O prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio, foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (12). A ordem judicial foi cumprida na casa do gestor no âmbito de investigação relacionada ao homicídio do vereador Peron Filho. O processo está sob segredo de Justiça.
A ordem judicial foi cumprida nesta manhã por equipes do Gaeco do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e da Polícia Civil.
As medidas cautelares foram deferidas pelo Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba e cumpridas nas residências do prefeito de Jacaraú e de um ex-gerente do Fórum da comarca. Todo o material apreendido será submetido a análise técnica, no âmbito das autoridades responsáveis pela investigação.
“As diligências têm por finalidade aprofundar as linhas investigativas e coletar elementos informativos que possam contribuir para o completo esclarecimento das circunstâncias do crime, bem como para a eventual identificação de seus autores e de possíveis partícipes”, disse o MP.
Em novembro do ano passado, a Polícia Civil revelou que estava investigando um encontro entre o prefeito de Jacaraú com os ex-secretários Jeferson Carvalho (Transportes e Mobilidade) e Antônio Fernandes (Administração), presos por suspeita de envolvimento na morte do vereador Peron Filho.
Na época, o delegado Sylvio Rabelo afirmou que a reunião entre os secretários e o prefeito teria acontecido cerca de 25 dias após a morte do vereador. O encontro não fazia parte da agenda oficial da gestão. A polícia investiga se houve motivações políticas para o assassinato de Peron Filho, assassinado no dia 15 de setembro, quando saía de uma partida de futebol.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) mostra que 72% dos brasileiros concordam com a afirmação “o STF (Supremo Tribunal Federal) tem poder demais”.
São 18% os que discordam dessa concepção, enquanto 2% não concordam nem discordam. Outros 8% não souberam ou não responderam.
A sondagem ocorre em meio à pressão sobre o STF diante das investigações envolvendo o esquema de fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O empresário, atualmente preso, teria ligações com os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que integram a Suprema Corte.
O instituto ainda questionou os entrevistados sobre outras três afirmações:
“É importante votar num candidato ao Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF”
66% concordam
22% discordam
2% não concordam nem discordam
10% não sabem ou não responderam
“O STF é aliado do governo Lula”
59% concordam
26% discordam
3% não concordam nem discordam
12%não sabem ou não responderam
“O STF foi importante para manter a democracia no Brasil”
51% concordam
38% discordam
2% não concordam nem discordam
9% não sabem ou não responderam
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 6 e 9 de março, por meio de entrevistas face a face e via questionários. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05809/2026.
O empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno apontado por pesquisa da Genial/Quaest provocou reações distintas nas duas pré-campanhas para as eleições presidenciais.
Nos bastidores, aliados de Lula admitem que o governo teve um “cochilo” neste início de ano eleitoral. A avaliação é que o Palácio do Planalto falhou em criar uma agenda positiva e acabou abrindo espaço para que o adversário ganhasse terreno no debate político.
Segundo interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, o governo também não conseguiu reagir com força às crises exploradas pela oposição, como o escândalo envolvendo descontos irregulares no Instituto Nacional do Seguro Social e a fraude financeira associada ao Banco Master.
De acordo com a pesquisa mais recente, Flávio Bolsonaro aparece com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno, empatado numericamente com Lula. No levantamento anterior, realizado em fevereiro, o petista tinha 43% contra 38% do senador.
Entre aliados do presidente, a estratégia agora seria reagir em duas frentes: enquanto o governo tenta fortalecer ações positivas na gestão, o Partido dos Trabalhadores deve intensificar críticas ao senador, que tem buscado construir uma imagem mais moderada do que a do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já no entorno de Flávio Bolsonaro, a leitura é de que a estratégia adotada pelo parlamentar começa a surtir efeito. Aliados avaliam que o crescimento nas pesquisas reflete justamente um discurso considerado menos radical e o aumento da visibilidade nacional desde que seu nome passou a ser tratado como principal representante do bolsonarismo na disputa presidencial.
