Política

PF aponta ‘pedágio’ de 12% para repasse de emendas e pede investigação contra líder do governo Lula na Câmara

Foto: Breno Carvalho

A investigação da Polícia Federal que mira o envolvimento do deputado Júnior Mano (PSB-CE) em um suposto esquema de desvios de emendas aponta que o grupo criminoso exigia uma taxa de retorno de até 12% para que prefeituras recebessem os recursos. Além de valores destinados pelo deputado do PSB, a apuração cita cobranças referentes a emendas enviadas pelo atual líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Ele nega envolvimento no caso e não foi alvo da operação deflagrada nesta terça-feira.

Também são mencionadas emendas indicadas pelos deputados Eunício Oliveira (MDB-CE) e Yuri do Paredão (MDB-CE), que também não foram alvo da operação.

A PF ainda afirma que, em razão da menção aos deputados Eunício, José Guimarães e Yuri do Paredão, é preciso fazer “diligências investigativas específicas, a fim de esclarecer o conteúdo, a veracidade e a finalidade dessas indicações”.

Em nota, José Guimarães afirmou não ter enviado emendas para os municípios que são mencionados como alvo dos desvios. “Reafirmo o fato de que não destinei emendas parlamentares à localidade de Choró (CE). Inclusive, nas eleições municipais mais recentes, disputamos contra o atual prefeito, tendo nosso candidato do PT sido derrotado nas urnas”, disse. Em relação a Canindé (CE), o deputado afirmou que “uma simples consulta ao Siafi comprova que não destinei nenhuma emenda parlamentar nos anos de 2024 e 2025”.

A assessoria de Eunício, por sua vez, afirmou que o parlamentar “destina emendas para obras em dezenas de municípios cearenses, de forma transparente e de acordo com a legislação”, e informou que a emenda para Canindé só foi indicada em maio. Segundo a assessoria, o deputado já pediu a ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a suspensão da transferência.

Também procurado, Yuri do Paredão disse, via assessoria, que “o fato de todos os recursos estarem disponíveis no Portal da Transferência da Câmara dos Deputados demonstra a seriedade e a responsabilidade com que o deputado Yury conduz suas ações”.

A investigação da PF apura se emendas indicadas a cidades cearenses abasteceram licitações fraudulentas. A apuração aponta que a verba recebida por empresários, por sua vez, teria sido destinada a campanhas eleitorais de aliados de Júnior Mano que concorreram a prefeituras do interior do Ceará em 2024.

Autorizada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a PF cumpriu nesta terça-feira mandados de busca e apreensão no gabinete de Júnior Mano na Câmara, no imóvel funcional usado pelo parlamentar, em Brasília, e na sua residência, em Fortaleza.

Segundo a PF, o deputado “exercia papel central na manipulação dos pleitos eleitorais, tanto por meio da compra de votos, quanto pelo direcionamento de recursos públicos desviados de empresas controladas pelo grupo criminoso”.

Em nota, o parlamentar negou qualquer irregularidade e afirmou que no fim da investigação a “sua correção de conduta” será “reconhecida”. O comunicado ainda diz que o parlamentar não tem qualquer ingerência em atos administrativos relacionados a prefeituras do Ceará.

Segundo a PF, o esquema era operado por Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto, que foi eleito prefeito de Choró no ano passado, mas não tomou posse por decisão da Justiça Eleitoral. Em mensagens obtidas pelos investigadores, Bebeto e interlocutores ligados a Júnior Mano tratam da destinação de emendas a prefeituras previamente selecionadas, mediante pagamento de propina. O percentual era tratado nos diálogos como “pedágio” ou “imposto”, numa prática descrita pela PF como “institucionalizada de corrupção”.

Além da cobrança, os investigadores apuram a atuação do grupo para favorecer empresas ligadas aos operadores políticos por meio das chamadas transferências voluntárias. Nesse contexto, aparecem trocas de mensagens em que Bebeto menciona José Guimarães e Eunício Oliveira como parlamentares que teriam destinado recursos para municípios cearenses.

