Brasil

Haddad prepara pacote para Lula fechar rombo de R$ 46 bilhões após derrota no Congresso

Foto: EFE/Andre Borges

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve apresentar nesta semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um pacote de medidas para cobrir um rombo estimado em R$ 46 bilhões nas contas públicas até 2026. O buraco surgiu após a Câmara dos Deputados derrubar a medida provisória que buscava compensar a perda de arrecadação gerada pela redução do IOF.

A proposta será discutida assim que Lula retornar de Roma, onde participa do Fórum Mundial da Alimentação. Do total, R$ 31 bilhões correspondem à arrecadação frustrada — valores que o governo esperava receber com a MP — e outros R$ 15 bilhões se referem a cortes de gastos que deixaram de ser implementados.

Duas frentes estão em estudo: decretos que possam gerar receitas de forma imediata e um novo projeto de lei em regime de urgência, recuperando trechos centrais da MP rejeitada, como a cobrança retroativa de impostos sobre apostas esportivas e a limitação de compensações tributárias de grandes empresas. Só com as bets, a expectativa era arrecadar R$ 5 bilhões.

Para 2025, a Fazenda deve reforçar o bloqueio de despesas no Orçamento, que hoje está em R$ 12,1 bilhões, atingindo principalmente emendas parlamentares. Haddad descartou alterar a meta fiscal e afirmou que as medidas serão discutidas com Lula, que “não vai abrir mão do fiscal nem do social”.

Enquanto o ministro concentra esforços no pacote, Lula tem endurecido o discurso sobre tributação de setores de alta rentabilidade, como fintechs, e aliados do governo apontam a articulação de partidos do Centrão, com apoio de Tarcísio de Freitas, como principal responsável pela derrota no Congresso.

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Brasil

Decreto assinado por Lula amplia poderes da primeira-dama Janja

Foto: Reprodução/Instagram/@janjalula

Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou oficialmente as atribuições da primeira-dama, Janja Lula da Silva, dentro da estrutura do Palácio do Planalto. O texto, de nº 12.604, foi publicado em agosto e altera normas de 2023 para dar à primeira-dama maior acesso aos serviços do Gabinete Pessoal da Presidência.

Com a mudança, o Gabinete Pessoal passa a ter a função de “apoiar o cônjuge de Presidente da República no exercício das atividades de interesse público”. O órgão é responsável por organizar a agenda presidencial, cerimônias oficiais, correspondências, discursos, além de zelar pelo acervo e pelas residências oficiais.

A medida vem após a AGU (Advocacia-Geral da União) ter publicado, em abril, uma orientação normativa que autoriza o cônjuge do presidente a representar o chefe do Executivo em atividades culturais, sociais ou cerimoniais — desde que não assuma compromissos em nome do governo, atue de forma voluntária e preste contas de suas ações.

A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou em nota que os normativos “estabelecem as balizas legais inerentes a tal atuação e contribuem para a transparência no exercício das atividades”.

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Brasil

51% dos consumidores brasileiros reduziram gastos em datas especiais no último ano, diz estudo

Foto: Pexels

A inflação acumulada de 5,17% nos últimos 12 meses impactou fortemente o bolso do consumidor brasileiro: 95% afirmam ter sentido alta nos preços, segundo pesquisa da Neogrid. Mesmo assim, três em cada quatro brasileiros (75%) continuam comprando mais em datas comemorativas — embora de forma mais controlada.

O levantamento mostra que 51% dos consumidores ainda gastam mais nessas ocasiões, mas reduziram o valor desembolsado em comparação a anos anteriores. Outros 24% mantêm o mesmo padrão de gasto.

O comportamento foi confirmado em um estudo da FIA Business School, que registrou um salto de 107% no interesse por brinquedos neste Dia das Crianças, frente a 2024. Apesar disso, o ticket médio é baixo — até R$ 145, indicando um consumo mais racional.

“O brasileiro está equilibrando economia e indulgência. O consumo hoje é mais estratégico diante da inflação persistente, do crédito caro e da perda de poder de compra”, afirma Christiane Cruz Citrângulo, diretora da Neogrid.

Como o brasileiro dribla a alta dos preços

O estudo mostra que 82% dos consumidores trocaram produtos por versões mais baratas. A substituição é maior entre itens essenciais:

  • Produtos de limpeza: 69%

  • Higiene pessoal: 57%

  • Alimentos e bebidas: 54%

  • Carnes e derivados: 53%

Outras estratégias adotadas:

  • Trocar marcas conhecidas por alternativas mais baratas (62%)

  • Comprar apenas itens em promoção (52%)

  • Reduzir a quantidade comprada (39%)

  • Comprar em atacado ou embalagens maiores (35%)

“Planejamento, comparação de preços e consumo racional deixaram de ser medidas emergenciais. Hoje fazem parte do dia a dia do brasileiro”, explica Citrângulo.

Expectativa de retomada

Mesmo com o cenário difícil, 63% dos consumidores afirmam que pretendem retomar suas marcas e produtos preferidos quando os preços voltarem a cair.

