Saúde

Nísia culpa o clima pela dengue e afirma que a vacina não vai solucionar a epidemia

ImagemFoto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, voltou a responsabilizar as “mudanças climáticas” pela epidemia de dengue no Brasil, nesta quarta-feira, 20. De acordo com dados da pasta, o Brasil alcançou ontem 1,8 milhão de casos da doença, um recorde histórico, além de 561 mortes.

Sobre a falta de doses para toda a população, Nísia disse que nenhum país tem em abundância a vacina japonesa Qdenga, a mais conhecida até o momento. Dessa forma, o governo federal está incentivando a produção nacional, por meio do Instituto Butantan. Não há, porém, data para um cronograma ser divulgado. “Está em processo, mas não temos ainda a definição precisa de quantas doses poderão ser produzidas, pois há várias questões técnicas que não vou comentar”, disse.

A ministra, contudo, disse que o imunizante em si não será o responsável por mitigar a crise sanitária. “A vacina é um instrumento importantíssimo a médio e longo prazo, mas não é a solução para essa epidemia, ainda mais uma que é aplicada em duas doses com intervalo de três meses”, disse, durante entrevista coletiva prevista para as 11 horas, mas que ocorreu quase uma hora depois.

“Parece que todos os problemas de saúde foram antecipados neste ano”, observou a ministra. “Isso não é por acaso. Tem a ver com fatores climáticos e ligados aos próprios vírus.” Nísia Trindade ficou pouco tempo e deixou cinco técnicos na mesa para apresentar dados e solucionar dúvidas.

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Revista Oeste

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Saúde

Ministério da Saúde infla repasses para dengue e distorce dados para minimizar impacto da doença

ImagemFoto: Danilo Verpa/Folhapress

O Ministério da Saúde tem divulgado dados inconsistentes sobre a letalidade da dengue em 2024, além de inflar anúncio de repasses a estados e municípios contra emergências sanitárias.

A pasta diz que a letalidade da doença neste ano é menor do que em 2023, mas usa informações que ainda não estão consolidadas para a comparação, o que para especialistas seria um erro tendo em vista que mais da metade dos óbitos estão em investigação.

“A taxa de letalidade, em 0,3% dos casos, ainda é menos da metade do ano passado (0,7%), apesar de uma leve subida em relação à última semana (0,2%). Temos cuidado melhor dos casos, e as pessoas estão mais atentas aos sinais de alerta”, disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade, nas redes sociais nesta quarta-feira (13).

Para Alexandre Naime Barbosa, coordenador científico da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu, os dados de 2024 não deveriam ser usados para comparação com o ano passado, porque as informações de mortes de 2023 já estão consolidadas.

Folha de S. Paulo

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Saúde

Casos prováveis de dengue já superam os de todo o ano de 2023

Em um período de menos de três meses neste ano, o Brasil já registrou 1,68 milhão de casos prováveis de dengue, mais do que o total de 2023 (1,66 milhão). Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde no Painel de Monitoramento de Arboviroses.

O número de mortes observadas este ano (513) ainda não supera o registrado nos 12 meses do ano anterior (1.094). No entanto, ainda há 903 óbitos sob investigação, o que pode elevar as estatísticas da letalidade da dengue neste período de dois meses e meio de 2024.

Quanto aos casos prováveis, comparando-se o mesmo período de 2024 e 2023 (primeiros dois meses e meio do ano), há cinco vezes mais casos neste ano do que no ano anterior.

A maior parte dos casos prováveis neste ano atinge as mulheres (55,5%).

As unidades da federação com maiores índices de incidência são o Distrito Federal (5.044 casos por 100 mil habitantes), Minas Gerais (2.809 por 100 mil) e Espírito Santo (1.730 por 100 mil). Os menores índices estão nos estados do Maranhão (44 por 100 mil), Pernambuco (85 por 100 mil) e Piauí (87 por 100 mil).

