A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a Operação Discovery 27, que visa investigar e combater crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados pela internet. A ação incluiu um mandado de busca e apreensão cumprido em João Pessoa, Paraíba.
Durante a operação, a polícia prendeu em flagrante um suspeito por armazenar material de abuso sexual infantojuvenil, conforme o Artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. A partir da análise do material apreendido, ele pode ser acusado de crimes mais graves.
O nome da operação, “Discovery” (descoberta, em inglês), simboliza a busca constante dos policiais federais por autores desses crimes, que geram grande prejuízo à sociedade.
Essa ação faz parte de um conjunto de iniciativas da Polícia Federal na Paraíba para reforçar a repressão e a prevenção aos crimes de abuso sexual infantojuvenil.
Alerta
É importante que os pais e responsáveis para que monitorem e orientem seus filhos tanto no ambiente virtual quanto no físico. Essa proteção é essencial para evitar abusos e garantir a segurança das crianças e adolescentes.
Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (12) mostra que três em cada quatro brasileiros consideram o tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump às exportações do Brasil uma questão política, ante 12% que veem motivação comercial e 5% que apontam os dois fatores.
De acordo com o levantamento – realizado entre os dias 1º e 5 de agosto, ou seja, após a confirmação de sobretaxa de 50% de produtos como café e carne, mas exceções como o suco de laranja –, a percepção de que Trump age por motivação estritamente política supera os 70% em praticamente todos os segmentos sociais.
Mesmo em grupos ideológicos distintos prevalece essa imagem, ainda que seja mais acentuada entre eleitores de Lula (PT), com 79%, do que entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, com 73%.
A pesquisa Ipsos-Ipec também aferiu maior percepção positiva da imagem dos EUA antes da imposição das tarifas, com 48% de resposta ótima/boa, ante 28% regular e 15%, ruim/péssima.
O executivo Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde ocupava o cargo de diretor associado do banco BTG Pactual em Miami. A decisão, segundo interlocutores, foi tomada como forma de precaução em meio a sanções anunciadas pelo governo Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes da Corte. Procurados, o STF e o BTG não se manifestaram.
Bernardo vivia nos Estados Unidos, onde se formou num mestrado em Data Science no McDaniel College, em Maryland, no ano passado e, desde agosto de 2024, ocupava o cargo de diretor associado na filial do BTG Pactual na Flórida. O filho do ministro Barroso estava de férias na Europa quando, em 19 de julho, o governo dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto americano do ministro Alexandre de Moraes e “seus aliados na corte”. O caso foi antecipado pelo UOL e confirmado pelo GLOBO.
Embora formalmente nem o presidente do STF nem seu filho tenham sido notificados pelo governo americano sobre a revogação de seus vistos, o ministro Barroso pediu a Bernardo que retornasse ao Brasil para evitar ser barrado na volta aos Estados Unidos. O executivo já está no Brasil, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, e permanecerá no país. Seu vínculo com o BTG será mantido.
Quando anunciou a sanção por meio de uma postagem em rede social, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, não disse a quais ministros fazia referência, para além de Alexandre de Moraes. Posteriormente, em 30 de julho, apenas Moraes foi incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, norma americana que impõe, além da perda de vistos, o bloqueio de ativos financeiros e outros bens, nos Estados Unidos, de graves violadores dos direitos humanos e pessoas envolvidas em grandes escândalos de corrupção. A aplicação da norma a Moraes, decidida de maneira arbitrária pelo governo Trump, é controversa, uma vez que o ministro não é acusado de corrupção e suas decisões judiciais são referendadas pelo STF em um regime democrático.
Em sua postagem de 19 de julho, Rubio afirmou que Trump “deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos” e que Moraes fazia uma “caça às bruxas política” contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, réu na ação penal da suposta trama golpista no STF.
“Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, dizia a postagem de Rubio.
Empresários com quem a CNN conversou nas últimas horas defenderam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volte a considerar um telefonema para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do fim do tarifaço sobre produtos brasileiros.
