Brasil

Semana define futuro das tarifas e novas sanções dos EUA ao Brasil


A última semana de julho começa com o Brasil sob o impacto de ameaças inéditas do governo de Donald Trump. Os Estados Unidos avaliam aplicar a Lei Magnitsky contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), incluindo o cancelamento de vistos também ao alto escalão do Palácio do Planalto.

A decisão surge como resposta ao processo do STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe.

Além das possíveis novas sanções, cresce a tensão diante do tarifaço: os EUA prometem taxar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto, próxima sexta-feira.

O governo do republicano justifica a taxação por suposta “caça às bruxas” contra Bolsonaro e censura a redes sociais americanas. O principal impacto recai sobre setores como o agronegócio (principalmente carne, frutas, laranja), a indústria aeronáutica (Embraer), a cadeia madeireira, produtos químicos e açúcar.

O setor do suco de laranja já avalia prejuízo bilionário nos próximos anos.

Para tentar ganhar tempo, uma comitiva de oito senadores brasileiros começou a desembarcar em Washington neste sábado (26).

Já estão na capital americana o senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), Tereza Cristina (PP-MS), Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Fernando Farias (MDB-AL). O senador Carlos Viana (Podemos-MG) está nos EUA e deve se juntar aos colegas neste domingo (27).

Os parlamentares devem permanecer nos EUA até quarta-feira (30) e terão reuniões com a embaixadora brasileira, entidades empresariais, Câmara de Comércio e parlamentares americanos de ambos os partidos.

Um desafio é que a ida da comitiva brasileira acontece em meio ao recesso da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — equivalente à Câmara de Deputados.

A agenda começa na manhã de segunda-feira (28) com a chegada à residência oficial da Embaixadora do Brasil. No início da tarde, o grupo deve cumprir o primeiro compromisso público com reuniões na sede da U.S. Chamber of Commerce, onde parlamentares vão se reunir com líderes empresariais e representantes do Brazil-U.S. Business Council.

O segundo dia, terça-feira (29), será reservado para encontros estratégicos com parlamentares norte-americanos — tanto republicanos quanto democratas —, conforme apurou a CNN.

Os compromissos preveem também encontros com grupos setoriais e uma coletiva para detalhar os resultados das negociações. O objetivo é convencer autoridades e empresários dos efeitos negativos para ambos os lados e buscar consenso para atrasar, reduzir ou excluir setores das tarifas.

CNN

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Brasil

De olho em 2026, Lula planeja ao menos 6 novos programas sociais

Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ao menos 6 projetos para lançar antes das eleições de 2026. Os novos programas sociais são citados publicamente pelo petista como benefícios que seu governo pretende dar a setores da população. A Justiça Eleitoral determina que os candidatos à reeleição têm até 4 de julho (3 meses antes do pleito) para anunciar e fazer propaganda de novas medidas.

A prioridade do petista é a aprovação da isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 e o desconto na alíquota para quem recebe de R$ 5.001 a R$ 7.350. O texto, promessa da campanha de 2022, deve ser votado no Congresso até o fim de setembro para que entre em vigor em 2026.

A estimativa para as perdas de arrecadação com a isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000 por mês subiu para R$ 31,3 bilhões em 2026 com o parecer apresentado por Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto na Câmara. Antes, a Receita Federal calculava uma renúncia de R$ 25,8 bilhões.

Foto: Poder 360

Em outra frente, Lula segue com a ideia de injetar dinheiro em camadas da população que irão aplicar os recursos diretamente em produtos ou serviços, alavancando o PIB (Produto Interno Bruto).

O presidente já disse que prepara linhas de crédito subsidiadas para diversas áreas. Quer emprestar dinheiro para reformas residenciais e para entregadores comprarem motos elétricas. Já até citou aumentar o teto do Minha Casa, Minha Vida para além dos R$ 12.000 atuais, visando a classe média.

