Brasil

Governo Lula pede exclusão de alimentos e Embraer de tarifaço de Trump

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A quatro dias da aplicação da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos, o governo Lula (PT) negocia a exclusão de alguns itens do tarifaço de Donald Trump.

Segundo integrantes do governo envolvidos com o tema, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) tem conversado com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, na tentativa de poupar, por exemplo, alimentos da lista de produtos a serem sobretaxados pelo governo Trump.

O Brasil é hoje, por exemplo, o maior produtor e exportador de suco de laranja do planeta, vendendo 95% de sua produção para o exterior. Desse volume, 42% tem os Estados Unidos como destino. O país também é o principal fornecedor de café ao mercado norte-americano. Entre janeiro e maio de 2025, os EUA compraram 2,87 milhões de sacas, o equivalente a 17,1% de todo o volume exportado pelo Brasil, conforme dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Além de buscar junto à gestão Trump o adiamento do anúncio, haveria ainda um pedido de exclusão das aeronaves fabricadas pela empresa Embraer, que tem o mercado norte-americano como principal comprador para a aviação regional. Um dos argumentos em favor da medida seria o de que a fabricante brasileira importa peças dos EUA.

Sem uma resposta concreta dos Estados Unidos, o governo brasileiro continua estudando cenários possíveis de reação e segura a divulgação do plano de contingência até que o tarifaço de Trump se concretize.

O desenho geral do plano para proteger empresas exportadoras foi concluído pela equipe técnica na semana passada e aguarda aval de Lula, segundo o ministro Fernando Haddad (Fazenda).

Nesta segunda-feira (28), o chefe da equipe econômica se reuniu com o presidente no Palácio do Planalto. Alckmin também participou do encontro.

Após a reunião, Haddad afirmou ter levado a Lula “todas as possibilidades que estão à disposição do Brasil e dele à frente da Presidência da República”. O ministro disse, no entanto, que o “foco do Brasil é negociar”.

Segundo Haddad, o vice-presidente Alckmin está em contato e “à disposição permanentemente” das autoridades americanas. “Tem havido conversas. Então, aquilo que foi dito semana passada, [semana] retrasada, de que o Brasil não vai deixar a mesa de negociação em nenhum momento, está valendo e vai continuar valendo.”

O ministro da Fazenda deixou claro que Lula não tomará decisão antes de conhecer o ato executivo dos EUA com o detalhamento das decisões sobre o comércio com o Brasil. Questionado se o presidente já havia decidido qual será a reação a uma sobretaxa americana, Haddad respondeu que não.

“Não sabemos nem a decisão que vai ser tomada. Possivelmente, a gente espera que não seja unilateral no dia 1º. Então, nós vamos insistir de que a medida não seja unilateral por parte dos Estados Unidos”, disse ele.

Como mostrou a Folha, entre as medidas de contingência há a possibilidade de se criar um fundo privado temporário para facilitar a concessão de crédito a empresas ou setores afetados pelo tarifaço. O governo também avalia incluir ações de preservação de empregos em modelo similar ao programa emergencial de manutenção de trabalho e renda criado na pandemia.

Em conversa com jornalistas, Alckmin elogiou a elaboração do plano de contingência, mas afirmou que a prioridade do governo é avançar na negociação com os americanos.

“O plano de contingência é um plano que está sendo elaborado, bastante completo, bem feito, mas todo o empenho agora nessa semana é para a gente buscar resolver o problema. Quero dizer a vocês que nós estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e sob reserva”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de o presidente Lula ligar a Trump para uma negociação direta, Alckmin disse não ter tratado do assunto com o chefe do Executivo. “Eu não conversei com o presidente Lula sobre isso, mas o presidente Lula é o homem do diálogo. Ele sempre defendeu o diálogo, que é o que nós fazemos permanentemente”, disse.

Neste domingo (27), Trump confirmou a aplicação de sobretaxas, que no caso do Brasil foram definidas em 50%, a partir de 1º de agosto. Se confirmada, a tarifa será uma das maiores do mundo.

Folha de S.Paulo

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Brasil

75% dos brasileiros rejeitam legalização do aborto, aponta pesquisa Ipsos-Ipec

A legalização do aborto é rejeitada por 75% dos brasileiros, segundo a pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (28). Apenas 16% são favoráveis à pauta, enquanto 6% se declaram neutros e 1% não soube responder.

