🚨VEJA – Thais Herédia diz que Lula entrou em uma briga com Trump sem armas e sem forças para vencer e que não há sinal de trégua ou recuo
“É preocupante pensar que ele imagina que o Brasil é capaz de enfrentar guerra comercial com os EUA em defesa da democracia e soberania.” pic.twitter.com/scKQbDqY5Z
O Brasil entrou em uma briga sem armas o suficiente para brigar, escudos suficientes para proteger a economia e sem condições o suficiente para vencer.
O que Donald Trump fez com o Brasil foi uma agressão política. E o fez por razões, sobretudo, ideológicas, achando que assim protege Jair Bolsonaro (PL). A escolha pela tarifa de 50% contra as importações brasileiras pode até impor alguma negociação econômica, mas não funciona para a agressão política.
O Brasil é uma potência menor, com pouca capacidade de projetar poder ou retaliar. E depende dos dois lados do mundo: EUA e China, que hoje se enfrentam.
Lula (PT) nunca escondeu sua preferência pela China, pelas autocracias do Sul Global e antiamericanas. Mas é preocupante pensar que ele imagina que o Brasil é capaz de enfrentar uma guerra comercial com os Estados Unidos em defesa da democracia e soberania.
A China se preparou para a volta de Trump e, resistindo aos arroubos já conhecidos, acabou provocando o recuo do norte-americano. O custo para a economia chinesa será menor crescimento, o que afeta o mundo todo.
O custo para a economia brasileira nesta briga, que escala para níveis perigosos, será um problema só nosso — ainda sem previsões de como ele vai se dar.
O que se impõe hoje é a paciência estratégica e a inteligência diplomática para enfrentar agressões como essa de Trump.
Até agora, não há sinal de trégua ou recuo. Ao contrário. Vai ficando impossível encontrar uma resposta razoável para a dúvida mais elementar: quem vai mediar esse conflito?
Carteira de trabalho – (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)
A taxa de desemprego na Paraíba caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice paraibano ficou igual à média nacional, que também terminou o período em 5,4%. No primeiro trimestre, a taxa no estado era maior, e o recuo chegou a 1,6 ponto percentual, uma das maiores reduções registradas entre as unidades da federação.
A queda na Paraíba ocorreu em um cenário de redução do desemprego em 13 estados. Nas demais unidades da federação, a taxa ficou estável.
Paraíba tem uma das maiores quedas do país
A redução de 1,6 ponto percentual coloca a Paraíba entre os estados que mais diminuíram a taxa de desemprego no segundo trimestre.
Entre as unidades que registraram queda, os maiores recuos foram:
Rio Grande do Norte: -1,9 ponto percentual;
Acre: -1,6 ponto percentual;
Paraíba: -1,6 ponto percentual;
Tocantins: -1,5 ponto percentual;
Alagoas: -1,3 ponto percentual;
Minas Gerais: -1,2 ponto percentual.
Na comparação com os demais estados, a Paraíba aparece com uma taxa intermediária. O menor índice foi registrado em Santa Catarina, com 2,1%, enquanto o maior ficou com o Amapá, que alcançou 9,8%.
Desemprego fica abaixo de 3% em cinco estados
No segundo trimestre, 11 das 27 unidades da federação apresentaram taxa de desemprego inferior à média nacional de 5,4%.
Cinco estados ficaram abaixo de 3%: Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Além deles, também ficaram abaixo da média Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).
A Paraíba empatou com São Paulo, ambos com taxa de 5,4%.
Diferenças entre estados
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que as diferenças nas taxas de desemprego estão relacionadas a fatores como industrialização, evolução da atividade econômica e nível de instrução da população.
“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.
No cenário nacional, a taxa de desemprego passou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo, segundo o IBGE.
Desemprego de longo prazo atinge menor nível da série
A Pnad Contínua também aponta uma redução no número de pessoas que estão há pelo menos dois anos procurando emprego.
No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve uma redução de 15,6% nesse grupo.
Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores
Os dados também mostram diferenças na taxa de desemprego entre grupos da população.
Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, a taxa chegou a 6,4%.
Por cor, a taxa de desocupação foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.
O IBGE não utiliza o termo “negro” na pesquisa. Entretanto, o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
Como o IBGE calcula o desemprego
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais. A pesquisa considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Pelos critérios do IBGE, é considerada desocupada a pessoa que não estava trabalhando e procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O levantamento visita aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da Pixbet, empresa paraibana de apostas esportivas, e de outras duas plataformas ligadas à empresa.
A decisão é um desdobramento da Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira (13), que investiga suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A sede da Pixbet, em Campina Grande, foi alvo de busca e apreensão.
Segundo a Fazenda, a empresa não cumpriu exigências de fiscalização. A decisão determina ainda o cancelamento das apostas em andamento e a devolução dos valores aos apostadores.
Em caso de descumprimento da medida, foi estabelecida multa de R$ 200 mil por dia.
