Brasil

Pesquisa Atlas: Hugo Motta e Alcolumbre têm imagem negativa recorde

Imagem colorida de Hugo Motta, Lula e David Alcolumbre no Planalto
Uma nova pesquisa da AtlasIntel, realizada entre os dias 25 e 28 de julho com 7.334 entrevistados, revela que a imagem dos presidentes da Câmara e do Senado segue profundamente negativa diante da opinião pública.

De acordo com os dados, Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados, é mal avaliado por 80% dos entrevistados. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também enfrenta forte rejeição, com 76% de avaliação negativa.

O levantamento, com margem de erro de 1 ponto percentual, mostra que a percepção negativa do Congresso Nacional permanece elevada, mesmo após o polêmico episódio apelidado de “Tarifofo de Trump”, que reacendeu debates sobre relações institucionais e uso do poder legislativo para fins pessoais.

A pesquisa evidencia o abismo entre os representantes do Congresso e o sentimento da população brasileira, que parece cada vez mais descrente da atuação dos parlamentares e da cúpula legislativa.

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Brasil

Moraes chama de “patética” tentativa de intimidação ao STF e diz que vai ignorar sanções de Trump

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (1º) que a Corte não irá se “envergar a ameaças covardes e infrutíferas”, e que pretende ignorar as sanções aplicadas contra ele pelo governo dos Estados Unidos. Moraes classificou como “patética” a tentativa de intimidação ao STF.

“As ações prosseguirão. O rito processual do STF não se adiantará, não se atrasará. O rito processual do STF irá ignorar as sanções praticadas. Esse relator vai ignorar as sanções que lhe foram aplicadas e continuar trabalhando, como vem fazendo, no plenário, na Primeira Turma, sempre de forma colegiada”, disse Moraes.

“Não é possível aceitar pressões por um tirânico arquivamento dessas ações penais”, disse. “Isso seria atender a pessoas que se consideram acima da Constituição, traidores da pátria”, afirmou.

Ele prosseguiu: “Esta Corte vem, e continuará realizando sua missão Constitucional. Em especial, neste segundo semestre, realizará os julgamentos e as conclusões dos quatro núcleos das importantes ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro“.

Moraes fez o pronunciamento durante a cerimônia de abertura do semestre Judiciário, após o recesso.

Esta é a primeira fala pública do ministro após ser incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, norma do governo dos EUA para punir estrangeiros.

Com informações de Poder 360 e g1

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Judiciário

TJ aprova criação de mais 150 cargos para assessores de juízes na Paraíba



					TJ aprova criação de mais 150 cargos para assessores de juízes na Paraíba
Laerte Cerqueira

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, essa semana, um anteprojeto que possibilita a criação de mais 150 cargos de assessores de juízes na Paraíba. Os cargos serão distribuídos para o 1º Grau e, segundo o TJ, seguem uma recomendação do CNJ.

A expectativa é de que o anteprojeto seja encaminhado para a Assembleia Legislativa nos próximos dias. A julgar pela tradição da Assembleia, deverá ser aprovado sem dificuldade.

Os novos assessores irão se somar aos já existentes, com prioridade para Varas que possuem atualmente grande quantidade de processos.

A medida atende, de acordo com o TJ, à determinação da Corregedoria Nacional de Justiça, que identificou, durante inspeção realizada em 2024, a necessidade de reforço no quadro de pessoal dos gabinetes de varas com competência plena.

“A proposta está alicerçada em dados concretos e atende à recomendação da Corregedoria Nacional, que apontou a insuficiência de assessores como fator crítico na produtividade do 1º grau”, considerou o presidente do TJ, desembargador Frederico Coutinho.

Nos últimos anos o TJ melhorou no quesito produtividade dos magistrados, mas ainda está longe da média nacional. No último ‘Justiça em Números’ o Tribunal paraibano ficou na 21ª colocação.

Impacto no orçamento

Do ponto de vista orçamentário, a Diretoria Financeira do Tribunal atestou a viabilidade da criação dos cargos, sem comprometer o equilíbrio fiscal – conforme o TJ.

O TJ espera superar o atual déficit estimado em 800 decisões por magistrado/ano, além de reduzir a taxa de congestionamento de processos e fortalecer projetos como o Gabinete Virtual de 1º Grau, o Grupo de Assessoramento Temporário e os Núcleos de Justiça 4.0.

