O presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, reafirmou que não é o papel da empresa atuar para segurar os preços dos combustíveis. Em entrevista ao Estadão, ele disse:
“Ainda há pessoas que consideram, por desinformação ou outro motivo, que a Petrobras deva ser responsável pela redução de preço. Ela não tem condições de fazer isso”.
Silva e Luna também comentou sobre a contribuição companhia: “A contribuição da Petrobras é quando se torna uma empresa saudável e gera recursos, que repassa para a União na forma de tributos, permitindo uma maior quantidade de dividendos pagos para a União. A Petrobras tem responsabilidade social e procura cumpri-la. Mas ela não pode fazer política pública. Ela coloca recursos nas mãos de quem pode fazer.”
A ex-prefeita de Conde, Márcia Lucena, apresentou novo pedido de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STF) para retirar a tornozeleira eletrônica imposta a ela como medida cautelar em um dos processos da operação Calvário. Ela pede extensão da decisão que beneficiou a ex-secretária de Saúde, Cláudia Veras.
Consta no processo que Márcia Lucena alega está exatamente na mesma situação fática e jurídica que Cláudia Veras, uma vez que respondem a mesma acusação e cumprem as mesmas medidas cautelares diversas da prisão pelo mesmo período.
A justiça substituiu a tornozeleira de Veras por comparecimento mensal em juízo.
O ministro Humberto Martins, do STJ, requereu mais informações ao Tribunal de Justiça da Paraíba antes de emitir uma decisão.
“No âmbito da Operação Calvário “a investigada Márcia de Figueiredo Lucena Lira praticou, teoricamente, no mínimo, o crime de organização criminosa (art. 2°, da Lei n° 12.850/13) e de corrupção passiva (art. 317, CP), nos moldes apontados pelo Ministério Público” e que “os levantamentos realizados pela investigação demonstram, ao menos em tese, que Márcia de Figueiredo Lucena Lira seria figura relevante do núcleo político da organização criminosa investigada, responsável pela estruturação das fraudes na educação, bem como por ser prefeita, cargo que, ao revés, a obrigaria a defender os interesses públicos”, diz trecho do processo.
A pouco menos de dez meses das eleições presidenciais, aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) elegeram os evangélicos como um dos principais focos de disputa.
Cada lado, porém, usará métodos diferentes para tentar ampliar a vantagem nesse eleitorado. Segundo petistas, o partido quer atrair esse segmento pela base, por meio do discurso voltado para a economia.
Já Bolsonaro, de acordo com aliados, mira a cúpula das igrejas em busca de fidelizá-las com o apelo da pauta de costumes.
Segundo dados da pesquisa Datafolha divulgada em 16 de dezembro, 39% dos evangélicos votariam em Lula contra 33% de Bolsonaro no primeiro turno. No segundo turno, há empate técnico: 46% dos religiosos declaram intenção de eleger o petista, enquanto 44% escolheriam Bolsonaro.
Para o atual mandatário, esse eleitorado garante parte da marca conservadora que ele embute em seu governo, como a defesa da família e costumes.
O pré-candidato à Presidência da República Sergio Moro (Podemos) se pronunciou, nesta sexta-feira (7/1), sobre as vaias recebidas ao desembarcar em João Pessoa na quinta-feira (6/1). O ex-ministro da Justiça visita a Paraíba como parte de um giro pelo Nordeste.
De acordo com ele, em entrevista à Rádio Jornal, as vaias que ouviu foram de “uma ou duas pessoas que provavelmente foram pagas”. “Nesses tempos de internet, pega duas pessoas, que provavelmente foram pagas, e faz uma gritaria”, disse.
Moro ainda afirmou que o foi “um episódio pequeniníssimo” e que uma “multidão favorável” também estava no local. Segundo ele, “as pessoas têm direito a ter sua opinião”.
Ele relatou que tem sido bem recebido no estado. “Aonde eu estou indo aqui em João Pessoa, as pessoas pedem para tirar fotos e cumprimentam pelo trabalho. A receptividade tem sido grande”, conta.
As chegadas do ex-governador Ricardo Coutinho e do ex-prefeito Luciano Cartaxo ao PT tem causado descontentamento aos filiados da legenda. Nesta sexta-feira (7), Charliton Machado, militante histórico do partido, comunicou a sua desistência de concorrer ao Senado.
Em nota, ele criticou a postura autoritária que com o retorno de Ricardo e Cartaxo, pela falta de diálogo na construção para 2022 ao priorizar, segundo ele, os interesses dos caciques.
Foto: Reprodução
Autoritarismo é bem a marca registrada de Ricardo Coutinho, que por muitas vezes perseguiu a imprensa por não concordar com as pautas do governo. Há também perseguições feitas a servidores da prefeitura e do estado. Nada de novo na Paraíba.