Em um dos diálogos, Bebeto faz referência a uma emenda atribuída a Guimarães que seria aplicada em áreas como saúde e pavimentação. Em outra conversa, ele relata ter sido informado — por áudios que diz serem de Eunício — de que Guimarães teria liberado R$ 2 milhões para o município de Choró, enquanto Eunício teria indicado R$ 1 milhão para Canindé.

A PF ainda cita o depoimento de uma ex-prefeita de Canindé que disse ter se recusado a devolver o equivalente a 10% do valor de duas emendas que teriam sido enviadas por Guimarães. A recusa, segundo ela, motivou o seu rompimento com o grupo político de Júnior Mano.

Já em relação a Yuri do Paredão, a PF cita ter encontrado registros de conversas do deputado com Bebeto, incluindo um diálogo no qual o parlamentar questiona sobre aumento do limite de investimentos na área da saúde em “alguma cidade sua”. Para os investigadores, o uso da expressão sugere que o congressista conhecia a atuação do grupo.

José Guimarães indicou R$ 188 milhões em emendas desde 2015, de acordo com dados do Portal da Transparência. Desse total, duas foram para Canindé, em 2019 e 2021, com repasses de R$ 200 mil e R$ 149 mil, respectivamente.

As duas emendas foram endereçadas para o campus do Instituto Federal do Ceará (IFCE) que fica na cidade. A primeira emenda teve como objetivo pagar equipamentos para a instituição, enquanto a segunda financiou bolsas de pesquisa.

O Globo

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Roberto Carlos é a principal atração da Festa das Neves em João Pessoa; veja atrações

 

A Prefeitura de João Pessoa divulgou a programação oficial da Festa das Neves 2025, em comemoração ao aniversário de 440 anos da cidade.

O evento, que acontece de 27 de julho a 5 de agosto, no Parque Solon de Lucena e na Praia de Tambaú, envolve missa, shows, apresentações de cultura popular, desfile de carros antigos, literatura de cordel e exposições, além do show do cantor Roberto Carlos, no Busto de Tamandaré, no dia 05 de agosto, dia do aniversário da Capital.

A festa começa no dia 27 de julho, no palco montado no Parque da Lagoa. Às 17h haverá a missa de abertura, seguida por show da Banda Colo de Deus, a partir das 19h. Na segunda-feira (28), às 19h, se apresentam o Padre Márcio, o cantor Elson Júnior e o Padre Puan.

Na terça-feira (29), o público poderá conferir shows da cantora Polyana Resende e o Axé do Yuri, a partir das 20h. Para a quarta-feira (30), também às 20h, estão programados shows da Banda Tentáculos e do cantor Chico Forrozado.

A programação segue na quinta-feira (31), com apresentações do grupo Psyckhé e da Banda Brega é Você, a partir das 20h. Já na sexta-feira (1º de agosto), no mesmo horário, tem shows do grupo Os Neiffs e do cantor Gera Almeida.

O Padre Nilson Nunes fará show no sábado (2), a partir das 19h. No domingo (3), tem shows da Banda Caronas do Opala e da dupla Matheus Gael e Maria Ercília, a partir das 20h. O grupo Forró Saudade e o cantor Zé Orlando se apresentam na segunda-feira (4), a partir das 20h.

Blog do BG PB

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Brasil

Governo se reúne com Petrobras para avaliar impactos da tarifa de 50%


Foto: Reprodução

O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu na última quinta-feira (10) uma reunião com entidades e empresas dos setores de petróleo, gás natural e biocombustíveis para discutir os possíveis impactos da tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros.

O encontro teve como objetivo avaliar efeitos, a partir da análise dos setores sobre os possíveis reflexos das medidas econômicas na cadeia produtiva brasileira.

A ideia é que o Brasil esteja preparado para responder, de forma técnica e coordenada, a possíveis alterações no comércio internacional com impacto em cadeias estratégicas como petróleo, gás e biocombustíveis

A nova alíquota sobre os produtos brasileiros entra em vigor a partir do dia 1º de agosto.

