alunos atingiram o básico
Matemática – 4º ano: 91% dos alunos atingiram o básico
Matemática – 8º ano: 81% dos alunos atingiram o básico
Ciências – 4º ano: 90% dos alunos atingiram o básico
Ciências – 8º ano: 80% dos alunos atingiram o básico
Cenário preocupante para o Brasil

De acordo com Faria, o cenário revelado pelo TIMSS é de enorme preocupação considerando que o primeiro ciclo do ensino fundamental é aquele em que o Brasil tem batido as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a principal avaliação de âmbito nacional e que testa os estudantes dessa etapa no 5º ano.

— Apesar dos avanços que tivemos nas avaliações internas, vemos que o gap de aprendizagem ainda no ensino fundamental é muito grande para os países da OCDE. A diferença é de praticamente três anos de ensino já no começo da trajetória escolar, o 4º ano do fundamental — diz.

A média dos alunos brasileiros no 4º ano de Matemática foi 400, o que deixa o país entre as cinco menores notas, a frente apenas de Marrocos, Kuwait e África no Sul. No 8º ano, o Brasil fica com a laterna, empatado com Marrocos, com apenas 378 pontos.

Geórgia, Casaquistão, Chile, Irã, Jordânia, Árabia Saudita e Palestina foram alguns dos países que tiveram desempenho melhores do que o Brasil nas duas etapas avaliadas em Matemática. Já em Ciências, o resultado foi um pouco melhor. A média do 4º ano ficou em 425 pontos e do 8º ano em 420. Com isso, o Brasil ficou entre os dez piores do mundo.

Desempenho geral positivo

Entre os avaliados, 91% dos alunos do 4º ano e 81% do 8º atingiram pelo menos o nível básico em Matemática. Na faixa etária maior, era preciso demonstrar conhecimento de números inteiros, formas básicas e representações visuais, incluindo encontrar os comprimentos dos lados em polígonos e ler informações de gráficos. Porcentagens substanciais de alunos internacionalmente também atingiram benchmarks internacionais mais altos de desempenho em matemática em ambas as séries.

Em Ciências, 90% do 4º ano demonstrou atingir o nível básico, demonstrando possuírem informações básicas sobre plantas e animais e propriedades da matéria em situações cotidianas. Já no 8º ano 80% mostraram que podem aplicar o conhecimento de alguns fatos científicos, incluindo demonstrar compreensão de ecossistemas usando modelos simples e distinguir entre mudanças físicas e químicas.

Um dos achados interessantes do teste é de que alunos das duas faixas etárias que declaram gostar das disciplinas avaliadas tiveram maior desempenho nessas disciplinas. “A confiança tem uma forte relação com o desempenho em matemática e ciências para alunos de ambas as séries. A associação provavelmente será recíproca, ou seja, alunos que têm bom desempenho nessas disciplinas se tornam mais confiantes e, então, continuam a ter bom desempenho”, diz o relatório.

A prova é realizada pelo TIMSS & PIRLS International Study Center, da Lynch School of Education, situada na Universidade de Boston, em parceria com a Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional (IEA, na sigla em inglês).

