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Governo cede ao Congresso e libera em 3 dias mais que o dobro de emendas destinadas ao longo do ano

Lula se reúne com Motta e líderes partidários na 4ª feira
Após semanas de cobranças do Congresso, o governo começou a acelerar o pagamento das emendas de comissão, modalidade que estava travada e concentrava as principais reclamações de parlamentares. Dados atualizados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) mostram que o valor pago saltou de R$ 391 milhões na sexta-feira para R$ 1,013 bilhão nesta segunda-feira — um aumento de 159% em três dias.

O movimento ocorre após uma escalada de insatisfações no Legislativo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), levou pessoalmente a Lula as queixas de deputados e senadores sobre o atraso na execução e cobrou um calendário claro de liberações.

A avaliação entre congressistas é que o Planalto reagiu às críticas para tentar conter o desgaste político e reduzir resistências à votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, adiada mais uma vez na semana passada.

O ritmo lento na execução até aqui está diretamente ligado às dificuldades fiscais do governo. O Planalto tenta recompor o equilíbrio das contas após o fracasso em ampliar a taxação sobre apostas e aplicações financeiras — medida que, segundo a equipe econômica, retirou cerca de R$ 35 bilhões do caixa de 2026.

O impacto levou o Executivo a pedir mais tempo para ajustar o texto da LDO e discutir novos cortes de despesas e desonerações.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que parte da recomposição virá de um corte de R$ 20 bilhões em despesas, distribuído em diferentes projetos de lei, e de um corte linear nas desonerações tributárias, relatado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

No Centrão, a leitura é que o cenário era previsível, mas expõe falhas de coordenação entre a equipe econômica e a articulação política. O deputado Elmar Nascimento (União-BA) disse que a demora já era esperada pelo cronograma tardio do Orçamento, mas poderia ter sido evitada:

— Os atrasos sempre desgastam a relação entre os Poderes, mas já eram esperados, uma vez que o Orçamento foi votado em abril. O governo poderia ter evitado o desgaste, se fosse mais competente — afirmou.

No total, as emendas parlamentares de 2025 somam R$ 50,3 bilhões, dos quais R$ 30,7 bilhões foram empenhados (61%) e R$ 18,1 bilhões pagos (36%).

A verba está distribuída entre:

  • emendas individuais: R$ 24,6 bilhões de dotação, com R$ 18,7 bilhões empenhados (76%) e R$ 14,5 bilhões pagos (59%);
  • emendas de bancada estadual: R$ 14,3 bilhões, com R$ 6 bilhões empenhados (42%) e R$ 2,6 bilhões pagos (18%);
  • emendas de comissão: R$ 11,5 bilhões, com R$ 5,9 bilhões empenhados (52%) e R$ 1 bilhão pago (9%).

Parte dos parlamentares avalia que o Planalto ainda pode reverter o clima de desconfiança, desde que avance na agenda fiscal e demonstre previsibilidade na execução. Para o deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), a solução passa pela aprovação das medidas que recompõem a arrecadação:

— Há desgastes. O governo federal tem como reverter tranquilamente com a boa vontade do Congresso: aprovando o pacote fiscal para fechar o Orçamento do ano resolve tudo e libera as emendas. Eu alertei meus colegas: deveriam ter votado no aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Eu votei — disse.

Entre aliados do Planalto, há o esforço de relativizar as críticas. Deputados da base argumentam que o próprio Congresso contribuiu para o cronograma apertado, ao votar o Orçamento de 2025 com atraso e ao enviar tardiamente as emendas de comissão. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) considera injustas as cobranças ao governo:

— Engraçado que cobram do governo, mas esquecem que o Orçamento foi votado este ano. Esquecem de dizer que as emendas de comissão só foram mandadas agora, no segundo semestre. Não acho justo reclamar dessa forma, com tão pouco compromisso com a aprovação de projetos importantes, inclusive com a derrubada da medida provisória 1303, que é uma pauta-bomba e pode obrigar o governo a cortar emendas — disse.