Em carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente norte-americano Donald Trump alega que a relação comercial entre as partes é “muito injusta”, marcada por desequilíbrios gerados por “políticas tarifárias e não-tarifárias e pelas barreiras comerciais do Brasil”.

Segundo Trump, a alíquota de 50% “é muito menor do que o necessário para termos condições de concorrência equitativas que devemos ter com o seu país”.

CNN

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Mundo

Rússia diz ter destruído postos militares da Ucrânia nas últimas 24 horas

 

Foto: Reprodução/CCTV

O Ministério da Defesa da Rússia informou na quinta-feira (10) que suas forças atacaram aeroportos e instalações militares ucranianas, enquanto a Ucrânia disse que a Rússia lançou uma nova rodada de ataques aéreos contra Kiev e outros locais.

Segundo o briefing diário do Ministério da Defesa da Rússia, suas tropas lançaram um ataque em larga escala contra aeroportos e instalações militares ucranianas usando armas de longo alcance de alta precisão e drones nas últimas 24 horas, e todos os alvos planejados foram atingidos.

O exército russo repeliu múltiplos ataques do exército ucraniano em Kharkiv, Donetsk, Dnipropetrovsk e outras direções, e lançou várias ofensivas, destruindo uma grande quantidade de equipamentos militares do exército ucraniano.

O Ministério da Defesa da Rússia também divulgou um vídeo mostrando militares russos lançando mísseis contra o local de implantação ucraniano na região de Nikolaev.

Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, afirmou na quinta-feira que a Rússia lançou ataques aéreos contra Kiev e outros locais, que duraram quase 10 horas.

A Força Aérea ucraniana publicou nas redes sociais que oito locais no país foram atingidos pelos ataques aéreos. Até as 10h de quinta-feira, as forças de defesa aérea da Ucrânia haviam interceptado 382 alvos aéreos.

Este foi o segundo dia consecutivo em que a Ucrânia foi atingida por ataques aéreos de grande escala.

Além disso, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou no mesmo dia que 201 batalhas ocorreram nas linhas de frente.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou na quinta-feira (10) que a Rússia aguarda o sinal da Ucrânia para a terceira rodada de negociações.

Anteriormente, Rússia e Ucrânia realizaram duas negociações diretas em Istambul, Turquia, nos dias 16 de maio e 2 de junho.

CNN

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Sem categoria

Tarifas de Trump: Itamaraty é pressionado por diplomacia “menos ideológica”

Longe dos holofotes da polarização política, o corpo diplomático brasileiro se mobiliza para desarmar uma bomba com potencial de causar bilhões de dólares em prejuízos ao Brasil com a possibilidade de taxação de 50% pelos Estados Unidos dos produtos nacionais.

A crise expõe a necessidade urgente de uma diplomacia pragmática, que consiga navegar entre as divisões internas e as tensões externas, defendendo uma abordagem de “cabeça fria” nas negociações, avaliam diplomatas ouvidos na quinta-feira (10) pela CNN.

À CNN, o ex-chanceler Aloysio Nunes defendeu uma reação firme, invocando a Lei da Reciprocidade — instrumento recém-aprovado que autoriza sanções comerciais. A rapidez e a forma como a carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi publicada, antes mesmo de ser formalmente recebida, são vistas como um ato “cafajeste” que exige resposta à altura.

“Nunca se viu uma coisa dessa natureza, um comportamento cafajeste inclusive, porque o presidente Trump manda uma carta para o presidente Lula e, antes mesmo que o presidente Lula tenha recebido a carta, publica o teor da carta na sua rede social. Então é uma coisa absolutamente inadmissível por qualquer que seja o ponto de vista”, afirmou.

Para o ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Ricupero o momento exige calma e muita serenidade.

“Nós temos que examinar isso de uma maneira calma, sem perder a serenidade, porque, entre o dia de hoje e 1º de agosto, quando foi anunciada a entrada em vigor das novas tarifas, nós temos um pouco mais de 20 dias”, afirmou Ricupero, ao ser questionado sobre o que o Brasil deve fazer diante da ação dos EUA.