“Assim que o orçamento permitir, o brasileiro tende a resgatar escolhas ligadas à identidade e recompensa pessoal — mas com mais atenção ao custo-benefício”, conclui Citrângulo.

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Brasil

Insegurança alimentar ainda afeta 1/3 das famílias do Norte e do Nordeste

O Governo Lula comemorou no ano passado a redução da fome a patamares de 2013. Houve queda em todas as regiões, mas desigualdade regional persiste: Norte e Nordeste seguem com as taxas mais altas, com mais de uma em cada três famílias sob insegurança alimentar.

Média de lares em insegurança alimentar:

Brasil – 24,2%
Norte – 37,6%
Nordeste – 34,8%
Sudeste 19,7%
Sul – 13,6%
Centro-Oeste 20,5%

Os dados são do módulo Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada na última sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísta).

Norte e Nordeste abrigam 35% da população, mas metade dos lares em insegurança alimentar do país: são 9,4 milhões, contra um total de 18,9 milhões em todo o Brasil.

Nas duas regiões, estão os 14 estados com as maiores taxas de insegurança alimentar. A maior é a do Pará (44,6%). A menor do país está em Santa Catarina (9,4%), na região Sul.

Na definição do IBGE, a insegurança alimentar é dividida em três níveis:

Insegurança alimentar leve: preocupação ou incerteza quanto ao acesso a alimentos e redução da qualidade para não afetar a quantidade;

Insegurança alimentar moderada: falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos entre adultos;

Insegurança alimentar grave, considerada fome: falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos também entre menores de 18 anos.

Com informações de UOL

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Brasil

Droga 50 vezes mais potente que fentanil é detectada no Brasil e acende alerta em autoridades

Foto: DEA.GOV/Divulgação

Uma nova droga, 50 vezes mais potente que o fentanil, foi identificada pela primeira vez no Brasil pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), da Unicamp. O composto, chamado N-pirrolidino protonitazeno, é um opioide sintético da classe dos nitazenos e apresenta alta toxicidade.

O caso registrado envolveu um paciente que fez uso de ecstasy adulterado com a substância e foi atendido no Hospital de Clínicas de Campinas (SP) com sintomas graves, incluindo sonolência intensa e perda de consciência. Ele recebeu naloxona, antídoto usado em intoxicações por opioides.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu o N-pirrolidino protonitazeno na lista de substâncias proibidas no país, devido ao seu alto risco à saúde. O coordenador do CIATox, José Luiz da Costa, alerta que a mistura da droga com outras substâncias pode potencializar efeitos e causar complicações inesperadas, incluindo risco de morte.

Pesquisas do CIATox, em parceria com o Ministério da Justiça, coletaram amostras de saliva de frequentadores de festas em todo o país, mostrando que usuários muitas vezes não têm consciência do que ingerem, aumentando a vulnerabilidade a intoxicações graves.

Autoridades de saúde pública reforçam a necessidade de atenção e monitoramento, destacando que substâncias como o N-pirrolidino protonitazeno não têm qualquer uso terapêutico aprovado e representam uma ameaça emergente no consumo de drogas no Brasil.

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Brasil

Lula encontrará papa Leão XIV na segunda-feira (13), diz Vaticano

Foto: Divulgação/Vatican Media e Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será recebido pelo Papa Leão XIV na segunda-feira (13), segundo informou um comunicado do Vaticano.

O petista acumula no currículo encontro com os três últimos papas: João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Lula embarca ainda na tarde deste sábado (11) para Roma, capital da Itália, onde participa do Fórum Mundial da Alimentação, evento promovido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

De acordo com o Itamaraty, o mandatário brasileiro irá participar da cerimônia de abertura e, na sequência, da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O chefe do Executivo estará também na inauguração do espaço onde funcionarão os mecanismos de apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, antes de retornar ao Brasil, ainda na segunda-feira (13).

A Aliança foi estabelecida como uma proposta da Presidência brasileira do G20 para apoiar e acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza e, ao mesmo tempo, reduzindo as desigualdades.

CNN Brasil

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Conafer tentou filiar criança de 9 anos e mortos, afirma CGU

A Conafer é uma das entidades investigadas na farra do INSS revelada pelo Metrópoles. A afirmação da CGU consta em relatório encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que embasou a abertura de um processo administrativo de responsabilização (PAR) contra a Conafer.

Essas tentativas de inclusões, segundo explica a CGU, ocorreram em um momento em que o INSS não exigia a apresentação das fichas de filiação e de autorização de desconto no ato da inclusão do desconto.

No documento, o órgão federal classificou a situação como absurda. “A partir dessa análise, constatou-se que mesmo sendo necessário o envio de fichas, a entidade continuou a solicitar inclusão de descontos supostamente autorizadas por pessoas mortas. Com efeito, confrontando-se as datas das assinaturas constantes nesses documentos com os registros públicos oficiais de óbito, verificou-se que algumas das autorizações apresentadas possuem datas posteriores ao falecimento dos supostos signatários. Tal situação absurda evidencia, em tese, a apresentação de documentos falsos à Administração Pública”.

