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Polícia Federal investiga casal por armazenar pornografia infantil, na Paraíba

Na manhã desta terça-feira (2), a Polícia Federal deflagrou a sétima fase da Operação Kori, com o objetivo combater o armazenamento e compartilhamento de imagens e vídeos com conteúdo de exploração sexual infantojuvenil, em Aroeiras-PB.

Foi cumprido um mandado de busca e apreensão, bem como foi determinada a quebra do sigilo telefônico dos investigados.

Durante o inquérito policial, apurou-se que os investigados, um homem com 28 anos e uma mulher com 23 anos de idade, que residem na mesma casa, estariam armazenando e compartilhando, por meio digital, imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil, em flagrante violação à legislação penal vigente.

Os investigados poderão ser responsabilizados, em tese, pela aquisição, armazenamento e compartilhamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, cujas penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão, sem prejuízo da imputação de outras condutas delitivas, conforme análise pericial do material apreendido.

O nome da operação, “Kori”, faz alusão à entidade simbólica “Kori Koto”, tradicionalmente venerada como divindade protetora da infância em determinadas culturas, reforçando o compromisso institucional da Polícia Federal com a proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes.

Blog do BG PB

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Judiciário

STF começa julgamento que deve sacramentar destino de Bolsonaro

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa nesta terça-feira (2) o julgamento sobre a trama golpista de 2022 que pode condenar, pela primeira vez na história do país, um ex-presidente e generais por uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro (PL) é acusado de ser o líder de uma organização criminosa instalada no Palácio do Planalto que lançou ataques contra as urnas eletrônicas, incitou as Forças Armadas à insurreição e planejou um golpe contra a eleição de Lula (PT) à Presidência da República.

O julgamento que se inicia nesta semana deve sacramentar um desfecho já considerado certo há meses por ministros do Supremo, advogados dos réus e políticos —a condenação do ex-presidente por crimes contra a democracia.

Além de Bolsonaro, o banco dos réus conta com sete integrantes da cúpula de seu governo (2019-2022): Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

Todos são acusados dos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

No caso de Ramagem, a Câmara suspendeu parte do processo. Ele só deve responder pelos crimes do 8 de Janeiro após o fim de seu mandato parlamentar.

O julgamento vai se dividir em quatro etapas. Na primeira, o ministro Alexandre de Moraes lerá o relatório do processo. É um relato sobre como se deu cada etapa da instrução penal até o julgamento. Logo depois, começam as sustentações orais. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá duas horas para falar pela acusação, e cada defesa, uma hora para pedir a absolvição dos réus.

A expectativa é que as duas primeiras etapas tomem os dois primeiros dias de julgamento (2 e 3 de setembro). Na semana que vem, as sessões devem ser retomadas com o voto de Moraes e dos demais ministros da Primeira Turma: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, nesta ordem.

Depois do voto de cada ministro será discutida a dosimetria das penas. Este será o momento em que os condenados devem descobrir o tempo de prisão a ser cumprido. As penas podem chegar a até 43 anos de reclusão.

O julgamento só deve acabar em 12 de setembro, após cerca de 36 horas em cinco sessões.

A denúncia da PGR diz que a organização criminosa foi criada em 29 de julho de 2021. Naquele dia, Bolsonaro reuniu integrantes do governo para fazer uma live nas redes sociais com seu principal ataque contra as urnas eletrônicas.

Depois, diz Gonet, o ex-presidente prosseguiu com discursos públicos para “inculcar sentimento de indignação e revolta nos seus apoiadores com o propósito de tornar aceitável e até esperável o recurso à força contra um resultado eleitoral em que o seu adversário político mais consistente triunfasse”.

A denúncia destaca que Bolsonaro exortou à desobediência de decisões judiciais, espalhou informações falsas sobre as eleições, atacou ministros do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e incitou as Forças Armadas contra seus adversários.

“O que parecia, à época, um lance eleitoreiro, em si mesmo ilícito e causador de sanções eleitorais, mostrou-se, a partir da trama desvendada no inquérito policial, um passo a mais de execução do plano de solapar o resultado previsto e temido do sufrágio a acontecer logo adiante”, diz Gonet na denúncia.

Bolsonaro acabou derrotado nas eleições de 2022 pelo seu principal oponente, Lula (PT).