Procuradoria-Geral do Ministério Público da Paraíba
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou com um Recurso em Sentido Estrito (RESE) contra a decisão que revogou a prisão preventiva de três homens acusados de envolvimento na morte de Ayla Evelly Felix dos Santos, de cinco anos, ocorrida em outubro de 2024, em Patos, no Sertão da Paraíba.
O recurso foi protocolado nesta quinta-feira (13) pelo 1º promotor de Justiça de Patos, Ernani Lucas Nunes Menezes. O Ministério Público pede que o próprio juízo reconsidere a decisão e determine o restabelecimento imediato das prisões preventivas de Ian da Silva Emiliano, Janailson Carvalho Leite e Ryan Nóbrega Dias.
Caso a decisão não seja reconsiderada, o MPPB solicita que o recurso seja encaminhado ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Morte de Ayla
De acordo com o recurso, Ayla foi morta no dia 29 de outubro de 2024, após ser atingida por disparos efetuados de dentro de um veículo roubado e com placa clonada.
O documento aponta ainda que a criança e um adolescente de 17 anos, que também foi atingido pelos disparos, não tinham qualquer envolvimento com a criminalidade e teriam sido atingidos em meio a uma disputa territorial entre facções criminosas.
Para o Ministério Público, a gravidade do crime e os elementos relacionados à periculosidade dos acusados justificam a manutenção das prisões preventivas como forma de garantir a ordem pública.
O MPPB também destaca que um dos acusados, Ian da Silva Emiliano, já possuía antecedentes criminais e mandados em aberto antes dos fatos investigados.
MPPB contesta alegação de excesso de prazo
Outro ponto apresentado pelo Ministério Público é a alegação de excesso de prazo utilizada na decisão que revogou as prisões.
Segundo o MPPB, eventual demora no andamento do processo não teria sido provocada por inércia do Estado ou da própria instituição, mas estaria relacionada à atuação das defesas, que teriam apresentado recursos, petições e habeas corpus sucessivos.
O Ministério Público cita a Súmula 64 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que o excesso de prazo na instrução provocado pela defesa não configura constrangimento ilegal.
Pedido ao Tribunal de Justiça
Caso o juízo de origem não reconsidere a decisão, o MPPB pede ao TJPB que casse a decisão de 5 de agosto e determine novamente a prisão preventiva dos três acusados, com a expedição dos respectivos mandados.
O Ministério Público sustenta que as circunstâncias da morte da criança, a gravidade concreta do crime e os elementos apontados nas investigações justificam a manutenção da custódia cautelar.
Fachada da sede da PixBet em Campina Grande, Agreste da Paraíba / Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba
A Polícia Federal afirma ter identificado o uso de 549 CPFs de pessoas mortas em documentos utilizados em operações ligadas à Pixbet, alvo de operação na Paraíba, São Paulo e mais três estados na quinta-feira (13). A Operação Arena apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.
Segundo a representação enviada à Justiça Federal, documentos sobre movimentações financeiras ligadas à lavagem de dinheiro em paraíso fiscal continham registros associados a pessoas já falecidas, algumas há mais de 20 anos.
Os nomes vinculados aos números de CPF chegaram a ser alterados após um alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), disparado pelo sistema que autoriza a compra de moeda estrangeira (Acam). Mesmo após a identificação das irregularidades e a notificação à Anspace, instituição de pagamento mais utilizada pelo grupo Pixbet, os CPFs foram mantidos nas transações.
O uso dos CPFs atribuía a terceiros já falecidos uma falsa identidade na realização de operações de câmbio não autorizadas, com o objetivo de promover evasão de divisas.
O documento da PF também registra que não se sabe como foram utilizados registros das pessoas falecidas, mas há indícios de que a empresa não foi vítima de operações fraudulentas, mas sim um agente ativo da fraude da documentação.
Ainda na quinta-feira (13), o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet. A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.
O ex-vereador Florestan Abreu foi detido na noite da quinta-feira (13), após um tumulto durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Pedro Régis, no Litoral Norte da Paraíba. A Polícia Militar foi acionada e a reunião precisou ser encerrada.
Durante a sessão, o presidente da mesa, Horácio Ferreira, pediu que Florestan respeitasse os parlamentares ou deixasse o local, após constantes interferências. Em vídeo disponível no YouTube, o presidente encerra a sessão por “bagunça” e acusa o ex-vereador de desacato.
Segundo informações preliminares, Florestan apresentava sintomas de embriaguez e também teria desacatado os policiais. Ele precisou ser algemado e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil.
O empresário paraibano Ernildo Júnior, dono da PixBet, já declarou publicamente apoio à pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. A relação política voltou a chamar atenção após a empresa de Ernildo aparecer entre os alvos da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13) para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no setor de apostas.