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Judiciário

“Fugiu do país covardemente”, diz Gilmar Mendes sobre Eduardo Bolsonaro

Foto: Rosinei Coutinho

O ministro Gilmar Mendes, decano do (STF), Supremo Tribunal Federal, criticou na manhã desta sexta-feira (1º), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) por ter fugido “covardemente” do país e “difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal”.

Fala acontece no dia em que a Suprema Corte retoma os trabalhos do segundo semestre e se manifesta sobre as sanções dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e Alexandre de Moraes.

“Nos últimos dias temos acompanhado com perplexidade uma escalada de ataques contra membros do Supremo Tribunal Federal e assim contra toda a Corte e contra todo o povo brasileiro, de forma agressiva e totalmente inusual”, começou o decano.

“Os fatos recentes se revelam ainda mais graves, porque decorreram de uma ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro por parte de pessoas avessas à democracia, armadas com os mesmos radicalismo, desinformação e servilhismo que vem caracterizando sua conduta já há alguns anos”, continuou.

“Não é segredo para ninguém que os ataques a nossa soberania foram estimulados por radicais, inconformados pela sua derrota política nas últimas eleições presidenciais. Entre eles, um deputado que, na linha de frente do entreguismo, fugiu do país para covardemente difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal, um verdadeiro ato de lesa pátria”, declarou o ministro.

CNN

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Mundo

Justiça mantém prisão de Carla Zambelli na Itália; extradição pode ser próxima etapa

Foto de arquivo: a deputada federal Carla Zambelli (PL- SP) participa uma coletiva de imprensa na sede de seu partido no bairro de Moema, na zona sul da cidade de São Paulo, na tarde desta quinta-feira, 15 de maio de 2025 — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça da Itália manteve nesta sexta-feira (1) a prisão da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que está no presídio de Rebibbia, nos arredores de Roma.

As autoridades italianas realizaram uma primeira análise do caso, numa espécie de audiênciade custódia. O Brasil pede a extradição da parlamentar.

A informação sobre a manutenção da prisão foi confirmada por investigadores e fontes da diplomacia brasileira.

Zambelli está foragida da Justiça brasileira. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por causa da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023.

A deputada saiu do Brasil no final de maio, dias depois de ter sido condenada por unanimidade pela Primeira Turma STF. O processo transitou em julgado (não cabem mais recursos). Ela passou pela Argentina e pela Flórida (EUA) antes de se refugiar na Itália.

Como o blog noticiou mais cedo, a polícia fez um cerco ao prédio para evitar que ela deixasse o local. A defesa de Zambelli disse que ela se entregou espontaneamente, o que é contrariado pelos registros da movimentação policial. Ela, contudo, não ofereceu resistência à prisão.

De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, a deputada estava no apartamento pintando e lavando o cabelo quando a polícia italiana chegou para efetuar a prisão. Em seguida, ela pegou seus remédios e foi levada para a delegacia.

Processo de extradição

Pela lei italiana, o processo de extradição que correrá a partir de agora pode demorar. O processo envolve dois tribunais, a Corte de Apelação e a Corte de Cassação.

Se esses tribunais decidirem pela extradição, a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, em uma análise eminentemente política.

A estimativa de autoridades do Brasil é que esse processo possa levar de um ano e meio a dois anos.

No Brasil, além de ter condenado Zambelli, o STF determinou a perda do mandato de deputada. A Câmara pode declarar a perda do mandato a partir da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para ser realizada a partir de agosto.

g1

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Sem categoria

Países manifestam desejo de tirar COP30 de Belém por preços exorbitantes de hotéis

Foto: Daniela Santos

O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), André Corrêa do Lago (foto em destaque), afirmou, nessa quinta-feira (31/7), que ao menos 25 países solicitaram, em carta, que a conferência não seja realizada em Belém, no Pará, devido à alta nos preços das diárias de hotéis.

A conferência do clima da ONU está marcada para 10 a 21 de novembro no Pará. Segundo Lago, os países membros “manifestaram de fato e saíram a público para dizer que a questão do preço dosa hotéis é uma preocupação”.

Ele alega que os hotéis, em Belém, chegan a cobrar diárias até 10 vezes mais caras do que o normal.