Veja o desempenho dos países

Singapura – 615
China (Taipei) – 607
Coreia do Sul – 594
Hong Kong – 594
Japão – 591
China (Macao) – 582
Lituânia – 561
Turquia – 553
Inglaterra – 552
Polônia – 546
Irlanda – 546
Romênia – 542
Holanda – 537
Letônia – 534
Noruega – 531
República Checa – 530
Suécia – 530
Bulgária – 530
Finlândia – 529
Austrália – 525
Alemanha – 524
Dinamarca – 524
Sérvia – 523
Bélgica – 521
Hungria – 520
Portugal – 517
Estados Unidos – 517
Chipre – 516
Eslováquia – 515
Eslovênia – 514
Itália – 513
Armênia – 513
Albânia – 512
Canadá – 504
Espanha – 498
Emirados Árabes Unidos – 498
Geórgia – 498
Azerbaijão – 494
Nova Zelândia – 490
Cazaquistão – 487
França – 484
Montenegro – 477
Macedônia do Norte – 474
Qatar – 464
Bahrein – 462
Kosovo – 451
Bôsnia – 447
Chile – 444
Uzbequistão – 443
Jordânia – 427
Omã – 421
Irã – 420
Arábia Saudida – 420
Brasil – 400
Marrocos – 393
Kuwait – 382
África do Sul – 362
Singapura – 605
China (Taipei) – 602
Coreia do Sul – 596
Japão – 595
Hong Kong – 575
Inglaterra – 525
Irlanda – 522
República Checa – 518
Suécia – 517
Lituânia – 514
Áustria – 512
Austrália – 509
Turquia – 509
Hungria – 506
Finlândia – 504
Noruega – 501
Itália – 501
Malta – 499
Romênia -496
Chipre – 494
Emirados Árabes Unidos – 489
Estados Unidos – 488
Israel – 487
Azerbaijão – 479
França – 479
Portugal – 475
Geórgia – 467
Cazaquistão – 454
Qatar – 451
Bahrein – 426
Irã – 423
Uzbequistão – 421
Chile – 416
Omã – 411
Malásia – 411
Kuwait – 399
Arábia Saudida – 397
África do Sul – 397
Jordânia – 388
Palestina – 382
Brasil – 378
Marrocos – 378
Singapura – 607
Coreia do Sul – 583
China (Taipei) – 573
Turquia – 570
Inglaterra – 556
Japão – 555
Polônia – 550
Áustria – 550
Hong Kong – 545
Finlândia – 542
Lituânia – 537
China (Taipei) – 536
Suécia – 533
Irlanda – 532
Estados Unidos – 532
Noruega – 530
Bulgária – 530
Romênia – 526
República Checa – 526
Eslovênia – 526
Letônia – 526
Hungria – 524
Dinamarca – 522
Canadá – 521
Eslováquia – 521
Nova Zelândia – 517
Holanda – 517
Alemanha – 515
Portugal – 511
Itália – 511
Sérvia – 510
Espanha – 504
Emirados Árabes Unidos – 495
Albânia – 491
França – 488
Chipre – 487
Chile – 479
Bahrein – 475
Qatar – 472
Cazaquistão – 467
Geórgia – 465
Montenegro – 461
Armênia – 457
Bôsnia – 448
Macedônia do Norte – 439
Omã – 433
Irã – 432
Arábia Saudida – 428
Brasil – 425
Azerbaijão – 422
Jordânia – 418
Uzbequistão – 412
Kosovo – 403
Marrocos – 390
Kuwait – 373
África do Sul – 308
Singapura – 606
China (Taipei) – 572
Japão – 557
Coreia do Sul – 545
Inglaterra – 531
Finlândia – 531
Turquia – 530
Hong Kong – 528
República Checa – 527
Irlanda – 525
Hungria – 522
Suécia – 521
Austrália – 520
Lituânia – 519
Estados Unidos – 513
Áustria – 512
Portugal – 506
Malta – 501
Itália – 501
Noruega – 488
Emirados Árabes Unidos – 486
França – 486
Qatar – 481
Israel – 481
Romênia -466
Chipre – 464
Omã – 456
Chile – 455
Bahrein – 452
Geórgia – 448
Cazaquistão – 443
Malásia – 426
Brasil – 420
Kuwait – 420
Arábia Saudida – 419
Irã – 419
Jordânia – 413
Azerbaijão – 411
Uzbequistão – 396
Palestina – 393
África do Sul – 362
Marrocos – 327

O Globo

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Brasil

Lewandowski diz que novo decreto de Lula vai liberar clubes de tiro próximos a escolas

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira (3) que enviou a outras pastas a minuta do novo decreto que libera clubes de tiro próximos a escolas. Após aprovação dos demais ministérios, o texto será encaminhado ao presidente Lula (PT).

Restringir o funcionamento desses estabelecimentos foi um dos objetivos traçados pela gestão petista em contraponto à expansão do serviço no governo de Jair Bolsonaro (PL).