Folha de S.Paulo

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Judiciário

Governo Trump prepara novas medidas contra o Brasil

Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Os Estados Unidos preparam medidas contra o Banco do Brasil e contra as importações da Rússia, além de contestação dos argumentos do governo e das empresas brasileiras em relação à tarifa de 50%.

As informações são de diversas fontes consultadas pela CNN em Washington. A situação é fluida e depende do presidente Donald Trump, que pode mudar de planos.

Na tarde desta segunda-feira (1º), a sanção mais iminente parece ser contra o BB (Banco do Brasil), segundo o relato de uma dessas fontes. O contexto é o do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, nessa terça-feira (2).

Ao aplicar a Lei Magnitsky, em 30 de julho, o Departamento do Tesouro americano se municiou para punir com sanções econômicas instituições que prestem serviços ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia 18 de agosto, o ministro Flavio Dino, também do STF, determinou, ao julgar outro caso, que “leis, decisões judiciais, decretos ou ordens executivas de outros países não têm eficácia no Brasil a não ser que sejam homologados pela Justiça brasileira ou aprovados conforme a Constituição e as leis nacionais”.

No dia seguinte, o BB emitiu comunicado afirmando que “atua em plena conformidade à legislação brasileira, às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais que regem o sistema financeiro”, e acrescentou que “está preparado para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais”.

Em 21 de agosto, uma instituição financeira cancelou o cartão Mastercard do ministro, segundo informações do mercado. No mesmo dia, o BB teria oferecido a Moraes um cartão da bandeira brasileira Elo. Essa é a justificativa para o Tesouro americano adotar medidas contra o banco estatal.

Nesses casos, os EUA costumam impor multas aos “transgressores”. O caso mais notório foi o do banco francês BNP Paribas , acusado de violar sanções americanas ao transacionar bilhões de dólares com entidades sancionadas do Sudão, Irã e Cuba. Em julho de 2014, o BNP Paribas se declarou culpado e foi condenado a pagar US$ 9 bilhões em multas, e a cinco anos de liberdade condicional corporativa.

Já o banco britânico Standard Chartered foi multado três vezes. Em 2012, o regulador do estado de Nova York (DFS) acusou o banco de ocultar transações com o Irã, impondo multa de US$ 340 milhões. Uma nova condenação, por negócios com Irã, Mianmar, Líbia e Sudão, levou a outra multa, de US$ 327 milhões.

Em 2019, o Standard Chartered foi multado mais uma vez, em US$ 1,1 bilhão, por causa de negócios com Mianmar, Zimbábue, Cuba, Sudão, Síria e Irã, e deficiências nos controles de lavagem de dinheiro.

CNN

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Jornalismo

William Bonner deixa o Jornal Nacional a partir de novembro; César Tralli assume bancada

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William Bonner no Jornal Nacional e César Tralli no Jornal Hoje (Fotos: Reproduções / Globo)

No dia em que o Jornal Nacional, da TV Globo, completa 56 anos, ele mesmo virou notícia: vai ter nome novo na bancada a partir de 3 de novembro. William Bonner está de saída do cargo de apresentador e editor-chefe do telejornal, conforme anuncia no próprio JN na edição desta segunda. Ele segue para o o Globo Repórter em 2026, ao lado de Sandra Annenberg. César Tralli é o novo parceiro de Renata Vasconcellos, que permanece na apresentação de um principais programas da emissora. Cristiana Souza Cruz, atual editora adjunta, será a nova editora-chefe. Mudanças também no Jornal Hoje e no Hora Um: Roberto Kovalick substitui Tralli no vespertino e Tiago Scheuer entra no matinal.

—Não estou pronto para me aposentar, só estava precisando mudar de ares e ter uma rotina nova — disse Bonner, num almoço para a imprensa na sede da emissora, no Rio, ao lado de Tralli, do diretor de jornalismo da TV Globo, Ricardo Villela, do diretor executivo de jornalismo, Miguel Athayde, de Renata Vasconcellos, de Sandra Annenberg e de Cristiana Sousa Cruz.