De acordo com Lago, o governo brasileiro está tentando convencer os hotéis a baixar os preços, mas a legislação não permite a imposição de limites. “Os esforços continuam, mas eu acredito, talvez, que os hotéis não estejam se dando conta da crise que estão provocando”, disse o presidente da COP30.

“Representantes de regiões pediram para tirar a COP de Belém”, afirmou em um evento realizado pela Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE), com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

O presidente alegou que “há um sensação de revolta, sobretudo por parte dos países em desenvolvimento” por causa da alta dos preços que estão sendo cobrados.

No início do mês passado, o Planalto realizou uma reunião para discutir problemas relacionados à hospedagem, incluindo os preços abusivos, segundo apurou o Metrópoles por meio da coluna do Igor Gadelha.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Extraordinária da COP30 e aguarda retorno.

Metrópoles

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Judiciário

Moraes rejeita atuação do governo Lula em sua defesa nos EUA

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), informou ao governo Lula (PT) que descarta, por ora, uma ação em sua defesa nos EUA.

Por determinação do presidente Lula (PT) e por sugestão de ministros do STF, a AGU (Advocacia-Geral da União) representaria Moraes diante da Justiça dos Estados Unidos para questionar a sanção financeira imposta pelo presidente Donald Trump.

O uso da estrutura da AGU em favor de Moraes tinha sido sacramentado após encontro fora da agenda de Lula com ministros do Supremo na noite de quarta-feira (30).

Moraes disse, no entanto, que dispensaria, por enquanto, a oferta. Durante jantar na noite desta quinta-feira (31), no Palácio da Alvorada, ele afirmou que não pretende estabelecer relação com os EUA. Não está descartada, no entanto, uma atuação da AGU em seu favor em âmbito internacional.

Mostrando-se tranquilo, segundo relato dos participantes do jantar, Moraes também minimizou a possibilidade de sofrer as sanções impostas pelo governo americano em território brasileiro. O magistrado disse ainda que não deixará de exercer seu trabalho diante da ameaça.

Presente ao jantar, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que respeitará a decisão de Moraes. A proposta do governo foi interpretada como mais um sinal da sintonia com o STF diante da interferência de Trump nos assuntos internos —especialmente em relação ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os pedidos por anistia para livrá-lo da possível condenação.

Como a ideia de um processo não foi descartada, o governo ainda espera o curso das decisões nos EUA. São duas hipóteses estudadas no governo para entrar com uma ação nos EUA contra a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. Em uma delas, o Executivo pode contratar um escritório de advocacia nos EUA para representar diretamente o ministro.

Outra possibilidade é levar a Suprema Corte dos EUA a debater uma tese sobre a soberania das instituições brasileiras, incluindo o Judiciário, no contexto das sanções americanas contra o Brasil.

Participaram do jantar desta quinta além de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, Jorge Messias, e o procurador-geral, Paulo Gonet.

A reação do governo brasileiro à sanção financeira anunciada por Trump contra Moraes tem sido calculada em detalhes. É resultado de articulações entre Lula, ministros do Supremo, representantes de bancos brasileiros e políticos.

O presidente recebeu na noite de quarta os ministros Barroso, Gilmar e Zanin.

Folha de S.Paulo

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Judiciário

Maioria do STF se recusou a assinar carta em defesa de Moraes

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes pressionou seus colegas para que todos assinassem uma carta em sua defesa na última quarta-feira (30). Moraes acabara de saber que o governo dos Estados Unidos estava impondo a ele uma punição estabelecida pela Lei Magnitsky, que veta qualquer atividade com instituições bancárias ou econômicas norte-americanas.

Não houve consenso. Segundo apurou o Poder360, mais da metade dos 11 ministros do STF considerou impróprio fazer um documento assinado por todos para contestar uma decisão interna dos Estados Unidos. Essa atitude dos colegas foi uma decepção para Moraes, que esperava ter unanimidade a seu favor.

Optou-se então por uma nota institucional e em tom ameno, assinada pelo presidente Corte, Roberto Barroso. O texto sequer menciona os Estados Unidos.

