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Funcionário público é alvo de operação que investiga emissão de RGs falsos na Paraíba



					Funcionário público é alvo de operação que investiga emissão de RGs falsos na Paraíba
Funcionário de prefeituras é alvo de operação por emissão de RGs falsos na Paraíba. Gustavo Demétrio

Uma operação policial conjunta desarticulou, na manhã desta quinta-feira (22), um esquema de emissão de documentos de identidade falsos para criminosos. A Operação Galezia cumpriu mandados nas cidades de Campina Grande, Alcantil e Barra de São Miguel.

Segundo a Polícia Civil, o investigado é um funcionário público lotado nas prefeituras de Alcantil e Barra de São Miguel. Ele se aproveitava da estrutura onde trabalhava para inserir dados falsos em registros oficiais e, posteriormente, emitir RGs falsos para criminosos.

Ainda segundo a Polícia Civil, o investigado recebia dinheiro de criminosos e de organizações criminosas pela venda de documentos falsos. A investigação deve continuar para apurar o possível envolvimento de outras pessoas.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Campina Grande e Barra de São Miguel, e nos Postos de Identificação das prefeituras de Alcantil e Barra de São Miguel. O servidor investigado foi afastado do cargo e será monitorado por tornozeleira eletrônica.

A operação conjunta foi realizada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e da Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL), Ministério Público da Paraíba, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP).

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Brasil

Projeto que permite estandes de tiros em residências avança na Câmara dos Deputados

(Foto: Reprodução)

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um Projeto de Lei, proposto pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), que autoriza a construção, a instalação e o uso de estandes de tiro em residências particulares. O projeto está em discussão na Câmara dos Deputados.

A proposta permite que os estandes sejam instalados em imóveis residenciais, rurais ou urbanos, e utilizados para prática esportiva, recreativa, treinamento e aperfeiçoamento técnico e atividades ligadas à legítima defesa, desde que cadastrados na Polícia Federal e vinculados a pessoas físicas.

O relator da proposta, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), se posicionou favoravelmente ao texto e defendeu a importância de garantir meios para a proteção individual “O cidadão tem o direito de proteger sua vida, sua família e seu patrimônio”.

O texto ainda deve passar pela análise das comissões de Desenvolvimento Humano e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

R7

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Paraíba

Servidor é afastado durante operação que apura esquema de falsificação de documentos na Paraíba

Foto: Polícia Civil

Um servidor público que atuava nos municípios de Alcantil e Barra de São Miguel, no Cariri paraibano, foi afastado das funções durante a Operação Galezia, deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Ministério Público.

De acordo com as investigações, o homem participava de um esquema de falsificação que utilizava a estrutura da Administração Pública para inserir dados falsos em registros oficiais, o que resultava na emissão de documentos de identidade formalmente válidos, mas com informações ideologicamente falsas, causando prejuízo à fé pública.

As apurações indicam que as fraudes eram realizadas nos Postos de Identificação das cidades de Alcantil e Barra de São Miguel, onde o investigado se valia da função para adulterar registros oficiais, comprometendo a confiabilidade do sistema de identificação civil.

Com informações de MaisPB

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Política

REVIRAVOLTA: Presidente do TJPB derruba liminar que derrubou presidente da Câmara de Patos

 

 

O Tribunal de Justiça da Paraíba suspendeu a decisão liminar que havia anulado a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Patos para o biênio 2025/2026 e determinado o afastamento cautelar de todos os seus membros.

A Presidência do TJPB entendeu que a paralisação das atividades da Mesa Diretora configura grave e indiscutível lesão à ordem pública.

O pedido de suspensão proposto pela Câmara Municipal de Patos foi deferido pela Presidência do TJPB, restabelecendo a validade dos mandatos dos vereadores eleitos em 1º de janeiro de 2025, até o trânsito em julgado da ação originária.

Na análise do pedido, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, destacou que a concessão da contracautela exige o preenchimento de dois requisitos: a existência de grave ameaça de lesão à ordem pública e a presença de indícios de que a decisão questionada poderá ser reformada ou anulada, em juízo preliminar de mérito – ambos reconhecidos no caso concreto.

Segundo trecho da decisão, a suspensão da eleição e o afastamento da Mesa Diretora, ao inviabilizarem o regular funcionamento do Poder Legislativo municipal, comprometem a ordem pública administrativa e instauram um cenário de insegurança institucional, com prejuízos diretos à municipalidade.

Quanto ao segundo requisito, o desembargador ressaltou que o artigo 27 da Lei Orgânica do Município de Patos foi alterado pela Emenda nº 16/98, passando a permitir a reeleição da Mesa Diretora, total ou parcialmente, para mandato subsequente.