A pré-campanha do senador também comemora o avanço entre eleitores independentes e entende que o resultado reforça a viabilidade eleitoral da candidatura. Nos próximos dias, Flávio Bolsonaro deve iniciar uma série de viagens pelo país, com agendas previstas no Nordeste e no Sul.
Um homem foi preso em flagrante suspeito de agredir a esposa dentro do Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa, pouco depois de ela dar à luz, na noite desta quarta-feira (11). Segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM), a agressão aconteceu após o marido descobrir que a mulher havia feito uma laqueadura.
De acordo com a GCM, a agressão ocorreu dentro da enfermaria da maternidade, logo após o nascimento do bebê. Os agentes informaram que o homem se revoltou ao saber da realização da laqueadura e iniciou uma discussão com a esposa, seguida de agressões
O guarda municipal Gilson Costa, que participou da ocorrência, afirmou que o agressor começou com agressões verbais e, em seguida, puxou o acesso venoso da vítima. “Ele já vinha acompanhando ela há alguns dias. Ele, revoltado, quis agredir ela com palavras e terminou até puxando o acesso dela. Isso tudo dentro da enfermaria”, disse.
O homem foi preso e levado para a Central de Polícia, onde foi ouvido. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher e deve ser investigado pela Polícia Civil. O suspeito deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (12).
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli se declarou suspeito para relatar um mandado de segurança apresentado à corte que cobra a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Deputados para investigar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília).
Toffoli tinha sido escolhido por sorteio, mas abriu mão de analisar o pedido. Com isso, será feito um novo sorteio para definir outro relator. “Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes.”
A ação foi protocolada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que acusa o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão por não instalar a comissão, apesar de o requerimento ter reunido as assinaturas necessárias.
No pedido ao STF, o parlamentar afirma que a criação da CPI atende aos requisitos previstos na Constituição: apoio de mais de um terço dos deputados, definição de fato determinado — as supostas fraudes financeiras — e prazo de funcionamento de até 120 dias.
Segundo a argumentação apresentada ao Supremo, a instalação da comissão é um direito das minorias parlamentares e um ato obrigatório da presidência da Câmara quando os requisitos constitucionais são cumpridos, não cabendo decisão baseada em conveniência política.
O mandado de segurança também contesta a justificativa de que existiria uma “fila” de requerimentos de CPIs aguardando análise. De acordo com o documento, o Regimento Interno da Câmara apenas limita a cinco o número de comissões em funcionamento simultâneo. Como não há nenhuma CPI atualmente em atividade, o deputado sustenta que não haveria impedimento para a criação do colegiado.
Na peça enviada ao STF, o parlamentar também cita a gravidade das suspeitas envolvendo o caso, que apontam possíveis prejuízos bilionários a fundos de pensão públicos e riscos à integridade do sistema financeiro nacional.
“A gravidade dos fatos a serem investigados pela CPI é de proporções alarmantes. O caso do Banco Master já foi classificado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como possivelmente a maior fraude bancária da história do Brasil, com estimativas de um prejuízo que pode alcançar R$ 55 bilhões”, destacou Rollemberg.
Histórico de Toffoli com casos do banco
Em 2025, Toffoli foi relator de alguns processos no Supremo relacionados ao Banco Master.
Em fevereiro deste ano, porém, o ministro decidiu deixar a relatoria dos casos após o avanço de investigações da Polícia Federal. A apuração encontrou, no celular do dono do banco, Daniel Vorcaro, documentos que faziam menção ao nome do ministro. André Mendonça assumiu a relatoria dos processos sobre o Master no lugar de Toffoli.
Segundo a investigação, também foram identificadas referências a operações envolvendo uma empresa associada à família de Toffoli que vendeu participação no Resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao Banco Master.
Inicialmente, o ministro resistiu à ideia de deixar os processos, mas acabou acatando o apelo de outros integrantes do Supremo, que buscavam evitar o aprofundamento do desgaste institucional na corte.
Sobre a negociação envolvendo um fundo ligado a Vorcaro, Toffoli afirmou que a empresa da qual é sócio e que vendeu participação no resort é administrada por parentes. Segundo o ministro, ele não participa da gestão do empreendimento nem das decisões comerciais relacionadas ao negócio.