Recordista

William Bonner entrou no JN em 1996, ao lado de Lillian Witte Fibe, substituindo Sérgio Chapelin e Cid Moreira. O jornalista é o apresentador com maior tempo no programa, mais até do que o próprio Cid. São 29 anos de um, contra 26 de outro. O paulistano radicado no Rio disse que a decisão de deixar os cargos de apresentador e editor-chefe foi puramente pessoal e começou a ser tomada em 2020, durante a pandemia da Covid-19. Os boatos sobre sua possível saída já corriam desde então.

— William nos procurou há cinco anos, manifestando um desejo de encontrar um outro caminho que desse a ele mais tempo para sua vida pessoal — disse Ricardo Villela. — Entendemos que era um movimento que exigia tempo para preparar um sucessor e entender o melhor lugar no jornalismo da Globo para o William.

O jornalista, que não descarta participar dos debates eleitorais no ano que vem, sabe que a saída do JN vai gerar especulações de todo tipo, mas faz questão de frisar que a família foi o fator determinante para tal decisão. Dois de seus três filhos, fruto do casamento com a jornalista Fátima Bernardes (de 1990 a 2016), moram na França, e ele quer ter mais tempo para eles.

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Polícia

Criminosos sequestram casal, roubam van escolar e trocam tiros com rivais em JP

Um casal foi sequestrado, no início da tarde desta segunda-feira (1°), por um grupo de homens armados que roubaram uma van escolar no bairro do Valentina, em João Pessoa.

A ação ocorreu quando o casal, que é proprietário do veículo, parou para buscar algumas crianças na escola. Eles foram surpreendidos por bandidos que os obrigaram a entrar no veículo.

Na sequência, os criminosos foram com o veículo até o Colinas do Sul e realizaram diversos disparos contra bandidos rivais. De acordo com a Polícia Militar, foram encontradas diversas cápsulas na parte interna da van.

O veículo foi abandonado no bairro do Geisel, junto com as vítimas. Apesar do susto, não houve registro de feridos.

O casal foi conduzido à delegacia para prestar depoimento e auxiliar nas investigações. Os suspeitos ainda não foram encontrados.

MaisPB

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Inusitado

Nestlé demite CEO flagrado em relacionamento secreto com funcionária

Imagem colorida mostra Laurent Freixe, ex-CEO da Nestlé - Metrópoles

A Nestlé, gigante multinacional suíça do setor de alimentos e bebidas, anunciou nesta segunda-feira (1º/9) que o CEO da companhia, Laurent Freixe, foi demitido após uma investigação interna revelar que o executivo mantinha um relacionamento secreto com uma funcionária diretamente subordinada a ele.

De acordo com a empresa, a prática violou o código de conduta da Nestlé e configura “conflito de interesse”, o que tornou insustentável a permanência de Freixe à frente da companhia.

“Essa foi uma decisão dura, mas necessária. Os valores e a governança da Nestlé são fundamentos sólidos da nossa companhia. Agradeço a Laurent por seus anos de serviço”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Nestlé, Paul Bulcke, que conduziu o processo de desligamento do CEO.

Novo comando

Para o lugar do executivo, quem assumirá o cargo de CEO da Nestlé é Philipp Navratil, que tem uma trajetória de mais de 20 anos na empresa, atuando em diversos países.

Segundo o conselho da Nestlé, a troca no comando não deve mudar os rumos da companhia. O objetivo é “manter o plano de expansão”, que está em andamento, e focar no “aumento da eficiência”.

“Philipp é reconhecido por conseguir entregar resultados mesmo em ambientes desafiadores. Estamos confiantes de que ele vai impulsionar nossos planos de crescimento sem perder o ritmo”, afirmou Bulcke.

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Polêmica

Hytalo Santos e marido planejavam fuga com base em São Paulo

Hytalo Santos e Euro foram presos em São Paulo (Imagem: PCSP)

A Polícia Civil da Paraíba concluiu que o influenciador Hytalo Santos e o marido planejavam fugir com uma base provisória montada em São Paulo. O casal teria alugado uma casa na capital e articulava sair do país.

De acordo com as investigações, imagens de câmeras de segurança de uma loja de conveniência em um posto de combustíveis registraram o marido de Hytalo fazendo compras sozinho momento antes, o que confirma que eles viajaram para São Paulo em veículos diferentes.

Além disso, para evitar tumultos e garantir a segurança do processo, o Ministério Público da Paraíba determinou nesta segunda-feira (01) que os dois sejam ouvidos dentro do presídio do Roger, em João Pessoa, onde estão detidos. A ação deverá ser conduzida pelos delegados responsáveis pelas investigações.

