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Datafolha: Lula não decola com Trump e mantém reprovação de 40% e aprovação de 29%

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A expectativa do entorno do presidente Lula (PT) acerca de ganhos de imagem imediatos no embate com o americano Donald Trump não se concretizou. Segundo o Datafolha, o petista segue com avaliação estável, tendo seu governo reprovado por 40% e aprovado por 29%.

Os dados foram aferidos nos dias 29 e 30 de julho, em meio à escalada da agressão do republicano ao Brasil, a quem aplicou sobretaxas de importação que chegam a 50%, apesar de ter mantido exceções para proteger setores de sua economia.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores de 130 cidades no país, num levantamento com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

É nessa banda que ficou a oscilação registrada na aprovação do governo entre o início de junho e agora. Na rodada anterior, Lula tinha 28% de ótimo e bom e os mesmos 40% de ruim e péssimo. O regular passou de 31% para 29%, e 1% não deu opinião.

Quando questionados acerca do trabalho de Lula como presidente, há estabilidade estática de números ante o resultado de junho: 50% o reprovam e 46% o aprovam.

Folhapress

 

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Morre jornalista José Roberto Guzzo, aos 82 anos

Foto: reprodução

O jornalista José Roberto Guzzo morreu aos 82 anos no início deste sábado, 2, em São Paulo, vítima de um infarto. A informação foi confirmada pela revista digital Oeste, da qual Guzzo era colunista e integrante do conselho editorial. Nos anos finais da carreira, o jornalista também assinava colunas nos jornais O Estado de S. Paulo e Gazeta do Povo.

Guzzo foi diretor de redação da revista Veja entre 1976 e 1991, período em que o veículo publicou algumas de suas reportagens mais relevantes e lançou uma edição paulista, a Veja São Paulo. Dirigiu ainda a revista Exame, integrou o conselho editorial da Abril e foi colunis

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Brasil

DATAFOLHA: Mais da metade dos brasileiros duvida que Bolsonaro será preso

Nova pesquisa do Datafolha mostra que 48% dos brasileiros querem ver Jair Bolsonaro (PL) preso no julgamento da trama golpista de 2022, empatados com os 46% que o desejam livre. Mas 51% acreditam que o ex-presidente vai escapar da cadeia.

O levantamento foi feito à luz da crise entre Estados Unidos e Brasil, com Donald Trump tendo encampado a tese de que Bolsonaro é vítima de perseguição e usado isso como justificativa para impor tarifas de importação mais altas a produtos brasileiros.

A movimentação do presidente americano é apoiada e municiada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Bolsonaro que se mudou para os EUA para tocar a campanha em favor da anistia do pai.

Dos 2.044 ouvidos na terça (29) e na quarta-feira (30), 6% disseram não saber opinar sobre a prisão do ex-mandatário. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Em comparação com um levantamento de abril em que as mesmas perguntas foram feitas, houve uma oscilação no limite dessa margem, indicando uma inversão ao menos momentânea de ânimos.

Na rodada anterior, 52% achavam que o ex-presidente merecia ir à prisão, ante 42% que diziam o contrário. Já a avaliação do que deve ocorrer no julgamento previsto para setembro no Supremo Tribunal Federal segue estável: 52% achavam que ele ia escapar, ante 41% que previam o contrário —são 40% agora.

Nos recortes setoriais, nenhuma surpresa. Aderem mais à tese de que Bolsonaro não é culpado eleitores de classe média mais baixa, evangélicos, sulistas, bolsonaristas. Na via inversa, os que mais querem vê-lo preso são aqueles que ganham até 2 salários mínimos, nordestinos e petistas.

Bolsonaro será julgado sob a acusação de ter fomentado um movimento para se manter no poder após a derrota para Lula (PT) no segundo turno de 2022. A trama envolvendo políticos e militares não funcionou, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, e desandou nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O ex-presidente rechaça todas as acusações, que podem dar a ele uma pena de 12 a 43 anos de prisão. O condutor do processo, ministro Alexandre de Moraes, virou alvo de Trump devido à sua atuação.

Perdeu o visto americano após determinar medidas restritivas a Bolsonaro, aliado ideológico do republicano, e agora foi submetido a uma lei que congela nos EUA bens de estrangeiros acusados de violar direitos humanos. A apontada ilegalidade do emprego da medida, desenhada para ditadores e criminosos, deve servir de base a contestação judicial da sanção.

Folha de São Paulo

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Haddad quer falar com secretário americano antes de Lula ligar para Trump

Foto: Samuel Reis/Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (1º) que pretende conversar com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na próxima semana, para tratar das tarifas de 50% impostas por Washington a parte das exportações brasileiras. Segundo o ministro, o encontro pode abrir caminho para um eventual diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump.

“Ainda não há data definida, mas essa reunião é essencial para esclarecer os impactos da medida e retomar os canais de negociação”, disse Haddad. Ele destacou que o governo brasileiro considera a decisão dos EUA unilateral e que pretende apresentar argumentos técnicos sobre os impactos econômicos e legais da medida.