O desafio do Itamaraty, segundo o ex-embaixador em Washington Rubens Barbosa é resgatar seu protagonismo e sua característica técnica em um cenário que ele descreve como “contaminado por ideologia”.

“Você vê que o Itamaraty está com dificuldades para colocar posições técnicas, posições tradicionais da política externa brasileira. Nós temos uma dualidade. As coisas que o presidente fala se chocam muitas vezes com as posições técnicas, profissionais da política externa”, afirmou Barbosa à CNN.

Para o ex-embaixador, a quebra de canais de diálogo com a gestão Trump por motivos partidários foi um erro, e a devolução da carta do líder norte-americano um equívoco que acentuou o problema.

“Quem vai negociar é o Itamaraty, não a Casa Civil”, disse, sublinhando o domínio necessário para lidar com o intrincado jogo diplomático dos Estados Unidos.

Ideologia

A urgência de uma abordagem menos ideológica e mais técnica também ecoa no setor produtivo. Entidades da indústria e do comércio de todo o país reagiram ao “tarifaço”, pedindo mais diplomacia e menos ideologia.

A Centrorochas (Associação Brasileira de Rochas Naturais), por exemplo, demonstrou preocupação com a desvantagem competitiva do Brasil frente a outros fornecedores como Itália, Turquia, Índia e China, que não enfrentam tarifas tão elevadas.

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) também manifestou preocupação, reiterando a importância de fortalecer as tratativas bilaterais sem isolar o Brasil, defendendo que “a diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, qualificou a ação de Trump como “indecente”, mas destacou a mobilização do governo em buscar novos mercados no Oriente Médio, Sul da Ásia e Sul Global. Essa busca por diversificação, embora estratégica a longo prazo, não elimina a necessidade de uma ação diplomática imediata para evitar perdas bilionárias.

A diplomacia brasileira tem defendido que se adote “cabeça fria” na negociação com os Estados Unidos, uma postura de cautela que, na avaliação de assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é crucial, já que a nova tarifa só entraria em vigor em 1º de agosto. Esse tempo é visto como uma janela para observar os cenários com calma e articular uma resposta efetiva.

Lula tem reiterado a disposição de cobrar reciprocidade, afirmando que “se ele vai cobrar 50 de nós, nós vamos cobrar 50 dele”.

Além disso, o governo brasileiro considera recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio), uma medida que, segundo Celso Amorim, ex-chanceler e atual assessor de Lula, deve ser avaliada não apenas pelo mérito legal, mas também por seu “valor político e simbólico”.

No Palácio do Planalto e no Itamaraty, a articulação é intensa. A possibilidade de convocar a embaixadora Maria Luiza Viotti, em Washington, para consultas formais é uma das medidas sendo avaliadas. Embora não haja consenso imediato, o gesto seria um sinal diplomático forte de desagrado, uma forma de demonstrar a seriedade com que o Brasil encara a ameaça.

Ainda que a retórica política externa do governo Lula em relação aos EUA venha sendo questionada, a necessidade de pragmatismo neste momento é inegável.

A diplomacia brasileira, com sua tradição de profissionalismo, está empenhada em montar uma estratégia que combine o diálogo, a mobilização de aliados (tanto dentro do Brasil quanto nos EUA) e a eventual aplicação de contramedidas legais, buscando evitar um desgaste ainda maior e minimizar os impactos bilionários que as tarifas de Trump poderiam causar à economia brasileira.

A capacidade do Itamaraty de isolar a questão técnica da efervescência política será decisiva para o desfecho dessa crise.

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Brasil

Lula diz que Brasil sobrevive sem EUA e promete buscar novos parceiros

 

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (10) que se os Estados Unidos não quiserem comprar do Brasil, o governo vai procurar quem queira.

De acordo com o presidente, a relação comercial com o EUA não é essencial para a sobrevivência do Brasil.

“Vamos ter que proteger [o setor produtivo]. Vamos ter que procurar outros parceiros para comprar nossos produtos. O comércio entre Brasil e Estados Unidos tem apenas 1,7% do PIB, não é essa coisa que a gente não consegue sobreviver sem os EUA”, disse Lula em entrevista à TV Record.