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Saúde

Aos 25, jovem que usava vape diariamente fica com “buraco” no pulmão

Montagem de fotos mostra Joe Lawrence, americano que teve problema pulmonar por uso de vape, em uma das imagens com um cigarro eletrônico e na outra com dutos e sensores por tratamento de seu pulmão colapsado

 

O relato do americano Joe Lawrence, de 25 anos, viralizou no X na última semana — o jovem conta que, pelo hábito de fumar #vape “todos os dias durante anos”, acabou ficando com um buraco em seu pulmão.

 

Joe diz que parou de #fumar há mais de um ano, mas ainda enfrenta as consequências do cigarro eletrônico. “Outro dia, fui levado às pressas para o pronto-socorro sem conseguir respirar. Quase tive um colapso total do pulmão”, afirma.

 

O jovem fumava cigarros eletrônicos com sabor de frutas, mas deixou o vape quando descobriu que inflamações em seu pulmão haviam danificado o órgão, permitindo o escape do ar.

 

Joe teve um #pneumotórax traumático, que não costuma ser fatal, mas causa dores e exige cuidados especiais. O tratamento envolve procedimentos feitos no hospital para retirar o ar e mudanças de hábito para permitir que o pulmão cicatrize.

 

“Por favor, cuidem-se e pensem em parar de fumar. Não vale a pena”, completou Joe.

 

“Há uma falsa sensação entre os jovens de poder fumar estes cigarros eletrônicos sem culpa, achando que eles não causam problemas, o que é uma ilusão”, explica a pneumologista Andrea Sette do Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or.

 

Ela destaca que existem sintomas característicos do uso de vapes em adolescentes e até menores de idade que estão buscando os consultórios. “Notamos um aumento significativo de jovens com quadros de asma exacerbada, tosse, falta de ar e, em casos mais graves, pneumonia e insuficiência respiratória aguda em decorrência do uso desses dispositivos”, completa a médica.

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Blog do BG PB com Metrópoles

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Saúde

Casos de doenças respiratórias aumentam em todo o país, informa Fiocruz

Campanha de vacinação contra a Gripe no Posto de Saúde do Distrito Federal. Foto: Sr. Gennes Rocha de 90 AnosFoto: Divulgação

O número de novos casos semanais de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou em todo o país, aponta o boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Todas as regiões mostram crescimento, mas com distinção quanto aos vírus respiratórios. No Centro-Sul prevalece a covid-19. As regiões Sudeste e Sul, no entanto, além da covid, tem quadro de influenza (vírus da gripe), demonstrando uma cocirculação. No Nordeste e no Norte, a influenza também registra aumento, especialmente na população adulta.

O novo cenário mostra ainda que o vírus sincicial respiratório (VSR) reapareceu em diversos estados, afetando crianças pequenas e idosos. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 9, de 25 de fevereiro a 2 de março, a análise tem como base dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 4 de março.

Agência Brasil

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Saúde

Com três mortes confirmadas, Paraíba totaliza mais de 2,4 mil casos de dengue

Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta quinta-feira (7), o Boletim das Arboviroses. O documento apresenta o levantamento dos agravos causados pelo mosquito Aedes aegypti na Paraíba até a semana epidemiológica 9 – que compreende o período de 29 de fevereiro a 4 de março. Até o momento, os casos prováveis de arboviroses totalizam 2.701, sendo 2.419 para dengue, 266 para chikungunya e 16 para zika. O órgão faz um alerta para que a população procure uma unidade de saúde ao sentir os primeiros sintomas.

De acordo com a técnica das arboviroses da SES, Carla Jaciara, a Paraíba ainda tem municípios silenciosos que ainda não realizaram notificação e não apresentam casos prováveis de arboviroses. Ela reforça a importância da notificação e da população procurar uma unidade de saúde ao sentir os sintomas dos agravos.