O índice de rejeição subiu 2 pontos percentuais em relação a 2023, quando era de 73%. Já o apoio à legalização caiu de 18% para 16% no mesmo período.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 3 e 8 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

PoliticaEtc

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Brasil

Trump planeja sancionar três ministros do STF com Lei Magnitsky

Foto: STF

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda sancionar três ministros do STF com a Lei Magnitsky, que impõe restrições que abrangem desde o uso de cartões de crédito até a realização de transações em dólar.

Além de Alexandre de Moraes, já citado publicamente pelo governo dos Estados Unidos, estão na mira da Casa Branca os magistrados Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

Washington avalia que, por presidir a Suprema Corte, Barroso teria parcela de responsabilidade por decisões de Moraes que, na concepção da Casa Branca, violariam direitos humanos.

Gilmar Mendes, por sua vez, entrou na mira do governo Trump por ser o ministro em atividade mais antigo no STF. De acordo com auxiliares do presidente dos EUA, Gilmar exerceria influência sobre seus pares por ser o decano da Corte.

Em um primeiro momento, Trump planeja sancionar apenas Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, de modo a analisar como os demais integrantes do Supremo se portarão após a medida.

Como próximo passo, a Casa Branca estuda estender a punição a Barroso, Gilmar e também ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Paulo Cappelli – Metrópoles

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Brasil

Assessor de Lula provoca Trump no jornal inglês Financial Times

Foto: Vinícius Schmidt

Por Mario Sabino

Se alguém ainda tem dúvida de que Celso Amorim é um desastre ferroviário para as relações exteriores do Brasil, precisa ler o que ele disse ao jornal inglês Financial Times.

O título da reportagem é sugestivo da encrenca em que nos meteram: “Brazil vai dobrar a aposta no Brics em desafio a Donald Trump”.

A partir do título, só piora. Enquanto empresários tentam estabelecer um canal de diálogo com o governo de Donald Trump para tentar adiar ou atenuar o tarifaço sobre a importação de produtos brasileiros, visto que não existe conversa nenhuma do governo brasileiro com a Casa Branca, o ideólogo que guia o país para a marginalidade internacional comparou os Estados Unidos à finada União Soviética, em desfavor dos americanos.

A provocação está lá no jornal: “Amorim disse que a interferência de Trump nos assuntos internos do Brasil era algo não visto ‘nem mesmo na era colonial’. ‘Acho que nem mesmo a União Soviética teria feito algo assim’, disse ele.”

De fato, não. Se fosse desafiada pelo Brasil e pudesse fazer algo a respeito, a União Soviética, que Deus não a tenha, invadiria o país, fuzilaria todos os integrantes do governo e colocaria um fantoche no Palácio do Planalto.

A comparação fica tão mais cínica porque o governo Lula aliou-se desavergonhadamente a Vladimir Putin. O tirano russo sonha reviver o império soviético, anexando, em um primeiro momento, a Ucrânia — criticada duramente no comunicado final da última cúpula do Brics, como se fosse ela a grande agressora na guerra patriótica contra a invasora Rússia.

Não contente em comparar os Estados Unidos com a União Soviética, Celso Amorim mente que Brics não é um bloco ideológico, um instrumento da China e da Rússia, e diz que o Brasil “redobrará o seu compromisso” com o clube antiamericano. A quatro dias do tarifaço, é uma declaração muito oportuna para Donald Trump nem sequer cogitar em recuar contra o país que quer substituir o dólar como moeda das trocas internacionais, coisinha pouca, por que ele ficou tão bravo?

Na sua entrevista alucinada ao Financial Times, o ideólogo ainda afirma que, no último ano de governo Lula, o Brasil “provavelmente terá um maior foco na América do Sul, cujos países comercializam menos entre si do que em outras partes do mundo”.

Lula e Celso Amorim não precisam combinar apenas com os russos. Precisam combinar também com a Venezuela. O camarada Nicolás Maduro acabou de anunciar a imposição de um tarifaço de 77% sobre produtos brasileiros. Para não falar da Argentina: Javier Milei, com quem Lula se recusa a conversar, está firmando acordos comerciais especiais com a União Soviética. Estados Unidos, digo.

Ao final, Celso Amorim repete a máxima segundo a qual “países não tem amigos, apenas interesses” para criticar Donald Trump, que não teria “nem amigos, nem interesses, apenas desejos”. Não é pior, convenhamos, do que ter os amigos errados e defender apenas os interesses dos outros.

Isto aqui não tem jeito, não. O negócio é jogar truco e esperar pela próxima eleição, sempre tendo em mente que o problema no Brasil nunca foram as urnas eletrônicas, mas os eleitores.

