O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou a entrevista que concedia nesta quarta (27) ao programa Pânico, da Jovem Pan. A saída do chefe do executivo se deu após uma discussão travada entre os apresentadores Adrilles Jorge e André Marinho, apoiador e oposição do presidente, respectivamente. O entrevero teve início após uma pergunta sobre ‘rachadinha’ feita ao presidente.
Ao fazer sua pergunta, André Marinho, que já foi apoiador do presidente, perguntou a Bolsonaro se “rachador” (em alusão à rachadinha) tem que ir para a cadeia ou não. Bolsonaro respondeu:
“Ô Marinho, você sabe que eu sou presidente da República, eu respondo sobre meus atos, tá ok? Então, não vou aceitar provocação tua. (…) Não vou aceitar, senão encerro a entrevista agora”, afirmou o presidente, afirmando que o pai de André, Paulo Marinho, é o maior interessado na cadeira de Flávio Bolsonaro, filho do presidente e primeiro suplente do Senado. “O teu pai quer a cadeira do Flávio Bolsonaro, eu decidi com o Flávio indicar teu pai para primeiro suplente, em confiança nele. Não tem mais conversa contigo”.
Marinho respondeu em seguida. “Então, por favor, responda à pergunta que te fiz, cara. Por quê? Só quer pergunta de bajulador?”, disse Marinho a Bolsonaro. Adrilles, o outro entrevistador, afirmou que Marinho estava se referindo a ele como bajulado, o que deu início á confusão. Participando de maneira remota, Jair Bolsonaro deixou a entrevista. Confira o vídeo abaixo:
Entenda
Paulo Marinho, pai de André, foi um dos empresários que investiram na campanha presidencial de Bolsonaro em 2018. Ele rompeu com o presidente em maio de 2020, quando revelou que o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) disse ter recebido informações privilegiadas da Polícia Federal (PF) sobre Fabrício Queiroz, assessor que seria o responsável por operar o esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio. A prática é configurada como crime de peculato.
Chegou à Câmara Municipal de João Pessoa nesta terça-feira, 26, o Projeto de Lei do Orçamento Anual da Prefeitura Municipal de João Pessoa, exercício de 2022. A primeira de três leituras da LOA 2022 foi feita hoje em plenário durante a sessão ordinária. A previsão global da Receita Municipal é de R$ 3.063.025.411,00 (três bilhões, sessenta e três milhões, vinte e cinco mil e quatrocentos e onze reais). Esse valor representa um acréscimo de 9,45% em relação à Lei Orçamentária de 2021.
Ainda nesta terça-feira, a íntegra da LOA 2022 foi disponibilizada no site da Câmara Municipal de João Pessoa, aqui, para que o documento pudesse ser consultado pelos vereadores e por qualquer cidadão interessado na matéria.
De acordo com a prefeitura de João Pessoa, o acréscimo nos valores do orçamento deste ano é fruto da perspectiva de aumento nas Receitas Ordinárias Municipais, pela retomada das atividades econômicas após um período em que a economia foi fortemente afetada pela Pandemia do Coronavírus, bem como do aumento nos Repasses dos Recursos de Operações de Crédito ao longo do exercício financeiro de 2022, em especial os recursos advindos do Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID ao Programa João Pessoa Sustentável e das Transferências Voluntárias (Convênios).
A Lei Orçamentária Anual de 2022 ainda vai tramitar na Comissão de Finanças, Orçamento, Obras e Administração Pública (CFO) da Câmara e será aberta à apresentação de emendas dos vereadores que serão selecionadas pelo relator da peça, a ser designado na Comissão.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira (27) que o partido está de portas abertas para a senadora Daniella Ribeiro e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, ambos do PP. Os dois parlamentares prestigiam a solenidade de filiação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao partido de Kassab.
O convite para integrarem os quadros do partido foi confirmado pela senadora ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM. Segundo Daniella, ainda não tem nada definido.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, não poupou palavras para se referir ao colega de governo e ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, durante encontro com integrantes da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que brigam para ter de volta R$ 600 milhões de recursos retirados do ministério da área.
De acordo com informações da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, em reunião em sua sala, Guedes chamou colegas do próprio governo de incompetentes, se referiu ao ministro-astronauta como burro, e disse que “às vezes eu mesmo me pergunto o que estou fazendo aqui.”
O ministro da Economia também deu a entender que o colega de Esplanada vive no ‘espaço’ e não entende nada de gestão.
No local estavam deputados da base e de oposição. Paulo Guedes disse ainda que não falta dinheiro para o país, mas falta gestão.
A Executiva Nacional do Cidadania avalia a possibilidade de se unir em federação partidária com o PSDB nas Eleições 2022 como estratégia para sobreviver à cláusula de barreira. O governador João Azevêdo (Cidadania) não impõe resistência à ideia. Ele participou de uma reunião em Brasília, nesta terça-feira (26), com correligionários da legenda para debater o cenário político e os rumos do partido com as novas regras eleitorais.
O sistema de federação partidária permite aos partidos se unirem para atuar como uma só legenda nas eleições e na legislatura, devendo permanecer assim por um mínimo de quatro anos, sem precisar se fundir.