“É importante que a população fique atenta a procurar um serviço de saúde quando apresentar qualquer sinal sugestivo de sintoma, seja dor de cabeça, febre, manchas pelo corpo, dor abdominal. Procure o serviço de saúde para que o caso seja notificado e tratado de forma oportuna. É importante também para que seja realizada a coleta e enviada para o nosso laboratório de referência”, explica.

Sobre os óbitos, a Paraíba apresenta três confirmados para dengue em Camalaú, Conde e Campina Grande, e um para chikungunya, em Sapé. Três óbitos seguem em investigação. Carla Jaciara destaca que a notificação de casos de arboviroses é compulsória. A não apresentação de casos indica que é preciso intensificar as ações de vigilância com buscas ativas para o cumprimento das ações de saúde pública acerca dos agravos.

O Boletim também apresenta os dados do 1º Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) na Paraíba. Os 223 municípios realizaram o levantamento e, de acordo com os dados enviados, 166 municípios encontram-se em situação de alerta ou risco, e 57 em situação satisfatória.

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Saúde

Mesmo adultos, jovens parecem mais velhos quando estão estressados, diz estudo

Todo mundo às vezes fica com uma imagem mais cansada e isso tem relação com o estresseFoto: Reprodução

Muita gente já ouviu uma pessoa jovem reclamar que estava parecendo “velha” naquele momento. Pode parecer exagero, mas um novo estudo da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostra que mesmo adultos novos podem se sentir e parecer mais velhas nos dias estressantes. E o que faz toda diferença é a sensação de perder o controle da própria vida.

Já existiam pesquisas que mostravam que o estresse faz com que idosos realmente “sintam a idade” ou se percebam até mais velhos do que são. No entanto, havia pouco material para avaliar adolescentes ou pessoas de 20 a 30 anos.

Para este estudo, os pesquisadores coletaram dados de 107 adultos com idades entre 18 e 36 anos (a idade média era de cerca de 20 anos). Os participantes completaram um questionário seguido por uma pesquisa diária detalhada durante oito dias. As pesquisas foram pensadas para medir a quantidade de estresse que eles vivenciavam a cada dia, quanto controle eles sentiam que tinham sobre suas vidas naquele momento e que idade eles sentiam e aparentavam.

“A principal descoberta foi que nos dias em que os participantes do estudo relataram ter experimentado níveis mais elevados de estresse do que normalmente, também relataram que pareciam e se sentiam mais velhos”, diz Shevaun Neupert, um dos autores do estudo e professor de psicologia na Universidade Estadual da Carolina do Norte. “No entanto, isso só aconteceu nos dias em que os participantes do estudo também relataram sentir que tinham menos controle sobre suas vidas do que normalmente.”

Artigo com o estudo foi publicado em acesso aberto na revista Mental Health Science.

“Se estes jovens já experimentam níveis historicamente elevados de estresse para a sua idade, e esse estresse afeta a idade que sentem, será importante prestarmos muita atenção aos marcadores que utilizamos para avaliar os aspectos físicos e mentais relacionados com o estresse para a saúde desta geração”, completou Neupert.

O Globo

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Saúde

Março Azul: Casos de câncer de intestino subiram 64% em dez anos

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Março Azul: casos de câncer de intestino subiram 64% em dez anos

A campanha Março Azul tem como objetivo chamar a atenção para a conscientização e prevenção ao câncer de intestino. Conhecimento sobre possíveis sintomas e informações corretas são cruciais para alertar e incentivar a prevenção da doença. A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), em parceria com a Sociedade Brasileira de Endoscopia – secção PB, destaca a importância dessa conscientização e prevenção.

 

Entre 2012 e 2021, foram registradas 657.183 hospitalizações no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar a doença, representando um crescimento de 64% nesse período. Além disso, os dados de mortalidade mostram um aumento de 40% nos óbitos relacionados a esse tipo de câncer em 2021, com 19.924 registros.

 

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia – secção PB, o médico gastroenterologista e endoscopista Daniel Chaves Mendes, o câncer de intestino é altamente prevenível e corresponde ao principal tipo de câncer que mais leva a óbito no Brasil. Por meio de exames como a colonoscopia, é possível identificar as lesões em uma fase muito precoce.