O governo do presidente Donald Trump estuda a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na chamada Lei Magnitsky.
A informação é da colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles. Moraes chegou a ser sancionado pelo governo dos Estados Unidos em julho de 2025, medida que impôs restrições para uso de serviços de empresas americanas e determinou o congelamento de eventuais ativos e propriedades vinculadas ao ministro no país. A punição também foi estendida à advogada Viviane Barci de Moraes e a uma empresa ligada a ela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos. As sanções foram suspensas em dezembro do mesmo ano.
De acordo com informações obtidas junto a fontes ligadas ao governo americano, a possibilidade de retomar as punições voltou a ser discutida nos últimos meses dentro da administração Trump. O acompanhamento da atuação de Moraes estaria sob responsabilidade de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Recentemente, Moraes autorizou Beattie a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em uma ala do Complexo da Papuda, em Brasília. A visita faz parte da agenda do representante americano na capital federal, onde também deve se reunir com políticos de oposição.
Nos bastidores, uma das principais fontes de tensão entre Moraes e o governo Trump envolve a relação do ministro com grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, conhecidas como “Big Techs”. Em 2024, Moraes determinou a suspensão da rede social X no Brasil por 39 dias, após disputas judiciais com a plataforma controlada pelo empresário Elon Musk.
A visão do ministro sobre a regulação das plataformas digitais também é alvo de críticas nos EUA. Em seu livro Democracia e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista, lançado em 2024, Moraes defende a criação de regras mais rígidas para responsabilizar empresas de redes sociais por conteúdos impulsionados por seus algoritmos. O governo americano avalia que esse tipo de abordagem pode representar riscos à liberdade de expressão e influenciar debates jurídicos em outros países.
Uma ocorrência policial mobiliza equipes da segurança pública na tarde desta quarta-feira (11), na cidade de Alagoa Grande, no Brejo paraibano. Um homem mantém a esposa e o filho como reféns dentro de uma residência após uma denúncia de cárcere privado.
De acordo com informações da Polícia Civil da Paraíba, a ocorrência teve início após o Conselho Tutelar do município acionar a polícia relatando que uma mulher e uma criança estariam sendo mantidas em cárcere privado pelo suspeito.
Segundo a denúncia, o homem estaria impedindo que a esposa e o filho saíssem de casa e, desde novembro do ano passado, também os obrigaria a se alimentarem apenas de uma espécie de papa feita de milho e frutas.
Diante das informações, equipes da Delegacia de Alagoa Grande foram até o imóvel para verificar a situação. No local, os policiais chamaram pelo suspeito, mas ele não atendeu aos chamados.
Como os relatos indicavam uma possível situação de flagrante delito, os investigadores decidiram entrar na residência para realizar a prisão do homem. Durante a abordagem, o suspeito pegou uma faca e passou a ameaçar os policiais.
Em seguida, ele tomou a esposa e o filho como reféns e se trancou dentro do imóvel.
Equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais foram acionadas para dar apoio à ocorrência. Neste momento, as negociações com o suspeito seguem em andamento.
A área foi isolada e o caso continua sendo acompanhado pelas forças de segurança. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.
A qualquer momento, novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades.
Uma pesquisa do Procon-JP identificou aumento no preço dos combustíveis em João Pessoa e levou o órgão a notificar 15 distribuidoras que abastecem os postos da capital para explicar os reajustes.
Segundo o levantamento, realizado em 113 postos no dia 10 de março, o menor preço da gasolina comum subiu de R$ 5,75 para R$ 5,79, enquanto o maior valor saltou de R$ 6,09 para R$ 6,53. Diante da alta, o Procon quer saber se houve reajuste repassado pelas distribuidoras e desde quando os aumentos passaram a ocorrer.
De acordo com o secretário Junior Pires, o objetivo das notificações é identificar a origem dos aumentos. Segundo ele, o órgão acompanha semanalmente os preços e também fiscaliza denúncias de consumidores sobre reajustes nas bombas.
