Política

Em reação a Trump, Lula reafirma que países do Brics são soberanos

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O presidente Lula assinou nesta terça-feira (8) uma série de acordos de cooperação com o primeiro-ministro da Índia.

Narendra Modi foi recebido no Palácio da Alvorada e ficou reunido com o presidente Lula a manhã inteira. Lula e Modi fecharam parcerias nas áreas de ciência e tecnologia, agricultura e combate ao terrorismo internacional.

Índia e Brasil são fundadores do Brics, o bloco formado por mais nove países, que se reuniu no Rio neste fim de semana. No domingo (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que iria impor uma tarifa adicional a países que se aproximassem do Brics.

Nesta terça-feira (8), na hora da declaração à imprensa, ao lado do primeiro-ministro indiano, o presidente Lula aproveitou para reafirmar que o Brasil e os países do Brics não aceitam intromissão de quem quer que seja, em uma referência à declaração de Trump:

“Nós não aceitamos nenhuma reclamação contra a reunião dos Brics. Por isso que nós não concordamos quando ontem o presidente dos Estados Unidos insinuou que vai taxar os países dos Brics. Por isso, nós também queremos dizer ao mundo que nós somos países soberanos. Não aceitamos intromissão de quem quer que seja. Nós queremos um comércio livre, nós queremos o multilateralismo, nós queremos mais democracia e nós queremos mais respeito à soberania do nosso país”.

Quase ao mesmo tempo, durante uma entrevista na Casa Branca, Trump voltou a dizer que os países do Brics vão ser taxados:

“Eles têm de pagar 10% se estiverem no Brics, porque o Brics foi criado para nos prejudicar. O Brics foi criado para enfraquecer nosso dólar e tirá-lo do padrão. Tudo bem se eles quiserem jogar esse jogo, mas eu também posso jogar. Então, qualquer um que esteja no Brics vai receber uma taxa de 10%”.

G1

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Economia

Vídeo de Nikolas contra campanha “Pobres X Ricos” bate 10 milhões de views; assista

O vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticando a campanha do governo a favor da “taxação BBB” –bilionários, bancos e bets- bateu 10 milhões de visualizações no Instagram nesta terça-feira (8).

A peça foi publicada na conta oficial do congressista na noite de segunda-feira (7) e atingiu a marca em menos de 24 horas.

Às 12h, quando bateu as 10 milhões visualizações, o post também já contava com mais de 1 milhão de curtidas.

Na gravação, o congressista afirma que a “narrativa” de “nós contra eles” é uma forma de “dividir a população”. Segundo Nikolas, se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) taxar os super-ricos, eles deixarão o país, resultando em diminuição de empresas e consequentemente, de empregos.

“Com essas pessoas saindo do Brasil, consequentemente as empresas deles também saem do país, então, menos empregos. Aí você tem falta de investimentos e, principalmente, falta de arrecadação, até mesmo para o Estado”, afirmou o deputado.

O formato do vídeo repete a estratégia usada por Nikolas no Pixgate e nas fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que acumulam milhões de visualizações nas plataformas.

Assista:

Blog do BG PB

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Política

AtlasIntel: Bolsonaro ficaria à frente de Lula se eleições fossem hoje

Foto: Reprodução

Levantamento divulgado pela AtlasIntel nesta 3ª feira (8.jul.2025) mostra que, se as eleições fossem hoje, com os mesmos candidatos que disputaram o Planalto em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaria à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 1º turno. O ex-presidente, que está inelegível, teria 46,0% dos votos ante 44,4% do atual chefe do Executivo.

O pedetista Ciro Gomes aparece com 4,5% dos votos e Simone Tebet (MDB), com 1,5%. Brancos e nulos seriam 1,8% e 1,6% declararam que votariam em algum outro candidato daquele pleito.