 

“Lembro à população que é muito importante procurar o seu médico gastroenterologista ou proctologista para a realização de exames preventivos ao câncer colorretal (câncer de intestino)”, destacou.

 

Estimativas apontam que este ano há uma estimativa de 130 novos casos de câncer de intestino em João Pessoa, sendo 60 em homens e 70 em mulheres. Em 2022, a Paraíba registrou 271 óbitos da doença.

 

O câncer de intestino é uma das doenças mais letais do Brasil, principalmente por ser silenciosa e atingir homens e mulheres, mesmo sem histórico familiar. Fatores de risco como cigarro, álcool, alimentação gordurosa e sedentarismo podem contribuir para o acometimento da doença. É importante ficar atento a sintomas como sangue nas fezes, alteração do ritmo intestinal, dor abdominal, perda de peso, cansaço ou fraqueza. Pessoas com mais de 45 anos devem procurar um especialista e fazer exames preventivos, pois há tratamento para a doença, bem como cura. O diagnóstico precoce aumenta a chance de cura em mais de 90% e é fundamental para salvar vidas.

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Blog do BG PB com T5

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Saúde

Paraíba confirma terceira morte por dengue e outros dois casos estão em investigação

Paraíba, óbitos, dengue, Secretaria de Estado da Saúde

Os três óbitos por dengue confirmados pela SES-PB foram no município de Camalaú, Conde e Campina Grande.

A Paraíba confirmou a terceira morte por dengue em 2024. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) nesta quinta-feira (29). Outros dois óbitos por dengue estão sendo investigados, além de uma morte por chikungunya.

Os três óbitos por dengue confirmados pela SES-PB foram no município de Camalaú, de uma jovem de 24 anos; uma mulher de 42 anos no município do Conde, e de um homem de 60 anos, da cidade de Campina Grande. A morte confirmada por chikungunya foi de um homem de 57 anos, do município de Sapé.

Do óbitos em investigação por dengue, o primeiro é de uma mulher de 35 anos, de Campina Grande. De acordo com a SES-PB, ela deu entrada no Hospital Municipal Pedro I, com sinais de gravidade.

A segunda morte que está sendo investigada por dengue é de um idoso de 85 anos, do município de Pocinhos, que deu entrada no Hospital de Trauma de Campina Grande.

Em 2024, foram notificados 2.349 casos prováveis de arboviroses na Paraíba, sendo 2.083 de dengue, 250 de chikungunya e 16 de zika. Há ainda, no sistema da SES-PB, 15 casos com sinais de alarme e gravidade, sendo oito residentes em João Pessoa e um em cada município a seguir: Cabaceiras, Camalaú, Campina Grande, Conde, Guarabira, Mamanguape e Pombal.

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Saúde

Saúde da Paraíba confirma primeira morte por chikungunya em 2024

Assim como dengue e zika, a chikungunya também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti — Foto: GETTY IMAGES

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) confirmou nesta segunda-feira (26) a primeira morte por chikungunyana no estado em 2024. A vítima foi um homem, de 57 anos de idade, do município de Sapé. Quatro casos suspeitos de morte por arbovirores seguem sendo investigados pela secretaria.

De acordo com a SES, a vítima apresentava doença pré-existente (hepatopatia) e teve exame IGM positivo para a chikungunyana.

A Paraíba já registrou duas mortes por dengue. A primeira vítima foi uma mulher de 24 anos, do município de Camalaú, que apresentava febre, cefaleia, vômito, náuseas, artrite, artralgia, dor abdominal, taquicardia, derrame pleural e icterícia.

O segundo óbito foi confirmado nesta segunda-feira (26), quando a secretaria confirmou a morte por dengue de uma mulher de 42 anos, no município de Conde. A vítima apresentava comorbidades, como diabetes, hipertensão e doença hematológica.

G1 Paraíba

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