A pesquisa também mostrou variações em outros combustíveis. A gasolina aditivada oscila entre R$ 5,93 e R$ 6,55, o etanol varia de R$ 4,17 a R$ 4,79, enquanto o diesel S10 está entre R$ 5,49 e R$ 6,99. Já o diesel comum registra preços entre R$ 5,79 e R$ 6,89, e o Gás Natural Veicular varia de R$ 4,85 a R$ 5,98.
Foto: Hytalo Santos (esquerda) e Israel Natã (direita)
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta quarta-feira (11), um habeas corpus com pedido de liminar impetrado pela defesa do influenciador Hytalo Santos e do seu marido Israel Natã Vicente, investigados por crimes relacionados à exploração infantil.
A ação que o Portal MaisPB teve acesso solicitava a nulidade de atos processuais alegando irregularidades com “suspeições” do caso e até o suposto uso de jurisprudências geradas por inteligência artificial em uma decisão judicial.
O caso foi analisado pelo desembargador João Benedito da Silva. Na petição, os advogados sustentaram que o magistrado responsável declarou suspeição sem indicar o momento em que o motivo teria surgido. Para defesa, essa falta de indicação impediria a definição de quais atos processuais seriam válidos ou não.
Outro ponto dos advogados foi a alegação de que algumas jurisprudências citadas na decisão que manteve a prisão preventiva teriam sido “criadas por inteligência artificial”.
Na visão da defesa, essa atitude demonstraria ausência de cuidado na análise do processo e decisões tomadas “pro forma”.
Liminar negada
Após analisar o pedido, o relator explicou que a legislação permite que um juiz se declare suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de justificar as razões. De acordo com o desembargador, essa prerrogativa é personalíssima e não exige explicação pública por parte do magistrado. Por isso, neste ponto, ele entendeu que não há ilegalidade na declaração de suspeição.
O relator também destacou precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) segundo os quais a suspeição declarada posteriormente não anula automaticamente os atos praticados antes dessa declaração.
“Quanto à equivocada citação de julgados inexistentes, possivelmente gerados por inteligência artificial, nesta análise superficial da demanda apenas há de se pontuar que, ainda que se reconheça o equívoco, ele não é, por si só, capaz de gerar o sobrestamento da ação penal, desejado pela parte impetrante. Afinal, o trecho citado (com precedentes “criados por IA”) teria por finalidade apenas ratificar o entendimento, então, perfilhado pelo magistrado primevo, não maculando de nulidade a decisão propriamente dita, baseada em elementos concretos que evidenciariam o alto risco de reiteração delitiva e de ameaça à instrução processual”, diz a decisão.
Com isso, o desembargador negou o pedido liminar que solicitava a suspensão da ação penal em curso na 2ª Vara Mista de Bayeux.
Pesquisa Realtime/Bigdata realizada com eleitores do Estado do Rio de Janeiro, sobre a disputa presidencial de outubro deste ano, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 40%, contra 35% do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ratinho Jr. (PSD) pontua 6% e Romeu Zema (Novo) 4%. Brancos e nulos somam 6% e não sabem ou não responderam 7%.
No cenário com Eduardo Leite (PSD), que aparece com 3% das intenções de votos, Flávio pontua 41% e Lula 36% no Estado do Rio de Janeiro; Romeu Zema soma 5%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, que aparece com 5% das intenções de voto no Rio, Flávio registra 40%, Lula 35% e Zema 5%.
No quesito rejeição, Lula lidera a mostra no Rio com 51%, seguido de Flávio com 48%, Caiado com 32%, Zema com 28%, Eduardo Leite com 27% e Ratinho Jr com 25%.
Aprovação de Lula
O instituto perguntou aos eleitores do Rio de Janeiro sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 56% desaprovam e 38% aprovam.
A pesquisa está registrada sob número BR-04367/2026, foram realizadas 2.000 entrevistas com eleitores do Estado do Rio de Janeiro, entre os dias 9 e 10 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.
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