Hytalo Santos e o companheiro respondem por exploração sexual infantil, trabalho infantil irregular e tráfico humano.

Os oito celulares apreendidos com o casal ainda deverão passar pela perícia. O objetivo é recuperar mensagens e outros dados que possam servir como provas para as investigações.

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Brasil

Governo federal faz consulta e estuda reduzir velocidade máxima de vias brasileiras

Foto: Getty Images/iStockphoto

O governo federal realizou, na semana passada, uma consulta pública para atualizar seu Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano. O documento serve de base para que União, estados e municípios definam as velocidades máximas nas vias do país.

A ideia do Ministério dos Transportes é discutir soluções que promovam a redução de acidentes no trânsito. As medidas serão aplicadas no cenário urbano, mas também incluem rodovias que atravessam cidades.

A redução da velocidade máxima é uma hipótese, mas também há outras alternativas em estudo.

Limite menor

Baseada na OMS e no Banco Mundial, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) sugere que, em zonas urbanas, seja adotado um limite padronizado de 30 km/h.

As vias que exercem função principal de conectar bairros e regiões da cidadepoderiam operar com limites entre 40 e 50 km/h, desde que apresentem características de infraestrutura que reduzam os riscos de sinistros graves.

De acordo com a Senatran, estudos realizados em diferentes metrópoles brasileiros mostram que há pouco impacto no tempo devido ao limite menor.

Em Fortaleza (CE), diferentes avenidas analisadas tiveram a máxima reduzida de 60 km/h para 50 km/h, em 2022. O tempo de viagem cresceu 6 segundos por quilômetro percorrido, apontou o estudo.

Os sinistros, por outro lado, caíram cerca de 30%. Atropelamentos com vítimas diminuíram em até 63% e a emissão de gás carbônico foi reduzida em 7%.

Dados de GPS com voluntários de Curitiba (PR) indicaram, também, que trafegar acima dos limites de velocidade já impostos representou, na média, 3 segundos de economia por quilômetro percorrido.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego estima que um terço das mortes no trânsito tem o excesso de velocidade como causa. Isso representa cerca de 12.000 óbitos por ano, segundo dados do Ministério da Saúde.

Mais flexibilidade

Durante a consulta pública, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias sugeriu a ideia do limite de velocidade dinâmico. Através de placas eletrônicas, esse tipo de limite pode ser ajustado em tempo real conforme imprevistos e condições de tráfego.

Outra sugestão foi correlacionar melhor a taxa de acidentes em determinado local com o seu limite de velocidade. Nesse aspecto, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo defendeu que o governo federal coordene uma espécie de mapa de acidentes, que permita analisar melhor pontos críticos.

Entre os outros participantes, apontou-se, ainda, detalhes como a maior capacidade de frenagem de carros modernos. Isso porque, no guia de gestão atual, tais medidas estaria “exageradas” na composição do cálculo de velocidade máxima.

Agora, todas as sugestões serão avaliadas pelo Ministério do Transportes, que poderá aplicá-las em nova edição do Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano.

Será obrigatório?

Hoje em dia, o Código de Trânsito Brasileiro impõe limites padronizados para diferentes tipos de vias.

Rodovias de pista dupla: 110 km/h (automóveis e motos) ou 90 km/h (demais veículos)

Rodovias de pista simples: 100 km/h (automóveis e motos) ou 90 km/h (demais veículos)

Vias de trânsito rápido: 80 km/h

Vias arteriais: 60 km/h

Vias coletoras: 40 km/h

Vias locais: 30 km/h

Estados e municípios podem ampliar a velocidade máxima de suas vias, desde que “obedecidas as características técnicas e as condições de trânsito”. A ideia do governo federal envolve influenciar os responsáveis por vias municipais e estaduais, afim de estimulá-los a adotarem as práticas do guia.

Entretanto, o Supremo Tribunal Federal já definiu que é competência privativa da União legislar sobre trânsito e transportes. Dessa forma, é possível que as alterações também influenciem as publicações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Uma vez que as resoluções do Contran têm valor de norma, todos são obrigados a cumpri-las.