O atraso também acendeu o alerta na Comissão Mista de Orçamento (CMO). O presidente do colegiado, senador Efraim Filho (União-PB), advertiu que o cronograma pode inviabilizar a aprovação do Orçamento de 2026 ainda este ano.

— Atravessar o ano sem um Orçamento votado traz insegurança jurídica e inibe investimentos. É ruim para o governo, ruim para o Congresso, mas muito pior para o Brasil — disse.

Enquanto o Planalto tenta recompor o caixa e controlar a execução, parlamentares cobram previsibilidade nos repasses. A pressão é reforçada pela proposta do relator da LDO, Gervásio Maia (PSB-PB), que prevê obrigar o pagamento das verbas destinadas à saúde, assistência social e transferências especiais até três meses antes da eleição.

O governo tenta barrar a medida, considerada “eleitoral e sem lógica fiscal” pelo líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Já o Centrão vê o dispositivo como garantia de segurança a prefeitos e parlamentares, ao evitar retenções políticas e antecipar o uso eleitoral das verbas.

O Globo

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Brasil

Brasil e EUA seguem sem acordo para suspensão de tarifas após encontro entre Lula e Trump

Foto: Reprodução

O primeiro encontro oficial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump foi marcado por cordialidade, mas terminou sem avanço concreto nas negociações sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Mesmo assim, o governo do Brasil planeja enviar uma comitiva a Washington na próxima semana para dar continuidade às conversas. Segundo o Itamaraty, o diálogo entre as equipes já começou nesta segunda-feira (27), com foco na abertura de novas rodadas de negociação.

Durante a reunião, realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, Lula afirmou estar otimista quanto à possibilidade de um entendimento com os Estados Unidos. O presidente destacou a importância do contato direto entre chefes de Estado, sem intermediários, para facilitar acordos comerciais. Trump, por sua vez, elogiou Lula e disse esperar uma “conclusão rápida”, mas admitiu incerteza sobre o desfecho das tratativas.

Apesar da falta de acordo, o tom amistoso entre os dois líderes foi visto como um avanço diplomático. O chanceler Mauro Vieira classificou o encontro como “muito positivo” e afirmou que há expectativa de tratar de forma setorial as tarifas impostas pelos EUA. Trump chegou a desejar feliz aniversário a Lula, que completou 80 anos na segunda-feira, reforçando o clima de cordialidade entre os dois.

A aproximação gerou otimismo no mercado financeiro brasileiro, com o Ibovespa batendo recorde de fechamento e o dólar em queda. Analistas veem no encontro uma oportunidade para reaproximação entre as duas maiores economias das Américas, após meses de tensão provocados pelas medidas tarifárias impostas a produtos brasileiros.

Com informações da CNN Brasil

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Brasil

Itamaraty divulga imagem de primeira reunião técnica entre Brasil e EUA sobre tarifas

Foto: Divulgação/Itamaraty

O Itamaraty publicou, nesta segunda-feira (27), a primeira foto da reunião técnica entre representantes do Brasil e dos Estados Unidos para discutir um possível acordo que reduza o tarifaço imposto por Washington a produtos brasileiros. O encontro, realizado em Kuala Lumpur, na Malásia, deu continuidade ao diálogo iniciado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Pela delegação brasileira participaram o chanceler Mauro Vieira, o secretário-executivo do Ministério da Indústria e Comércio, Márcio Rosa, e o assessor Audo Faleiro. Do lado americano, estiveram presentes o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent. As partes acertaram que uma nova rodada de negociações será feita em Washington, provavelmente na primeira semana de novembro.

De acordo com fontes do Planalto, os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio) devem integrar a comitiva brasileira. A expectativa é que, após essa etapa, o governo tenha mais clareza sobre as demandas americanas — que ainda não foram oficialmente apresentadas pela Casa Branca.

