Polêmica

MOFO E SUJEIRA: Associação de Acolhimento aos Idosos é interditada na Grande João Pessoa

Fiscalização interdita lar de idosos por problemas estruturais em Conde, na Grande João Pessoa

Fiscalização interdita lar de idosos por problemas estruturais em Conde, na Grande João Pessoa. (Foto: divulgação/MPPB)

Uma fiscalização realizada por diversos órgãos interditou, nesta quarta-feira (29), um lar de idosos por problemas estruturais na cidade de Conde, na Grande João Pessoa.

Avistoria foi feita por Promotoras de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e Vigilâncias Sanitárias Municipais de Conde e Cabedelo, cidades onde ocorreram as fiscalizações.

De acordo com as promotoras de Justiça Cassiana Mendes de Sá, titular da Promotoria de Justiça do Conde, e Anne Emanuelle Malheiros Costa, (Coordenadora do Centro de Apoio Operacional em matéria da cidadania e direitos fundamentais), na Associação de Acolhimento aos Idosos Abandonados Jesus, Maria e José, localizada em Conde, foram encontrados problemas estruturais como cômodos com infiltrações, mofo, problemas de ventilação e climatização.

Fiscalização interdita lar de idosos por problemas estruturais em Conde, na Grande João Pessoa. (Foto: divulgação/MPPB)

Outros problemas encontrados na Associação foram a acomodação e alojamento de pessoas com idade abaixo dos 60 anos e que demandam tratamento especializado de saúde, bem como ausência de atividades lúdicas permanentes de lazer e saúde, além da precarização e insuficiência na contratação de profissionais.

(Foto: divulgação/MPPB)

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Brasil

Defensoria acusa polícia de “violar direitos humanos” após megaoperação contra o Comando Vermelho

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu ao STF autorização para fazer perícias próprias sobre os mais de 120 mortos na operação das forças de segurança contra o Comando Vermelho, nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, realizada na terça-feira (28), foi uma das maiores ofensivas contra o crime organizado no estado.

O órgão alegou que houve “violação de direitos humanos” e descumprimento da decisão do STF conhecida como ADPF das Favelas, que impõe limites às operações policiais em comunidades. A Defensoria também reclamou da suposta falta de ambulâncias, do fechamento de escolas e postos de saúde e da ausência de isolamento da área onde ocorreu o confronto.

Enquanto isso, o governador Cláudio Castro divulgou vídeos mostrando pessoas mexendo nos corpos de criminosos mortos — supostamente para alterar a cena e tentar culpar a polícia. Segundo a Polícia Civil, os bandidos estavam vestidos com roupas camufladas, coletes e coturnos, mas os moradores retiraram tudo antes de filmar, para que parecessem civis desarmados.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, ironizou a tentativa de manipulação: “É um milagre que isso operou. Parece que entraram num portal e trocaram de roupa”. Um inquérito foi aberto para investigar a fraude processual.

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Polícia

“Arma que matou vereador de Jacaraú foi usada em 12 homicídios no RN”, diz delegado

Central de Flagrantes – (Foto: Polícia Civil da Paraíba)

A arma do crime que vitimou o vereador de Jacaraú, Peron Filho, foi utilizada em pelo menos 12 homicídios no estado do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pelo delegado Luciano Soares durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.

Durante a entrevista, o delegado disse que a operação realizada na manhã de hoje não foi encerrada e pode ter novos desdobramentos.

Luciano Soares explicou que cerca de 80 policiais atuaram na operação Parlamento para o cumprimento de 20 mandados judiciais. “Os mandados foram cumpridos, aparelhos eletrônicos de uso pessoal foram recolhidos, serão periciados, mas obviamente o inquérito não se encerra”, destacou.

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Judiciário

JULGAMENTO DE CASSAÇÃO: Procurador afirma que Vitor Hugo tinha ‘aliança política entre gestão e facções’

Foto: Procurador Renan Paes Félix e Vitor Hugo, ex-prefeito de Cabedelo

O Procurador Regional Eleitoral, Renan Paes Félix, atribuiu a responsabilidade por nomeações de pessoas suspostamente ligadas ao crime organizado ao ex-prefeito de Cabedelo, Victor Hugo. A declaração ocorreu na manhã desta quinta-feira (30), durante julgamento de recurso contra cassação do prefeito de Cabedelo, André Coutinho.

“O prefeito Vitor Hugo, ele realiza a exoneração, mas ele não realiza a exoneração apenas daqueles quatro, porque a investigação até então só sabia de quatro. Ele realiza a exoneração de todos aqueles que estavam como apadrinhados por Fatoca. Então veja que não é um fato irrelevante, pois houve uma exoneração de todos aqueles que estavam na lista como padrinhados do traficante”, disse Renan.

As acusações têm como base as operações En Passant 1 e 2, realizadas pela Polícia Federal e pelo Gaeco. A investigação apontou uso de recursos públicos para fins eleitorais, abuso de poder político e econômico, coação ao voto, lavagem de dinheiro e peculato.

