Brasil

“Lula está se esforçando muito para perder” a reeleição, diz advogado aliado do presidente em carta

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos nomes mais próximos do PT no meio jurídico, elaborou uma carta em que faz um diagnóstico do terceiro mandato de Lula e diz que o atual presidente está se esforçando para perder a eleição de 2026 e “vai conseguir”.

Kakay também afirma no texto que Lula “está isolado, capturado e não faz política” e “não recebe mais os velhos amigos políticos”. Foi na casa do advogado que o petista comemorou a sua diplomação como presidente em 12 de dezembro de 2022.

“O Lula do terceiro mandato, por circunstâncias diversas, políticas e principalmente pessoais, é outro. Não faz política. Está isolado. Capturado. Não tem ao seu lado pessoas com capacidade de falar o que ele teria que ouvir. Não recebe mais os velhos amigos políticos e perdeu o que tinha de melhor: sua inigualável capacidade de seduzir, de ouvir, de olhar a cena política”, escreveu Kakay em carta enviada a membros do governo e divulgada posteriormente por ele.

O advogado prossegue no texto: “Outro dia alguns políticos me confidenciaram que não conseguem falar com o Presidente. É outro Lula que está governando”..

Para Kakay, perder uma reeleição é muito difícil. Ele cita o caso de Jair Bolsonaro e diz que o ex-presidente só foi derrotado porque era “inepto”.

“Com a extrema direita crescendo no mundo e, evidentemente aqui no Brasil, o quadro é muito preocupante. Sem termos o Lula que conhecíamos como presidente e sem ele ter um grupo que ele tinha ao seu redor, corremos o risco do que parecia impossível: perdermos as eleições em 2026. Bolsonaro só perdeu porque era um inepto. Tivesse ouvido o Ciro Nogueira (então ministro da Casa Civil) e vacinado, ou ficado calado sem ofender as pessoas, teria ganho com a quantidade de dinheiro que gastou. Perder uma reeleição é muito difícil, mas o Lula está se esforçando muito para perder. E não duvidem dele, ele vai conseguir”, afirma.

O advogado ainda diz que Lula não criou um grupo ao seu redor de onde poderia sair o seu sucessor. Kakay elogia o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Não foi feito um grupo ao redor do presidente, que se identifique com ele e de onde sairia o sucessor político natural, o ‘grupo’ do Lula a gente sabe quem é. E certamente não vai tirá-lo do isolamento. Ele hoje é um político preso à memória do seu passado. E isolado. Quero acreditar na capacidade de se reencontrar. Quem se refez depois de 580 dias preso injustamente, pode quase tudo. E nós temos o Haddad, o mais fenomenal político desta geração em termos de preparo. Um gênio. Preparado е pronto para assumir seu papel”.

O Globo

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Brasil

MPF cria Gaeco Nacional para intensificar ações de combate ao crime organizado

Foto: João Américo/Secom/PGR

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) oficializou nesta segunda-feira (17) a criação do Grupo Nacional de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaeco Nacional). A medida, que tem o objetivo de fortalecer o combate a organizações criminosas, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O Gaeco já existe nos Ministérios Públicos estaduais e, em 2020, foi implementado pelo MPF nas Procuradorias da República nos estados. Agora, a estrutura será expandida para todo o território nacional.

Vale lembrar que o Gaeco tem a função de apoiar investigações complexas que apuram crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico internacional de drogas e de armas e desmatamento ilegal, entre outros.

A Resolução que cria o Gaeco Nacional define 11 situações específicas em que o Gaeco Nacional poderá ser acionado. São elas:

  1. crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito;
  2. crime de terrorismo;
  3. violações graves aos direitos humanos, que exijam investigação federal;
  4. crimes de organizações criminosas e de grande repercussão contra a administração pública;
  5. “atuação difusa de organização criminosa pelo território nacional”, principalmente envolvendo facções ou ordens dadas a partir dos presídios;
  6. ações de organizações criminosas contra direitos de indígenas e povos tradicionais;
  7. crimes ambientais de ampla repercussão, incluindo garimpo em terras indígenas, quando envolverem organizações criminosas;
  8. crimes praticados por “milícia privada ou grupo de extermínio”, ou que envolvam um risco identificado contra o procurador do caso;
  9. “quando as circunstâncias do caso recomendarem a constituição de Equipe Conjunta de Investigação (ECI)”;
  10. crimes de repercussão interestadual ou internacional que “exigem repressão uniforme” – termo que, na lei brasileira, inclui sequestro político, formação de cartel, falsificação de medicamentos e assalto a bancos, por exemplo;
  11. “outros crimes praticados por organizações criminosas com repercussão nacional ou internacional”.