A ideia era vetar a atuação de clubes de tiro em horário escolar, além de realocar aqueles atualmente instalados próximos às escolas. No entanto, frente à resistência no Congresso Nacional, o Executivo teve que ceder.

Em audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados nesta terça (3), Lewandowski disse que Lula concordou com o texto final, fruto de acordo com o Congresso, mas que o presidente frisou que escola e tiro não combinam.

“Ele não admitia que durante o horário escolar pudesse haver exercício de tiro, não só pelo exercício em si mas pela movimentação das armas perto das escolas que poderia atrair assaltos, etc. Eu falei: ‘presidente, vamos ter que concordar com essa proposta que foi protocolada pelo Parlamento, acho razoável e podemos avançar’”, disse.

Mais cedo, também em audiência no Senado, o ministro já havia afirmado que o decreto enviado às demais pastas também autorizava que os clubes que já possuíam autorização para funcionar próximos a escolas possam permanecer atuando.

Nas duas Casas, o ministro prestou esclarecimentos sobre uma série de assuntos, entre outros possíveis interferências políticas na PRF e fiscalização de acervos do CAC’s (caçadores, atiradores e colecionadores).

O governo federal elaborava o novo decreto impondo restrição de horário para funcionamento de clubes de tiro já existentes próximos a escolas. A alternativa seria a forma de negociar com o Congresso, mas parlamentares resistiram à sugestão.

Na época, houve um acordo com o Senado para a edição de um novo decreto sobre armas. Em contrapartida, a Casa se comprometeu a não votar um Projeto de Decreto Legislativo em plenário, que visava suspender partes de texto publicado pelo presidente no ano passado.

A norma em vigor determinava que clubes de tiro situados a até 1 km de escolas não poderiam continuar em suas instalações e concedia prazo de 18 meses para que se ajustassem a essa exigência. Com a proposta do novo decreto, os clubes de tiro que já estavam estabelecidos antes da publicação da norma poderão permanecer onde atuam.

A ideia inicial do governo, que não se manteve nesse texto final, segundo Lewandowski, era que fosse respeitado um horário de funcionamento restrito entre 18h e 22h de segunda-feira a sexta, ou seja, fora do horário escolar.

Na época, a proposta da restrição de horário foi apresentada a Lula pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Entretanto, proposta do governo enfrentou resistência dos parlamentares, que, desde a publicação do decreto em julho do ano passado, se esforçaram para assegurar que os clubes de tiro já estabelecidos nessas localidades preservassem seus direitos adquiridos e ficassem nos locais atuais sem restrição de horário.

O decreto do ano passado também passava para a PF (Polícia Federal) a responsabilidade sobre a fiscalização dos chamados CACs (caçadores, atiradores e colecionadores). Até então, essa atribuição ficava com o Exército.

Além do debate sobre a presença de clubes próximos a escolas, o texto dos senadores também eliminava o requisito de habitualidade e a obrigatoriedade de declaração de armas de coleção ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), entre outros pontos. Nesse último caso, o ministro antecipou que estendeu aos museus a possibilidade de certificação das armas.

Folhapress

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Brasil

Pesquisa aponta Brasil como país com mais “infiéis” da América Latina

Foto: Getty Images

A infidelidade tem sido uma questão complexa e intrigante nos relacionamentos há muito tempo, mas pesquisas apontam que os brasileiros parecem estar bem acostumados com o assunto.

Ao menos é o que revela a plataforma de encontros extraconjugais Gleeden, que apontou o Brasil como o país com a maior quantidade de “infiéis” da América Latina, tendo São Paulo como a cidade com a maior quantidade de pessoas que pulam a cerca.

A pesquisa também mostrou outras localidades que lideram no ranking da infidelidade brasileira: Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

Esses lugares, com grandes oportunidades de interação social e profissional, apresentam um alto número de usuários de aplicativos de relacionamento, o que contribui para o aumento dos casos de traição, de acordo com os pesquisadores.

Não monogamia em alta

Uma outra pesquisa recente, realizada pelo aplicativo de relacionamentos voltado a quem quer um(a) amante, o Ashley Madison, divulgou a lista das 20 principais cidades do Brasil nas quais as pessoas têm maior interesse na não monogamia.