A estratégia segue um mantra repetido pelo petista a exaustão em seu 3º mandato: muito dinheiro na mão de poucos cria desigualdade, enquanto pouco dinheiro na mão de muitos traz prosperidade.

Em ano eleitoral, a percepção da economia do país deve ter um peso relevante na aprovação do governo e, consequentemente, do desempenho nas urnas.

O modus operandi de despejar recursos em benefícios para setores específicos antes das eleições foi criticado por Lula e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao longo deste mandato.

O chefe do time econômico já afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma “bagunça” no orçamento federal de 2022 e gastou US$ 60 bilhões para tentar ganhar as eleições.

Nas contas da época, o Poder360 calculou uma despesa de R$ 27 bilhões antes do pleito. Havia benefícios para caminhoneiros, taxistas, um Auxílio Brasil turbinado e até vale-gas.

Este último programa deve ser ampliado por Lula. O MME (Ministério de Minas e Energia) deve lançar em 5 de agosto o Gás para Todos, novo programa social voltado à ampliação do acesso ao gás de cozinha.

A proposta, que deve ser apresentada por meio de uma MP (Medida Provisória), tem expectativa de alcançar 16,6 milhões de famílias –número 3 vezes maior que o público do Auxílio Gás atual, hoje limitado a 5,4 milhões de famílias.

Cortes no Bolsa Família

O maior programa social do governo deve ser assunto no próximo ano. O Executivo intensificou nesta 2ª metade de 2025 o pente-fino que vem fazendo no benefício. De junho para julho, 855 mil famílias deixaram de receber o auxílio. Essa baixa foi a maior em 1 só mês da história do programa social.

O discurso oficial do Ministério do Desenvolvimento Social é que a maior parte dessas pessoas saiu do Bolsa Família porque aumentou de renda. Só que é muito incomum que um corte dessa magnitude ocorra de forma orgânica.

O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) disse ao Poder360 que a estimativa do governo é de que cerca de 2 milhões de pessoas entrem no Bolsa Família. Mas o Executivo cortou o benefício ao menor número em 3 anos. Dias afirma que os cortes, no futuro, serão menores.

Popularidade e Trump

Lula obteve uma melhora na avaliação do governo enquanto capitalizou politicamente nas redes sociais o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Os novos programas devem alavancar mais positivamente essa avaliação quando esse efeito cessar na população. A avaliação no Executivo é que o petista precisa chegar com uma avaliação positiva em 2026 para conseguir angariar apoios de partidos mais ao centro, que atualmente estão mais próximos do grupo dos Bolsonaros.

Pesquisa da Quaest divulgada em 16 de julho mostrou uma recuperação da popularidade do governo. De maio para julho, caiu de 17 para 10 p.p. (pontos percentuais) a distância entre os eleitores que desaprovam (ainda maioria) para os que aprovam.

Segundo a Quaest, hoje 53% desaprovam a gestão federal petista, contra 57% em maio. No caso dos que aprovam, a taxa oscilou positivamente de 40% para 43% nesses 2 meses.

Essa melhora coincide com a campanha que o governo e o PT, partido de Lula, fizeram nas últimas semanas dizendo que é necessário taxar mais os ricos. Também houve outra iniciativa de marketing relevante do Palácio do Planalto, em defesa do que diz ser a soberania nacional contra a ameaça dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros.

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil, de 10 a 14 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

“O que chama atenção é que a melhora na popularidade se deu principalmente fora das bases de apoio tradicionais do governo”, disse Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Segundo Nunes, 3 fatores explicam a melhora na percepção da população com relação ao governo. São eles:

  • confronto entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump;
  • melhora na percepção econômica;
  • campanha “nós contra eles” promovida pelo governo.

