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Café, carnes e açúcar: tarifa de 50% dos EUA já vale e causa impactos

Entrou em vigor nesta quarta-feira (6) a tarifa de importação de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. A medida aplica uma sobretaxa de 40 pontos percentuais a uma alíquota de 10% que já vinha sendo aplicada sobre os importados do Brasil.

O presidente norte-americano, Donald Trump, buscou justificar sua ordem executiva por uma “emergência nacional” em razão das políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do governo brasileiro que, segundo o republicano, prejudicam empresas norte-americanas, os direitos de liberdade de expressão dos cidadãos dos EUA e a política externa e a economia do país, de modo geral.

Trump também cita como justificativa para a medida o que considera como “perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das preocupações dos exportadores era quanto à incidência da alíquota sobre cargas que já estivesse a caminho dos EUA, mas chegassem após a data que a tarifa entrasse em vigor. Porém, no decreto, Trump indicou que produtos que já estivessem embarcados e “em fase final” de traslado não seriam sobretaxados.

Além disso, do tarifaço, foram poupados 44,6% da pauta exportadora do Brasil aos EUA, segundo cálculo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Para produtos como petróleo, suco de laranja, aviões e suas partes, além de celulose, ficará válida a alíquota de 10%.

CNN

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Brasil

Barroso cogita deixar o STF, e Lula avalia quatro possíveis nomes para vaga

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Roberto Barroso, 67 anos, tem demonstrado insatisfação com o ambiente interno da Corte, marcado por divisões e desgaste institucional. Publicamente, ele tem tentado reduzir a exposição do tribunal, que ganhou protagonismo recente principalmente devido à atuação do ministro Alexandre de Moraes à frente de inquéritos sensíveis, incluindo a investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.

Nos bastidores, pessoas próximas relatam que Barroso se sente limitado para mudar o cenário atual e pode considerar deixar o Supremo após encerrar seu mandato na presidência, no fim de setembro, quando passará o comando para Edson Fachin.

Barroso tem forte ligação com os Estados Unidos — possui imóvel declarado em Miami e já passou temporadas em Harvard. Há rumores de que seu visto americano pode ter sido cancelado, o que adiciona incerteza aos seus planos pessoais.

Quando deixar a presidência, Barroso integrará a 2ª Turma do STF, formada atualmente por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. Fachin também integra o colegiado, mas deixará a vaga ao assumir a presidência. Pessoas próximas avaliam que Barroso não tem grande afinidade com alguns dos ministros desse grupo.

Possíveis indicados de Lula

Se Barroso realmente optar por se aposentar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá fazer uma nova indicação ao Supremo — a terceira de seu atual mandato, depois de Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Quatro nomes são cogitados nos bastidores:

  • Bruno Dantas, ministro do TCU;
  • Jorge Messias, ministro da AGU;
  • Rodrigo Pacheco, presidente do Senado (PSD-MG);
  • Vinicius Carvalho, ministro da CGU.

Clima interno conturbado

O ambiente no Supremo tem sido de tensão. Apesar de apoiarem publicamente Alexandre de Moraes, alguns ministros demonstram desconforto com certas decisões. A determinação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antecedida pelo uso de tornozeleira eletrônica, foi vista por parte da Corte como precipitada, já que o julgamento do caso está previsto apenas para setembro.

Ministros insatisfeitos torcem para que Moraes reveja a medida, mas consideram improvável que isso ocorra. A 1ª Turma, responsável por analisar eventuais recursos, dificilmente reverterá a decisão, já que é composta por Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Entre os magistrados, cresce a preocupação com possíveis sanções baseadas na Lei Magnitsky, que pode impor bloqueios financeiros e restrições econômicas a autoridades estrangeiras. Nos corredores do STF, atribui-se a Moraes o aumento do risco de que membros da Corte sejam alvo da legislação norte-americana, o que teria impacto duradouro e difícil de reverter, especialmente sob o governo Donald Trump, que ainda tem mais de três anos pela frente.

Com informações do Poder 360

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Brasil

Com tarifa de Trump, diversificação dos destinos de exportação ganha força

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Com a tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrando em vigor, o discurso sobre a necessidade de diversificar os destinos das exportações ganha força tanto no setor privado quanto dentro do governo federal.