Tácio Lorran – Metrópoles

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Quimioterapia em paciente sem câncer: Estado aplica tratamento mortal por engano e terá de pagar R$ 50 mil

Foto: Reprodução

 

O Governo de São Paulo foi condenado a indenizar um homem em R$ 50 mil após um erro grotesco de diagnóstico no Hospital das Clínicas da Unicamp. O paciente recebeu quimioterapia desnecessária, enfrentou dores intensas, náuseas e neutropenia febril — tudo por conta de um laudo inicial equivocado. Apesar da gravidade, não foram constatadas sequelas permanentes, justificando o valor final da indenização.

Segundo o Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), o primeiro diagnóstico apontava linfoma não Hodgkin, mas análises posteriores reclassificaram o caso como infiltração linfocitária atípica associada a provável doença autoimune. Ou seja, o tratamento agressivo foi aplicado a alguém que não tinha câncer.

O advogado do paciente destacou o impacto físico e psicológico do erro. “Meu cliente passou por um tratamento pesado e desnecessário, com efeitos colaterais severos, tudo por uma falha médica”.

O Estado tentou se eximir, alegando que a responsabilidade era da Unicamp, mas o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, deixou claro que é dever do governo garantir a segurança e qualidade dos serviços de saúde, mesmo quando prestados por autarquias. “A realização de quimioterapia sem necessidade é uma falha grave na prestação do serviço público, justificando reparação financeira”.

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FOME: Insegurança alimentar atinge 18,9 milhões de famílias no Brasil

Foto: Reprodução / TV Globo

A porcentagem de pessoas em insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% entre 2023 e 2024, mas ainda atinge 18,9 milhões de famílias no Brasil. O número representa 2,2 milhões de lares a menos nessa condição em relação à 2023, de acordo com um relatório do IBGE.

Aproximadamente 6,5 milhões de pessoas encontram-se em situação de insegurança alimentar grave, ou seja, domicílios em que o responsável informou que a fome estava presente. Além disso, um em cada quatro domicílios apresentou algum grau de insegurança alimentar em 2024, ou seja, moradores não sabiam se teriam comida suficiente ou adequada na mesa.

Os números constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgado nesta sexta-feira (10), pelo Instituto Nacional de Geografia Estatística (IBGE). Os dados ser referem ao último trimestre do ano passado.

As regiões Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%) apresentaram as maiores proporções de insegurança alimentar nos três níveis (leve, moderada e grave), sendo que o grau mais grave foi registrado em 6,3% e 4,8% dos domicílios dessas grandes regiões, respectivamente.

Ao todo, 62,6 milhões de brasileiros apresentaram algum grau de insegurança alimentar em 2024. “Houve ruptura nos padrões de alimentação nesses domicílios e a fome esteve presente entre eles, pelo menos, em alguns momentos do período de referência”, diz o relatório do IBGE.

A pesquisa classifica a insegurança alimentar em três níveis:

  • Insegurança alimentar leve: preocupação ou incerteza quanto ao acesso a alimentos e redução da qualidade para não afetar a quantidade;
  • Insegurança alimentar moderada: falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos entre adultos;
  • Insegurança alimentar grave: falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos também entre menores de 18 anos. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio.

No contexto da insegurança alimentar, domicílios com responsáveis de cor branca eram 28,5%, os de cor parda, 54,7%, e os de cor preta, 15,7%. Para casos de insegurança alimentar grave, a participação de domicílios com pessoa responsável de cor parda passou para 56,9%, mais que o dobro da parcela que representava os domicílios cujo responsável era de cor branca, 24,4%.

Os domicílios com responsável de cor branca (45,7%) foram a maior parcela dos que estavam em segurança alimentar, acima dos domicílios com responsáveis de cor parda (42,0%) e preta (11,1%).

CNN com informações de Agência Estado

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Padre dá ‘bronca’ em fiéis e recusa pedidos de oração para Odete Roitman

Foto por Reprodução/Instagram e Divulgação/TV Globo

O padre Cleber Pagliochi, da Paróquia São Daniel de Seara (SC), viralizou nas redes sociais após se recusar a atender pedidos de oração pela vilã Odete Roitman, personagem de Débora Bloch na novela Vale Tudo.

Fiéis procuraram a igreja pedindo orações depois que surgiram teorias de que a personagem teria forjado a própria morte. O padre, porém, esclareceu:

“Não estarei atendendo pedidos de oração pela Odete Roitman. Trata-se de uma personagem de novela. A oração cristã deve se dirigir a pessoas reais e situações concretas.”

Pagliochi ainda pediu que os fiéis mantenham o bom humor, mas lembrem-se de não confundir ficção com realidade:

“Sigamos rezando pelos que sofrem e precisam de consolo, para que a ficção nunca substitua a verdadeira compaixão do Evangelho.”

O caso virou assunto nas redes, em meio ao suspense sobre o último capítulo de Vale Tudo, que vai ao ar em 17 de outubro.

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