De acordo com a resolução publicada no “Diário Oficial da União”, o Gaeco Nacional prestará apoio especializado aos procuradores responsáveis pelas investigações, sem assumir a titularidade dos casos.

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Brasil

Pesquisa: 51% da população é a favor da anistia para presos do 8/1

Agencia Brasil

Mais da metade da população brasileira é a favor da anistia para os presos do 8 de janeiro de 2023. Segundo informações da pesquisa AtlasIntel, divulgadas neste domingo (16/2), 51% dos entrevistados são favoráveis ao projeto para anistiar presos por participação nos atos antidemocráticos e financiadores do 8 de Janeiro, e 49%, contra.

Os participantes foram submetidos à pergunta: “Você é a favor ou contra as seguintes propostas que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado?” A maioria dos entrevistados (54%) marcou a opção “a favor do corte de gastos”. Em segundo lugar, com 51% de aprovação, veio a aprovação da anistia.

O texto do projeto da anistia é relatado pelo deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE). O congressista prevê anistia a todos que participaram dos atos de 8 de janeiro, incluindo eventos subsequentes ou anteriores.

No relatório, Valadares especifica que ficariam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas de 8 de janeiro de 2023 até a lei entrar em vigor.

No fim de outubro de 2024, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), retirou o chamado PL da Anistia da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O alagoano resolveu criar uma comissão especial para analisar o tema, o que na prática leva a proposta à estaca zero. O colegiado, porém, ainda precisa ser instalado.

O AtlasIntel entrevistou 817 pessoas para realizar a pesquisa, todas recrutadas de forma aleatória pela internet. A amostragem foi entre os dias 11 e 13 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança dentro da margem de erro é de 95%.

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Metrópoles

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Brasil

Pesquisa Quaest: pobres se identificam mais com Lula, e direita prevalece entre os ricos

A identificação política no Brasil varia conforme a renda, aponta a nova pesquisa Quaest, divulgada neste domingo. Enquanto a soma dos que se identificam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com a esquerda é maior entre os mais pobres, na classe alta, a direita prevalece, considerando tanto bolsonaristas quanto não bolsonaristas.

Entre os mais pobres, 28% se dizem lulistas ou petistas, número que cai para 16% na classe média e 12% na alta. O grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por outro lado, cresce conforme a renda: somam 9% entre os mais pobres, 12% na classe média e 14% na alta, mostra o levantamento.

A Quaest ouviu 2.000 pessoas no decorrer do ano passado e utilizou o Critério Brasil 2024 para fazer a classificação dos grupos em classes. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Somando os apoiadores de Bolsonaro com os eleitores à direita, mas não bolsonaristas, os números de brasileiros de direita chegam a 23% na classe baixa, 34% na média e 43% na alta. Já unindo os eleitores de Lula com os esquerdistas que não se dizem lulistas ou petistas, os brasileiros de esquerda são 39% entre os mais pobres, 31% na classe média e 28% na alta.

Os resultados apontam uma tendência do brasileiro à direita nas classes média e alta, mas isso não significa adesão automática ao bolsonarismo. Nos três segmentos, o apoio à direita é maior do que o apoio a Bolsonaro, chegando a mais do que o dobro na classe alta.

Já na esquerda, Lula tem um apoio esmagador na classe mais baixa: são 28% para Lula e 11% para esquerdistas não lulistas ou petistas. Esse valor muda conforme a renda. Na classe média, são 16% lulistas e 15% esquerdistas, enquanto na alta são 12% apoiadores de Lula e 16% esquerdistas de outra denominação.

A parcela dos que afirmam não ter posicionamento político é significativa em todas as faixas de renda, representando 31% na classe baixa, 32% na classe média e 27% na alta. Ou seja, parte importante da população não se identifica com nenhum dos principais espectros políticos, independentemente do seu nível socioeconômico.

Lula supera Bolsonaro entre os mais pobres. Na classe média, os dois estão tecnicamente empatados, com vantagem numérica para o petista. Já entre os mais ricos, o empate se repete, mas a vantagem é do ex-presidente.

Outro aspecto explorado pelo levantamento, o interesse por política aumenta conforme a renda. Na classe baixa, 38% não são nada interessados no assunto. O desinteresse também é alto na classe média, com 28%, enquanto na classe alta essa parcela cai para 21%.