A relação entre os dois, no entanto, não significa participação de Cícero Lucena na investigação. Até o momento, não há informação divulgada pela Polícia Federal que relacione o pré-candidato à Operação Arena ou aos crimes apurados.
Em abril deste ano, durante uma agenda de Cícero Lucena em Serra Branca, no Cariri paraibano, Ernildo Júnior declarou apoio à pré-candidatura do emedebista ao Governo da Paraíba. Na ocasião, o empresário participou da agenda ao lado do prefeito de Serra Branca, Michel Alexandre, que também anunciou adesão ao projeto político de Cícero.
Durante a passagem pelo município, foi anunciado um aporte de R$ 3 milhões em emendas impositivas do deputado federal Mersinho Lucena, filho de Cícero, para a continuidade das obras do Hospital Napoleão Laureano.
PixBet é alvo da Operação Arena
Nesta quinta-feira (13), a Polícia Federal deflagrou a Operação Arena para investigar um suposto esquema envolvendo empresas de apostas e estruturas financeiras no exterior. A PixBet está entre os alvos.
Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.
Segundo a investigação, as movimentações suspeitas envolveriam o envio de recursos ao exterior e o posterior retorno ao Brasil por meio de operações que poderiam dar aparência de legalidade ao dinheiro. Os investigados poderão responder, conforme a responsabilidade de cada um, por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A Polícia Civil indiciou o vereador Lucieldo da Silva (PSDB), de Currais Novos (RN), pelo crime de importunação sexual contra uma estagiária nas dependências da Câmara Municipal.
Segundo a polícia, o crime foi comprovado durante a investigação por meio de depoimentos da vítima e de testemunhas, além de imagens de câmeras de segurança que “atestaram de forma nítida e incontestável o contato físico invasivo e desprovido de anuência na região glútea da ofendida”.
Na sessão da última terça-feira (11), o vereador pediu desculpas publicamente e afirmou que a atitude foi involuntária e que não teve intenção de desrespeitar ou causar constrangimento à estagiária.
“Nós temos uma relação de amizade, conversamos, brincamos. Jamais imaginei que um gesto involuntário pudesse ser interpretado dessa maneira. Quero deixar muito claro, nunca tive a intenção de assediar ou desrespeitar aquela servidora ou qualquer mulher que tenha nessa Casa”, afirmou.
Lucieldo também disse que o vídeo, na opinião dele, não mostra “nada que justifique toda a proporção que isso tomou” e que “é apenas um corte de uma situação retirado de um contexto maior”, usado para “criar uma narrativa e alimentar uma disputa política”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, em sua live, que foi alvo de uma tentativa de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, seu e-mail oficial recebeu uma mensagem informando que um pedido de ingresso no partido havia sido feito. Flávio ironizou a situação e afirmou ter se sentido “ofendido”.
“Eu não faço parte dessa organização criminosa”, declarou. A tentativa ocorreu horas após o senador aparecer como filiado ao Missão no sistema do TSE.
A repercussão do caso gerou outras tentativas de fraude. Ainda na quinta-feira, um golpista usou os dados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar filiá-lo ao Democracia Cristã (DC).
A Defensoria Pública da Paraíba (DPE-PB) cobrou explicações da Secretaria de Saúde de Campina Grande, no Agreste paraibano, sobre as escalas de plantão e a continuidade dos serviços de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social em quatro hospitais municipais.
O órgão questiona mudanças nas escalas e a possibilidade de períodos sem profissionais durante a noite, fins de semana e feriados. Segundo a Defensoria, há relatos de que os plantões noturnos dessas áreas teriam sido interrompidos em algumas unidades, deixando os atendimentos concentrados entre 7h e 19h.
Para o órgão, a alteração pode prejudicar pacientes que precisam de assistência fora do horário administrativo, como casos de violência doméstica e sexual, crianças e adolescentes em situação de risco, abandono, óbitos e altas hospitalares que exigem contato com a rede de proteção.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que reorganizou as escalas e que os serviços continuam sendo oferecidos conforme as necessidades dos pacientes.
A cobrança envolve o ISEA, Hospital da Criança e do Adolescente, Hospital Municipal Dr. Edgley e Hospital Municipal Pedro I. A Defensoria deu prazo de 15 dias para que a pasta apresente as escalas e explique as alterações.
Nesta quinta-feira, 13, a fachada da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília exibiu pichações com críticas à política bélica do país. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) afirmou ser responsável pela ação. O grupo invasor de terras divulgou imagens de militantes com faixas, além de uma bandeira norte-americana alterada e queimada.
Entre as frases pichadas, uma se destacava: “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”. Segundo nota do MST, a manifestação integra a 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra e homenageia o centenário de Fidel Castro, ex-ditador cubano.
No local, funcionários da embaixada tentaram cobrir as inscrições durante a manhã. A pichação foi feita no muro lateral do prédio, no Setor de Embaixadas Sul, que atualmente passa por reformas. A segurança da área é supervisionada pelo 5º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
Comente aqui