A pesquisa foi realizada por Latam Pulse, Bloomberg e AtlasIntel. Os dados foram coletados de 27 a 30 de junho de 2025. Foram entrevistadas via questionários on-line 2.621 pessoas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

Poder 360

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Sem categoria

Segurança e impostos têm pior desempenho sob Lula em comparação a Bolsonaro, aponta Atlas

Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (8), mostra que pautas como a segurança pública, impostos, responsabilidade fiscal e controle de gastos têm pior desempenho durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se comparado com o governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

O levantamento mostra que, quando falamos de segurança pública, por exemplo, 52% acreditam que no atual mandato a situação está pior do que quando Bolsonaro estava à frente da Presidência. Em contrapartida, 40% preferem a situação da atual gestão.

Quando perguntados sobe impostos e carga fiscal, 54% dos entrevistados dizem que o governo de Bolsonaro era melhor do que o de Lula.

No caso da responsabilidade fiscal e controle de gastos, 53% caracterizam a gestão de Lula como pior do que a do ex-presidente.

Lula leva vantagem em moradia, turismo, cultura e eventos, direitos humanos e igualdade racial, por exemplo.

Para a pesquisa foram ouvidas 2.621 pessoas, entre os dias 27 de junho e 30 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

CNN

 

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Brasil

Visita de Lula à Favela do Moinho foi articulada com ONG ligada ao PCC

Foto: Valentina Moreira

Uma agenda do presidente Lula (PT) e da primeira-dama Janja da Silva no centro de São Paulo, no fim do mês passado, foi viabilizada após reuniões do governo com a Associação da Comunidade do Moinho.

Documentos obtidos pela coluna mostram que a sede da entidade foi usada para guardar drogas para o PCC. A presidente da ONG é irmã do antigo “dono” do tráfico na favela, o traficante Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a favela é controlada pelo grupo criminoso e o acesso costuma ser restrito a não moradores.

O ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) esteve na entidade dois dias antes da visita do presidente e da primeira-dama Janja da Silva, para negociar a agenda oficial de Lula na favela.

Lula e Janja visitaram a comunidade e posaram para fotos com representantes da Associação.

O presidente anunciou um acordo de realocação das cerca de 900 famílias que vivem na área. O terreno, pertencente à União, deve ser transformado em um parque.

Procurado, o ministro afirmou que sua reunião com a associação teve como única pauta a apresentação da solução habitacional para as famílias da favela do Moinho. E que “o diálogo com lideranças comunitárias é parte fundamental da atuação de qualquer governo comprometido com políticas de inclusão social, habitação e valorização da cidadania”.

A Secretaria-Geral da Presidência da República é a pasta responsável pela relação do governo com os movimentos sociais. Macêdo balança no cargo desde o início do ano, quando Lula ensaiou uma reforma ministerial que poderia incluir a substituição dele pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).

O presidente tem dado mostras de insatisfação com Macêdo por conta da falta de público nos eventos com movimentos sociais. Os dois, contudo, são amigos — Macêdo é o único ministro que já esteve com Lula nas férias dele, na Base Naval da Restinga da Marambaia, no Rio.

A Associação da Comunidade do Moinho é presidida por Alessandra Moja Cunha, irmã de Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, apontado como líder do tráfico local, preso em agosto de 2023. Alessandra foi condenada por homicídio e cumpriu parte da pena em regime fechado.

Lula e Janja visitaram a comunidade e posaram para fotos com representantes da Associação. O presidente anunciou um acordo de realocação das cerca de 900 famílias que vivem na área. O terreno, pertencente à União, deve ser transformado em parque.

De acordo com a Receita Federal, a Associação está registrada no número 20 da Rua Doutor Elias Chaves — o mesmo endereço onde, em agosto de 2023, a Polícia Civil apreendeu drogas supostamente destinadas ao centro da capital. A operação, chamada Salus et Dignitas, resultou também na prisão de Léo do Moinho.

O mesmo endereço também figura na agenda oficial de Márcio Macêdo, divulgada pela própria Secretaria-Geral.

