Política

Já pode pedir votos? Procuradoria vê propaganda antecipada em fala de Lula sobre ex-ministras

Ricardo Stuckert / PR

A procuradora regional eleitoral de São Paulo, Maria Cristina Simões Amorim Ziouva, deu parecer favorável à representação apresentada pelo partido Missão contra o presidente Lula (PT) e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Segundo o parecer, uma fala de Lula durante o lançamento do programa Move Aplicativos, em 19 de maio, configura propaganda eleitoral antecipada. Na ocasião, o presidente disse: “Só não mexam com a Janja. Nem com a Simone, nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas, um dia, é dar voto para as duas. Só isso. Um dia, sabe?”

Para a procuradora, a declaração faz um pedido explícito de votos para as duas pré-candidatas ao Senado, o que é proibido pela legislação eleitoral antes de 16 de agosto do ano da eleição.

O caso tem como relatora a juíza Danyelle Galvão, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que ainda vai analisar o processo. A decisão final será do plenário do TRE-SP.

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Política

PESQUISA MEIA/IDEIA: Lula lidera no 1º turno e tem empate técnico com Flávio Bolsonaro no 2º

Reprodução

Uma pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje (8), mostra o presidente Lula (PT) à frente no primeiro turno. No segundo turno, o petista tem 45% das intenções de voto, contra 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

1º turno – pesquisa estimulada

  • Lula (PT) – 40,4%

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 32%

  • Ronaldo Caiado (PSD) – 4%

  • Romeu Zema (Novo) – 2,5%

  • Aécio Neves (PSDB) – 2%

  • Renan Santos (Missão) – 2%

  • Augusto Cury (Avante) – 1,5%

  • Joaquim Barbosa (DC) – 0,5%

  • Cabo Daciolo (Mobiliza) – 0,5%

  • Branco/Nulo – 1,1%

  • Rui Costa Pimenta (PCO) – 0,4%

  • Samara Martins (UP) – 0,4%

  • Hertz Dias (PSTU) – 0,1%

  • Edmilson Costa (PCB) – 0,1%

  • Ninguém/Branco/Nulo – 4,1%

  • Não sabem – 9,5%

2º turno

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT) – 45%

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 40%

  • Branco/Nulo – 10,5%

  • Não sabem – 4,5%

Metodologia

O levantamento entrevistou 1.500 eleitores por telefone entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05628/2026.

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Política

Nos EUA, Flávio Bolsonaro chama o PT de ‘Partido do Tarifaço’

Foto: Reprodução X/Flavio Bolsonaro

O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), chamou, nesta terça-feira (7), o PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de “Partido do Tarifaço”. A declaração foi feita após participar de uma audiência do USTR, em Washington, sobre possíveis tarifas a produtos brasileiros.

Em publicação no X, ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Flávio afirmou: “Ao lado de Eduardo Bolsonaro e a postos para fazer uma defesa técnica e que proteja todas as empresas brasileiras de um possível tarifaço. Nossa luta é pelo Brasil e por todos os brasileiros!”.

O senador disse que fez uma defesa “técnica e política” durante a audiência. Segundo ele, a decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá ao presidente dos Estados Unidos.

Flávio informou ainda que permanecerá nos Estados Unidos até quinta-feira (9), onde terá reuniões para defender que as tarifas não sejam aplicadas.

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Política

Hugo Motta cria comissão para analisar PEC da redução da maioridade penal

Marina Ramos/Camara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou nesta segunda-feira (6) a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes graves.

A medida destrava a tramitação da PEC, depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter aprovado em junho a admissibilidade da proposta.

A criação de uma comissão especial é uma das etapas previstas na tramitação de uma PEC no Congresso. O colegiado será responsável por aprofundar o debate sobre o tema, incluindo a realização de audiências públicas e a consulta a especialistas.

Ao final dos trabalhos, a comissão deverá votar um relatório com a indicação de aprovação ou rejeição, antes que a proposta possa levada ao plenário da Câmara. Ainda não está decidido quem será o relator da PEC da maioridade penal.

A proposta a ser analisada altera o artigo 228 da Constituição para incluir a previsão de que a maioridade penal – idade a partir da qual uma pessoa pode ser julgada e condenada por crimes comuns, por exemplo – é atingida aos 16 anos, e não aos 18 anos, como estabelece o texto atual.

Pelas normas atuais, pessoas abaixo de 18 anos são inimputáveis e estão submetidas a uma legislação diferenciada.

Após Motta ter autorizado a instalação da comissão especial sobre o tema, os partidos deverão indicar os integrantes do colegiado. O prazo inicial para a análise e apresentação de modificações ao texto da PEC é de 10 sessões do plenário.

O colegiado tem o tempo máximo de até 40 sessões plenárias para aprovar um parecer final. Após esse período, o presidente da Câmara pode levar a PEC para votação diretamente no plenário, segundo o regimento interno.