Metrópoles

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Leo Lins se pronuncia após piadas serem associadas à morte de Preta Gil

Foto: Reprodução

O humorista Leo Lins, 42, se pronunciou em um vídeo neste domingo (27) explicando que as piadas que foram associadas à cantora Preta Gil, que morreu há oito dias, foram tiradas de contexto.

“Essa semana, nós tivemos a perda da Preta Gil. Uma figura conhecida da música, dos blocos de carnaval, programas de televisão e, no meu caso, dos tribunais. Nós tivemos alguns processos. Pessoalmente, nunca tive problema nenhum com ela. Profissionalmente, eu fiz algumas piadas, e creio que ela teve os seus motivos para não gostar de mim”, começou.

De acordo com Lins, as últimas piadas que ele criou sobre a cantora foram há dois anos, quando ela anunciou que estava começando o tratamento de câncer de intestino. Ele disse que chegou a mandar mensagem para consolar Preta no momento da descoberta da doença.

“Minha figura pública é comediante. Eu faço piadas no local de fazer piadas. Sei que nem todas as brincadeiras são para todas as pessoas e, conforme eu disse no meu próprio julgamento, eu procuro tomar os cuidados para que elas não cheguem em quem pode se machucar com elas”, explicou.

O comediante disse que refletiu sobre fazer uma publicação lamentando a morte da filha de Gilberto Gil nas redes sociais, mas pensou que poderia mal interpretado e que as pessoas poderiam achar que ele estaria tentando limpar sua imagem após fazer as piadas envolvendo ela no passado.

“Mas chegou num ponto em que falei: não posso ignorar, porque pegaram uma notícia de mês passado, feita de forma muito desleal e desonesta, sobre piadas escritas dois anos atrás, para agora publicar notas dizendo que eu estou fazendo piadas sobre a morte da Preta Gil. Eu nunca disse isso. E nem fiz piadas sobre a morte dela”, disse.

Leo Lins aproveitou o espaço do vídeo para deixam sentimentos para a família e aos amigos da cantora.

“Me despeço então com uma piada — para vocês que são meus fãs, e feita para vocês que não gostam de mim: fiquem tranquilos. A Preta Gil não vai mais me encontrar nem ouvir minhas piadas, porque ela está no céu e eu vou pro inferno”, concluiu.

CNN

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Brasil

Corinthians e São Paulo caem, e Flamengo aumenta liderança como maior torcida do país; veja ranking

Foto: André Durão

A arquibancada mudou ligeiramente de desenho. Corinthians e São Paulo recuaram além da margem de erro, e o Flamengo, mesmo mantendo números estáveis, abriu ainda mais vantagem como dono da maior torcida do Brasil. É com essa conclusão em meio a esse clássico dos gigantes que O GLOBO dá o pontapé inicial na publicação da maior pesquisa sobre torcidas da história do país — e não só sobre quantidade. Ao longo das próximas semanas, nas comemorações dos seus 100 anos, o jornal vai explorar o perfil completo do torcedor brasileiro: o grau de fanatismo, o engajamento com o clube, o relacionamento com a seleção e até as simpatias por times estrangeiros.

Foto: Ipsos-Ipec

O jogo começa com a pergunta mais simples e popular do futebol: “Você torce ou tem simpatia por qual time brasileiro? E por mais algum?”. Essa foi a primeira questão feita pelo Ipsos-Ipec a 2.000 brasileiros com mais de 16 anos, entrevistados presencialmente entre os dias 5 e 9 de junho, em 132 municípios de todas as regiões do país. A metodologia desta pergunta foi a mesma adotada em parceria com O GLOBO na pesquisa de 2022, e permitia ao entrevistado citar espontaneamente até dois clubes. Caso indicasse um coração “dividido”, ambas as paixões foram contabilizadas.

Contabilizados os números, é possível afirmar: o Flamengo não apenas manteve sua posição, como consolidou sua liderança. Embora tenha oscilado levemente para baixo — de 21,8% para 21,2%, variação dentro da margem de erro de 1,8% —, a estabilidade rubro-negra contrasta com a queda significativa dos adversários diretos.

A queda mais acentuada foi a do Corinthians, que despencou de 15,5% para 11,9% — recuo de 3,6 pontos, mais que o dobro da margem de erro do clube (1,4%). Já o São Paulo caiu de 8,2% para 6,4%, uma variação de 1,8 ponto percentual, também acima de sua margem de erro (1,1%). O tricolor paulista agora aparece em quarto lugar, ultrapassado numericamente pelo Palmeiras, que teve uma oscilação negativa de 7,4% para 6,5%, mas ainda dentro do intervalo tolerado pelo levantamento. Os rivais estão empatados tecnicamente em terceiro.