Pela primeira vez, a lista é encabeçada pela cidade de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina; seguida por Porto Alegre, Joinville, Contagem e Londrina fechando o top 5.

Metrópoles

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Brasil

Moraes autoriza presença de Bolsonaro em enterro da mãe de Valdemar Costa Neto

Na decisão, que atende a um pedido de Bolsonaro, o ministro explica a permissão devido a “excepcionalidade” do caso. Ainda de acordo com Moraes, a autorização leva, ainda, em consideração o compromisso da defesa do ex-presidente em que os investigados não vão manter conversas sobre a investigação em curso.

“Em face da excepcionalidade do pedido e da afirmação da defesa (“comprometendo-se o peticionário a não manter quaisquer conversas sobre as investigações em curso”), nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, autorizo Jair Messias Bolsonaro a manter contato com o investigado Valdemar Costa Neto”, diz o documento.

Por fim, Moraes afirma que a decisão é provisória e ”não dispensa o requerente do cumprimento das demais medidas cautelares a ele impostas”.

R7

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Brasil

13 policiais de SP são afastados em investigação após homem ser jogado de ponte

Foto: Reprodução

A Corregedoria da Polícia Militar afastou das ruas treze policiais envolvidos direta ou indiretamente no episódio em que um agente jogou um homem dentro de um rio na região de Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo.

O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (2) e gerou enorme repercussão entre as autoridades paulistas.

Segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), dois sargentos e onze cabos e soldados estão sendo ouvidos sobre o caso e ficarão afastados das ruas até o fim das investigações.

Eles pertencem 24° Batalhão da PM, localizado na cidade de Diadema, na Grande SP, e ficarão cumprindo expediente na Corregedoria pelo tempo que o comando julgar necessário.

O que aconteceu

Segundo as apurações iniciais, durante uma abordagem, os policiais deram ordem de parada a duas pessoas que trafegava em uma moto. Os rapazes fugiram e os PMs, então, iniciaram uma perseguição que terminou com a captura da dupla e um deles jogado no rio por um dos policiais.

A Corregedoria apurou até o momento que um dos homens parados chegou a ser levado para a delegacia. Ele é, neste momento, a principal testemunha da investigação.

Aos investigadores, essa testemunha afirmou que o homem jogado da ponte está vivo.

Os integrantes da Corregedoria estão atrás dele, tentando localizá-lo para ouvi-lo oficialmente.

Na abordagem, todos os PMs usavam câmeras corporais e se gravaram. Essas imagens serão usadas pelos investigadores para entender os detalhes da ocorrência.

Por enquanto, não houve pedido de prisão para nenhum dos policiais envolvidos.

G1

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Brasil

Clientes da 123miIlhas têm até esta terça (3) para pedir dinheiro de volta

123 milhas
123 Milhas (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo)

Os credores da 123milhas com valores a receber da empresa de viagens devem consultar a lista e pedir a devolução do dinheiro até esta terça-feira (3). A plataforma para realizar os pedidos pode ser acessada no link https://rj123milhas.com.br/#/home

Inicialmente, o prazo para habilitação seria encerrado na última terça (26), mas ele foi prorrogado devido ao número de credores não inscritos e pelas divergências apresentadas no Judiciário, segundo a juíza Claudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte (MG).

Segundo os últimos dados da administradora da recuperação judicial, dos quase 1 milhão de credores, apenas 92.327 concordaram com os valores dos créditos detalhados na lista, enquanto outros 12.936 contestaram o saldo apresentado pela empresa. Outros 11.130 declararam à administradora que possuem valores a receber da agência de viagens, mas não haviam sido incluídos na lista.

Devem estar na lista todos aqueles que tinham valores a receber da 123milhas e da MaxMilhas com contratos feitos até o dia 29 de agosto -data do pedido de recuperação judicial.