Agência Brasil

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Política

“Vamos colocar em pauta novamente”, diz Zema ao defender novo julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe

crédito: Reprodução/Redes Sociais

O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou na segunda-feira (6/7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria passar por um novo julgamento no processo em que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Apesar de dizer que defende a democracia, Zema questionou a atuação do STF no caso e defendeu uma reavaliação do processo.

A declaração foi dada durante entrevista ao grupo Derrubando Muros. Ao falar sobre a anistia a Bolsonaro, o ex-governador de Minas Gerais afirmou: “Talvez deveria ter rejulgamento [do ex-presidente] para avaliar. Vamos colocar em pauta novamente, aprofundar com pessoas mais isentas”.

Zema também afirmou considerar que o processo teve influência política. “Agora, na minha opinião, teve mais condução política do que jurídica [no julgamento]”, declarou.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado. O julgamento foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que é alvo de críticas de Zema.

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Política

Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas

crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Agência Brasil

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Política

Nos EUA, Flávio diz que Lula quer tarifaço de Trump para ter ganho político

Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de incentivar o tarifaço comercial imposto pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros.

Segundo Flávio, apesar do discurso de Lula contra as tarifas norte-americanas, o presidente e pré-candidato à reeleição entende que a medida pode lhe beneficiar politicamente, às vésperas das eleições gerais no país.

“O presidente da República simplesmente lavou as mãos. Ele é o único no mundo que quer essa tarifação para as empresas brasileiras porque acha que vai ter algum retorno político”, afirmou Flávio durante uma live, nos EUA, neste domingo, 5, ao lado do irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

“Entre todos os itens que estão sendo levados em consideração para saber se vão colocar a tarifa ou não, um deles é a corrupção. E, claramente, sabemos que o governo não combate a corrupção”, completou Flávio.

O senador está nos EUA para participar de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio do país (USTR), na próxima terça-feira, 7. A reunião será conduzida pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

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Política

Flávio Bolsonaro vincula eliminação do Brasil ao PT: “Desde que assumiu, nunca mais ganhou nada”

Vittor Sales/Divulgação pré-campanha

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, comentou neste domingo (5) a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em publicação no X, ele afirmou que, desde que o PT assumiu o poder, o país “nunca mais ganhou nada”.

Após o fim da campanha brasileira na Copa de 2026, o senador também declarou que os brasileiros “vão ganhar o Brasil”, em referência à eleição presidencial de outubro.

Flávio se referiu ao jejum da Seleção Masculina de futebol no Mundial desde o penta em 2002, embora o país tenha alcançado outras taças oficiais nas últimas duas décadas, como Copa América e Ouro Olímpico.

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Política

STM deve julgar perda de patente de Bolsonaro somente depois das eleições

O Superior Tribunal Militar (STM) deve analisar, após as eleições de outubro, os processos que tratam da perda de posto e patente de militares condenados por tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O início dos julgamentos deve ficar para depois das eleições por causa do calendário eleitoral e da tramitação dos processos. Integrantes da Corte avaliam que o período eleitoral pode influenciar as discussões e preferem analisar os casos em um cenário político mais estável. Também existe a possibilidade de uma eventual anistia aos condenados. O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia a Bolsonaro.

O recesso do Judiciário, que suspende os prazos processuais até o início de agosto, também contribui para o adiamento. Além disso, o STM aprovou um novo rito para esses processos, permitindo que as partes apresentem novos documentos, como materiais do STF e declarações de testemunhas sobre a conduta dos militares.

Cada processo tem um relator e tramita de forma individual, o que faz com que os julgamentos avancem em ritmos diferentes.

No caso de Bolsonaro, a defesa já apresentou suas manifestações. Agora, o relator deve elaborar seu voto e enviar o processo ao revisor. Depois dessa etapa, caberá à presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, definir a data do julgamento.

O STM não vai reavaliar a condenação aplicada pelo STF nem discutir culpa ou inocência. A análise será apenas sobre a permanência ou não do posto e da patente militar.

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Política

ELEIÇÕES 2026: Pesquisas mostram Flávio como principal nome da direita a rivalizar com Lula

Foto: Reprodução

Há três meses do primeiro turno, pesquisas recentes apontam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o principal nome da direita em uma disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo após o conflito com Michelle Bolsonaro (PL) e a polêmica envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master, o senador manteve desempenho semelhante nas intenções de voto.

Levantamento da Nexus, divulgado em 29 de junho, mostrou Lula com 47% e Flávio com 44% no segundo turno, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No primeiro turno, Lula apareceu com 42%, enquanto Flávio teve entre 34% e 35%.

Já a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 1º de julho, apontou Lula com 48,8% e Flávio com 42,3% no segundo turno.

Apesar das diferenças de metodologia, os dois levantamentos indicam que Flávio Bolsonaro supera 40% das intenções de voto no segundo turno e mantém apoio de parte do eleitorado ligado ao seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

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