O Globo

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Quase 20% dos brasileiros deixam a faculdade por causa de gastos em apostas esportivas

O desembolso feito pelos brasileiros com apostas esportivas continua impactando o ingresso e a continuidade dos estudos. Esta é uma das principais constatações da nova edição da pesquisa “O impacto das bets na educação superior”, realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e pela Educa Insights.

Entre os entrevistados, 34% afirmaram que precisariam ter interrompido as apostas para iniciar os estudos no primeiro semestre de 2025; esse número cai para 24% quando se considera o segundo semestre.

Em um recorte regional, a pesquisa constatou que Nordeste e Sudeste são as regiões com a maior proporção de brasileiros que associam o adiamento da graduação à prática de apostas on-line. Em relação ao primeiro semestre de 2025, os percentuais são 44% e 41%, respectivamente. Para o segundo semestre, os índices são 32% e 27%. No sentido oposto, as regiões Sul e Centro-Oeste possuem as populações que menos fazem essa relação: 17% e 18% para 2025.1 e 16% e 14% para 2025.2.

Para o primeiro semestre de 2026, a projeção nacional indica que, dos quase 2,9 milhões de potenciais ingressantes na educação superior privada, aproximadamente 986 mil estão sob risco de não efetivar a matrícula por conta do comprometimento financeiro com apostas on-line. O comparativo com a pesquisa de setembro de 2024 mostra um aumento de 7,76% no Nordeste e de 9,39% no Sudeste, enquanto na região Norte houve queda de 33,16% e na Centro-Oeste de 24,97%.

Os impactos não se limitam ao ingresso. A pesquisa aponta que 14% dos alunos já matriculados em instituições particulares atrasaram as mensalidades ou trancaram o curso em razão dos gastos com bets. Esse índice é ainda maior nas classes B1 e B2, onde chega a atingir a marca de 17%.

Perfil dos apostadores

A maioria dos apostadores é formada por homens de 26 a 35 anos, trabalhadores, com filhos, pertencentes às classes C e D e que cursaram o ensino médio em escolas públicas.

A pesquisa “O impacto das bets na educação superior – Onda 2” foi realizada entre os dias 20 e 24 de março de 2025 e ouviu 2.317 jovens de 18 a 35 anos de todas as regiões do país e de todas as classes sociais, com interesse em ingressar na educação superior privada.

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Brasil

Operações sobre desvios milionários se multiplicam em órgão cobiçado por partidos

Foto: Divulgação

O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foi alvo de pelo menos 11 operações da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) desde 2018. O órgão é cobiçado por partidos políticos, com uma influência que se estende por diferentes governos.

As investigações têm o objetivo de combater o desvio de dinheiro público em estados de todas as regiões do país. Os inquéritos envolvem suspeitas de fraude em licitação, cobrança de propina, direcionamento de obras e superfaturamento. Os casos tramitam sob sigilo.

Na última semana, uma ação realizada pela PF teve entre os alvos um suplente de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado. O parlamentar não é investigado.

O órgão, atualmente vinculado ao Ministério dos Transportes, é palco histórico de escândalos de corrupção e de atuação de partidos, por ser responsável por obras em rodovias e ferrovias federais espalhadas pelas bases eleitorais dos políticos.

No primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), em 2011, suspeitas de irregularidades levaram ao afastamento da cúpula do Dnit e resultaram em um pedido de demissão do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

A pasta era comandada à época pelo PR, que se tornou o atual o PL —Nascimento foi presidente do partido—, e seguiu sob controle a legenda durante o governo de Michel Temer (MDB).

Atualmente, o Ministério dos Transportes é chefiado por Renan Filho, ex-governador alagoano filiado ao MDB. O Dnit é dirigido pelo ex-superintendente do órgão em Alagoas Fabricio de Oliveira Galvão.

O departamento afirma que atua constantemente para prevenir e sanar casos de fraude e corrupção e, muitas vezes, detecta indícios de irregularidades e os encaminha para órgãos de investigação. Segundo o departamento, esse foi o caso da operação no Amapá.

Mesmo com trocas de gestões presidenciais e de ministérios, as suspeitas sobre irregularidades em obras e ações do órgão não cessaram.

Só uma dessas operações, chamada Rota BR-090, teve oito fases deflagradas de 2019 a 2023. A investigação levantou desconfianças sobre desvios em contratos de mais de R$ 2 bilhões em Minas Gerais.

Outra operação foi a Círculo Fechado, de 2020, centralizada no Distrito Federal. O caso envolveu a suspeita de desvio até em contratações feitas na área de tecnologia da informação e resultou no bloqueio de R$ 40 milhões dos investigados.