Trump afirmou que Lula pode ligar “quando quiser” para discutir as tarifas. A declaração foi dada a jornalistas no jardim da Casa Branca. “Acho ótimo. A recíproca também é verdadeira. O presidente Lula estaria disposto a receber um telefonema dele quando ele quiser”, respondeu Haddad ao ser questionado sobre a fala do líder americano.

A sobretaxa, decretada no final de julho, foi justificada por Trump como uma resposta a ações “incomuns” e “extraordinárias” do governo brasileiro, classificadas como ameaça à segurança nacional dos EUA. Apesar disso, cerca de 44,6% das exportações do Brasil foram poupadas da tarifa, incluindo produtos como petróleo, celulose, suco de laranja, minério de ferro e aviões.

Além do impacto comercial, a agenda entre Brasil e Estados Unidos pode incluir a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O governo americano impôs sanções ao magistrado no mesmo decreto que anunciou o tarifaço. Haddad afirmou que pretende esclarecer a Bessent como funciona o sistema judiciário brasileiro e rebater o que chamou de “desinformação” sobre o tema. O presidente Lula também se manifestou nas redes sociais nesta sexta. Disse que o Brasil “sempre esteve aberto ao diálogo” e que continuará defendendo sua economia, empresas e trabalhadores. “Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições”, escreveu.

Paralelamente, o governo federal discute medidas para mitigar os impactos da tarifa. No Ceará, por exemplo, o governador Elmano de Freitas e Haddad avaliaram a possibilidade de que o Estado e prefeituras comprem alimentos prejudicados pela medida, como peixes e frutas, para uso em programas sociais. Ainda não há previsão de um encontro presencial entre Lula e Trump. Segundo Haddad, tudo dependerá dos desdobramentos da conversa com o secretário do Tesouro americano.

Jovem Pan News

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Brasil

Esposa nega sexo, e marido ameaça e bate carro contra própria casa


Um homem, identificado como Robson Aparecido Campana, de 43 anos, foi preso após jogar o carro contra a própria casa em Sarandi (PR), na noite de quarta-feira (30/7). Segundo a Polícia Militar do Paraná (PMPR), ele ficou revoltado após a esposa se recusar a ter relações sexuais com ele.

De acordo com o relato da vítima, de 41 anos, Robson chegou em casa embriagado e exigiu ter relações. Diante da negativa, ele se descontrolou, quebrou móveis e objetos da residência, e, em seguida, entrou no carro e invadiu o imóvel.

Uma das paredes foi destruída com o impacto, e a parte dianteira do veículo ficou completamente danificada.

Ainda segundo a vítima, Robson também teria avançado contra ela com uma faca. A mulher conseguiu escapar com a ajuda dos filhos.

O homem fugiu do local em uma moto, sem capacete, mas foi localizado pouco depois pela PMPR e encaminhado à Central de Flagrantes em Maringá.

Antecedentes e soltura

Robson já tinha antecedentes por violência doméstica e chegou a ser preso em flagrante em 2007, conforme informou o delegado William Ribeiro. Desta vez, ele responderá por injúria, dano qualificado e ameaça.

Apesar da gravidade dos fatos, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que o homem foi liberado após audiência de custódia.

Metrópoles

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40% acham errada a decisão de Moraes de proibir Bolsonaro de usar redes, diz pesquisa PoderData

Foto: Cristobal Herrera/EFE | Divulgação/TSE

Pesquisa Poderdata, realizada de 26 a 28 de julho de 2025, mostra que 40% dos eleitores consideram “errada” a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de proibir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de usar as redes sociais. Na outra ponta, 36% dizem achar a decisão “certa”. Os percentuais empatam na margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.

Há ainda outros 25% que não souberam responder.

O ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu em 18 de julho proibir Jair Bolsonaro, que é réu em ação penal na Corte por tentativa de golpe de Estado, de usar redes sociais, falar com embaixadores, diplomatas estrangeiros ou com outros réus do Supremo. Também mandou por tornozeleira eletrônica no ex-presidente.

Por causa da decisão, o ex-presidente tem evitado falar com os jornalistas e discursar em atos. A proibição do ministro inclui a reprodução de áudios, vídeos, transcrições, conceder entrevistas, retransmissões e qualquer conteúdo nas plataformas digitais, mesmo que não sejam postados por ele, o que, na prática, impede sua participação em entrevistas públicas.

Em 21 de julho, Moraes reforçou as condições dessa medida cautelar. Disse na nova decisão que o ex-presidente não pode se valer dos meios digitais para burlar a medida, sob pena de imediata decretação da prisão preventiva.