“A norma municipal, portanto, não proíbe a reeleição, mas a permite para mandato subsequente, o que enfraquece o principal fundamento da decisão liminar”, explicou.

A decisão também abordou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao cálculo dos mandatos para fins de reeleição, que embora tenha fixado o limite de uma única recondução sucessiva, modulou os efeitos de sua decisão, estabelecendo que as eleições realizadas antes de 7 de janeiro de 2021 não devem ser consideradas para fins de inelegibilidade.

“Desse modo, a eleição para o biênio 2023/2024, ocorrida em 2 de dezembro de 2021, é considerada a primeira juridicamente relevante para o cômputo. Consequentemente, a eleição para o biênio 2025/2026, realizada em 1º de janeiro de 2025 e contestada nos autos originários, configura a primeira e única recondução permitida, em plena conformidade com a jurisprudência da Suprema Corte”, concluiu, ao suspender a liminar.

Por fim, o magistrado determinou a retirada dos autos do segredo de justiça, uma vez que não há qualquer hipótese constitucional ou infraconstitucional de sigilo na matéria.

Blog do BG PB

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Brasil

COP30: TCU denuncia sobrepreços de até 1.000% em licitações

Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades graves nas licitações da COP30, realizada em Belém no ano passado, com sobrepreços de até 1.000% em relação aos valores de mercado. As falhas envolvem contratos das zonas Verde e Azul, organizadas por empresas contratadas para o evento internacional.

O relatório do ministro Bruno Dantas aponta abuso de posição dominante e violação aos princípios de economicidade e moralidade administrativa, especialmente em itens como mobiliário.

Segundo o TCU, a falta de tetos de preços e mecanismos de controle permitiu que empresas explorassem de forma predatória o mercado criado por contratos públicos.

As empresas envolvidas — Consórcio Pronto RG (Zona Verde) e DMDL Ltda (Zona Azul) — foram contratadas pela Secop, que por sua vez contou com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para conduzir as licitações.

Apesar do relatório do TCU apontar falhas e sobrepreços, a Secop disse que as recomendações visam apenas “aprimorar contratos”, mantendo seu compromisso com a legalidade.

O TCU reforça que os argumentos da OEI sobre custos logísticos e segregação de fluxos financeiros são frágeis. Para o tribunal, permitir sobrepreços desse tamanho em contratos públicos é um ataque direto à moralidade administrativa e ao interesse do contribuinte.

A denúncia inicial partiu de parlamentares da oposição ao governo Lula, que já haviam alertado para indícios de subfaturamento e revenda superfaturada de serviços e espaços.

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Judiciário

COMPLIANCE ZERO TRAVADA: STF bloqueia perícia de R$ 5,7 bilhões do Banco Master

Foto: Reprodução

Uma semana após a 2ª fase da Operação Compliance Zero, que mirou o Banco Master, a perícia dos dados apreendidos ainda não começou. Celulares, computadores e outros dispositivos seguem sem análise porque ainda não chegaram à PGR em Brasília.

O atraso é resultado de um embate entre Polícia Federal e STF. Inicialmente, o ministro Dias Toffoli queria que todo o material fosse entregue lacrado em seu gabinete, mas a PF alertou que isso poderia destruir informações cruciais, como dados de celulares que podem ser apagados remotamente.

Após pressão, Toffoli recuou parcialmente e determinou que a PGR faça a perícia com quatro peritos da PF.

Na 2ª fase da operação, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, RS e Rio de Janeiro —, com bloqueios e sequestros que somam R$ 5,7 bilhões. Parte do material já está fisicamente em Brasília, mas a análise ainda não começou, atrasando toda a investigação.

A decisão de nomear investigadores diretamente, sem passar pelo diretor-geral da PF, deixou o clima ainda mais tenso dentro da corporação e reforça a disputa de poder entre STF e Polícia Federal, enquanto milhões de reais permanecem congelados sem perícia.

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Política

PGR libera caminho para redução de pena de Roberto Jefferson e abre porta para semiaberto

Foto: Reprodução

A PGR sinalizou ao STF que parte das condenações do ex-deputado federal Roberto Jefferson pelos crimes de calúnia e incitação ao crime já prescreveu, abrindo caminho para a redução da pena e progressão para o regime semiaberto. O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Jefferson, em prisão domiciliar desde maio de 2025, havia sido condenado em dezembro de 2024 pelo plenário do STF a mais de 9 anos de reclusão e detenção, além de multa, por crimes previstos na antiga Lei de Segurança Nacional, no Código Penal e na Lei do Racismo. Com a prescrição reconhecida, a pena remanescente cairia para sete anos, seis meses e cinco dias.

O parecer da PGR também defende o abatimento do tempo já cumprido desde agosto de 2021 em prisão preventiva, incluindo a custódia domiciliar. Segundo o órgão, o ex-deputado já cumpriu mais de quatro anos, tempo suficiente para a progressão ao semiaberto.