Pensou-se então em outra saída: um jantar no Palácio da Alvorada, na noite desta 5ª feira (31.jul.2025), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de anfitrião para os 11 ministros do STF. Seria uma repetição do que se viu depois do 8 de Janeiro de 2023, quando os integrantes das cúpulas dos Três Poderes foram juntos até a sede do Supremo em manifestação de solidariedade.

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Barroso foi comissionado por Lula para convidar todos os magistrados. Nova frustração. O quorum do jantar foi de apenas 6 dos 11 ministros –Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso.

Faltaram ao encontro André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.

Lula pretendia produzir uma foto para demonstrar unidade. Apareceriam ele e os 11 ministros do Supremo juntos, de mãos dadas e defendendo a soberania do Brasil. Esse é o lema da campanha publicitária que está nas ruas e promovida pelo Palácio do Planalto para ajudar a recuperar a popularidade do governo.

No final, só com 6 ministros, Lula acabou conseguindo demonstrar de forma clara um racha dentro do STF. A divisão de 6 a 5 já havia sido antecipada no horário do almoço de 5ª feira pela 2ª edição da newsletter Drive, exclusiva para assinantes e produzida pela equipe do Poder360.

Entre os 6 que compareceram, um foi a contragosto. Edson Fachin esteve no Alvorada só porque será o próximo presidente da Corte, daqui a menos de 2 meses. Achou que, mesmo contrariado, seria ruim do ponto de vista institucional faltar ao evento –até porque o seu vice será justamente Alexandre de Moraes.

Há um sentimento no STF de que Moraes está levando a todos na Corte para um caminho sem volta. Na decisão em que mandou colocar tornozeleira eletrônica no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro chegou a sugerir tacitamente que os Estados Unidos são “inimigos estrangeiros” do Brasil. Esse tipo de linguajar foi considerado impróprio pela maioria dos ministros.

Poder 360

 

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Brasil

Lula reforça apoio ao STF em jantar no Alvorada com maioria dos ministros

Foto: Wilton junior/Estadão

Seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estiveram na noite desta quinta-feira, 31, em um jantar no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, os ministros reafirmaram que a atuação da Corte não sofrerá mudanças, apesar das pressões do presidente dos EUA, Donald Trump. Lula prestou total apoio ao tribunal.

Estiveram no encontro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo,Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Edson Fachin. Os cinco primeiros são os principais interlocutores de Lula no STF. Fachin deve estreitar o relacionamento com Lula a partir de setembro, quando assumirá a presidência da Corte.

Além dos integrantes do STF, também estavam no evento o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Lula convidou os ministros para jantar após a sanção imposta pelos EUA a Moraes, com base na Lei Magnitsky. Antes disso, o presidente havia conversado com Barroso, Mendes e Zanin sobre o assunto.

Ainda não foi acertada a estratégia jurídica para responder às investidas de Trump. Sabe-se, no entanto, que ela será comandada pela Advocacia-Geral da União (AGU). Como a jurisdição do STF é apenas o Brasil, não haveria como o próprio tribunal atuar no caso.

Estadão

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Trump adia início de tarifas no Brasil e no mundo; veja nova data

Após repetir reiteradamente que o dia 1º de agosto seria o prazo final e inadiável para aplicação do tarifaço, o governo dos Estados Unidos jogou para semana que vem a data em que entrarão em vigor tarifas recíprocas reajustadas por Donald Trump.

Em ordem executiva assinada nesta quinta-feira (31), o republicano impôs alíquotas que variam de 10% a 41% a dezenas de países. O decreto pontua que as taxas entram em vigor sete dias após sua publicação, no dia 7 de agosto, próxima quinta-feira.

O Brasil aparece na lista com uma alíquota recíproca de 10%. Na véspera, quarta-feira (30), o republicano confirmou, já considerando esta taxa base, que iria subir em 40 pontos percentuais a tarifa aplicada contra os importados brasileiros, totalizando 50%.

O decreto desta quinta trata de reajustar as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, que ficou conhecido como Dia da Libertação.

Uma semana mais tarde, porém, Trump anunciou uma pausa de 90 dias ao tarifaço para que os EUA pudessem negociar com seus parceiros comerciais.

O período foi marcado por uma escalada de tensão com a China; o vai e vem de tarifas contra o México e Canadá; acordos vagarosos com o Japão e a União Europeia; e ameaças a países que adotassem posturas anti-americanas, segundo Trump.

CNN

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