O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), saiu em defesa de Neymar após críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar chamou o jogador de “craque” e afirmou que o governo está em “modo avião”.
“Neymar é craque e Lula é presidente turista. Só um deles tem espaço no coração do brasileiro e pode ter certeza: o Brasil está do lado e torcendo pelo Neymar Jr.”, escreveu.
No vídeo divulgado junto à publicação, Flávio disse que Neymar tem “origem humilde” e ajuda “milhões de famílias” por meio de projetos sociais. O senador também criticou as viagens do presidente.
“Difícil de defender é o Lula com seu mandato em modo avião. Sempre viajando, se hospedando em hotéis de luxo com a Janja”, afirmou.
A manifestação ocorreu após Lula comentar a lesão de Neymar antes de sua apresentação à seleção brasileira. Na ocasião, o presidente declarou que “Neymar é o primeiro convocado home office do mundo”.
Fotos de: Banco Master/Divulgacão-Edilson Rodrigues/Agência Senado-Wilton Junior/Estadão Foto: Banco Master/Divulgação-Edilson
Mensagens trocadas em julho de 2024 entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Fernando Mascarenhas Filho, diretor comercial da instituição, citam o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), como possível intermediário para repassar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o jornal Estado de S. Paulo, conversas encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro mostram o banqueiro comemorando após receber a informação de que estava sendo visto como alguém próximo ao governo federal — “igual aos irmãos Batista”, em referência aos empresários Joesley e Wesley Batista, do grupo J&F.
Mascarenhas Filho afirma: “Única coisa que falaram [foi] que somos próximos do governo, igual irmãos batista são. O que é verdade rsrs”.
Vorcaro responde que “isso aí é marketing para nós” e pede que a informação seja compartilhada com “Lula” e a “base aliada”.
Na sequência, o diretor comercial informa que iria “mandar para tio Guiga e Jaques”.
De acordo com a PF, “Guiga” seria o publicitário baiano Guilherme Sodré, apontado pela investigação como operador financeiro de Jaques Wagner.
Ao analisar o material, a Polícia Federal ponta que os diálogos “sugerem proximidade entre Daniel Vorcaro e pessoas com poder político no estado da Bahia”.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um dos seguranças dele. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Moraes atendeu ao pedido de autorização feito pelo delegado Thiago Boing, responsável pela investigação. A determinação é que a oitiva será presencial, na terça-feira (23), às 15h, na residência de Bolsonaro, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
Ontem (17), o delegado informou que tentou intimar Bolsonaro, mas foi impedido pela equipe de segurança do ex-presidente.
Na mesma decisão, o ministro deu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro informe se agentes que fazem a segurança pessoal do ex-presidente são dispensados no período noturno.
Apreensão
A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.
Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.
Ontem, a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que foi deixada com o segurança para ser levada para conserto. Segundo os advogados, o ex-presidente não está proibido de manter em casa.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou, nesta quinta-feira (18), como “perseguição” e “guerra jurídica” a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal.
Na última terça-feira (16), a 1ª Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro, por unanimidade, pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com a decisão, ele atuou nos Estados Unidos para tentar intimidar o Judiciário brasileiro durante a investigação contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde março de 2026.
Em nota enviada à Reuters, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a condenação é “o mais recente exemplo de perseguição e guerra jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política.”.
O representante do órgão, comandado por Marco Rubio, também declarou que “debates políticos devem ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações”.
Parlamentares da base governista passaram a alinhar o discurso após o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ser alvo de uma investigação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master. A estratégia é separar a situação do senador da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O objetivo é evitar que as investigações tenham impacto na campanha de reeleição de Lula. Nos bastidores, a avaliação é de que eventuais responsabilidades devem ser tratadas de forma individual, sem vincular o caso ao presidente.
Um dos primeiros a defender essa posição foi o deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara. Para ele, Wagner deveria deixar a liderança enquanto responde às investigações. Ao mesmo tempo, reforçou o compromisso de Lula com as apurações.
“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, publicou.
O mesmo discurso foi adotado por integrantes do governo. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que todos os suspeitos devem ser investigados e que o atual governo não tem relação com os fatos apurados.
“Não tem nada a ver com o nosso governo. O governo anterior é o grande responsável, e nós queremos que as investigações aconteçam com todo o rigor. A Polícia Federal tem autonomia para investigar, apurar tudo. Queremos que as apurações sejam feitas, doa a quem doer”, declarou.
Em meio ao caso, Lula deve se reunir com Jaques Wagner na próxima semana.
Mudança na liderança
Ainda não há definição sobre uma possível troca na liderança do governo no Senado. Parte do PT avalia que a saída de Jaques Wagner poderia reduzir o desgaste político, embora publicamente o partido mantenha apoio ao senador.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta quinta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário à suspensão da Lei da Dosimetria, norma que permite a redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em maio deste ano, a Federação PSOL-Rede, Federação PT, PCdoB e PV e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entraram com ações no Supremo para questionar a validade da lei, que foi promulgada pelo Congresso após os parlamentares derrubarem o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei.
Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, suspendeu a aplicação da lei até decisão final da Suprema Corte.
No entendimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a norma não pode ser considerada inconstitucional somente por possibilitar a diminuição da pena dos condenados pelo 8 de janeiro.
“A Lei n° 15.402/2026, ainda, não individualiza beneficiários, não menciona pessoas determinadas, não se limita formalmente aos fatos de 08.01.2023, nem condiciona sua incidência à existência de condenações específicas proferidas pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
No mês passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a inconstitucionalidade da lei. Para o órgão, os atentados contra a democracia devem receber a resposta firme diante da gravidade das condutas.
Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, nesta quinta-feira (18), o senador Veneziano Vital do Rêgo comentou as reportagens que envolvem o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As publicações citam o pagamento de hospedagem em hotel de luxo em Lisboa, viagens em aeronave particular e a intermediação de um empréstimo de R$ 22 milhões para a cunhada do parlamentar.
Questionado sobre o caso, Veneziano afirmou que não cabe a ele explicar os fatos divulgados. “O presidente da Câmara deveria, de fato, aí sim, preocupar-se em responder à opinião pública, a justificar-se daquilo que, a mim me parece, e para a opinião pública nacional, injustificável, de tudo aquilo que está sendo publicizado em nível nacional a respeito das suas pouca ou nada explicáveis relações”, declarou.
O senador também disse que os esclarecimentos devem ser dados pelos envolvidos. “Quem tem que se explicar sobre as suas íntimas relações, quem tem que se explicar sobre todos os mimos, os mimos milionários recebidos nessas relações, a mim me parece promíscuas e muito licenciosas de homem público como ele o é, com uma pessoa que sabidamente se tornou o criminoso que, nesses últimos tempos, mais prejuízos impôs à sociedade brasileira”, afirmou.
Ao concluir, Veneziano afirmou não ter qualquer relação com o caso. “A tranquilidade da minha consciência é que eu não estou nesse meio. Eu não sei outros. O foco de todas as atenções e de todos os questionamentos nunca fui eu e não serei eu quando o tema é Vorcaro e suas, repito, licenciosas relações com alguns que integram o mundo político”, concluiu.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a aumentar o número de beneficiários do Bolsa Família em 2026, ano em que o país realizará eleições gerais.
Neste mês de junho, 19,35 milhões de famílias receberão o benefício, ante 18,66 milhões registradas em novembro de 2025, um aumento de cerca de 690 mil famílias.
A ampliação ocorre após o pente-fino realizado em 2025, quando aproximadamente 2,1 milhões de cadastros foram excluídos durante a revisão de benefícios e a identificação de irregularidades.
Segundo dados do governo federal, o Bolsa Família consumirá R$ 13,1 bilhões neste mês, valor R$ 384 milhões superior ao registrado em novembro de 2025. O aumento acompanha a ampliação do número de famílias atendidas.
O valor médio pago será de R$ 677,66 por família. Embora o benefício básico seja de R$ 600, adicionais destinados a crianças, gestantes e nutrizes elevam o valor médio recebido.
Levantamento divulgado pelo Poder360 em 2025 apontou que parte das irregularidades envolvia inconsistências cadastrais, incluindo casos de omissão de cônjuge. O estudo também registrou situações em que famílias recebiam mais em ajuda do Estado do que trabalhando.
A Polícia Federal (PF) encontrou conversas em que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicita ao banqueiro Daniel Vorcaro a liberação de um empréstimo para uma empresa da cunhada. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo.
De acordo com a reportagem, a troca de mensagens ocorreu em março de 2024 e tratava da concessão de um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões do Banco Master para Bianca Medeiros, irmã de Luana Motta, esposa do parlamentar.
Procurado pelo jornal, Motta afirmou que a operação foi regular e ressaltou que o banco estava autorizado a funcionar na época da contratação.
“Quando você precisa de um empréstimo, você procura quem? O banco, não é? E a minha cunhada, que representa os negócios do meu sogro, procurou um banco. O banco estava legal à época? Podia operar? Ela tinha um crédito para poder fazer? Então foi uma operação legal. Não tem ilegalidade de nada nisso”, disse o presidente da Câmara.
A maioria dos brasileiros é favorável ao processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Pesquisa Futura/Apex, divulgada nesta semana, mostra que 54,3% dos entrevistados apoiam a medida, enquanto 29% são contra e 17% não souberam responder.
O percentual dos que defendem o impeachment caiu em relação a maio, quando era de 57%. Em abril, o índice era de 55,4%. Já a desaprovação ao trabalho dos ministros supera 51%, enquanto 38,3% aprovam a atuação da Corte.
A pesquisa não cita ministros do STF de forma individual. Atualmente, a Corte é composta por dez integrantes. O presidente é Edson Fachin. O decano, Gilmar Mendes. Os demais são André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
Metodologia
O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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