Agora, resta apenas a análise do critério subjetivo: a boa conduta carcerária, que será verificada junto à Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro e à 4ª Vara Federal Criminal.

A decisão final sobre a redução da pena e a progressão ficará nas mãos de Alexandre de Moraes, definindo o próximo capítulo da trajetória de Jefferson, figura marcada por polêmicas, confrontos políticos e um histórico de desafetos no cenário nacional.

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MPPB

Hapvida é autuada por falha no atendimento a pessoas com deficiência auditiva, em CG

O Ministério Público da Paraíba, por meio da diretoria regional do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (MP-Procon), realizou fiscalização na operadora de plano de saúde Hapvida Assistência Médica, em Campina Grande, para verificar o cumprimento das normas de acessibilidade no atendimento a pessoas com deficiência auditiva, especialmente quanto à disponibilização de meios adequados de comunicação, como intérprete de Libras durante consultas, exames e procedimentos médicos.

A iniciativa tem como base a Constituição Federal, que garante o direito universal à saúde, bem como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e o Decreto nº 5.626/2005, que asseguram às pessoas com deficiência o direito a atendimento acessível e comunicação efetiva nos serviços públicos e privados de saúde.

Durante a fiscalização, foi constatado que a ausência de intérprete ou de profissionais capacitados em Libras compromete a compreensão de diagnósticos, tratamentos e orientações médicas, o que pode configurar falha na prestação do serviço e violação aos direitos do consumidor, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.

O MP-Procon ressalta que a acessibilidade não é favor, mas obrigação legal, e que os estabelecimentos de saúde privados credenciados aos planos devem adotar medidas para garantir atendimento digno, seguro e em igualdade de condições às pessoas com deficiência auditiva.

De acordo com o promotor de justiça e diretor regional do MP-Procon, Osvaldo Lopes Barbosa, “a ausência de intérprete, quando necessária para a compreensão do atendimento, configura falha na prestação do serviço a comprometer diretamente o direito fundamental à saúde do consumidor, podendo configurar uma prática discriminatória, ferindo o princípio da igualdade substancial”.

A empresa autuada terá o prazo de 10 dias úteis para apresentar defesa, na forma da Lei Complementar Estadual nº 126/2015, estando sujeita, ao final, às sanções administrativas cabíveis, sem prejuízo da possibilidade de celebração de Termo de Ajustamento de Conduta a fim de sanar a irregularidade e adequar o contrato de prestação de serviços de saúde suplementar à necessidades dos consumidores deficientes auditivos.

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Mundo

Papa Leão é convidado para o Conselho de Paz criado por Trump, diz cardeal

Foto: Saul Loeb/AFP e Handout/Vatican Media/AFP

O papa Leão XIV foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar o chamado “Conselho de Paz”, grupo criado para buscar soluções para conflitos internacionais. A informação foi confirmada pelo cardeal Pietro Parolin, principal diplomata do Vaticano.

Segundo Parolin, o convite está sendo analisado com cautela. “Será preciso um tempo de reflexão antes de qualquer resposta”, afirmou.

Inicialmente voltado ao conflito em Gaza, o conselho deve ter atuação mais ampla, com foco em crises globais. Países como Israel e Egito já aceitaram participar, enquanto outras nações demonstram preocupação com possíveis impactos sobre o papel da ONU.

Eleito em 2025, Leão XIV é o primeiro papa norte-americano e já criticou publicamente algumas políticas de Trump, além de denunciar as condições humanitárias na Faixa de Gaza.

O Vaticano raramente participa de conselhos desse tipo, mas mantém atuação diplomática constante como observador permanente da ONU.

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TJPB

Justiça mantém regra do gabarito na orla e libera efeitos da LUOS fora do litoral em JP

Câmara Criminal nega pedido de envio do caso da Operação Xeque-Mate para a Justiça Eleitoral

Por 7 votos a 6, o Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu manter a inconstitucionalidade do artigo 62 da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) de João Pessoa, que flexibilizava o gabarito na orla, mas afastou a anulação total da lei aprovada em 2024.

Com a decisão, continua proibido aumentar a altura de prédios na faixa litorânea, preservando a Lei do Gabarito. Em contrapartida, empreendimentos fora da área da orla deixam de ser atingidos pela nulidade integral da LUOS, reduzindo os efeitos sobre obras e projetos já em andamento.

O Tribunal modulou os efeitos da decisão para preservar alvarás, licenças e habite-se emitidos com base na LUOS até 2 de agosto de 2026. A exceção é o artigo 62, que segue inconstitucional com efeito retroativo, tornando nulos atos fundamentados exclusivamente nesse dispositivo.

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