O deputado federal Pedro Cunha Lima, pré-candidato ao governo pelo PSDB, admitiu na tarde desta quarta-feira (16) que poderia compor com o deputado Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao Senado.
Em entrevista à Arapuan FM, Cunha Lima disse que “há a possibilidade” de fazer aliança com o parlamentar visando as eleições deste ano. Pedro, no entanto, ponderou que esse era o momento para Efraim ouvir a base e analisar qual seria o cenário que poderia trilhar.
Efraim Filho faz parte da base do governador João Azevêdo (PSB), mas trava uma batalha interna com o também deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) para definir quem irá ser o companheiro de chapa da base governista.
O deputado Wilson Filho, líder do governo na Assembleia Legislativa, disse que a apreciação das contas de Ricardo Coutinho será feita de maneira livre e cada parlamentar votará como quiser. “Quando existe esse tipo de votação não existe liderança de governo e de oposição, cada deputado vota do seu jeito, de acordo com o que acha”, disse em entrevista à rádio Arapuan.
A partir da decisão do TCE-PB, que resprocou as contas de 2016 do ex-governador, o parecer foi encaminhado à Assembleia Legislativa, a quem compete julgar as contas do governo em definitivo, como prevê a Constituição Estadual e pode resultar na condenação do ex-governador na Lei da Ficha Limpa, o que, na tese, o deixaria inelegível. Segundo Wilson Filho, advogados e outros especialistas na Casa de Epitácio Pessoa vão auxiliar os advogados sobre a tramitação do processo.
Ele apontou ainda que o processo encaminhando pelo TCE-PB não chegou até as mãos dos deputados, o que pode atrasar o julgamento. “Estamos esperando a Mesa Diretora da Assembleia iniciar a discussão do tema. Após isso, nós receberemos os documentos que vieram do Tribunal de Contas e respaldaram a decisão. E a partir disso, temos na Casa advogados que vão avaliar”, disse.
“Eu acho que esse tipo de votação é naturalmente, isso digo até em caráter nacional, quando existe esse tipo de votação não existe liderança de governo e de oposição, cada deputado vota do seu jeito, de acordo com o que acha”, concluiu Wilson Filho.
O pré-candidato ao Senado, Pastor Sérgio Queiroz (PRTB), usou as redes sociais para anunciar um evento de filiação coletiva do partido, que deve acontecer nesta quinta-feira (16) no Hotel Manaíra, na orla da capital.
Nesta quarta (16), o procurador da Fazenda Nacional recebe a imprensa para uma coletiva em Campina Grande, quando lançará oficialmente sua pré-candidatura ao Senado da República. A coletiva acontecerá no auditório da Associação Campinense de Imprensa (ACI).
Durante a coletiva, Queiroz irá reafirmar suas ideias e o caminho que o partido deve trilhar na chapa majoritária para as eleições deste ano
Durante uma entrevista a uma rádio de Patos, no sertão paraibano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse não acreditar no teto de gastos, e afirmou que a regra para limitar despesas do governo é “incompetência de quem governa o país”. O petista defendeu que, muitas vezes, o gasto é investimento. Teto de gastos é o mecanismo que limita as despesas do governo à variação da inflação anual.
“Não tem que limitar porque, quando limita, é para gastar menos para o benefício do povo”, disse. O pré-candidato a presidente deu as declarações em entrevista nesta terça-feira (15).
Lula afirmou que, em um eventual governo, trabalhará para “recuperar os direitos do povo pobre”. Citou o fortalecimento de políticas sociais, a criação de empregos, e apoio a micro e pequenas empresas. “Vamos gastar o que for preciso gastar”.
O ex-presidente também criticou a alta do preço dos combustíveis, a equiparação com a cotação internacional do petróleo, e a dependência da importação de gasolina. Disse que isso se deve à falta de refinarias. “A incompetência é muito grande de quem governa esse país desde o golpe da Dilma”, afirmou. “Se tivessem continuado [a construção das] refinarias, elas poderiam estar prontas, inauguradas, e o Brasil poderia não estar hoje importando gasolina refinada”.
Sobre a Petrobras, declarou que os lucros da estatal não são usados para investimentos, mas para distribuição de dividendos, “sobretudo para acionistas americanos”. Disse que a companhia não é uma empresa privada para pensar “só em lucro”, e que durante sua presidência (2003-2010) a petroleira investiu no desenvolvimento do país.
“Se preparem, porque vamos ganhar as eleições, e a gente vai recuperar a Petrobras para o povo brasileiro”.
Lula ainda deixou em aberto a possível aliança com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido). Disse ser necessário mais paciência para a definição dos eventuais apoios na eleição. Segundo o ex-presidente, há conversas com partidos e movimentos. Ele citou o MDB, e legendas de esquerda e centro-esquerda, como Psol, PC do B, PSB e Solidariedade.
O petista voltou a dizer que ainda não definiu se será candidato no pleito deste ano. Afirmou que decidirá no final de abril. Ele criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citá-lo, disse ser um “pária que não tem noção do que está fazendo no Brasil”.
“Nunca falou a palavra Bíblia, só fala a palavra arma. É um negacionista, não fala em amor, fala em guerra. Não fala em paz, fala em ódio. É uma pessoa que o Brasil não merecia”.