Ele afirmou que buscará resolver o impasse do tarifaço com base no diálogo e na negociação. Mas garantiu que o Brasil não abrirá mão da reciprocidade e, se Trump não recuar, procurará novos mercados.

“O mandato de um presidente só dura quatro anos. Daqui a pouco quem sabe tem outro presidente que queira negociar. E a gente enquanto isso vai procurando novos parceiros. Se os Estados Unidos não querem comprar, vamos procurar quem queira”, afirmou.

Trump anunciou na quarta-feira (9) que irá aplicar uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil. A nova alíquota entra em vigor a partir do dia 1º de agosto.

Em anúncio, o norte-americano afirmou que a cobrança é necessária tendo em vista a postura do STF (Supremo Tribunal Federal) para com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Mais tarde, Lula publicou reposta a Trump nas redes sociais e disse que as tarifas seriam respondidas “à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica”.

A Lei de Reciprocidade foi sancionada em abril deste ano em meio aos primeiros tarifaços de Trump. A norma permite a retaliação comercial contra países que impuserem sanções unilaterais ao Brasil, como as anunciadas recentemente por Trump.

Lula também estuda recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a decisão de Trump. O argumento do governo brasileiro é de que não há motivação técnica para o tributo, já que a balança comercial é deficitária para o Brasil, e desrespeita o princípio da concorrência igualitária.

CNN

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Brasil

Lula indicou só quatro mulheres para tribunais superiores neste mandato

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou somente quatro mulheres para serem ministras titulares de tribunais superiores desde o início do governo. No mesmo período, escolheu nove ministros homens – em seis ocasiões podendo ter optado por mulheres.

Há quatro tribunais superiores no Poder Judiciário brasileiro: STJ (Superior Tribunal de Justiça), TST (Tribunal Superior do Trabalho), TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e STM (Superior Tribunal Militar). O STF (Supremo Tribunal Federal) é a instância máxima da Justiça brasileira.

A primeira mulher escolhida por Lula neste terceiro mandato para ser ministra foi a advogada Daniela Teixeira, para o STJ, em agosto de 2023.

Lula voltou a escolher uma mulher para tribunal superior em março deste ano. O presidente indicou a advogada Verônica Abdalla Sterman para ser ministra do STM no Dia Internacional das Mulheres.

A terceira escolha do presidente foi a procuradora de Justiça Maria Marluce Caldas Bezerra, do Ministério Público de Alagoas, indicada para o STJ nesta quinta-feira (10).

No mesmo dia, Lula indicou a advogada Estela Aranha para o TSE. A escolha dela se deu em uma lista exclusivamente feminina elaborada por iniciativa de Cármen Lúcia, presidente do TSE e única ministra do STF, que adotou essa estratégia para “forçar” Lula a indicar uma mulher ao tribunal.

No primeiro ano do terceiro mandato, o presidente indicou duas advogadas para serem ministras substitutas do TSE: Edilene Lôbo, em junho, e Vera Lúcia Santana Araújo, em dezembro.

Lula prioriza homens

Desde janeiro de 2023, quando assumiu a Presidência da República pela terceira vez, Lula indicou nove homens para serem ministros de cortes superiores. Em seis dessas indicações, o presidente escolheu homens podendo ter optado por mulheres para as mesmas vagas.

Ao escolher Floriano de Azevedo Marques Neto e André Ramos Tavares, amigos do ministro Alexandre de Moraes, para serem ministros do TSE em maio de 2023, Lula preteriu as advogadas Daniela Lima de Andrade Borges e Edilene Lôbo.

As indicações ao STF e ao STM, diferentemente das que são feitas para o TSE e para o STJ, que devem seguir listas, são de livre escolha do presidente. Apesar dos apelos de associações, de entidades e de ministras do governo e do próprio tribunal, Lula indicou Cristiano Zanin e Flávio Dino para o STF.

Ao encaminhar ao Senado Federal o nome do advogado ⁠Antônio Fabrício de Matos Gonçalves para ser ministro do TST, Lula descartou Roseline Rabelo de Jesus Morais e Adriano Costa Avelino.