Passeando pela Paraíba, o ex-ministro petista, José Dirceu, encontrou-se na noite desta quinta-feira (05), com o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e com o ex-candidato ao Senado, Lucélio Cartaxo. Vale ressaltar que os dois irmãos abandonaram o PT em 2015 por causa do cenário de crise nacional e os “escândalos políticos”.
Dirceu desembarcou na Paraíba na última segunda-feira (03) para se reunir com personagens petistas do estado. Na pauta, as eleição de outubro, a disputa pela Presidência da República e a conjuntura local.
Na noite da última quarta-feira (05), ele já havia tido um encontro com o ex-governador Ricardo Coutinho, bastante criticado pelos eleitores do político investigado na operação Calvário.
Considerado sucessor de Lula, Dirceu não prosperou na política por causa de seu envolvimento em escândalos de corrupção como o Mensalão e o Petrolão.
Com a redução no policiamento nas ruas da Paraíba, os próprios criminosos começaram com um “código de conduta” em uma comunidade de Cabedelo.
Uma pichação em um muro da rua Jair Cunha Cavalcanti, no bairro Portal do Poço tem chamado atenção das pessoas que passam no local. Assinada pela “Tropa do Marujo” e acompanhada de uma arte de um homem com boné, a mensagem dita regras a serem seguidas nas redondezas.
Segundo as ”normas” do grupo, é proibido empinar motocicletas, andar em velocidade alta, usar “cano barulhento” e até som alto não é permitido após às 22h. A justificativa, segundo o autor, é para não atrapalhar o sossego de crianças e idosos.
O tenente-coronel Kelton, da Polícia Militar, afirmou que o bairro não é um dos mais violentos, mas garantiu que o caso será investigado. Será?
O ex- ministro petista, José Dirceu, escolheu o belo litoral paraibano para curtir suas férias.
O petista foi visto na ilha de Areia Vermelha, localizada, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa.
Antes de mergulhar nas águas mornas e calmas da ilha que é um dos pontos turísticos mais populares entre os turistas que visitam João Pessoa, o ex- ministro se encontrou nesta quarta-feira, 05, em um jantar com o ex- governador Ricardo Coutinho e o presidente do Partido dos Trabalhadores na Paraíba, Jackson Macedo.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz Sergio Moro foi xingado no Aeroporto Internacional Castro Pinto, em Bayeux enquanto passava pelo local nesta quinta-feira (6). Em vídeo compartilhado nas redes sociais, é possível ouvir pessoas chamando Moro de “traíra” diversas vezes.
Um dos apoiadores do, agora candidato a Presidência da República, se exalta com um casal que estava sentado em um banco na área de desembarque e parte para agressão física, inclusive empurrando uma mulher que estava no caminho e derrubando uma mala.
Ele em seguida sai, caminhando na direção em que estaria Sérgio Moro.
Sergio Moro (Podemos) afirmou que, se eleito em outubro deste ano, não disputará a reeleição para presidente da República. Ele cumpre agenda política na Paraíba até o próximo sábado (8).
Em entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, o pré-candidato à presidência da República assumiu o compromisso de encaminhar uma Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o instituto da reeleição para o Executivo.
Essa PEC pouparia prefeitos eleitos em 2020 e governadores eleitos em 2022, inicialmente. “Até para não se criar uma oposição política. Mas, para presidente da República já elimina essa possibilidade”, disse.
Justificou que, por vezes, o poder sobre à cabeça e que muitos se elegem já pensando na reeleição.
Ainda na entrevista, o ex-juiz da Lava Jato afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o grande responsável por “ressuscitar o ex-presidente Lula (PT) e trazê-lo de volta para a disputa eleitoral.
“Foi o Bolsonaro que ressuscitou o Lula. Se fosse um governo melhor, não haveria nenhuma discussão sobre o PT ou qualquer coisa. Isso revela que o governo infelizmente é muito ruim”, disparou.
Segundo Moro, o presidente não entregou nada do que prometeu e que foi “enganado”, o que o levou a entregar o cargo de ministro da Justiça e romper com Bolsonaro.
“Infelizmente, a gente tem que chegar à conclusão de que o governo atual não entregou o que prometeu no início. Às vezes, é normal não entregar tudo o que se promete no início. Mas, ele não entregou nada”.
Na entrevista, ele também defendeu a ruptura da polarização entre Lula e Bolsonaro, se colocando como alternativa da chamada terceira via.
Em parte, tem conseguido já que o governador João Doria (PSDB) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) enfrentam problemas. O primeiro ainda não se “mexeu”. O segundo, decidiu mudar a estratégia “paz e amor” para um discurso mais radical.
Segundo o pré-candidato, a maioria da população não está interessada no debate entre esquerda e direita, mas sim em ter serviços públicos de qualidade. Moro afirmou que o Brasil não pode se perder em brigas infantis.
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