A maioria (79%) diz acreditar que a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros vai prejudicar suas vidas. Já 72% consideram que Trump errou ao impor a taxa ao Brasil sob a justificativa de que haveria perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Poder 360

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Brasil

Governadores Tarcísio, Ratinho Jr e Caiado criticam postura de Lula diante do tarifaço: “governo não sabe onde quer chegar”

Foto: Reprodução

Há poucos dias do presidente dos Estados Unidos Donald Trump concluir a imposição de sobretaxas a alguns países, governadores brasileiros criticaram, neste sábado (26), as ações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação às tarifas de 50% em cima dos produtos brasileiros. As medidas entrarão em vigor, segundo o líder norte-americano, dia 1º de agosto.

Falando para um público formado por investidores, empresários e profissionais do setor econômico, Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr (PR) foram aplaudidos diversas vezes, durante participação em evento da XP, especialmente ao direcionarem críticas ao Palácio do Planalto.

Para o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD-PR), “o governo [de Lula] não sabe onde quer chegar”

“Hoje temos um governo que demonstra que não sabe onde quer chegar, é um governo que, sobre uma questão tão importante, que é o tarifaço do Trump, muita vezes o Brasil se vitimiza demais, o Trump fez isso com a China, com Índia, com o Canadá, com o México”, disse o Ratinho Jr.

Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador de São Paulo, mostrou preocupação com as tarifas que, entre outros malefícios, tendem a ameaçar as exportações de laranja no estado paulista.

“Estamos conversando, buscando parlamentares americanos, empresas americanas, agentes do governo americano que podem se sensibilizar com o problema. Infelizmente hoje a gente tá vivendo um momento em que se busca tirar proveito do país, querendo dividir o país”, afirmou.

Já Ronaldo Caiado (União-GO), governador de Goiás, disse que Lula “não quer resolver o problema do tarifaço” e que os governadores estão “sofrendo com a irresponsabilidade” das ações do presidente.

“O Brasil é dos brasileiros, mas nem eu, nem o Tarcísio, nem o Ratinho fomos consultados pra ele tomar essa posição, não. Nós, governadores, estamos sofrendo por uma irresponsabilidade do seu Lula, que até hoje não mandou ninguém pra fazer o trabalho da chancelaria. Nós não estamos de acordo com a posição dele”, expôs Caiado.

O painel com os três governadores foi um dos mais aguardados do dia no evento, que reúne lideranças políticas e econômicas para discutir o cenário atual e as perspectivas para o futuro do Brasil.

Acordo com os EUA

Para Ratinho Júnior, o caminho para um acordo do governo brasileiro com os Estados Unidos é o diálogo.

“É alguém ir lá e sentar com os Estados Unidos…e parar de falar da desdolarização do comércio. A Índia nunca tocou nesse assunto, a China nunca tocou nesse assunto, aí foi um brasileiro querer falar de desdolarização do comércio, quer dizer, uma falta de inteligência”, declarou.

Tarcísio segue a mesma linha do governador do Paraná e acrescentou que “se a gente não botar a bola no chão, não agir como adulto e resolver o problema, quem perde é o Brasil”.

Ronaldo Caiado disse que o governo “destruiu” o Itamaraty, “hoje é um Itamaraty muito mais ideológico. O Brasil fica cada hora com uma frasesinha de efeito: ‘Ai o imperador do mundo, ai eu vou chupar jabuticaba’, não tem nada de responsabilidade”.

Recado para Trump

Durante evento em São Paulo na última sexta-feira (25), Lula afirmou que determinou o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), líder da comitiva de mediação com os Estados Unidos. No entanto, segundo o petista, “ninguém quer conversar com ele”.

“Queria dizer pro presidente Trump, que esse moço aqui, o Geraldo Alckmin, é o meu vice-presidente, o cara mais calmo que eu conheço, um exímio negociador, não levanta a voz e não manda carta, ele só quer conversar”, disse o presidente brasileiro.

Lula ainda mandou um recado para Trump: “O dia que você quiser conversar, o Brasil está pronto e preparado pra discutir e te mostrar o quanto você foi enganado com as informações que te deram. Você vai saber a verdade sobre o Brasil e quando você souber da verdade você vai falar: ‘Lula, eu não vou mais taxar o Brasil, vamos ficar do jeito que tá’.