Poder 360

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Pesquisa Atlas: Hugo Motta e Alcolumbre têm imagem negativa recorde

Imagem colorida de Hugo Motta, Lula e David Alcolumbre no Planalto
Uma nova pesquisa da AtlasIntel, realizada entre os dias 25 e 28 de julho com 7.334 entrevistados, revela que a imagem dos presidentes da Câmara e do Senado segue profundamente negativa diante da opinião pública.

De acordo com os dados, Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados, é mal avaliado por 80% dos entrevistados. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também enfrenta forte rejeição, com 76% de avaliação negativa.

O levantamento, com margem de erro de 1 ponto percentual, mostra que a percepção negativa do Congresso Nacional permanece elevada, mesmo após o polêmico episódio apelidado de “Tarifofo de Trump”, que reacendeu debates sobre relações institucionais e uso do poder legislativo para fins pessoais.

A pesquisa evidencia o abismo entre os representantes do Congresso e o sentimento da população brasileira, que parece cada vez mais descrente da atuação dos parlamentares e da cúpula legislativa.

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Moraes chama de “patética” tentativa de intimidação ao STF e diz que vai ignorar sanções de Trump

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (1º) que a Corte não irá se “envergar a ameaças covardes e infrutíferas”, e que pretende ignorar as sanções aplicadas contra ele pelo governo dos Estados Unidos. Moraes classificou como “patética” a tentativa de intimidação ao STF.

“As ações prosseguirão. O rito processual do STF não se adiantará, não se atrasará. O rito processual do STF irá ignorar as sanções praticadas. Esse relator vai ignorar as sanções que lhe foram aplicadas e continuar trabalhando, como vem fazendo, no plenário, na Primeira Turma, sempre de forma colegiada”, disse Moraes.

“Não é possível aceitar pressões por um tirânico arquivamento dessas ações penais”, disse. “Isso seria atender a pessoas que se consideram acima da Constituição, traidores da pátria”, afirmou.

Ele prosseguiu: “Esta Corte vem, e continuará realizando sua missão Constitucional. Em especial, neste segundo semestre, realizará os julgamentos e as conclusões dos quatro núcleos das importantes ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro“.

Moraes fez o pronunciamento durante a cerimônia de abertura do semestre Judiciário, após o recesso.

Esta é a primeira fala pública do ministro após ser incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, norma do governo dos EUA para punir estrangeiros.

Com informações de Poder 360 e g1

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Países manifestam desejo de tirar COP30 de Belém por preços exorbitantes de hotéis

Foto: Daniela Santos

O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), André Corrêa do Lago (foto em destaque), afirmou, nessa quinta-feira (31/7), que ao menos 25 países solicitaram, em carta, que a conferência não seja realizada em Belém, no Pará, devido à alta nos preços das diárias de hotéis.

A conferência do clima da ONU está marcada para 10 a 21 de novembro no Pará. Segundo Lago, os países membros “manifestaram de fato e saíram a público para dizer que a questão do preço dosa hotéis é uma preocupação”.

Ele alega que os hotéis, em Belém, chegan a cobrar diárias até 10 vezes mais caras do que o normal.

De acordo com Lago, o governo brasileiro está tentando convencer os hotéis a baixar os preços, mas a legislação não permite a imposição de limites. “Os esforços continuam, mas eu acredito, talvez, que os hotéis não estejam se dando conta da crise que estão provocando”, disse o presidente da COP30.

“Representantes de regiões pediram para tirar a COP de Belém”, afirmou em um evento realizado pela Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE), com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

O presidente alegou que “há um sensação de revolta, sobretudo por parte dos países em desenvolvimento” por causa da alta dos preços que estão sendo cobrados.

No início do mês passado, o Planalto realizou uma reunião para discutir problemas relacionados à hospedagem, incluindo os preços abusivos, segundo apurou o Metrópoles por meio da coluna do Igor Gadelha.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Extraordinária da COP30 e aguarda retorno.

Metrópoles

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Lula reforça apoio ao STF em jantar no Alvorada com maioria dos ministros

Foto: Wilton junior/Estadão

Seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estiveram na noite desta quinta-feira, 31, em um jantar no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, os ministros reafirmaram que a atuação da Corte não sofrerá mudanças, apesar das pressões do presidente dos EUA, Donald Trump. Lula prestou total apoio ao tribunal.

Estiveram no encontro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo,Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Edson Fachin. Os cinco primeiros são os principais interlocutores de Lula no STF. Fachin deve estreitar o relacionamento com Lula a partir de setembro, quando assumirá a presidência da Corte.

Além dos integrantes do STF, também estavam no evento o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Lula convidou os ministros para jantar após a sanção imposta pelos EUA a Moraes, com base na Lei Magnitsky. Antes disso, o presidente havia conversado com Barroso, Mendes e Zanin sobre o assunto.

Ainda não foi acertada a estratégia jurídica para responder às investidas de Trump. Sabe-se, no entanto, que ela será comandada pela Advocacia-Geral da União (AGU). Como a jurisdição do STF é apenas o Brasil, não haveria como o próprio tribunal atuar no caso.

Estadão

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