Apesar da necessidade de habilitação dos valores devidos, não há garantia de que os consumidores irão recuperar todo o dinheiro e é possível que as empresas proponham o pagamento parcelado da dívida, segundo a DPMG (Defensoria Pública de Minas Gerais).
Os créditos trabalhistas são os primeiros da fila de pagamento e devem ser pagos em até um ano após a aprovação do plano de recuperação judicial. O prazo para o pagamento dos outros créditos será definido apenas após a apresentação do plano.

A 123milhas deve apresentar o seu plano de recuperação judicial até o dia 26 de dezembro.

Como posso consultar a lista de credores?

– Acesse o site: rj123milhas.com.br
– Vá até a aba “Lista 123 Milhas”, na parte superior do site
– Procure a lista publicada com a letra inicial do seu nome
– Confira se os seus dados (nome, classe de credor e valor) estão adequadamente registrados

O que fazer se meus dados não estiverem na lista de credores?

É necessário solicitar a inclusão partir da habilitação de crédito.
Esse processo é feito de forma extrajudicial e, por isso, não é necessário buscar o auxílio de um advogado ou da defensoria. A habilitação pode ser feita pelo próprio consumidor no site da administradora judicial pelo seguinte caminho:

– Realize o seu login no site da administradora
– Clique no link disponibilizado ao lado do “Caso queira se habilitar…”
– Preencha os dados apresentados, informando se tem ação judicial em andamento contra o grupo econômico 123milhas
– Caso a resposta seja positiva, indique os dados relativos ao processo nos campos correspondentes. É possível incluir mais de uma ação
– Clique na opção disponibilizada ao lado de “Para adicionar um novo negócio” e preencha as informações do formulário que será disponibilizado. É necessário indicar os dados do contrato celebrado com as empresas do grupo 123milhas
– Preencha as informações do modo mais criterioso possível. Envie documentos que podem servir de prova do contrato celebrado e não cumprido pela empresa. Por exemplo: comprovantes de desconto dos valores no seu cartão de crédito, de pagamento de boletos ou de transferência de valores à empresa, confirmação da compra de passagem aérea recebida no seu email, entre outros
Se o cliente tiver celebrado mais de um contrato com o grupo, o procedimento de “adicionar um novo negócio” deve ser feito quantas vezes for necessário para contemplar todos os créditos perdidos.

Como saber se minha habilitação funcionou?

Os pedidos de habilitação e divergência geram uma confirmação por meio de uma nova janela no site, no email cadastrado e na aba “Área do Credor/Habilitações e Divergências”. É possível checar a confirmação do pedido a partir dos três recursos.

CANAIS DE CONTATO:
– Telefone 0800-1236347
– WhatsApp (51) 3369-5042

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Brasil

Com pressão inflacionária, juros devem subir mais. Veja perspectivas

Foto: Reprodução

A uma semana da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para 10 e 11 de dezembro, a maioria das projeções indica alta de pelo menos 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.

Atualmente, a taxa está em 11,25% ao ano, após o Copom decidir, por unanimidade, elevar a Selic em 6 de novembro — um aumento de 0,50 ponto percentual. Com isso, os juros estão no mesmo patamar de janeiro, quando o BC seguia fazendo cortes.

Uma alta na Selic é esperada devido à pressão inflacionária atual. Isso porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, está em 4,76% no acumulado de 12 meses até outubro — acima do teto da meta.

A meta da inflação para 2024 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (4,5% e 1,5%). O objetivo foi traçado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelo BC, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento.

A Selic é o principal instrumento de política monetária usado pelo BC para manter a inflação dentro da meta.

Um eventual aumento da Selic é a principal manobra do Banco Central para conter a inflação, o que resulta em redução do consumo e dos investimentos no país. Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para os consumidores.

O atual diretor de Política Monetária e futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse na segunda-feira (2/12) que o atual cenário econômico dá indicativos para “juros mais altos por mais tempo”.

Ele afirmou que “parece lógico que, para uma economia que se revela mais dinâmica do que se esperava, somado a uma moeda doméstica mais desvalorizada, que isso demande uma política monetária mais contracionista”. “Esse é basicamente o cenário que a gente tem hoje para uma política monetária”, completou a análise durante evento da XP, em São Paulo.

Metrópoles

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