Lula afirmou estar confiante em uma solução “em poucos dias” e brincou dizendo que, se houver entraves, ligará pessoalmente para Trump. O presidente americano, por sua vez, confirmou que a reunião foi “ótima”, mas ponderou: “Vamos ver o que acontece. No momento, eles estão pagando 50% de tarifa. Veremos se algo muda”.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

Pesquisa mostra o estrago provocado por frase de Lula sobre ‘traficante vítima’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisou se retratar de fala
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisou se retratar de fala (Evaristo Sá/AFP)

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre “traficantes vítimas de usuários” rendeu o quarto maior volume em publicações e engajamentos nas redes sociais envolvendo o nome do chefe do Poder Executivo federal entre janeiro e 26 de outubro deste ano, segundo pesquisa da Brandwatch — e isso não foi nada bom para o presidente, que é candidato à reeleição em 2026.

De acordo com o estudo, foram 213 mil menções, com 529 milhões de alcance (pessoas que foram impactadas pelos posts), sendo que 87% das publicações foram negativas e apenas 13% positivas.

Na semana passada, na Indonésia, Lula afirmou que “os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”. “Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende”, disse ao comentar a política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de empreender uma guerra às drogas na América Latina.

A frase repercutiu mal, foi amplamente e imediatamente explorada pela oposição, o que obrigou o presidente a se explicar. No mesmo dia, o petista se retratou ao dizer que a frase foi “mal colocada” e que o seu governo combate o tráfico oriundo do crime organizado.

Ainda segundo o levantamento, a frase sobre “traficante vítima” só ficou atrás até o momento de três assuntos: tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump aos produtos importados do Brasil, pronunciamento em TV aberta e discurso na Organização das Nações Unidas (ONU). Esses três, no entanto, tiveram comportamento mais equilibrado entre menções positivas e negativas.

Movimentação nas redes relacionadas a Lula durante o ano
Movimentação nas redes relacionadas a Lula durante o ano (Brandwatch/Reprodução)

O estudo mostra também que os principais adversários políticos de Lula foram os que mais postaram sobre o assunto nas redes sociais. Entre eles, estão os senadores Sergio Moro (União-PR) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo. O ex-juiz da Lava-Jato publicou no X: “Segundo Lula, ‘os traficantes de drogas são vítimas dos usuários’. O pior é que ele pensa desse jeito mesmo, que os criminosos são vítimas da sociedade. Já falou bobagem equivalente ao comentar furto de celular e ao desprezar o combate à corrupção. Vai ver é por isso que quer garantir no projeto antifacção o direito à visita íntima dos presos”, disse.

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Brasil

‘TAXA DAS BLUSINHAS’: Quatro em cada dez já desistiram de compra internacional online por imposto de importação, mostra pesquisa

Foto: Freepik

Quatro em cada dez consumidores já desistiram de compras internacionais pela internet por causa do Imposto de Importação (II), a “taxa das blusinhas”, segundo uma pesquisa realizada pelo Nexus para a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Quatro em cada dez consumidores já desistiram de compras internacionais pela internet por causa do Imposto de Importação (II), a “taxa das blusinhas”, segundo uma pesquisa realizada pelo Nexus para a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre a população que tem o hábito de fazer esse tipo de compra, o porcentual de quem já desistiu de uma transação por causa da taxa aumentou de 13% em maio de 2024 para 38% em outubro. A razão dos que nunca desistiram caiu de 74% para 50% no mesmo período.

Dos que deixaram de fazer a compra por causa da “taxa das blusinhas”, 42% desistiram em definitivo. Outros 32% procuraram um produto similar, mas com entrega nacional. Já 14% foram a uma loja física, e 11% buscaram um produto parecido em outro site internacional.

Segundo a CNI, os números demonstram um impacto positivo para a indústria brasileira. “No entanto, o imposto ainda está em um patamar muito aquém do necessário para chegarmos a esse equilíbrio, pois a carga tributária de outros países é muito menor que a nossa”, diz o superintendente de Economia da entidade, Marcio Guerra, em nota.

Outros fatores

Além do Imposto de Importação, vários outros fatores também levaram a desistências de compras online, de acordo com a pesquisa. A proporção dos que desistiram por causa do ICMS atingiu 36% em outubro, considerando os consumidores que têm o hábito de fazer compras internacionais pela internet.