Já os muito interessados somam 11% entre os mais pobres, 15% na classe média e 20% entre os mais ricos. Os “mais ou menos” interessados somam 24% na classe baixa, 32% na média e 36% na alta.

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Brasil

Ex-jogador do Sousa sofre mal súbito e morre antes de jogar partida em São Paulo

Gabriel Protásio Gomes, conhecido como Gabriel Popó, ex-jogador do Sousa Esporte Clube, faleceu neste domingo (16) aos 26 anos. O atleta, que atualmente defendia o XV de Jaú, sofreu um mal súbito ainda no alojamento do clube paulista e foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu. A causa da morte ainda será confirmada após a emissão de um laudo oficial.

Natural de Marília-SP, Popó teve uma trajetória marcada por passagens em diversos clubes do Brasil. Em 2023, o atacante vestiu a camisa do Sousa durante a Série D do Campeonato Brasileiro, deixando sua marca na história do Dino.

MaisPB

 

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Brasil

Ex-ministro Silvio Almeida reativa redes sociais e afirma querer justiça após acusações de assédio sexual

Foto: Agência Brasil

O ex-ministro de Direitos Humanos do governo Lula, Silvio de Almeida, reativou as redes sociais neste sábado (15) e afirmou que busca justiça após ser acusado de assédio sexual. +Lula demite ministro Silvio Almeida após acusações de assédio sexual

“Tentaram me matar, mas não deu certo. E se o morto levantar, acabou o velório”, escreveu ele em uma publicação no Instagram. Almeida também disse que tentaram destruir sua história e transformá-lo em um monstro.

As acusações contra o ex-ministro foram inicialmente divulgadas pela organização Me Too Brasil, com relatos de vítimas sobre uma série de assédios.

Entre as denunciantes está a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que confirmou as acusações em depoimento à Polícia Federal em outubro do ano passado.

Segundo seu relato, as “abordagens inadequadas” de Almeida, como definiu, começaram no fim de 2022, quando ambos integraram o grupo de transição de governo nomeado por Lula antes de sua posse.

Dois inquéritos foram abertos para investigar o caso

Um pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e outro no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal. A investigação, sob segredo de Justiça, tem o ministro André Mendonça como relator. +Ministro Silvio Almeida repudia acusações de assédio e diz que “toda e qualquer denúncia deve ter materialidade”

Ainda na publicação, Almeida afirmou que a estereotipação de homens negros como violentos faz parte do racismo. Ele também disse que pretende continuar seus trabalhos acadêmicos e a escrever livros.

SBT News

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Brasil

VÍDEOS: Bandidos metralham delegacia no RJ e deixam 2 policiais feridos após tentativa de resgatar chefe do tráfico

Criminosos fortemente armados metralharam a delegacia de Campos Elísios (60ªDP), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite do último sábado (15).

Eles estavam tentando resgatar um dos chefes do tráfico da comunidade Vai Quem Quer, que tinha sido preso junto com outro traficante. O chefe do tráfico, segundo a polícia, é Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato, e o comparsa é Wesley de Souza do Espírito Santo.

“No início da noite, sob o comando de Joab da Conceição Silva, uma das lideranças da facção, dezenas de narcoterroristas entraram na delegacia na tentativa de resgatar os comparsas, que já haviam sido transferidos para a sede da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), na Cidade da Polícia. Houve intensa troca de tiros entre os policiais e os criminosos”, diz a Polícia Civil.

Dois policiais ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital Adão Pereira Nunes. Ambos já receberam alta médica. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal foram acionadas.

A Polícia Civil informa que solicitou a transferência dos dois presos para presídio federal. “Neste momento, a Polícia Civil realiza operação nas comunidades Vai Quem Quer, Rua 7, Santa Lúcia e Rodrigues Alves, em Duque de Caxias, para localizar e capturar os envolvidos no ataque, sem prejuízo de outras ações a qualquer hora e em qualquer lugar”, diz a corporação.

CNN Brasil

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Brasil

Entidades ocultam pagamentos que rendem salário anual extra de até R$ 257 mil a ministros de Lula

Foto: WILTON JUNIOR/Estadão

Duas das mais proeminentes instituições do Sistema S, o Sesc e o Senac contam com ministros de Estado em seus conselhos fiscais. As duas entidades estão submetidas à Lei de Acesso à Informação (LAI), o que as obriga a fornecer dados abertos das suas atividades, porém ambas têm omitido os valores vultosos pagos a parte dos integrantes do primeiro escalão do governo Lula que integram os seus quadros.