Empresários e autoridades argumentam que a diversificação já era um movimento necessário e planejado para todos os setores, mas que as tarifas anteciparam esse processo.

A intenção do Brasil não é substituir integralmente o mercado americano, algo considerado impossível devido à complexidade das cadeias produtivas e ao tamanho do mercado consumidor dos EUA, mas diversificar destinos para minimizar os impactos.

Esses mercados alternativos já vinham sendo mapeados antes mesmo do tarifaço de Donald Trump, o que facilitou o trabalho do governo, que já contava com um cardápio de opções quando a tarifa foi anunciada.

Esse discurso ganha ainda mais relevância para produtos e commodities agrícolas. A diversificação é uma das prioridades do Ministério da Agricultura e Pecuária desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desde 2023, foram abertos quase 400 novos mercados.

Alguns setores — especialmente os mais dependentes do mercado americano — veem essa diversificação com uma urgência maior.

A Abipesca (Associação Brasileira da Indústria de Pescados), por exemplo, pede que o governo federal priorize a reabertura do mercado europeu como alternativa às exportações aos EUA.

Atualmente, o mercado americano representa 70% das exportações brasileiras desse setor.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, respondeu ao pleito do setor e afirmou que os mercados do Reino Unido e União Europeia para pescados brasileiros estão próximos de serem reabertos.

O Brasil não fornece pescado para esses dois mercados desde 2018.

No caso do café, as autoridades apontam China e Índia como destinos estratégicos. Embora o consumo de café ainda não seja tradicional nesses países, ambos apresentam forte crescimento da demanda e são grandes mercados consumidores em potencial.

No último sábado (2), a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café para o país.

Para a carne bovina, o governo vê a Arábia Saudita como um destino possível.

Em 2024, o país importou cerca de US$ 487 milhões em carne bovina desossada congelada, um mercado em crescimento desde 2020. Os maiores fornecedores são Índia (US$ 197 milhões), Brasil (US$ 149 milhões) e Austrália (US$ 73 milhões).

O Brasil se destaca na Arábia Saudita por ter 140 estabelecimentos habilitados pela autoridade sanitária local, o maior número entre os exportadores. O governo brasileiro estima um potencial adicional de exportação para a Arábia Saudita de cerca de US$ 54 milhões por ano.

Vietnã e Singapura também são vistos como mercados promissores para a carne bovina brasileira. O mercado vietnamita, por exemplo, foi aberto em março para a carne do Brasil e já habilitou dois frigoríficos brasileiros.

Esses mercados já eram mapeados antes mesmo do anúncio da tarifa.

CNN

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Brasil

Prisão de Bolsonaro irrita ministros do STF, isola Moraes e deve ser reconsiderada

Foto: Reuters

A ordem de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou forte desconforto entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), provocando isolamento do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e abrindo caminho para uma possível revisão da medida.

Segundo apuração, a maioria dos magistrados considera a decisão como exagerada, desnecessária e juridicamente insustentável, o que teria acendido um sinal de alerta dentro da Corte. O descontentamento generalizado entre os colegas de tribunal teria colocado Moraes em uma posição desconfortável e solitária.

A avaliação interna é de que a prisão de Bolsonaro não se sustenta diante dos elementos atuais do processo e pode comprometer a imagem de equilíbrio e imparcialidade do STF. Por isso, cresce nos bastidores a expectativa de que o próprio Moraes reconsidere a determinação nos próximos dias.

A aposta entre integrantes da Corte é que o ministro deve recuar e rever sua decisão, a fim de evitar uma crise institucional ainda maior e preservar a coesão entre os membros do Supremo.

Blog do BG com informações do Folha de São Paulo

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Brasil

Efraim critica decisão de Moraes sobre prisão de Bolsonaro: “Dois pesos e duas medidas”

Efraim Filho, Senador. Fotos: Victor Emannuel/ Sistema Arapuan de Comunicação

O senador Efraim Filho (União Brasil) criticou, nessa segunda-feira (4), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em postagem nas redes sociais, Efraim disse que as decisões contra Bolsonaro não têm amparo em uma condenação definitiva.