Conforme a denúncia do MP-SP, obtida pelo Metrópoles, o local armazenava cinco tijolos de cocaína, “608 porções de cocaína na forma de crack” e 98 porções e três tijolos de maconha.

O endereço fica próximo ao campo de futebol da comunidade, onde ocorrem eventos da Associação.

A presidente da entidade, Alessandra, tem 40 anos e é irmã de Jefferson e Leonardo. Outros membros da família também foram denunciados por vínculos com o PCC. Em algumas reuniões com o governo federal, a Associação foi representada por Yasmin Moja, filha de Alessandra e sobrinha de Léo do Moinho. Desde o fim de 2023, representantes do governo se reuniram ao menos cinco vezes com a entidade.

A condenação de Alessandra por homicídio refere-se à morte de uma mulher a facadas, em 2005. Na ocasião, ela e a irmã também tentaram matar um homem, que sobreviveu.

Em maio, Alessandra publicou nas redes sociais um vídeo de uma reunião com representantes do governo, realizada na sede da Associação. No vídeo, ela menciona a “ministra Kelli”, em referência à secretária-executiva da Secretaria-Geral da Presidência, Kelli Mafort, número dois da pasta comandada por Márcio Macêdo.

Na mesma data, Kelli e outros integrantes do governo visitaram a favela e conversaram com moradores. Também participaram representantes dos ministérios dos Direitos Humanos, das Cidades, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e da Justiça. A pasta das Cidades enviou o secretário-executivo Hailton Madureira de Almeida.

No vídeo publicado, moradores gritam: “Salva o Moinho!” e “Moinho resiste!”. Parlamentares do PT e do PSOL também estiveram presentes, segundo relatos.

Como mostrou o Metrópoles, moradores da Favela do Moinho têm sofrido ameaças do grupo de Léo do Moinho ao aceitar a ajuda para mudar para outro local.

Metrópoles – Andreza Matais

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Sem categoria

Investigado pela PF, Careca do INSS inicia call center para consignados

Foto: Reprodução

Apontado pela Polícia Federal (PF) como principal operador da farra dos descontos indevidos sobre aposentadorias, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS (foto em destaque), montou nova empresa de call center para atuar com crédito consignado destinado a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

O novo negócio vai funcionar no mesmo local, em Brasília, em que ele mantinha as empresas de call center Truetrust e Callvox, usadas no esquema bilionário de fraudes em mensalidades associativas, revelado pelo Metrópoles. Como já mostrou a reportagem, quebras de sigilo feitas pela PF apontaram conexões entre entidades envolvidas na farra dos descontos e empresas que operam empréstimos consignados.

No último dia 30 de maio, os funcionários da Truetrust e da Callvox foram demitidos. Em seu lugar, o Careca do INSS montou a empresa Amigo Center S/A juntamente com seu filho, Romeu Carvalho Antunes, que também é investigado pela PF. O novo call center foi registrado na Receita Federal em 31 de março, antes da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril, mas está contratando novos operadores agora.

O e-mail de registro da nova empresa está em nome de Milton Salvador de Almeida Junior. Ele é sócio do Careca do INSS e de seu filho na empresa Brasília Consultoria e na Callvox. Segundo a PF, as firmas do lobista receberam R$ 53,5 milhões de entidades envolvidas nas fraudes e repassaram R$ 9,3 milhões a dirigentes do INSS, por meio de empresas e parentes.

Em um grupo de 60 ex-funcionários da Callvox e da Truestrust, apenas 12 receberam o salário referente ao trabalho de maio e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo relatos, os trabalhadores que foram pagos assinaram acordo abrindo mão de multas rescisórias e outros direitos.

Um ex-funcionário filmou, na semana passada, as dependências da Amigo Call Center e mostrou que até mesmo as cadeiras da nova empresa estão etiquetadas com a logomarca da Truetrust. Na prática, a empresa opera no mesmo endereço, mas tem nome, CNPJ, funcionários e clientes diferentes. Agora, o call center vai operar para bancos e instituições financeiras que dão crédito consignado a aposentados.