O Sesc conta com os ministros Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) em seu conselho fiscal, mas forneceu ao Portal da Transparência da União apenas os valores pagos ao titular da SRI .

Procurada, a instituição não se manifestou. O Senac também não retornou aos contatos do Estadão, assim como os ministros

Entre janeiro e outubro de 2024, Padilha participou de apenas duas reuniões na instituição, segundo informações da sua agenda oficial, mas recebeu R$ 28 mil por mês em honorários, também conhecidos como “jetons”. Ao final daquele ano, o ministro somou R$ 257 mil, o equivalente a R$ 128,5 mil por reunião, de acordo com os dados do Portal da Transparência. Já Marinho, que participou de seis encontros no mesmo período, não teve os seus pagamentos divulgados pelo Sesc.

O mesmo cenário se repetiu no Senac. Desta vez, com os ministros Marcio Macêdo (Secretária-geral da Presidência) e Camilo Santana (Educação). O ministro palaciano esteve presente em sete encontros do conselho fiscal do Senac e acumulou R$ 129 mil ao longo do último ano.

O Senac diz pagar R$ 5 mil por reunião do Conselho, mas Macêdo recebeu R$ 21 mil em seis meses de 2024. Santana, por sua vez, participou de ao menos um encontro de conselheiros, em junho do ano passado, segundo publicação da entidade, mas não teve os eventuais valores recebidos disponibilizados.

O Estadão questionou o Senac e o Sesc sobre o número de reuniões que contaram com a participação de ministros e os respectivos valores recebidos por eles para contrastar com as informações disponíveis no Portal da Transparência, porém ambas não retornaram ao contato.

Na avaliação da diretora de programas da Transparência Brasil, Marina Atoji, as entidades descumprem a Lei de Acesso à Informação. “É uma violação direta da lei, porque a LAI determina claramente que as informações a serem divulgadas têm que ser íntegras e atualizadas. Se não há informação completa, já tem a violação desse princípio da lei”, afirmou.

A Controladoria-Geral da União (CGU), que mantém o Portal da Transparência e fiscaliza o cumprimento da LAI, afirmou em resposta ao Estadão que as entidades do serviço social autônomo (Sistema S) estão submetidas à lei, “o que alcança as obrigações de transparência ativa a partir dos próprios sítios eletrônicos”.

Uma portaria conjunta editada pela CGU e pelo antigo Ministério da Economia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obriga as instituições a divulgarem em seus sites os “valores efetivamente pagos a título de remuneração ou ‘jetons’ para os membros dos conselhos fiscais, de administração ou similares, quando houver”.

Na resposta ao Estadão, a CGU também afirmou que a “obrigação primária” de divulgação é do Sistema S. No entanto, Atoji pondera que, embora a CGU não seja a autoridade responsável pelo monitoramento dessas entidades, é dever da instituição garantir que as informações fornecidas no Portal da Transparência sejam “o mais fidedignas e completas possível”.

Além de Sesc e Senac, as empresas Itaipu Binacional, Apex Brasil e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também têm ministros entre os seus conselheiros. A Apex e a ABDI não remuneram os membros dos seus respectivos conselho. A Itaipu, por outro lado, historicamente não divulga os valores pagos aos membros do seu conselho de administração. Mas, como mostrou o Estadão, a remuneração prevista em 2024 era de R$ 34 mil para cada integrante.

Integram o conselho da Itaipu os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Esther Dweck (Gestão) e Alexandre Silveira. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fazem parte do conselho fiscal da Apex, totalizando dez titulares de Ministérios com acentos em conselhos de instituições.

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em maio de 2023 que as verbas recebidas por ministros de Estado pela participação em conselhos fiscais ou de administração em instituições estatais não estão sujeitas ao teto remuneratório do serviço público, que atualmente é de R$ 46 mil.

Isso significa que os beneficiários dos jetons, como Padilha e Macedo, que acumularam respectivamente R$ 257 mil e R$ 129 mil, receberam esse valor adicional em suas contas como uma espécie de salário extra.

Estadão

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Brasil

Pagamento do Abono Salarial 2025 começa na segunda; confira calendário

Imagem ilustrativa: Codecom

O Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), paga, nesta segunda-feira (17), o Abono Salarial para 2 milhões de trabalhadores nascidos no mês de janeiro. Serão destinados R$ 2,3 bilhões para o pagamento. Ao longo de 2025, serão distribuídos R$ 30,7 bilhões para 24,4 milhões de pessoas que receberam até dois salários mínimos em 2023. No ano passado, o investimento foi de R$ 27 bilhões, beneficiando 25,6 milhões de trabalhadores. Confira calendário de pagamento mais abaixo.