“Eu quero que o Trump nos trate com a delicadeza e o respeito que eu trato os Estados Unidos e o povo americano”, finalizou.

CNN Brasil

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Tarifaço pode gerar prejuízo de R$175 bilhões no PIB do Brasil, diz estudo

Foto: Reprodução/Agência GOV

As tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, demandadas pelo presidente americano Donald Trump que deve entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto, pode gerar prejuízos sobre a economia nacional, segundo a Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

O órgão realizou um estudo que resultou em um prejuízo de R$ 175 bilhões no longo prazo, com retração de 1,49% no PIB (Produto Interno Bruto), gerando um impacto negativo de 1,3 milhão de postos de trabalho.

Em outro cenário hipotético, em caso de o Brasil retaliar as prerrogativas tarifárias americanas, também em 50%, a queda do PIB brasileiro pode chegar a R$ 259 bilhões (2,21%), afetando fortemente o número de empregos (-1.934.124), massa salarial (-R$36,18 bilhões) e a redução da arrecadação de impostos (-R$ 7,21 bilhões).

Atualmente, os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40,4 bilhões aos Estados Unidos, representando 1,8% do PIB nacional. Entre os produtos mais enviados estão combustíveis minerais, ferro e aço, máquinas e equipamentos mecânicos, aeronaves e café.

Veja aqui o estudo completo sobre os impactos no Brasil.

Diplomacia é a chave para um acordo

A FIEMG considera que o aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode comprometer seriamente a estabilidade econômica e o progresso da indústria nacional. A entidade sugere que o governo brasileiro adote uma postura firme, porém diplomática, na tentativa de alcançar um entendimento que impeça a aplicação das tarifas, resguarde os postos de trabalho e mantenha a competitividade das empresas do país.

Com informações de Diário do Poder

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INSS silencia sobre poupar sindicato de irmão de Lula de ação judicial

Foto: Ricardo Stuckert

O governo Lula deixou de fora das ações judiciais contra sindicatos envolvidos na Farra do INSS duas entidades ligadas à esquerda: a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).

Respondendo a um pedido de Lei de Acesso à Informação (LAI) formulado pela Liderança da Minoria na Câmara, o INSS se recusou a informar por que não incluiu as duas nas ações movidas. Atualmente, a liderança da minoria é exercida pela deputada Caroline de Toni (PL-SC).

Além da Contag e do Sindnapi, o instituto também optou por não acionar outras duas organizações: a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais) e a ABCB (Associação Brasileira de Consumidores e Beneficiários).

O Sindnapi tem como vice-presidente o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico. Ele é irmão mais velho do presidente Lula (PT).

As quatro entidades poupadas das ações estão citadas diversas vezes no relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o tema. Aparecem também nas investigações da Polícia Federal (PF), que resultaram na operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano.

Na resposta ao pedido da oposição via LAI, o INSS também negou acesso ao processo administrativo que embasou a decisão de excluí-las das medidas judiciais.

As ações foram apresentadas pela Advocacia-Geral da União (AGU), mas a escolha de quem seria processado coube ao INSS. No mês passado, a Justiça determinou o bloqueio de bens de alguns dos investigados, totalizando R$ 2,8 bilhões.

Procurado, o INSS afirmou, em nota, que “as investigações (contra entidades e pessoas envolvidas) continuam” e que “não há impedimento para que novos processos de responsabilização sejam instaurados para outras entidades”, desde que “surjam elementos que justifiquem tal apuração”.

Andreza Matais – Metrópoles

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VÍDEO: Moraes manda retirar acampamento na frente do STF e proíbe prática na Praça dos Três Poderes e em frente a quartéis das Forças Armadas


Um protesto com acampamento na Praça dos Três Poderes foi desmanchado após determinação do ministro do STF Alexandre De Moraes na madrugada de sexta (25) para sábado (26).

