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Governo Lula gasta meio milhão em postagens sobre segurança após megaoperação no RJ

Foto: EVARISTO SA/AFP

O governo federal gastou cerca de meio milhão de reais em anúncios pagos nas redes sociais sobre segurança pública desde a última terça-feira (28) — data da megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes.

Este dinheiro foi pago à Meta, empresa dona de Facebook e Instagram, para mais de dez impulsionamentos de publicações online. Os números constam na Meta Ad Library, ferramenta voltada à transparência sobre anúncios exibidos nas plataformas.

Para levar as postagens a mais pessoas, o governo pagou entre R$ 457 mil e R$ 545 mil até a manhã deste sábado (1º), segundo dados da plataforma de transparência consultados pela CNN. A Meta Ad Library informa um intervalo de despesa das contas com os impulsionamentos.

Ao todo quatro publicações diferentes foram impulsionadas. Uma delas fala em tom crítico sobre a letalidade da operação no Rio e indica que ações territoriais de segurança precisam estar acompanhadas de inteligência. Na sequência, defende a PEC (proposta de emenda à Constituição da Segurança).

Outra explica o que é a PEC, que altera regras sobre a atuação das forças de segurança, reforçando a integração entre órgãos e ampliando competências da União. Uma terceira, fala sobre o projeto de lei Antifacção, de penas mais severas e regras específicas para o isolamento de líderes de facções.

Uma última diz que 30% das operações da PF (Polícia Federal) em 2025 miraram crimes de abuso sexual infantil. A megaoperação no Rio de Janeiro acendeu um embate político sobre segurança pública no Brasil.

A CNN procurou a Secretaria de Comunicação do governo para que comentasse o tema. Até o momento da publicação da reportagem, não houve resposta.

CNN Brasil

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Argentina e Paraguai classificam CV e PCC como terroristas e impulsionam ofensiva da direita no Brasil

Foto: JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

As decisões dos governos da Argentina e do Paraguai de enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas vêm fortalecendo o discurso da direita no Brasil. Parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) querem seguir o mesmo caminho no Congresso, o que acendeu o alerta no Planalto sobre o risco de abrir brechas para ações e influências dos Estados Unidos.

Em entrevista à rádio ABC Color, o ministro da Defesa paraguaio, Óscar González, afirmou que a medida dará “respaldo jurídico” às Forças Armadas para agir contra as facções na fronteira com o Brasil. Já na Argentina, a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, chamou as organizações de “narcoterroristas” e anunciou reforço militar na fronteira. Ambos os governos, alinhados a Washington, justificam a ação como parte do combate internacional ao narcotráfico.

A direita brasileira quer incorporar o mesmo enquadramento à Lei Antiterrorismo, de 2016, ampliando penas e poder de investigação contra grupos que controlem territórios — como CV e PCC. A proposta é apoiada pelo deputado licenciado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança de São Paulo, e pode chegar à Câmara ainda neste mês. O Planalto, porém, teme que a medida sirva de pretexto para interferências externas.

Lideranças petistas, como Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, reagiram com críticas, afirmando que a equiparação “compromete a soberania nacional” e atende a “interesses eleitoreiros”. O presidente Lula, que já alertou na ONU para o “perigo de confundir crime com terrorismo”, defende cooperação internacional sem abrir espaço para intervenções estrangeiras.

Com informações do O Globo

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Paraibano está entre os mortos em megaoperação contra o Comando Vermelho no RJ

(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Um paraibano está entre os mortos na megaoperação realizada contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na última terça-feira (28).

A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) durante uma entrevista coletiva concedida pela Polícia Civil do Rio.

De acordo com o balanço divulgado, cerca de 130 pessoas morreram na ação. Desses, 99 corpos já foram identificados, sendo que 42 tinham mandados de prisão em aberto e 78 possuíam envolvimento com criminalidade, segundo a polícia.

Entre os mortos identificados, 40 são de outros estados, incluindo o paraibano. Segundo as investigações, a suspeita é de que o Complexo do Alemão estaria sendo usado como centro de treinamento.

Batizada de Operação Contenção, a ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de frear o avanço territorial do Comando Vermelho e cumprir aproximadamente 100 mandados de prisão nos complexos do Alemão e da Penha.

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87,6% dos moradores de favelas no Rio de Janeiro aprovam megaoperação, diz pesquisa AtlasIntel

Imagem: reprodução

Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta sexta-feira (31), revelou um apoio maciço dos moradores de favelas do Rio de Janeiro à megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, realizada na última terça (28).