Eles avaliam que seria um gesto relevante do Palácio do Planalto à Casa Branca em um momento em que a negociação entre os dois países voltou à estaca zero, diante do cancelamento da reunião que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teria na quarta-feira (13) com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.
Como a CNN mostrou na segunda-feira (11), a despeito de Haddad ter culpado a oposição bolsonarista pelo cancelamento, empresários atribuem a responsabilidade ao presidente Lula, devido aos seus acenos, nos últimos dias, aos países do Brics e a falas rejeitando acordos sobre big techs e minerais críticos.
Para eles, o telefonema é a melhor forma de o governo brasileiro resgatar as negociações e colocar os agentes de cada lado novamente à mesa. Apontam que o próprio Trump já disse que, se Lula ligasse, seria atendido.
Lula, porém, afirmou que não via motivos para uma ligação e que não iria se humilhar.
Os empresários afirmam ainda que o plano de contingência que o governo pretende anunciar até hoje, embora bem-vindo, não será suficiente para suprir as perdas que os setores terão com o mercado americano.
Também relataram reconhecer os esforços do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, na busca por uma solução, mas consideram que um desfecho definitivo para o caso só ocorrerá quando os dois presidentes tratarem diretamente do tarifaço.
O Ministério da Fazenda firmou acordos com Rússia e China para criar mecanismos permanentes de diálogo econômico e financeiro. O texto foi publicado nesta 2ª feira (11.ago.2025) no DOU (Diário Oficial da União).
Os entendimentos têm como objetivo reforçar a cooperação em fóruns multilaterais, como Brics e G20, além de avançar projetos conjuntos, inclusive em infraestrutura e questões ambientais.
O acordo assinado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, cria formalmente um Diálogo Econômico e Financeiro bilateral, pensado como um canal estável de comunicação entre os ministérios dos 2 países.
Esse diálogo será coordenado por representantes de alto escalão: o subsecretário de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica do Brasil e o diretor de Relações Financeiras Internacionais da Rússia.
As reuniões poderão ser presenciais ou virtuais e terão como pauta tópicos definidos de comum acordo. A proposta é reunir especialistas, trocar informações técnicas e integrar as discussões às atividades já conduzidas pela Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica.
O documento define 7 áreas prioritárias de trabalho:
políticas macroeconômicas no contexto nacional, regional e global;
enfrentamento de desafios econômicos e discussão de reformas;
cooperação tributária;
financiamento de projetos de infraestrutura;
novas oportunidades de cooperação bilateral;
atuação conjunta em fóruns multilaterais (como Brics, G20 e instituições financeiras internacionais);
outros temas de interesse mútuo.
O memorando não cria obrigações jurídicas nem compromissos financeiros obrigatórios, mas estabelece que cada parte arcará com seus próprios custos e que as informações trocadas serão confidenciais, salvo autorização expressa.
O acordo com a China, assinado por Haddad e pelo ministro chinês das Finanças, Lan Fo’an, dá sequência a entendimentos firmados em 2024 e maio de 2025, nos quais os países se comprometeram a aproximar estratégias nacionais de desenvolvimento.
No lado brasileiro, isso inclui a NIB (Nova Indústria Brasil), o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Plano de Transformação Ecológica e o Programa Rotas da Integração Sul-Americana; no lado chinês, a Iniciativa Cinturão e Rota.
O objetivo é alavancar projetos conjuntos e aumentar a qualidade da cooperação econômica, promovendo também a modernização de ambos os países e a integração regional sustentável. O documento reafirma o papel da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação) como principal instância para coordenar ações bilaterais.
O memorando destaca a cooperação em finanças e registra o apoio da China ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, iniciativa brasileira voltada à preservação ambiental com expectativa de impacto na COP30. Também ressalta a importância de que países desenvolvidos contribuam para mecanismos internacionais de proteção das florestas tropicais.