Para João Azevedo, após a decisão do partido será possível traçar estratégias com os estados. “Essa definição do processo é importante para começarmos a articular com os estados”, reiterou.
Apesar do aceno de João Azevêdo, uma ‘harmonização de interesses’ local já encontra resistência na Paraíba. Os tucanos são oposição ao seu governo. O presidente estadual do PSDB, o deputado Pedro Cunha Lima, tem reiterado que não há a menor chance de aliança com João Azevêdo. O tema veio à tona após a tese de composição do pré-candidato da oposição, Romero Rodrigues (PSD), com João para 2022.
A decisão do procurador-geral da República, Augusto Aras, de só tomar qualquer atitude sobre o relatório da CPI da Covid após uma “análise prévia” por um órgão da PGR foi vista internamente como uma medida para ganhar tempo e não se indispor nem com o governo Bolsonaro e nem com senadores da comissão.
Procuradores avaliam que a manobra também busca jogar a responsabilidade em outros membros do Ministério Público e reduzir qualquer desgaste em torno de Bolsonaro e do Palácio do Planalto.
O documento, que será entregue nesta quarta-feira (27) à PGR, é foco de desgaste não só para Bolsonaro e seus três filhos, Flávio, Eduardo e Carlos, todos indiciados por diversos crimes no documento, mas também para nomes do governo como o do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, do ministro da Casa Civil, Braga Netto, e do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, vai se reunir nesta quarta-feira (27) com lideranças do partido no estado. O encontro definirá as estratégias para o partido e discutir a, quase consolidada, aliança entre o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, e o governador João Azevêdo (Cidadania).
Além de Romero, também vão participar do encontro o ex-senador Raimundo Lira e a vereadora Eva Gouveia, que integram o diretório do partido no estado.
A parlamentar é uma das defensoras da tese de união do grupo campinense com o Palácio da Redenção. Ela destacou, inclusive, que “a presença do PSDB é importante” numa eventual composição.
“O que defendo é o diálogo de Romero com João e tenho dito isso publicamente e internamente. É, inclusive, o que converso com Kassab e com o próprio Romero. Mas não há nada de construção, e é preciso que isso seja observado. O que há é o desejo de união, de todos. Sem cobranças públicas, sem agressões, sem vaidades. Com espírito desarmado, de respeito, de respeito principalmente”, pontuou Eva.
O ex-prefeito de Campina Grande e presidente do PSD na Paraíba, Romero Rodrigues, não será mais candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2022.
O anúncio da retirada da pré-candidatura foi feito na noite dessa terça-feira (26) durante uma reunião em Brasília de Romero com lideranças do PSDB, principal partido que dava apoio à postulação de Rodrigues.
Estiveram presentes no encontro o ex-senador Cássio Cunha Lima e os deputados Pedro Cunha Lima, Camila Toscano, Tovar Correia Lima e Ruy Carneiro.
Na reunião, Romero reiterou que não conversou com o governador João Azevêdo (Cidadania), mas deixou claro que essa é uma possibilidade.
Um novo encontro deve acontecer nesta quarta-feira (27) para tratar sobre o futuro do grupo no estado. O que a maioria dos tucanos acredita é que não há condições de compor o PSDB com o Palácio da Redenção. Por isso, seguirá na oposição, ao menos no entendimento do hoje.
Confira os nomes listados pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL):
Jair Bolsonaro, presidente da República – epidemia com resultado morte; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde – epidemia culposa com resultado morte e prevaricação
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde – emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; comunicação falsa de crime e crimes contra a humanidade
Ernesto Araújo, ex-ministro das relações exteriores – epidemia culposa com resultado morte e incitação ao crime
Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho e Previdência – incitação ao crime e crimes contra a humanidade
Walter Braga Netto, ministro da Defesa – incitação ao crime e crimes contra a humanidade
Wagner de Campos Rosário, ministro da CGU – prevaricação
Flávio Bolsonaro, senador – incitação ao crimeEduardo Bolsonaro, deputado federal – incitação ao crime
Bia Kicis, deputada federal – incitação ao crime
Carla Zambelli, deputada federal – incitação ao crime
Ricardo Barros, deputado federal e líder do governo na Câmara – incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa
Osmar Terra, deputado federal – epidemia com resultado morte e incitação ao crime
Carlos Jordy, deputado federal – incitação ao crime
Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro – incitação ao crime
Roberto Jefferson, ex-deputado federal – incitação ao crime
Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência – prevaricação e advocacia administrativa
Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde – epidemia com resultado morte, prevaricação e crime contra a humanidade
Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de logística do Ministério da Saúde – corrupção passiva; formação de organização criminosa e improbidade administrativa
Roberto Goidanich, ex-presidente da Funag – incitação ao crime
Helio Angotti Neto, secretário do Ministério da Saúde – incitação ao crime
Heitor Freire de Abreu, secretário do Ministério da Defesa – epidemia com resultado morte