O custo do frete levou 45% dos consumidores habituais a desistir de uma compra. Outros 32% já abandonaram uma transação por causa da demora no prazo de entrega.

A pesquisa ouviu 2.008 pessoas de 16 anos ou mais, entre 10 e 15 de outubro, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Estadão Conteúdo

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Brasil

Trump diz que teve “boa reunião” com Lula, mas não dá certeza a acordo: “Veremos”

CNN Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou feliz aniversário ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da SIlva, que completa 80 anos nesta segunda-feira (27), chamando o líder de “muito vigoroso”.

“E feliz aniversário. Quero desejar feliz aniversário ao presidente, ok? Hoje é o aniversário dele. Ele é um cara muito vigoroso, na verdade, e foi muito impressionante, mas hoje é o aniversário dele, então feliz aniversário.”

Conversando com repórteres, a bordo do Air Force One, a caminho do Japão, o americano afirmou também que teve uma “boa reunião com Lula”. Os líderes conversaram por quase uma hora na Malásia, no domingo (26).

Ainda durante o voo, Trump disse que estava incerto sobre as perspectivas de um acordo. “Não sei se algo vai acontecer, mas veremos”, expressou ele.

Os dois foram à Malásia para participar da 47ª reunião de cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

A reunião foi articulada durante semanas por integrantes dos governos dos dois país, desde que os presidente se encontraram brevemente durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro.

Os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em retaliação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula disse que as decisões recentes tomadas pelos Estados Unidos contra o Brasil foram “incorretas”.

No entanto, ele disse que estaria disposto a discutir qualquer questão com Trump e também a ajudar os Estados Unidos na questão da Venezuela.

“Eu disse a ele que era extremamente importante levar em conta a experiência do Brasil como o maior país da América do Sul, como o país economicamente mais importante, que tem quase toda a América do Sul como vizinha”, disse Lula.

CNN

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Lula sobre encontro na Malásia: “Se depender do Trump e de mim, vai ter acordo”

Foto: REUTERS/Edgar Su

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (26), após reunião com Donald Trump na Malásia, que o encontro foi “surpreendentemente bom” e que há disposição de ambos os lados para superar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. “Se depender do Trump e de mim, vai ter acordo”, declarou Lula, destacando o tom amistoso da conversa.

Durante a entrevista, o petista disse entender que cabe a um presidente proteger sua indústria nacional, mas criticou o fato de o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros ter sido baseado em “informações equivocadas”. Lula afirmou que, agora, o diálogo será direto entre os dois líderes, sem intermediários, e que pretende ligar para Trump “na próxima semana” para avançar nas negociações.

O presidente também revelou que a reunião incluiu conversas sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, descrevendo o caso como “muito sério” e “com provas contundentes”. Segundo Lula, Trump reconheceu que Bolsonaro faz parte do passado da política brasileira. O petista ainda abordou a crise na Venezuela, oferecendo o Brasil como mediador para preservar a América do Sul como “zona de paz”.

Questionado sobre o impacto global das tarifas americanas, Lula reforçou que o Brasil não quer escolher lados e que busca manter relações comerciais equilibradas com todos os países. “Não aceitamos uma nova Guerra Fria”, afirmou, destacando a importância da parceria com a China e a necessidade de o Brasil diversificar suas trocas comerciais. O ministro Mauro Vieira classificou a conversa entre os presidentes como positiva e confirmou que o governo brasileiro voltou a pedir a suspensão das tarifas durante as negociações.

Com informações do G1

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VÍDEO: Helicóptero cai em lago pesqueiro e deixa ferido no interior de São Paulo; piloto sofre ferimentos leves

Um helicóptero caiu em um lago pesqueiro na região da Estrado do Vinho, na cidade de São Roque, no interior de São Paulo. O acidente aconteceu no início da tarde deste domingo (26).

No momento da queda, duas pessoas estavam a bordo da aeronave e apenas o piloto ficou levemente ferido em uma das mãos. O outro ocupante passa bem. O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou três viaturas ao local. A Polícia Militar também foi acionada. As causas da queda da aeronave estão sendo apuradas pelas autoridades.