De acordo com o levantamento, 87,6% dos moradores dessas comunidades aprovam a operação, enquanto 12,1% desaprovam e 0,3% não souberam ou preferiram não responder.

Entre os que residem no Rio mas não moram em comunidades, o apoio é menor: 55% aprovam, 40,5% desaprovam e 4,5% não opinaram. A diferença evidencia percepções opostas sobre a ação entre moradores de favelas e o restante da população.

Brasil

O levantamento também mostra que o padrão se repete em nível nacional. Em todo o país, 80,9% dos moradores de comunidades disseram apoiar operações do tipo, contra 19,1% que desaprovam. Já entre os brasileiros que não vivem em favelas, a aprovação é de 51,8%, e a desaprovação 45,4%.

Resumo dos números:

  • 87,6% de aprovação nas favelas do Rio

  • 55% de aprovação no restante da cidade

  • 80,9% de aprovação entre moradores de favelas no Brasil

  • 51,8% de aprovação entre quem não vive em comunidades

Os dados mostram um apoio expressivo dentro das favelas, contrastando com uma visão mais dividida fora delas, tanto no Rio quanto no restante do país.

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William Bonner se despede do “JN” nesta sexta (31)

Foto: Reprodução

O apresentador William Bonner, 61, deixa a bancada do “Jornal Nacional” nesta sexta-feira (31). Após quase três décadas à frente do telejornal, ele anunciou a novidade no início de setembro.

A saída de Bonner do “JN” resultou em uma dança das cadeiras na emissora e quem assume seu lugar é César Tralli, que deixou o “Jornal Hoje” para ocupar o posto.

Já Roberto Kovalick passa o comando do “Hora 1” para Tiago Scheuer e estreia oficialmente como apresentador do “Jornal Hoje” também nesta sexta (31).

A passagem simbólica de um apresentador para outro acontecerá ao fim de cada edição. William Bonner é o apresentador com maior tempo à frente do “JN”, acumulando 29 anos no comando e 26 anos como editor-chefe.

A partir de 2026, ele passa a se dedicar ao programa “Globo Repórter”, onde se juntará a Sandra Annenberg. O objetivo é reduzir sua carga de trabalho para ter mais tempo com a família e projetos pessoais.

CNN

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Governadores de direita criam ‘Consórcio da Paz’ e criticam Lula após operação letal no Rio

Foto: Divulgação/Governo do RJ

Governadores de direita se reuniram no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para manifestar apoio ao governador Cláudio Castro (PL), após a operação policial mais letal da história do país, que deixou 121 mortos até o momento. Durante o encontro, foi anunciada a criação do “Consórcio da Paz”, grupo formado para articular ações conjuntas de combate ao crime organizado nos estados.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou por videoconferência e elogiou a atuação das forças de segurança do Rio. “O estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença”, afirmou. O evento também contou com nomes cotados para disputar a Presidência em 2026, como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

Em tom político, os governadores aproveitaram o momento para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Zema afirmou que o presidente “vai lá fora organizar a paz em Gaza, mas deixa o povo morrendo aqui”, enquanto Caiado destacou que estados governados pelo PT, como a Bahia, concentram altos índices de violência. “O divisor é moral. Quem quer seriedade e cumprimento da lei está aqui; quem quer Lula e Maduro, fique com eles”, disse.

A reunião também marcou uma demonstração de força de Castro, que vem travando embates com o governo federal sobre a operação. O governador garantiu que as ações das forças de segurança vão continuar: “Onde houver barricada, haverá operação.” Ele recebeu aplausos dos colegas e pediu apoio com agentes e equipamentos para reforçar o combate ao crime.

Com informações da Folha de S.Paulo

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Defensoria acusa polícia de “violar direitos humanos” após megaoperação contra o Comando Vermelho

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu ao STF autorização para fazer perícias próprias sobre os mais de 120 mortos na operação das forças de segurança contra o Comando Vermelho, nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, realizada na terça-feira (28), foi uma das maiores ofensivas contra o crime organizado no estado.

O órgão alegou que houve “violação de direitos humanos” e descumprimento da decisão do STF conhecida como ADPF das Favelas, que impõe limites às operações policiais em comunidades. A Defensoria também reclamou da suposta falta de ambulâncias, do fechamento de escolas e postos de saúde e da ausência de isolamento da área onde ocorreu o confronto.