Filipe Martins, assessor especial da presidência – incitação ao crime
Tércio Arnaud, assessor especial da presidência – incitação ao crime
Arthur Weintraub, ex-assessor da presidência – epidemia com resultado de morte
Airton Antônio Soligo, ex-assessor do Ministério da Saúde – usurpação de função pública
Élcio Franco, ex-secretário do Ministério da Saúde – epidemia com resultado morte e improbidade administrativa
Alex Lial Marinho, ex-coordenador de logística do Ministério da Saúde – advocacia administrativa
Marcelo Bento Pires, coronel da reserva – advocacia administrativa
Hélcio Bruno, coronel da reserva – incitação ao crime
Thiago Fernandes da Costa, servidor do Ministério da Saúde – advocacia administrativa
Regina Célia de Oliveira – advocacia administrativa
Wilson Lima, governador do Amazonas, somente citado por não ter feito alertas necessários durante a crise de oxigênio em Manaus
Marcellus Campêlo, ex-secretário de Saúde do Amazonas, somente citado por gestão inadequada da crise
Carlos Wizard Martins, empresário – epidemia com resultado morte e incitação ao crime
Luciano Hang, empresário – incitação ao crime
Francisco Emerson Maximiano, empresário dono da Precisa Medicamentos – falsidade ideológica; formação de organização criminosa e improbidade administrativa
José Ricardo Santana, empresário – formação de organização criminosa
Emanuella Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos – falsidade ideológica; formação de organização criminosa e improbidade administrativa
Marcos Tolentino, empresário – formação de organização criminosa e improbidade administrativa
Otavio Fakhoury, empresário – incitação ao crime
Eduardo Parrillo, empresário Dono da Prevent Senior – perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade
Fernando Parrillo, empresário Dono da Prevent Senior – perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade
Raimundo Nonato Brasil, sócio da VTCLOg – corrupção ativa e improbidade administrativa
Pedro Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior – perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade
Danilo Trento, diretor institucional da Precisa Medicamentos – formação de organização criminosa e improbidade administrativa
Andreia da Silva Lima, diretora-executiva da VTCLog – corrupção ativa e improbidade administrativa
Carlos Alberto Sá, sócio da VTCLog – corrupção ativa e improbidade administrativa
Teresa Cristina de Sá, sócia da VTCLog – improbidade administrativa
José Alves, empresário dono da Vitamedic – epidemia com resultado morte
Luciano Dias Azevedo, médico – epidemia com resultado morte
Nise Yamaguchi, médica – epidemia com resultado morte
Paolo Zanoto, médico e professor da USP – epidemia com resultado morte
Flávio Cadegiani, médico – crime contra a humanidade
Daniella de Aguiar Moreira da Silva, médica da Prevent Senior – crime de omissão e crime consumado
Paola Werneck, médica da Prevent Senior – perigo para a vida ou saúde de outrem
Daniel Arrido Baena, médico da Prevent Senior – falsidade ideológica
João Paulo Barros, médico da Prevent Senior – falsidade ideológica
Fernanda de Oliveira Igarashi, médica da Prevent Senior – falsidade ideológica
Carla Guerra, médica da Prevent Senior – perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade
Rodrigo Esper, médico da Prevent Senior, perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade
Fernanda Oikawa, médica da Prevent Senior, perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade
Mauro Luiz de Brito Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina – epidemia com resultado morte
Antonio Jordão, presidente da associação médicos pela vida – epidemia com resultado morte
Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos – falsidade ideológica e improbidade administrativa
Rafael Franscisco Carmo Alves, intermediador da Davati – corrupção ativa
José Odilon Torres da Silveira Júnior, intermediador da Davati – corrupção ativa
Cristiano Carvalho, intermediador da Davati – corrupção ativa
Marcelo Blanco da Costa, ex-assessor do Ministério da Saúde – corrupção ativa
Luiz P. Dominguetti, representante da Davati – corrupção ativa
Marconny Albernaz Faria, lobista intermediário da Precisa Medicamentos – formação de organização criminosa
Amilton Gomes de Paula, reverendo – tráfico de influência
Allan dos Santos, blogueiro bolsonarista – incitação ao crime
Paulo Eneas, editor do site Crítica Nacional – incitação ao crime
Bernardo Kuster, diretor do jornal Brasil Sem Medo – incitação ao crime
Oswaldo Eustáquio, blogueiro bolsonarista – incitação ao crime
Richar Pozzer, artista – incitação ao crime
Leandro Ruschel, influenciador e empresário – incitação ao crime
Precisa Medicamentos – ato lesivo à administração pública
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem três votos contra a cassação do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão por participação em esquema de disparo em massa de fake news nas eleições de 2018.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luís Felipe Salomão, e o ministro Mauro Campbell fizeram duras críticas ao chefe do Executivo, mas afirmaram que não foi comprovada gravidade suficiente que justifique a cassação da chapa. O ministro Sérgio Banhos também se posicionou contra a ação.
O julgamento foi interrompido devido ao horário e será retomado na próxima quinta-feira (28). A corte é composta por sete integrantes. Caso haja mais um voto nessa linha, a ação será rejeitada.
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