Com informações de Jovem Pan News

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João Fonseca é campeão do ATP 500 da Basileia e conquista maior título de um brasileiro desde Guga Kuerten

João Fonseca na final do WTA 500 da Basileia — Foto: REUTERS/Pierre Albouy

João Fonseca ergueu o troféu do ATP 500 da Basileia. Neste domingo, o tenista de 19 anos não deu chances para o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, número 18 do mundo, e venceu por 2 sets a 0 a final do torneio na Suíça – parciais de 6/3 e 6/4. Foi a maior conquista de um brasileiro em chaves masculinas de simples desde o título de Gustavo Kuerten no Masters 1.000 de Cincinnati, em 2001, quando João nem era nascido.

Quinta taça no currículo

O troféu da Basileia é o segundo da carreira de João Fonseca em duas finais na ATP. Em fevereiro, ele foi campeão do ATP 250 de Buenos Aires. Também tem no currículo o ATP Next Generation de 2024, torneio que reúne os melhores jovens tenistas da temporada. Conquistou ainda três títulos de Challenger, sendo dois deles neste ano.

Maior título do Brasil desde Guga

A conquista de João Fonseca é a maior do tênis do Brasil em chaves de simples masculinas desde o título de Gustavo Kuerten no Masters 1.000 de Cincinnati, em agosto de 2021, quando o tenista de 19 anos nem era nascido. João foi o primeiro brasileiro a alcançar uma final de ATP 500 desde que a categoria foi criada, em 2009. Foi também o quinto mais jovem do mundo a disputar uma decisão desse nível, e o segundo mais jovem campeão da Basileia, atrás apenas do americano Jim Courier, campeão de 1989.

Subindo no ranking

Com os 500 pontos da Basileia, João Fonseca soma agora 1.615 pontos. No início do ano, o jovem tenista ocupava o 145º lugar da ATP. Ainda era promessa do tênis mundial. Dez meses depois, subiu mais de 100 posições, alcançando o 28º posto. É o sexto melhor brasileiro da história entre homens e mulheres.

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Brasil

Eduardo reage a encontro entre Lula e Trump e diz que tema Bolsonaro ‘claramente incomoda’ presidente brasileiro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o tema Bolsonaro “claramente incomoda” Lula ao reagir ao encontro entre o presidente brasileiro e Donald Trump à margem da cúpula da Asean, bloco que reúne economias do Sudeste Asiático, na Malásia.

Após o encontro descrito como “ótimo” por Lula, e que terminou com a sinalização de um possível acordo segundo Trump, Eduardo compartilhou vídeo com o momento em que um repórter questiona sobre Jair Bolsonaro. No vídeo, o americano elogia o ex-presidente, mas desconversa quando perguntado se ele seria pauta da reunião.

“Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: Bolsonaro. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, escreveu Eduardo em post no X, sugerindo que nos bastidores o encontro pode ter sido menos amigável do que o relato das equipes dos dois países.

Em outra publicação, Eduardo ironizou o fato de brasileiro ter se oferecido para mediar o conflito entre Trump e Maduro. “Nos poucos minutos com o 01 da economia mundial trataram de… Venezuela”, comentou o deputado.

Com a publicação, Eduardo mantém o tom das últimas semanas, em que busca minimizar a aproximação entre Trump e Lula. Os dois presidentes tiveram encontro de “boa química” nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Em outubro, Lula e Trump conversaram por telefone e quebraram o gelo. Após a conversa virtual dos presidentes, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reuniram-se em Washington.

‘Ótima reunião’

Em publicação nas redes sociais, Lula destacou que teve uma “ótima reunião” com o americano Donald Trump, neste domingo, na Malásia. “Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu o brasileiro.

A reunião bilateral começou às 15h30 (horário local) — 4h30 no horário de Brasília —, no Centro da Cidade de Kuala Lumpur (KLCC). Ao todo, durou cerca de 50 minutos. Na primeira parte do encontro, Lula e Trump falaram com os jornalistas por cerca de 10 minutos.

O Globo

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