Folha de S.Paulo

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Brasil

Senadores do Brasil nos EUA não têm reunião marcada com ninguém do governo Trump

Foto: Reprodução / Nelson Trad Filho

A comitiva de senadores brasileiros que foi até os Estados Unidos para tentar negociar as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros não tem reunião marcada com ninguém do governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) no 1º dia das atividades do grupo, na 2ª feira (28.jul.2025). Eles ficarão no país até 4ª feira (30.jul). As tarifas entram em vigor em 1º de agosto. A agenda completa, dos 3 dias, ainda não foi divulgada pela assessoria de imprensa do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).

Na 2ª feira (28.jul), há só 3 compromissos marcados: um “café da manhã de trabalho” com a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, e com outros diplomatas –todos brasileiros–, uma reunião com empresários do setor privado norte-americano e “reuniões fechadas” (sem a informação sobre quem participará).

A embaixadora do Brasil em Washington é quem acompanha os congressistas brasileiros. Viotti, que não tem acesso de alto nível da atual administração republicana, irá ciceronear senadores. O diplomata Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), participará de uma das reuniões.

Eis abaixo os compromissos de 2ª feira (28.jul) :

  • 9h30 (horário de Brasília. Às 8h30 em Washington) – café da manhã com os embaixadores Maria Luiza Viotti e Roberto Azevêdo, diplomatas brasileiros e os senadores da missão. Na sequência, reuniões fechadas. Na Residência oficial da embaixadora do Brasil em Washington;
  • 14h (horário de Brasília. Às 13h em Washington) – reuniões com empresários e representantes do Brazil-U.S. Business Council. Na sede da U.S. Chamber of Commerce.

REUNIÃO SÓ COM SENADORES

A missão oficial do Senado começou neste domingo (27.jul), com a chegada de Carlos Viana (Podemos-MG), Jaques Wagner (PT-BA) (que é líder do Governo no Senado) e Rogério Carvalho (PT-SE). Antes, no sábado (26.jul), houve um encontro entre 5 dos 8 senadores que já estavam no país norte-americano. Eles se reuniram em um quarto de hotel para discutir pauta que, por ora, não tem a quem ser apresentada para o alto escalão do governo dos EUA.

Eis abaixo quem participou:

Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado; Tereza Cristina (PP-MS); Marcos Pontes (PL-SP); Esperidião Amin (PP-SC); e Fernando Farias (MDB-AL)….

Poder 360

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Brasil

Pesquisa mostra que 4 a cada 10 brasileiros estão endividados; preocupação com dívidas afeta saúde mental

Foto: Jornal Nacional

Quatro em cada dez brasileiros estão endividados. Além do bolso, a maioria sente o impacto também na saúde emocional. As dívidas têm mesmo tirado o sono de muitas famílias no país. Uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, mostra que quatro em cada dez (39%) brasileiros estão endividados.

37% acreditam que vão quitar a dívida este ano, mas 24% dizem que vão demorar muito para pagar. A maioria dos endividados diz que a preocupação com as contas compromete a saúde.

“77% afirma que o endividamento afeta a saúde emocional, afeta as relações familiares, afeta a qualidade de vida”, diz Amaury Oliva, diretor de sustentabilidade e cidadania financeira da Febraban.

Fabiana Zanelatto é vendedora e tem uma dívida que supera em doze vezes o salário que ganha. Ela diz que nunca foi organizada com as contas e em janeiro, quando foi demitida, as despesas se acumularam de vez.

“A gente tenta cobrir uma dívida com outra e aí não dá certo isso. Aí você deita, você pensa que vai dormir, aí seu cérebro já começa. Do nada, vem a cobrança ‘E essa dívida? E o aluguel? E o condomínio? E não sei o quê que tem que pagar, como que eu vou fazer?’”

Das pessoas ouvidas na pesquisa, mais de 60% afirmaram que recorrem com frequência a algum tipo de crédito. O mais comum é o cartão, mas também foram mencionados os empréstimos pessoais.

Sem o planejamento adequado, esse tipo de comportamento pode levar a um endividamento descontrolado. Se a pessoa não pagar o valor total na data certa, a dívida vai só aumentando por causa dos juros altos.

Uma fatura de mil reais no cartão de crédito, por exemplo, pode chegar a quase R$ 1600 se a conta ficar atrasada por três meses.

O estudo ouviu três mil pessoas nas cinco regiões do país. 55% dos entrevistados admitiram que entendem pouco ou nada de educação financeira.

g1

 

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