Moraes intimou o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que notificou pessoalmente os manifestantes bolsonaristas.

Entre eles, estavam deputados aliados de Bolsonaro, como Hélio Lopes (PL), que levou uma barraca para acampar na frente do STF como protesto contra medidas da Suprema Corte.

Atendendo pedido da Procuradoria Geral da República, Moraes autorizou a prisão dos parlamentares, caso não aceitassem deixar o local.

Após a ordem, o ministro do STF assinou um complemento da decisão proibindo a instalação de novos acampamentos num raio de 1 quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e até mesmo de quartéis das Forças Armadas. Moraes justificou que adotava a medida para evitar um novo 8 de Janeiro.

“Para garantir a segurança pública e evitar novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpistas ocorridos em 8/1/2023, determinou a proibição de qualquer acampamento em um ario de 1KM da Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e, obviamente, em frente aos quartéis das Forças Armadas”, determinou Moraes.

Com informações de InfoMoney e Estadão

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Brasil

Inadimplência segue alta no Brasil e reincidência atinge mais de 83% dos consumidores

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A inadimplência continua sendo um dos principais desafios da economia brasileira em 2025. Segundo o mais recente levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais de 83% dos consumidores negativados em junho já haviam enfrentado situação semelhante no último ano, o que caracteriza um cenário de reincidência persistente e preocupante.

De acordo com os dados, 83,81% dos inadimplentes em junho de 2025 já haviam aparecido nos cadastros de devedores nos últimos 12 meses. A maioria (62,30%) ainda não conseguiu quitar dívidas anteriores. Outros 21,51% haviam recuperado o crédito, mas voltaram a ter o nome negativado, revelando um ciclo constante de endividamento. Apenas 16,19% dos negativados eram novos na lista.

Um dado que chama a atenção é o tempo médio entre a quitação de uma dívida e o surgimento de uma nova: apenas 72,8 dias — ou cerca de 2,4 meses. A reincidência, portanto, ocorre em ritmo acelerado, o que evidencia a dificuldade das famílias em manter estabilidade financeira.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a situação é reflexo direto de fatores como juros altos, inflação persistente e um cenário macroeconômico ainda desafiador. “O Brasil vive um momento delicado, onde a inadimplência se tornou um fenômeno cíclico e sistêmico. Os dados de maio e a persistência da alta reincidência são um indicativo claro de que as famílias brasileiras estão presas em uma armadilha de endividamento. Juros elevados, inflação que ainda corrói o poder de compra e um cenário macroeconômico desafiador se combinam para criar um ambiente onde quitar uma dívida muitas vezes significa contrair outra, em condições ainda mais desfavoráveis.”, explica.

O levantamento também revela um dado igualmente preocupante: a recuperação de crédito está em queda. Em 12 meses, o número de consumidores que conseguiram limpar o nome caiu 12,57%. Isso significa que menos brasileiros estão conseguindo quitar suas dívidas, especialmente aquelas mais antigas. A maior retração foi observada entre consumidores que levaram de 4 a 5 anos para pagar os débitos.

A inadimplência hoje atinge cerca de 42,89% da população adulta brasileira, sendo mais expressiva entre consumidores de 30 a 39 anos. Já entre os que conseguiram sair dos cadastros de restrição, destaca-se a faixa etária de 50 a 64 anos, com valor médio pago de R$ 2.410,68 em junho.

Para Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, a combinação entre alta reincidência e queda na recuperação indica a urgência de medidas estruturantes, como programas de educação financeira e soluções sustentáveis de renegociação. “A situação demanda atenção contínua de formuladores de políticas, instituições financeiras e da própria sociedade para mitigar os impactos dessa exclusão financeira”, conclui.

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Energia mais cara: conta de luz terá bandeira vermelha nível 2 em agosto

Foto: Fernanda Capelli

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (25) o acionamento da bandeira vermelha nível 2 para agosto. Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Uma residência típica no Brasil com quatro pessoas morando consome em média de 150 kWh a 200kWh por mês.