Assim como no caso da Rússia, não se trata de um tratado internacional com obrigações legais, mas de um marco político que direciona áreas de cooperação estratégica.
Na mira do Ministério Público pelo conteúdo dos vídeos publicados em suas redes sociais, que provocariam um processo de ‘adultização’de crianças e adolescentes, o influenciador paraibano Hytalo Santos já foi homenageado pela Assembleia Legislativa da Paraíba.
E não faz muito tempo.
No dia 1º de Setembro do ano passado odeputado Júnior Araújo (PSB) apresentou um voto de aplausos para o influenciador. Dois dias depois, o requerimento foi aprovado pela ‘Casa’.
“O jovem Hytalo Santos é uma figura que, indiscutivelmente, representa uma inspiração para os jovens do nosso estado e de todo o Brasil, principalmente em razão de ter uma origem humilde e atualmente ser um indivíduo de sucesso, estando em destaque na mídia nacional não apenas pelo seu talento, mas também pelos feitos e ações sociais que realiza com frequência”, diz a justificativa do voto apresentado.
A propositura é mais uma que ilustra bem o nível de zelo e preocupação – para não dizer o contrário – dos deputados com votos de aplausos, homenagens e títulos de cidadania concedidos no Estado.
Justificativa
Hoje Hytalo é alvo de uma apuração feita pelo MP, que busca identificar se as publicações feitas por ele, para milhões de seguidores nas redes sociais, expuseram crianças e adolescentes a situações proibidas pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
A conta do influenciador paraibano saiu do ar no Instagram, na sexta-feira (8), após um vídeo do também influenciador Felca, levantando suspeitas sobre a possível prática de exploração de menores. Ainda não se sabe se o fato de a conta estar fora do ar tem relação com a denúncia de Felca.
Hytalo é de Cajazeiras, cidade que é um dos redutos eleitorais de Júnior Araújo.
Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), têm divergido entre si sobre as penalidades a serem aplicadas aos executores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Os dois últimos têm sugerido dosimetrias menores, mas o voto do relator tem prevalecido na Primeira Turma da Corte, composta também pelo ministro Flávio Dino e pela ministra Cármen Lúcia.
Nos bastidores da Corte, a leitura é de que essas discordâncias podem se refletir no julgamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, que está previsto para setembro e tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como principal réu.
Entre junho e o início de agosto, o STF condenou mais 119 acusados pelos atentados. Desses, 41 estavam envolvidos diretamente na invasão e na depredação das sedes dos Três Poderes. Foi em relação a esse grupo que houve a divergência entre os ministros.
Em um dos casos, Moraes e Dino votaram por 17 anos de prisão e cem dias-multa. Já Zanin entendeu que a penalidade deveria ser de 15 anos de prisão e 45 dias-multa. Fux divergiu parcialmente, e indicou 5 anos e 6 meses de reclusão. Cármen não votou.
Noutro processo, Moraes estabeleceu 14 anos, enquanto Zanin propôs 11 e Fux, 9 anos e seis meses. Novamente, Dino seguiu o relator. Cármen também não participou da sessão virtual da semana.
Em várias outras ações penais do 8 de janeiro, a tendência se repetiu, com Moraes e Dino mais rigorosos, Zanin como uma espécie de “voto médio” e Fux votando pelas penas mais brandas.
Ao longo das últimas semanas, as defesas dos réus pela tentativa de golpe têm apostado em Fux como um voto divergente, já que o próprio ministro declarou publicamente que considera algumas das penas “exacerbadas”.
Em seus votos sobre os atos antidemocráticos, Fux tem dito que vê comprovadas a materialidade e autoria dos crimes, mas tem aplicado o chamado “princípio da consunção” entre golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A consunção é quando um crime é considerado um meio para que outro crime se concretize. Nessa hipótese, as penas não se acumulam – é como se um crime “absorvesse” o outro. Na prática, isso significa um “alívio” nas penas.