Neste mês de fevereiro, o abono salarial será pago a 1.845.317 trabalhadores de empresas privadas com direito ao PIS, por meio da Caixa Econômica Federal, e a 163.810 servidores públicos com direito ao Pasep, pagos pelo Banco do Brasil.

VALORES — Neste calendário o valor do benefício varia entre R$ 127,00 e R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023. O cálculo corresponde ao valor atual do salário-mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor total de um salário mínimo. Os valores ficarão disponíveis aos trabalhadores até o fim do calendário (dezembro de 2025).

DATAPREV — Responsável pelo processamento do benefício para o MTE, a Dataprev atualizou este ano o sistema de pagamento, garantindo mais agilidade e confiabilidade ao serviço. O reconhecimento do direito agora é feito a partir do eSocial e por meio da Relação Anual de Informações (RAIS), com uso do CPF para identificação dos trabalhadores.

CTPS DIGITAL — Com a implementação da nova solução, o MTE assume a completa gestão do Abono Salarial e a Dataprev atua como parceira e única operadora do benefício. A atualização da gestão operacional do benefício possibilita a elegibilidade, a geração dos lotes para pagamento, além da disponibilização dos dados para os cidadãos através da Carteira de Trabalho Digital.

DIREITO — O benefício é destinado a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que atuaram formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base de 2023, com remuneração de até dois salários mínimos (R$ 2.640,00), pagos por empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo; ter exercido atividade remunerada, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração; ter seus dados, informados pelo empregador corretamente na RAIS ou no eSocial.

RECEBA PELA CAIXA — O pagamento do Abono Salarial na Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta na Caixa Econômica Federal, quando o trabalhador possuir conta corrente ou conta poupança ou Conta Digital; por crédito pelo aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital, aberta automaticamente pela Caixa. Para o trabalhador não correntista será realizado o pagamento em canais como agência, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais de pagamentos oferecidos pela Caixa.

RECEBA PELO BB — No Banco do Brasil o pagamento do Abono Salarial será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária; transferência via TED, via Pix ou presencial nas agências de atendimento para trabalhadores não correntista e que não possua Pix.

CONSULTE — Para consultar o Abono Salarial pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador deve atualizá-lo, acessar a aba “Benefícios”, selecionar “Abono Salarial” e clicar em “Pagamentos” para verificar o valor, a data e o banco de recebimento. A consulta também pode ser feita pelo portal GOV.BR ou pelo telefone 158, com atendimento gratuito das 7h às 22h, de segunda a sábado, exceto feriados nacionais. Outra opção é comparecer a uma unidade das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego no estado.

Confira o calendário de pagamento:

Nascidos em janeiro: 17 de fevereiro;

Nascidos em fevereiro: 17 de março;

Nascidos em março e abril: 15 de abril.

Nascidos em maio e junho: 15 de maio;

Nascidos em julho e agosto: 16 de junho;

Nascidos em setembro e outubro: 15 de julho;

Nascidos em novembro e dezembro: 15 de agosto.

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Brasil

Lula vê recuo de 16 pontos percentuais no índice de ‘ótimo ou bom’ no Nordeste, diz Datafolha

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Reduto histórico de eleitores petistas, a região Nordeste registrou uma queda de 16 pontos no índice de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passando de 49% para 33%. Os números são da pesquisa Datafolha divulgada, nesta sexta-feira (14).

O levantamento apontou a pior avaliação positiva do presidente em todos os seus mandatos até agora, com 24% de aprovação geral, e 41% de desaprovação.

Apesar da queda, os nordestinos são os únicos que mantêm o índice de aprovação numericamente maior do que o de reprovação, que está em 30%. Como a margem de erro é de quatro pontos no segmento, a porcentagem entre avaliação positiva e negativa, na prática, está empatada.

A queda de popularidade foi menor em outras regiões: no Sudeste, 11 pontos, no Centro-Oeste, nove pontos, e no Sul, cinco pontos. As regiões Nordeste e Sudeste somam 69% dos entrevistados.

No segundo turno das eleições 2022, a diferença entre Lula e o então presidente Jair Bolsonaro (PL) na região foi de 29,67% dos votos válidos. No Piauí, Estado que obteve a maior proporção de votos, Lula recebeu 76,86% dos votos válidos contra 23,14% de Bolsonaro.

Foram ouvidas 2.007 eleitores entre os dias 10 e 11, em 113 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos na categoria geral do levantamento.

Estadão Conteúdo

 

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