Por fim, Lula decidiu pelo desembargador Carlos Augusto Pires Brandão para ser ministro do STJ em uma lista formada por outras duas desembargadoras: Marisa Ferreira dos Santos e Daniele Maranhão.

As demais escolhas de ministros homens por Lula para tribunais superiores foram feitas em listas inteiramente masculinas.

As indicações de José Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos para o STJ, em 2023, foram feitas em uma lista quádrupla formada somente por desembargadores homens. Lula os escolheu em detrimento de Carlos Vieira Von Adamek e Elton Martinez.

Ao indicar Estela Aranha para o TSE, Lula também decidiu reconduzir o ministro Floriano de Azevedo Marques Neto para mais dois anos na Corte. O presidente tinha sobre sua mesa duas listas: uma composta somente por advogadas mulheres e outra formada por advogados homens.

Lula optou por indicar Floriano de Azevedo Marques Neto, preterindo André Ramos Tavares, que atualmente é ministro e disputava a recondução com o colega, e José Levi Mello.

CNN – Teo Cury

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Brasil

(VÍDEO) ANÁLISE: Lula entrou em briga com Trump sem armas e sem forças para vencer

O Brasil entrou em uma briga sem armas o suficiente para brigar, escudos suficientes para proteger a economia e sem condições o suficiente para vencer.

O que Donald Trump fez com o Brasil foi uma agressão política. E o fez por razões, sobretudo, ideológicas, achando que assim protege Jair Bolsonaro (PL). A escolha pela tarifa de 50% contra as importações brasileiras pode até impor alguma negociação econômica, mas não funciona para a agressão política.

O Brasil é uma potência menor, com pouca capacidade de projetar poder ou retaliar. E depende dos dois lados do mundo: EUA e China, que hoje se enfrentam.

Lula (PT) nunca escondeu sua preferência pela China, pelas autocracias do Sul Global e antiamericanas. Mas é preocupante pensar que ele imagina que o Brasil é capaz de enfrentar uma guerra comercial com os Estados Unidos em defesa da democracia e soberania.

A China se preparou para a volta de Trump e, resistindo aos arroubos já conhecidos, acabou provocando o recuo do norte-americano. O custo para a economia chinesa será menor crescimento, o que afeta o mundo todo.

O custo para a economia brasileira nesta briga, que escala para níveis perigosos, será um problema só nosso — ainda sem previsões de como ele vai se dar.

O que se impõe hoje é a paciência estratégica e a inteligência diplomática para enfrentar agressões como essa de Trump.

Até agora, não há sinal de trégua ou recuo. Ao contrário. Vai ficando impossível encontrar uma resposta razoável para a dúvida mais elementar: quem vai mediar esse conflito?

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Economia

Pesquisa: governo Lula é desaprovado por 62,4% em SP; aprovação é de 34,5%

Foto:  Marcelo Camargo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 62,4% dos eleitores de São Paulo, de acordo com um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (10). 

Por outro lado, a gestão do petista é aprovada por 34,5% das pessoas. Outros 3,1% não souberam responder ou não opinaram. 

Foram ouvidos 1.680 eleitores paulistas entre os dias 4 e 8 de julho. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%

CNN

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Paraíba

Incêndio em caminhão-tanque interdita trânsito na BR-101 de Recife para João Pessoa

(Reprodução/vídeo compartilhado pela PRF)

Um incêndio em um caminhão-tanque está interrompendo o trânsito na BR-101, na altura de Igarassu (PE). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Pernambuco, o veículo estaria carregando uma substância inflamável e tombou na rodovia, causando as chamas.

O trânsito no sentido Recife-João Pessoa está totalmente interditado. Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local realizando o trabalho de contenção das chamas.

Até o momento da publicação desta matéria, a PRF não havia divulgado previsão de liberação do trânsito na via. Portanto, os motoristas que estiverem dirigindo da capital pernambucana para a Paraíba devem buscar rotas alternativas.

BG com Portal Correio

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