Ainda fechada ao público, a conta do Instagram da Amigo Center tem cerca de 60 seguidores e diz que a empresa cuidará dos clientes. “Mais que crédito, é cuidado de amigo.”

Metrópoles

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Brasil

‘Patinho feio’, Fluminense joga para chegar à decisão da Copa do Mundo de Clubes

Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Único brasileiro vivo na Copa do Mundo de Clubes, o Fluminense joga nesta terça-feira (8) para chegar à final. “Patinho feio” nas palavras do treinador Renato Gaúcho, o time tricolor vem fazendo uma campanha surpreendente nos Estados Unidos e busca dar mais um passo, em confronto com o Chelsea.

“Quando eu falo que é o patinho feio, com todo o respeito a todos os outros clubes, eu falo em termos financeiros, porque a gente tem que viver a realidade. O Fluminense não chega a dez por cento desses grandes clubes em termos financeiros. Então, esses grandes clubes têm todas as condições de contratar os grandes jogadores”, afirmou o técnico.

“Isso não quer dizer que o Fluminense não possa chegar a uma final e ganhar uma Copa do Mundo. É difícil? Sim, é difícil, mas é para todo o mundo”, acrescentou Renato. “Estou confiando muito no meu grupo, com todo o respeito ao Chelsea. O que eu posso dizer é que vai ser uma partida muito difícil. Não dá para você pensar em quem é o favorito.”

Com a menor folha salarial entre os quatro semifinalistas –cerca de R$ 15 milhões por mês– e um investimento inferior também ao dos outros clubes brasileiros que estavam na competição, o Fluminense foi sobrevivendo. Com um empate com o Borussia Dortmund, uma vitória sobre o Ulsan HD e um empate com o Mamelodi Sundowns, avançou em segundo no Grupo F.

A classificação com a vice-liderança na chave colocou a formação carioca no caminho da Inter de Milão, vice-campeã europeia. Com um gol de Cano no começo e um de Hércules no final, o time tricolor venceu por 2 a 0. Na sequência, enfrentou o Al Hilal, que havia eliminado o Manchester City, e triunfou por 2 a 1, gols de Martinelli e Hércules.

Chegou, assim, a hora de enfrentar o Chelsea, que jogará pela terceira vez contra uma equipe do Brasil na competição. Derrotada pelo Flamengo na fase de grupos, a formação inglesa vem de uma vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, em jogo decidido em uma falha de Weverton nos minutos derradeiros.

“A energia dos times brasileiros tem sido muito alta. Eles estão começando a temporada, a gente está terminando. Então, o nível de energia é diferente. Temos que lidar com isso”, afirmou o técnico Enzo Maresca, que fez elogios ao adversário que encontrará no MetLife Stadium, em East Rutherford.

“Eles têm muitos bons jogadores, muita experiência e qualidade. Precisamos estar atentos e cuidadosos. Eu já havia assistido a alguns jogos [de Renato Gaúcho] no Grêmio, é claro o estilo dele. Os primeiros times brasileiros que enfrentamos foram muito bons. Acreditamos que será da mesma forma agora”, disse o italiano.

Maresca não poderá contar com o volante Roméo Lavia, machucado. Também estão fora o zagueiro Levi Colwell e o atacante Liam Delap, suspensos. Está novamente à disposição o volante Moisés Caicedo, que cumpriu suspensão contra o Palmeiras. E deverá voltar o lateral direito Reece James, que sentiu um desconforto muscular no aquecimento e foi retirado das quartas de final.

Do lado tricolor, cumprirão suspensão o zagueiro Freytes e o volante Martinelli. É provável que entrem em seus lugares, respectivamente, Thiago Santos e Hércules, porém não será surpresa se Renato adotar uma formação diferente. O treinador tem montado o Fluminense de acordo com o adversário e variado esquemas táticos.