As defesas dos réus pedem a aplicação desse princípio, mas a PGR (Procuradoria-Geral da República), nas suas alegações finais, se manifestou contra essa hipótese – Paulo Gonet entende que os delitos são autônomos e que as penas devem se somar, e não se sobrepor.
A situação do influenciador digital Hytalo Santos se complicou nos últimos dias. Após o também criador de conteúdo Felca publicar um vídeo o acusando de sexualizar menores de idade e utilizar suas imagens para atrair público formado por homens pedófilos, o caso chegou oficialmente à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e ao Ministério Público Federal (MPF).
O deputado federal Rodrigo Mondego, coordenador da Comissão, informou que, a pedido do presidente do colegiado, deputado Reimont, foi enviado um ofício à Procuradoria-Geral da República solicitando investigação criminal urgente. O documento também pede a prisão preventiva de Hytalo Santos, caso continue explorando e lucrando com imagens sexualizadas de crianças e adolescentes em suas redes sociais.
“Solicitamos investigação urgente contra Hytalo Santos por exploração de imagens sexualizadas de menores. Também pedimos que outros influenciadores possivelmente envolvidos sejam investigados, com adoção de medidas cautelares, inclusive prisão preventiva, para proteger as vítimas”, declarou Mondego.
O deputado frisou que o pedido também inclui apuração de outros criadores de conteúdo que possam estar ligados a práticas semelhantes.
Desde que as denúncias vieram à tona, na última quarta-feira (6), os perfis de Hytalo Santos e de Kamylinha, uma adolescente que frequentemente aparecia em seus vídeos, desapareceram das redes sociais.
Conhecido pela alta arrecadação tributária, o Brasil se destaca negativamente no cenário global por ser o país que menos reverte seus impostos em melhoria da qualidade de vida para a população. De acordo com o Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade por Estado (IRBES), do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), há uma disparidade preocupante na distribuição de impostos entre os próprios estados brasileiros para o bem-estar social.
Os dados já destacam que os cinco piores estados brasileiros na distribuição de seus impostos na melhoria de qualidade de vida foram, na ordem: Paraíba, Bahia, Alagoas, Pará e o Maranhão em último lugar.
O levantamento revela ainda que os estados, quando alcançam melhor retorno de seus impostos ao bem-estar, correspondem com as regiões mais ricas do país, como o Sudeste, Sul e Centro Oeste.
O IRBES estadual também trouxe as cinco melhores unidades federadas do Brasil. E, neste quesito foram: Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. O destaque desta edição é, quando comparado em relação à primeira, houve alteração no ranking, com SC passando para terceiro e o RJ para o quarto lugar.
O Brasil protocolou pedido de consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as medidas tarifárias do presidente americano, Donald Trump, contra o País, confirmou a entidade com sede em Genebra nesta segunda-feira, 11.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) já havia anunciado a abertura da disputa na semana passada, mas a nota da OMC diz que o documento começou a circular entre os membros da Organização hoje.
Pelo ofício, o governo brasileiro alega que os americanos violam várias disposições do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) de 1994 e do Entendimento sobre Solução de Controvérsias (DSU). O argumento é de que eventuais reparações deveriam ser buscadas por meio das regras dos tratados, não por tarifas.
Os EUA impuseram a chamada “tarifa recíproca” de 10% aos produtos brasileiros, além de uma sobretaxa adicional de 40% pelo que consideram injustiças no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre as reclamações, o Brasil afirma que Washington isentou alguns parceiros comerciais do tarifaço extra, mas não o País, o que representa uma discriminação dos produtos nacionais. Brasília diz também que os EUA excederam o limite que uma nação pode cobrar de itens estrangeiros.
“O Brasil aguarda com expectativa uma resposta dos Estados Unidos a este pedido e a fixação de uma data mutuamente conveniente para a realização das consultas”, conclui o documento.
O pedido de consulta abre formalmente a disputa e fornece um período para que as duas partes discutam a questão. Se após 60 dias as discussões não tiverem resultado, o autor da queixa pode pedir a arbitragem de um painel.
Comente aqui