“Então esses dois fatos são fatos já que, de início, já apontam para uma gravidade importante a demonstrar de forma objetiva uma aliança entre a gestão municipal e as facções criminosas que atuam na cidade de Cabedelo”, acrescentou.

Renan Paes Félix, ainda se manifestou pelo desprovimento do recurso por parte do prefeito André Coutinho e o vereador Márcio Alexandre, mas deu parecer ao recurso da vice-prefeita Camila Holanda, por entender que ela não participou diretamente dos fatos.

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Brasil

MARIO SABINO: Megaoperação no Rio: Lula é o mais perdido em meio ao tiroteio

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Mario Sabino – Metrópoles

Lula está perdido em meio ao tiroteio. Não sabe como se posicionar em relação à megaoperação policial no Rio de Janeiro, que causou a morte de 121 pessoas, quatro delas policiais. As cenas, ontem, variaram do simplesmente patético ao esta noite se improvisa.

Vamos ao patético. Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse em entrevista coletiva que foi informado com antecedência sobre a megaoperação a ser conduzida pela polícia fluminense e que não quis que a PF participasse dela.

Como Ricardo Lewandowski já havia dito que o governo federal não sabia de nada, Andrei Rodrigues foi interrompido pelo ministro, que tentou emendar mal e porcamente o soneto diante das câmeras. Péssimo.

Lula despachou, então, ministro e séquito para uma reunião com o governador Cláudio Castro, no Rio de Janeiro. Depois da conversa, decidiu-se que seria criado um “escritório emergencial” com o objetivo de integrar as esferas estadual e federal para combater o crime organizado no estado. Tenta-se, assim, neutralizar as acusações feitas ao Palácio do Planalto de ausência em relação ao crônico problema de segurança no Rio de Janeiro. Esta noite se improvisa.

Ato contínuo, o presidente da República correu para sancionar a lei que endurece o combate às facções criminosas, aprovada havia quase um mês no Congresso.

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Judiciário

Justiça mantém moradores no edifício Way após pedido de desocupação por disputa sobre Lei do Gabarito

A juíza Maria das Graças Fernandes Duarte suspendeu a ordem de desocupação do edifício Way, da Construtora Brascon, localizado na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. A medida havia sido determinada pela 4ª Vara da Fazenda Pública após o Ministério Público apontar que o prédio ultrapassou a altura máxima permitida pela Lei do Gabarito.

Na decisão, a magistrada destacou que a desocupação prejudicaria moradores de boa-fé que não participaram do conflito jurídico com a construtora, além de violar o devido processo legal e a função social da moradia.

Segundo a juíza, a decisão anterior foi desproporcional e não tinha base em determinações do próprio Tribunal de Justiça da Paraíba, que ao suspender o habite-se do empreendimento no ano passado, não havia ordenado a saída dos moradores.

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Política

Deputada petista detona operação contra o tráfico no Rio de Janeiro: “Matou o povo inocente”

Deputada estadual Cida Ramos testa positivo para Covid-19

A deputada estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores da Paraíba (PT), Cida Ramos, fez duras críticas à operação das forças de segurança no Rio de Janeiro que resultou em mais de 120 mortes. Em pronunciamento nesta quinta-feira (30), a parlamentar classificou a ação como um “genocídio” e responsabilizou o Estado pela morte de inocentes.

“O Brasil hoje está de luto. Estamos assistindo, em rede nacional, a um genocídio praticado contra negros, pobres, mulheres e jovens. Cento e vinte mortos pela incompetência de uma ação desastrada que não pegou bandidos e matou o povo inocente”, afirmou Cida Ramos, em tom de forte crítica.

A deputada comparou o episódio à necessidade de o país fazer uma escolha entre “democracia e barbárie”, relacionando a tragédia às desigualdades sociais e à condução de políticas públicas no Brasil.

“Esse Brasil precisa decidir se quer democracia, soberania e políticas públicas, um país que cresce 3,5% e reduz o desemprego, ou se quer a barbárie, com gasolina alta e gente correndo atrás de carcaça de frango”, provocou.

Cida Ramos destacou ainda que o episódio expõe a seletividade das ações policiais e a ausência de políticas sociais nas comunidades. “A morte de jovens e pobres não pode ser tratada como efeito colateral. É o retrato de um país que precisa escolher entre a vida e a necropolítica”, completou.

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Economia

Rombo nas contas públicas atinge R$ 14,5 bilhões em setembro

Foto: Reprodução

O resultado primário do Governo Central em setembro chegou a um deficit de R$ 14,5 bilhões, o pior desempenho mensal do ano e o maior desde 2020. Governo Central se refere à soma das contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social, excluindo Estados, municípios e estatais. Eis a íntegra (PDF – 780 kB).