Folha de S.Paulo

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Política

Lula decide que não vai sancionar aumento de deputados e joga desgaste para o Congresso

Foto: Gabriela Biló

O presidente Lula bateu o martelo e não vai sancionar o projeto de lei complementar aprovado em junho pelo Congresso que aumenta de 513 para 531 o número de deputados federais.

A coluna confirmou a informação com três ministros que despacham com o presidente no Palácio do Planalto. A tendência já era essa desde o início da discussão, quando o Congresso aprovou o aumento, como mostrou a Folha.

Auxiliares, no entanto, ainda tentavam convencer o presidente a sancionar, argumentando que seria um gesto para distensionar a relação do governo com o parlamento.

No fim de semana, o presidente sacramentou a decisão: não vai endossar a proposta.

Uma vez decidido que não vai sancionar o projeto para que ele se transforme em lei, Lula agora estuda dois cenários: vetar a proposta, ou simplesmente lavar as mãos e deixar que ela seja promulgada pelo próprio Congresso.

Lula já afirmou a ministros que quer vetar a proposta.

Ele, no entanto, ainda sofre pressão para não fazer isso pois aumentaria o conflito com o Congresso.

As possibilidades, a partir de agora, são duas.

Na primeira hipótese, Lula não foge do assunto, se responsabiliza diretamente por tentar barrar a proposta e faz um gesto de ampla popularidade: de acordo com o Datafolha, 76% dos brasileiros são contra o aumento no número de deputados.

Por outro lado, a indisposição do presidente da Câmara, Hugo Motta, com o governo aumentará. Ele comandou a votação e defende com veemência o aumento no número de parlamentares.

Se Lula barrar a proposta, o Congresso terá que derrubar o veto dele para que ela seja implementada.

Na segunda hipótese — não vetar a proposta, mas apenas não sancioná-la, deixando a promulgação nas mãos do Congresso— Lula não usufruirá das glórias do veto. Mas, por outro lado, evitará mais um confronto direto com o parlamento.

Um ministro que despacha diretamente com Lula diz que o presidente está recebendo conselhos para os dois lados. Mas que, se dependesse de sua única vontade, ele vetaria.

Um outro ministro afirma que “o povo” está esperando pelo veto, mas que Lula precisa ponderar o tamanho da briga que vai comprar com o parlamento. A Congresso, no entanto, não teria moral para reagir, já que também tem derrubado medidas de Lula.

Por outro lado, nada fazer passaria a impressão de um presidente “frouxo”, que não tem coragem de tomar a decisão correta e de acordo com sua consciência.

Deputados do PT fazem pressão pelo veto. “Lula deveria vetar. Não é o caso de se omitir”, diz o deputado Rui Falcão (PT-SP). “O povo depois julga quem está com a razão”.

Apoiador do presidente, o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, diz que é “fundamental que o presidente utilize o direito de vetar para, a partir disso, promover um amplo debate sobre o assunto”.

“O Presidente Lula tem muita sensibilidade. Sabe capturar o sentimento do povo. E, neste caso, não há dúvida alguma. O sentimento é de repulsa. Com o veto, abre-se um espaço importante para reflexão”, afirma o advogado.

Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo

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Polícia

Acusado de estuprar criança cadeirante é preso João Pessoa

Delegacia da Mulher de João Pessoa investiga o caso (Foto: Divulgação)

Um homem de 55 anos, acusado de estuprar uma criança cadeirante, foi preso na última quinta-feira (3), em João Pessoa. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santa Rita (DEAM), que localizou o homem no bairro Castelo Branco.

De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, o crime teria ocorrido contra a neta da ex-companheira do acusado. A vítima é uma criança com deficiência física, o que, somado à idade, configura situação de vulnerabilidade, conforme previsto em lei.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 5ª Vara Mista de Santa Rita ainda em 2023, após o registro da ocorrência e início das investigações. No entanto, o acusado estava foragido desde então.

Após ser detido, o homem passou por exame de corpo de delito no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL) e, em seguida, foi encaminhado à carceragem da Cidade da Polícia Civil de João Pessoa, onde permanece à disposição da Justiça.