Enquanto isso, o governador Cláudio Castro divulgou vídeos mostrando pessoas mexendo nos corpos de criminosos mortos — supostamente para alterar a cena e tentar culpar a polícia. Segundo a Polícia Civil, os bandidos estavam vestidos com roupas camufladas, coletes e coturnos, mas os moradores retiraram tudo antes de filmar, para que parecessem civis desarmados.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, ironizou a tentativa de manipulação: “É um milagre que isso operou. Parece que entraram num portal e trocaram de roupa”. Um inquérito foi aberto para investigar a fraude processual.

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MARIO SABINO: Megaoperação no Rio: Lula é o mais perdido em meio ao tiroteio

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Mario Sabino – Metrópoles

Lula está perdido em meio ao tiroteio. Não sabe como se posicionar em relação à megaoperação policial no Rio de Janeiro, que causou a morte de 121 pessoas, quatro delas policiais. As cenas, ontem, variaram do simplesmente patético ao esta noite se improvisa.

Vamos ao patético. Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse em entrevista coletiva que foi informado com antecedência sobre a megaoperação a ser conduzida pela polícia fluminense e que não quis que a PF participasse dela.

Como Ricardo Lewandowski já havia dito que o governo federal não sabia de nada, Andrei Rodrigues foi interrompido pelo ministro, que tentou emendar mal e porcamente o soneto diante das câmeras. Péssimo.

Lula despachou, então, ministro e séquito para uma reunião com o governador Cláudio Castro, no Rio de Janeiro. Depois da conversa, decidiu-se que seria criado um “escritório emergencial” com o objetivo de integrar as esferas estadual e federal para combater o crime organizado no estado. Tenta-se, assim, neutralizar as acusações feitas ao Palácio do Planalto de ausência em relação ao crônico problema de segurança no Rio de Janeiro. Esta noite se improvisa.

Ato contínuo, o presidente da República correu para sancionar a lei que endurece o combate às facções criminosas, aprovada havia quase um mês no Congresso.

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Quaest: 86% dizem que legislação é fraca e por isso solta bandidos

Uma pesquisa Quaest, realizada em parceria com a Genial Investimentos, revela que 86% dos brasileiros acreditam que a polícia prende, mas a justiça solta bandidos devido a uma legislação fraca.

O estudo “Prende e Solta” sublinha uma forte percepção de impunidade no Brasil, onde apenas 11% dos entrevistados discordam dessa afirmação, evidenciando um consenso generalizado sobre a fragilidade das leis penais e seu impacto na segurança pública. Veja os dados.

Pergunta: Você concorda que a polícia prende bandido, mas a justiça solta porque a legislação é fraca?

Concorda: 86%

Não concorda nem discorda: 1%

Discorda: 11%

NS/NR (Não sabe/Não respondeu): 2%

CNN

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Ministro dos Transportes vai à Câmara explicar projeto que dispensa uso de autoescola para tirar CNH

Foto: Freepik

O ministro dos Transportes, Renan Filho, participará nesta quinta-feira (30) de uma reunião com líderes partidários na Câmara dos Deputados para detalhar o projeto do governo que desobriga candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de frequentarem autoescolas. O encontro foi convocado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e está marcado para as 9h.

A proposta mantém a exigência das provas teóricas e práticas aplicadas pelos Detrans, mas flexibiliza a etapa de formação dos motoristas. O texto autoriza que candidatos contratem instrutores autônomos credenciados e realizem as aulas teóricas de forma online. Segundo o Ministério dos Transportes, o custo para tirar a CNH pode cair até 80% com as mudanças — uma redução significativa, especialmente para motoristas de baixa renda e moradores de áreas rurais.

O projeto tem gerado forte reação de entidades do setor de trânsito. A Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto) classificou a proposta como “um desastre social” e “um grande retrocesso”, alertando que cerca de 15 mil centros de formação podem fechar as portas, o que colocaria em risco aproximadamente 300 mil empregos. Representantes do setor afirmam ainda que a medida pode comprometer a qualidade da formação dos condutores e a segurança no trânsito.

Renan Filho, por outro lado, defende que a medida apenas dá liberdade de escolha ao cidadão, sem extinguir as autoescolas. “Eu defendo a permanência da autoescola, só não defendo a obrigação de fazer uma. Em países como Estados Unidos, Canadá, México e Índia, não há obrigatoriedade de cursos de formação de condutores”, afirmou o ministro. O governo aposta no apelo popular do projeto, mas reconhece que o tema deve enfrentar resistência no Congresso, onde deputados prometem apresentar emendas para limitar a flexibilização.

Com informações do O Globo

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