Esse, inclusive, é o órgão responsável pela função normativa do Sistema Nacional de Trânsito — do qual a Senatran também faz parte, cumprindo função executiva.

UOL

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Saúde

Paraíba registra 4 casos de agressões a médicos em agosto que cobram segurança

Uma onda de violência contra profissionais de saúde na Paraíba tem gerado preocupação entre as entidades médicas. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB), apenas no mês de agosto, foram registrados quatro casos de agressão na Paraíba.

O Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB) e o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) solicitaram, para esta quinta-feira (4), uma reunião com diversas autoridades para discutir medidas de segurança. A intenção é reunir Secretarias de Saúde do Estado e de João Pessoa, Guarda Municipal, Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público da Paraíba e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (COSEMS-PB).

O objetivo da reunião é traçar um plano de ação eficaz para garantir a segurança dos profissionais de saúde e evitar que novos casos de violência ocorram.

Casos registrados em agosto

O último caso de agressão foi a uma médica na UPA de Cruz das Armas, em João Pessoa, no dia 28/08. Ela atendia um paciente mais grave quando foi atacada por uma pessoa que queria ser atendida no mesmo instante. A médica foi salva por uma plantonista administrativa, mas ficou emocionalmente abalada.

A falta de um esclarecimento eficaz à população sobre os níveis de classificação para ordem do atendimento associado a uma precária segurança presencial como também a falta de estrutura logística, gera uma sobrecarga de trabalho e são apontados como os principais motivos para as agressões, segundo o SIMED-PB.

Em uma visita à UPA de Cruz das Armas, no último sábado, Dr. Tarcísio Campos e o coordenador médico do Núcleo de Acadêmicos e Médicos Jovens do sindicato, Dr. Fernando Melo Neto, constataram a presença de apenas um pediatra no plantão. Esse tipo de situação, segundo eles, acarreta longas esperas e aumenta a tensão entre pacientes e profissionais.

Um outro caso de violência contra uma médica foi registrado em uma Unidade de Saúde de Patos. Um médico também foi vítima de violência em uma Policlínica de Bayeux e precisou ser escoltado pela polícia para conseguir registrar um Boletim de Ocorrências. Ainda este mês, um fisioterapeuta foi agredido num hospital de João Pessoa e o agressor estava armado, segundo depoimento prestado pelo profissional de saúde.

Medidas sugeridas pelo SIMED-PB
1- Campanhas de esclarecimento para população sobre a classificação de risco e o tempo de espera, utilizando inclusive as tvs na área de espera.
2- Guardas municipais presentes nas unidades e na porta da entrada, como também próximos aos consultórios médicos.
3- Instalação de botão de pânico em cada consultório e nas áreas de observação amarela e vermelha.
4- Vigilância de câmeras para todas unidades de atendimento.
5- Cadastro de pessoas (nas unidades) com um histórico de que costumam perturbar a ordem.

“Essas são algumas medidas importantes e urgentes que também vamos sugerir durante a reunião no próximo dia 04. Tenho certeza que os profissionais de saúde vão poder contar com os gestores para amenizar essa situação. Não podemos mais esperar que uma tragédia aconteça. É hora de unir forças e agir, oferecer melhores condições de trabalho e segurança aos profissionais de saúde e também um melhor atendimento à população”, finalizou Dr. Tarcísio Campos.

MaisPB

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MPPB

Leonardo Quintans toma posse como novo procurador-geral de Justiça da Paraíba

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) terá um novo comando a partir desta segunda-feira (1º). O promotor Leonardo Quintans assume o cargo de procurador-geral de Justiça para o biênio 2025-2027, substituindo Antônio Hortêncio Rocha Neto.

A programação do dia começou com uma missa em ação de graças às 10h na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Miramar, João Pessoa. A solenidade oficial de posse será às 17h, no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em Tambauzinho.

Leonardo Quintans, de 44 anos, foi o mais votado na eleição realizada em julho, com 205 votos, e teve sua nomeação publicada no Diário Oficial em agosto. Bacharel em Direito e especialista em Direito Público, Quintans ingressou no MPPB em 2013 e já ocupou funções em várias cidades do estado, além de coordenar órgãos e associações voltadas ao combate à corrupção.

Entre suas prioridades à frente do MPPB estão o combate à corrupção e ao crime organizado na Paraíba.

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