BG com Portal Correio

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Judiciário

CNJ, fiscal do Judiciário, infla quadro de juízes e paga R$ 3,4 mi em penduricalhos em 5 meses

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão responsável por fiscalizar o Judiciário, inflou seu quadro de juízes auxiliares nos últimos anos e pagou R$ 3,4 milhões em penduricalhos só nos cinco primeiros meses de 2025.

Os auxiliares são magistrados requisitados de outros tribunais para atuar no CNJ. Os rendimentos pagos pelo conselho a eles se acumulam com os que eles recebem nos órgãos de origem —vencimentos que, às vezes, já excedem sozinhos o teto de remuneração do funcionalismo público federal, de R$ 46.366.

Os R$ 3,4 milhões pagos neste ano pelo CNJ beneficiaram 50 juízes auxiliares que trabalham atualmente ou tiveram alguma passagem pelo órgão em 2025. Os dados foram extraídos do sistema de transparência do conselho.

Em nota, o CNJ afirma que tem “consolidado seu papel constitucional como órgão de coordenação, planejamento estratégico, implementação de políticas judiciárias, além de sua atribuição correcional”, e que tem o menor orçamento do Judiciário.

O número de juízes auxiliares do órgão era de 7 no início de 2017 e chegou a 47 no primeiro semestre de 2025, segundo documentos do CNJ. Flutuações nesse quantitativo são comuns. Houve novas alterações nos quadros após o primeiro semestre de 2025 e atualmente há 43 desses profissionais no conselho.

No período de 2017 a 2025, o CNJ teve cinco presidentes diferentes: Cármen Lúcia (2016-2018), Dias Toffoli (2018-2020), Luiz Fux (2020-2022), Rosa Weber (2022-2023) e Luís Roberto Barroso (desde 2023). A presidência do conselho é sempre exercida pelo presidente em exercício no STF (Supremo Tribunal Federal).

Os juízes auxiliares são requisitados pela presidência do CNJ ou pela Corregedoria Nacional de Justiça, que também faz parte do conselho, e são alocados em diversas funções. Eles recebem um valor extra caso ganhem do tribunal de origem um salário-base menor que R$ 44.048.

As regras determinam que juízes de fora de Brasília recebam diárias para trabalhar na capital federal. Também há indenizações e outros ganhos eventuais. Esses rendimentos não contam para o teto do funcionalismo.

O maior valor pago pelo CNJ em um único mês a um juiz auxiliar no período foi para Claudia Catafesta, que trabalha na Corregedoria Nacional de Justiça.

Ela recebeu R$ 98.842 do órgão em abril deste ano. Foram R$ 12.721 em diárias e R$ 86.121 em “rendimento líquido”, de acordo com o contracheque disponível no site do conselho.

Desse total, R$ 82.129 constam como “indenizações”. No mesmo mês, Catafesta teve rendimento líquido de R$ 94.446 do Tribunal de Justiça do Paraná, ao qual é vinculada.

O segundo maior rendimento mensal foi do juiz auxiliar Luís Geraldo Sant’ana Lanfredi. Ele recebeu R$ 56.819 do CNJ em janeiro deste ano, sendo R$ 44.768 em diárias e R$ 12.051 em rendimentos líquidos.

O valor das diárias foi mais alto que o normal porque cobriu despesas de uma viagem a Portugal para representar o CNJ. Responsável pelo setor do órgão que fiscaliza o sistema carcerário, Lanfredi participou de uma comitiva para conhecer o modelo português de atendimento a usuários de drogas.

No mesmo mês em que recebeu esses valores do CNJ, ele teve outros R$ 134.358, além de R$ 10.000 em diárias, pagos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O CNJ não explicou o motivo de esses dois juízes auxiliares terem tido rendimentos dessa dimensão. A reportagem procurou Catafesta e Lanfredi, mas não recebeu resposta.

Folha de São Paulo

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