“Censura, tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar sem nenhuma condenação definitiva”, disse

Enquanto condenados na Lava Jato são colocados como inocentes.

Para Efraim, trata-se de dois pesos e duas medidas. Ele entende que o excesso do STF e o abuso de autoridade não podem prevalecer.

“Trata-se de uma medida desproporcional contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, a qual desrespeita direitos fundamentais e garantias de todo cidadão. A liberdade é o pilar da nossa democracia e sempre terá o meu apoio toda medida para defendê-la em favor do povo brasileiro”, comentou.

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Brasil

Oposição ocupa mesas diretoras da Câmara e do Senado em protesto contra prisão domiciliar de Bolsonaro

Foto: Wagner Araújo/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Parlamentares da oposição intensificaram nesta terça-feira (5) os protestos contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aliados do ex-mandatário ocuparam as mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em um ato coordenado que integra a estratégia de obstrução anunciada mais cedo. O objetivo, segundo os oposicionistas, é impedir o andamento das sessões legislativas até que suas demandas sejam atendidas.

A mobilização deve se estender por tempo indeterminado, inclusive durante a madrugada, e concentra esforços nos plenários das duas Casas legislativas. A medida representa uma escalada da crise política provocada pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou na segunda-feira (4) a prisão domiciliar de Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares.

“Não sairemos de ambas as mesas até que os presidentes das duas Casas se reúnam para buscarmos resolver um problema de soberania nacional”, declarou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara. Após a fala, o parlamentar colocou uma mordaça na boca em protesto simbólico, em defesa da liberdade de expressão. Entre as exigências da oposição estão:

  • A votação de um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes;
  • A aprovação de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro;
  • O avanço da PEC que acaba com o foro privilegiado, transferindo o julgamento de autoridades do STF para a Justiça comum.

Com a ocupação das mesas e a obstrução oficializada no Congresso, a tendência é de paralisação das votações nas comissões temáticas e no plenário ao longo da semana. Havia expectativa, por exemplo, de que moções de apoio a Bolsonaro fossem apreciadas ainda nesta terça nas comissões de Segurança Pública e Relações Exteriores — ambas presididas por deputados do PL —, mas os atos foram suspensos diante da nova prioridade da oposição.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), confirmou o início da obstrução parlamentar como forma de resposta política à prisão de Bolsonaro. “A partir de hoje, estamos em obstrução”, afirmou. A medida consiste em travar votações tanto na Câmara quanto no Senado, até que os líderes das duas Casas se posicionem. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou o discurso da base bolsonarista e afirmou que é hora de o Congresso “virar a página”, defendendo a anistia irrestrita como caminho para a pacificação institucional.

Jovem Pan

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Brasil

VÍDEO: Lula diz que salário dele de R$ 46 mil “não é muito”, “não é fácil a vida”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (5/8), que o salário que recebe como chefe do Executivo federal, no valor de R$ 46 mil, “não é muito”. Ele fez o comentário ao falar sobre a reforma do Imposto de Renda.

“Não pode a pessoa que vai comprar as coisas de comer pagar o mesmo Imposto de Renda que paga o Lula. Meu salário não é muito não, viu? Salário de presidente acho que é R$ 46 mil. Paga 27 [%] de Imposto de Renda, o PT me cobra R$ 4 [mil] na fonte. Me sobra R$ 21 mil. Não é fácil a vida. Ninguém me dá aumento. Eu tenho que pedir para mim mesmo. Eu me olho no espelho e falo: ‘Oh, Lula, eu quero aumento’. Aí eu falo: ‘Você não vai ter’”, afirmou o presidente.

A declaração do chefe do Planalto ocorreu durante a abertura da 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão.

Formado por empresários, ativistas e outros representantes da sociedade civil, o Conselhão é responsável por auxiliar o presidente na formulação de políticas públicas. A abertura da reunião conta com a presença do chefe do Planalto e de ministros.