Nos últimos 12 meses até setembro, o deficit primário acumulado é de R$ 35,6 bilhões, equivalente a 0,32% do PIB (Produto Interno Bruto) –patamar que reforça as preocupações quanto ao ajuste fiscal prometido. Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (30.out.2025).

No acumulado do ano, o saldo negativo chega a R$ 100,4 bilhões, praticamente estável frente ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o dado mensal traz alerta pelo forte salto frente a setembro do ano anterior, quando o deficit registrado foi de R$ 5,4 bilhões.

Segundo o Tesouro Nacional, o resultado reflete:

Aumento real de 5,7% das despesas primárias – impulsionado por gastos discricionários no Executivo, como ações de saúde (R$ 4,1 bilhões) e pagamentos diversos (R$ 2,9 bilhões);
Crescimento real de apenas 0,6% na receita líquida – com destaque positivo para arrecadação previdenciária do RGPS (11,9%), compensado por queda nas receitas administradas pela Receita Federal e nos dividendos de estatais;
Pressão adicional de despesas – com precatórios e impacto das políticas de reajuste do salário mínimo e concessão de benefícios previdenciários.
Apesar de variações sazonais e ajustes pontuais, a piora fiscal em setembro acende sinal amarelo para o governo, que depende de receitas extraordinárias e controle de despesas para perseguir a meta de resultado primário de um deficit de R$ 30,2 bilhões em 2025.

O relatório de avaliação fiscal indica ainda que há folga de apenas R$ 0,8 bilhão em relação ao teto legal definido para o deficit.

Entenda

O deficit primário apresentado pelo Governo Central –de R$ 14,5 bilhões em setembro– significa que o país gastou mais do que arrecadou, excluindo o pagamento de juros da dívida pública.

Esse resultado indica dificuldades para o governo equilibrar as contas públicas e cumprir as metas fiscais prometidas à sociedade e ao mercado. Quando o deficit aumenta:

  • O risco fiscal cresce – governo pode ser obrigado a buscar mais empréstimos ou emitir dívida, elevando o endividamento e o custo dos juros pagos pelo país;
  • A confiança dos investidores diminui – um rombo acima do esperado sinaliza incerteza em relação ao controle das contas, o que pode afastar investimentos, pressionar o câmbio e afetar toda a economia;
  • Programas sociais e investimentos podem ser ameaçados – com menos recursos, há risco de cortes em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura;
  • Reação nos mercados – o resultado pode impactar o preço do dólar, juros, ações e o humor dos agentes econômicos, influenciando o que o cidadão sentirá no bolso.
  • Os números apresentados pelo governo mostram que, embora as receitas tenham crescido pouco, as despesas aumentaram bem mais rápido devido a gastos extras, políticas sociais e pressão de precatórios. Por isso, o resultado negativo deste mês preocupa e traz desafios para o ajuste fiscal e para a sustentabilidade das contas públicas.

Poder360

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Brasil

Quaest: 86% dizem que legislação é fraca e por isso solta bandidos

Uma pesquisa Quaest, realizada em parceria com a Genial Investimentos, revela que 86% dos brasileiros acreditam que a polícia prende, mas a justiça solta bandidos devido a uma legislação fraca.

O estudo “Prende e Solta” sublinha uma forte percepção de impunidade no Brasil, onde apenas 11% dos entrevistados discordam dessa afirmação, evidenciando um consenso generalizado sobre a fragilidade das leis penais e seu impacto na segurança pública. Veja os dados.

Pergunta: Você concorda que a polícia prende bandido, mas a justiça solta porque a legislação é fraca?

Concorda: 86%

Não concorda nem discorda: 1%

Discorda: 11%

NS/NR (Não sabe/Não respondeu): 2%

CNN

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Sem categoria

Polícia Civil atualiza para 121 o número de mortos em megaoperação no Rio

Moradores retiram cerca de 60 corpos em área de mata após operação |  Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número total de mortos na megaoperação feita nos complexos do Alemão e da Penha, zona Norte da capital, na última terça-feira (28).

A informação foi atualizada na manhã desta quinta-feira (30), após os registros da chegada de corpos no IML (Instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto, na região central do Rio.
Batizada de Operação Contenção, a ação envolveu cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de frear o avanço territorial do CV (Comando Vermelho) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão nos complexos do Alemão e da Penha. Entre os alvos, 30 eram de outros estados, incluindo membros da facção vindos do Pará.

Segundo o balanço do governo carioca, a operação resultou em 121 mortos: 54 corpos de civis foram encontrados no dia da ação e outros 63 foram achados por moradores em uma região de mata do Complexo da Penha na quarta-feira (29). Quatro policiais também morreram na ação — dois policiais militares e dois policiais civis.

Além das mortes, a polícia prendeu 113 suspeitos, apreendeu 118 armas — sendo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver —, 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda em apuração de drogas.

O governo do estado classificou a operação como “o maior baque da história contra o Comando Vermelho”. O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) informou que enviará técnicos ao IML para realizar uma perícia independente nos corpos.

C

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