A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

O motivo da bandeira 2, segundo a Aneel, é o baixo nível das chuvas, que diminui o reservatório das hidrelétricas e leva ao acionamento das termelétricas, que são mais caras.

Como funciona o sistema de cores

O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.

Saiba quanto custa cada bandeira

Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:

•🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;

•🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);

•🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);

•🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

g1

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Brasil

Após aliança com Bolsonaro para disputar governo da PB, Efraim coloca cargos à disposição de Lula



					Efraim coloca cargos à disposição de Lula: 'o mesmo governo que nomeia é o mesmo que exonera'

				O líder do União Brasil, o senador Efraim Filho, colocou os cargos indicados por ele à disposição do Governo Federal, nesta sexta-feira (25), logo depois de ter confirmado uma aliança com o Partido Liberal na Paraíba (PL). A informação também foi confirmada pelo deputado estadual George Morais. “O mesmo governo que nomeia é o mesmo que exonera, os cargos estão à disposição”, disse à CBN João Pessoa.

O senador foi anunciado como pré-candidato a governador pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante a inauguração da nova sede do PL. No evento, Efraim fez um aceno ao público bolsonarista ao criticar as medidas restritivas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com Efraim, ele fez a indicação de dois “cargos técnicos”, um na Codevasf e outro nos Correios. “Nem são políticos e estão à disposição do governo”, confirmou.

Efraim já tinha, historicamente, um perfil de centro-direita, mas adotava um tom de “centro” em relação ao Governo Lula. O pai dele, Efraim Morais, foi oposição ao Governo Lula I e II quando ocupou uma das cadeiras do Senado.

No discurso, Efraim também lembrou que votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), fez críticas a Lula e afirmou que não teme discutir as pautas bolsonaristas que sejam debatidas no Senado, a exemplo de possível impedimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Receber o apoio do PL é importante, o apoio de Michelle e o de Marcelo Queiroga fortalecem a oposição aqui na Paraíba, fortalece essa caminhada”, disse. A aliança envolve o ex-ministro da saúde como nome para disputar o Senado nas eleições de 2026.

Também participaram do evento, deputados estaduais e o deputado federal Cabo Gilberto (PL), além dos vereadores Eliza Virgínia, Mô LIma e Tarcísio Jardim (PP), que entregaram um diploma de ‘cidadã pessoense’ a Michelle Bolsonaro.

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Filho de Lula pega segunda carona na FAB em 2025

Foto: Reprodução

Filho mais novo do presidente Lula, Luis Cláudio Lula da Silva pegou mais uma carona com um ministro do governo em voo oficial da Força Aérea Brasileira (FAB).

Desta vez, a carona foi dada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante viagem feita na manhã da última terça-feira (22), entre São Paulo e Brasília.

Além de Haddad e do filho de Lula, a aeronave transportou oito passageiros, segundo registros da FAB. Quase todos integrantes da equipe do ministro na pasta.

Esta foi pelo menos a segunda carona de Luis Cláudio na FAB só em 2025. Em maio, ele viajou com o ministro da Defesa, José Múcio, também de São Paulo a Brasília.

Carona não é irregular

Em nota, a assessoria de Haddad informou que o decreto que regulamenta o transporte aéreo de autoridades prevê que as vagas remanescentes nesses voos podem ser ocupadas por qualquer cidadão.

“Assim, as solicitações para vagas ociosas são preenchidas de acordo com a disponibilidade, no caso do ministério não preencher todas as vagas”, disse o ministro da Fazenda na nota.

Quem viaja de FAB, vale lembrar, costuma embarcar por uma área reservada da Base Aérea de Brasília. O desembarque no Aeroporto de Congonhas também é feito por meio de um espaço exclusivo para autoridades.

Metrópoles – Igor Gadelha

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