Metrópoles

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Brasil

Leite critica prisão de Bolsonaro: “desânimo como brasileiro”

Foto: Felipe Dalla

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta segunda-feira (5) que recebeu com “desânimo” a notícia da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Leite fez a declaração durante coletiva após o lançamento oficial da Expointer 2025, em São Paulo.

“Eu não tenho como receber um outro sentimento que não seja o de desânimo como brasileiro”, disse o governador. Para ele, a decisão reforça um ambiente político deteriorado, agravado pela polarização entre os campos que defendem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Leite destacou que, dos cinco presidentes eleitos após a redemocratização, apenas Fernando Henrique Cardoso não sofreu nem prisão nem impeachment. “É algo que nos entristece profundamente”, avaliou.

Segundo o governador, o caso é preocupante por ter origem em uma decisão individual, sem o aval do colegiado do Supremo. Ele também criticou a polarização entre os grupos opostos.

“Tinha uma torcida vibrando lá atrás quando o presidente Lula era ex-presidente e foi preso, outra torcida está vibrando agora com a prisão do ex-presidente. E no final das contas, os problemas que deveriam ser exterminados do país ficam soltos.”

Leite ainda afirmou que manifestações, especialmente as de ex-presidentes da República, deveriam ser respeitadas. “Não gosto da ideia de que alguém não possa manifestar as suas ideias, as suas posições, especialmente um ex-presidente da República.”

CNN

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Brasil

Ex-presidente da OAB defende “bala na nuca” de Bolsonaro

O ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Felipe Santa Cruz comemorou nas redes sociais a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada na segunda-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Hoje é um dia de festa! Esse merda que matou tantos na pandemia está preso. Que os mortos o assombrem”, escreveu o advogado ao responder um usuário em um post seu perfil no X.

Um internauta questionou qual seria o crime de Bolsonaro que justificaria a prisão. Santa Cruz afirmou que o ex-presidente cometeu “traição aos cânones democráticos” e, em seu “mundo ideal”, a pena adequada seria a de morte. “Bala na nuca!”, declarou.

Santa Cruz também respondeu a outros comentários que criticavam suas declarações, em alguns casos utilizando palavrões.

Ele presidiu a OAB Nacional de 2019 a 2022 e, antes disso, comandou a OAB/RJ (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio de Janeiro) no triênio 2013-2015.

Poder 360

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Brasil

Prisão domiciliar de Bolsonaro era prevista em plano do governo americano

Foto: Marc Guitard

A decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro já era algo esperado pelo governo americano. O Departamento de Estado tem um plano pronto há pelo menos duas semanas, com respostas predefinidas para cada ação da Justiça ou do governo brasileiro.

O plano prevê ampliar as sanções da Lei Magnitsky, já adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, para os demais juízes do STF (Supremo Tribunal Federal) que têm votado a favor das medidas contra Bolsonaro e as redes sociais.

Essas sanções congelam os eventuais bens deles nos Estados Unidos e podem se estender também a organizações vinculadas a eles, como bancos nos quais tenham contas, por exemplo.

O leque de sanções políticas inclui também retirar os vistos de entrada aos Estados Unidos de autoridades do primeiro escalão do Palácio do Planalto, poupando o presidente Lula, a primeira-dama Janja da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Diante de eventuais reações do STF ou do governo, o próximo passo pode ser a retirada das credenciais da embaixadora do Brasil em Washington e a suspensão dos vistos concedidos a cidadãos brasileiros em geral – com possível taxa de US$ 500 para serem renovados ou até mesmo o banimento.

A visão em Washington é a de que o Supremo Tribunal Federal, em coordenação com o governo Lula, está determinado a não permitir que Bolsonaro influencie nas eleições do ano que vem.

O presidente dos EUA, Donald Trump, vê um paralelo com os problemas que ele enfrentou com a Justiça no ano passado, e pretende enfatizar essa identificação, para demonstrar que a esquerda é autoritária e ele é o verdadeiro líder da causa da liberdade e da democracia.

Após a decisão de Moraes, o Departamento de Estado dos EUA condenou a ordem de prisão domiciliar. Em uma publicação nas redes sociais, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental chamou a ação de “ameaça a democracia”.

“Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta”, finaliza o comunicado”.

CNN – Lourival Sant’Anna

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