O ex-presidente Lula colocou hoje mais ‘lenha na fogueira’ sobre a discussão em torno do apoio dele e do PT nas eleições majoritárias da Paraíba este ano. Durante entrevista à Rádio Espinharas, de Patos, o petista disse estar “altamente convencido” sobre uma aliança com o senador Veneziano Vital (MDB).
“Todo mundo sabe que aí na Paraíba eu estou altamente convencido da necessidade de fazer aliança com o MDB, com Veneziano. Precisamos juntar mais gente”, assinalou o ex-presidente, ao ser questionado sobre a possibilidade de ter o ex-governador Geraldo Alckmin como companheiro de chapa.
Por outro lado, o ex-presidente não adiantou se participará ativamente do processo eleitoral paraibano.
No Estado o petista também tem o apoio do governador João Azevêdo (PSB). Veneziano, porém, parece ser o ‘preferido’ do ex-presidente.
O ex-governador Roberto Paulino, secretário de Governo da Paraíba, revelou nesta segunda-feira (14), que um grupo de prefeitos, ex-prefeito e lideranças do MDB vão oficializar o apoio à reeleição do governador João Azevêdo (PSB).
“Existe um segmento dentro do MDB que é até forte, que apoia o governador João Azevêdo. Esse pessoal tem conversado para levar a João o apoio. Estamos organizando um grupo de amigos para levar a solidariedade e apoio a João Azevêdo”, disse.
Questionado se a decisão não geraria conflito com o senador Veneziano , pré-candidato ao governo do Estado pelo MDB, Paulino afirmou que o senador tem ciência da dissidência na sigla. “Ele (veneziano) sabe que existe uma dissidência, que existe um grupo que apoia João Azevêdo”, frisou.
O governador João Azevêdo (PSB) comentou durante agenda administrativa no Espaço CulturaL, a declaração do prefeito Vítor Hugo (Republicanos), que escreveu nas redes sociais que o chefe do Executivo estadual estaria escanteando o deputado federal Efraim Filho (União Brasil) para anunciar o nome de Aguinaldo Ribeiro (PP). Ambos disputam a vaga de Senador na chapa de João.
“Espero que o prefeito não esteja montando minha chapa”, afirmou o governador.
Em agosto do ano passado, Vitor Hugo chegou a defender João de cobrança por parte de aliados. “As decisões do governador devem ser respeitadas, é um desrespeito o que vem sendo feito por algumas lideranças dentro do próprio grupo. João é a maior liderança política do Estado e o martelo final sobre quem estará ao lado dele na cabeça de chapa será batido por ele no momento certo”, disse Hugo à época.
O juiz plantonista da Comarca de Campina Grande, Hugo Zaher, negou neste domingo (13) uma liminar interposta pelo Ministério Público Estadual contra o decreto da Prefeitura de Campina Grande, que desobriga o uso de máscaras ao ar livre no município.
O magistrado argumentou que a alta taxa de vacinação e a baixa ocupação de leitos com pacientes com covid-19 podem indicar mais flexibilizações. Veja decisão:
Ele ainda defendeu a utilização de mácras em locais fechados.” Em conformação com o também fundamental direito à saúde da população campinense aponta que se mostra adequada, proporcional e necessária a manutenção da obrigatoriedade de utilização de máscaras apenas para ambientes fechados, onde a circulação do ar é reduzida”, diz um trecho da decisão.
O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, usou as redes sociais para demonstrar um total descontentamento com a suposta escolha de João Azevedo, que teria optado pelo deputado federal campinense, Aguinaldo Ribeiro, para compor a chapa como pré-candidato ao Senado. “3 senadores de Campina [Grande]? É isso?” disse, em clara referência a Veneziano Vital (MDB) e sua mãe, Nilda Gondim, que assumiu o posto após a morte de Zé Maranhão.
“Que governo é esse que abandona um aliado que o elegeu?” indagou Vitor, ao defender Efraim Filho.
Efraim Filho está na base do governo há muito tempo, quando Ricardo Coutinho, ex-aliado de João ainda era governador. Enquanto Aguinaldo Ribeiro chegou ao grupo após uma aliança que elegeu Cícero Lucena à prefeitura de João Pessoa. Como ainda ná há “prego batido e ponta virada”, os aliados tem demonstrado impaciência com a indefinição,
A recente melhora no desempenho do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto causou apreensão no núcleo de decisões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá apressar sua apresentação formal como pré-candidato petista ao Palácio do Planalto para o início de abril.
A data ainda não está marcada, mas o evento ocorrerá logo seja fechada a chamada janela partidária, ou seja, no dia 1º de abril, quando termina o prazo para a mudança de partidos ou filiações de quem concorrerá à eleição neste ano.
O PT planeja um grande um grande ato em São Paulo, reunindo aliados e o ex-governador Geraldo Alckmin, escolhido como vice, e que ainda negocia sua filiação com algum partido da base de Lula, seja o PV, ou PSB.
Antes do lançamento oficial da pré-campanha, Lula fará duas viagens: Uma delas será para Curitiba, no dia 18, para participar da filiação do ex-senador Roberto Requião ao PT. Requião será o nome do partido para disputar o governo do estado.
A outra viagem será para o Rio de Janeiro, no dia 30 de abril, para participar do Congresso do PCdoB, partido que se unirá ao PT e ao PV em uma federação pró-Lula.
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