O presidente Jair Bolsonaro (PL) garantiu, nesta terça-feira (2), que pretende ir aos debates das eleições deste ano. Conforme o chefe do Executivo informou, ele “tem muita coisa a apresentar”.
Além disso, informou que não “vai dar bola” se seu principal concorrente ao pleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estará presente ou não nas sabatinas.
“Eu pretendo ir, na política tudo é dinâmico. Até porque eu tenho muita coisa a apresentar. Eu não vou ficar preso a uma agenda onde alguém vai me atacar de forma gratuita e eu ficar respondendo ataques. Vou responder com o que nós fizemos e fazer comparações com governos anteriores”, afirmou, em entrevista ao SBT Brasil.
Quando questionado se ele participaria, mesmo com a presença de Lula, o presidente disse: “Não vou dar bola para isso não. A princípio, a ideia é comparecer aos debates.”
O pré-candidato a presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou o apoio ao pré-candidato a governador da Paraíba Veneziano Vital do Rêgo (MDB), durante o Ato Pela Democracia, realizado no Parque do Povo, em Campina Grande, nesta terça-feira (2).
“Eu quero te dizer que na Paraíba eu tenho um candidato governador e ele é Veneziano e tenho um candidato a senador e ele é Ricardo Coutinho”, disse Lula.
Lula agradeceu a Veneziano por ter sido o primeiro emedebista a anunciar apoio ao petista no Brasil. “Eu agradeço de coração, pelo gesto de coragem que você teve, Veneziano. E também quero agradecer ao Ricardo Coutinho, que governou tão bem João Pessoa e a Paraíba”, afirmou o ex-presidente.
Veneziano destacou que sua parceria e a de Ricardo Coutinho com Lula vem desde a época em que eram gestores municipais das duas maiores cidades do estado, João Pessoa e Campina Grande.
“Essa parceria, que já rendeu bons resultados para Campina e João Pessoa, com os Restaurantes Populares, o programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar; entrega de milhares de Cisternas; unidades habitacionais, atração de empresas, o Sistema Integrado de Ônibus na Rainha da Borborema, a maior Creche da Paraíba, localizada no bairro do Cinza, a primeira UPA porte 3 do Estado, os três Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) realizados na cidade, dentre outras inúmeras obras, foi uma parceria que deu certo com Lula, quando ele era presidente e nós, eu e Ricardo, prefeitos de Campina e João Pessoa. Essa parceria foi boa e voltará a ser boa para a Paraíba e para o Brasil, com Lula presidente, Veneziano Governador e Ricardo senador”, disse Veneziano.
“Esse parque, que sempre me traz as mais gratas lembranças e, nesse dia, mais uma vez, enche meu coração com grandes emoções”, afirmou o pré-candidato a governador da Paraíba.
Em seu discurso, Ricardo lembrou o sentimento de gratidão em voltar a Campina, onde destacou ações de sua gestão de governador, como sua luta para o fim do racionamento na cidade. Ele também citou o carinho que o PT tem por Veneziano, em especial o presidente Lula.
“Veneziano é o homem escolhido por nós do PT da Paraíba, pelo PT nacional e por Lula. Você será o próximo governador do estado da Paraíba. Eu estou dizendo isso faz um ano, quem duvidava, já está desistindo de duvidar”, comentou Ricardo.
“O que ele tem medo não é das urnas eletrônicas. Ele tem medo é do povo brasileiro”. A declaração é do ex-presidente Lula (PT), ao discursar hoje para dezenas de pessoas no Parque do Povo, em Campina Grande.
O ato público reuniu milhares de apoiadores do petista e sacramentou o apoio dele à candidatura do senador Veneziano Vital (MDB) ao Governo do Estado.
No discurso, Lula fazia referência aos questionamentos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) que colocam dúvidas sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro.
O ex-presidente ainda fez críticas às ações sociais e medidas econômicas do Governo.
“O salário mínimo vai voltar a aumentar todos os anos”, assinalou o petista.
Lula e Bolsonaro travam uma batalha na disputa pela presidência. O petista, de acordo com as pesquisas de intenção de votos, está na dianteira
O PDT do ex-ministro Ciro Gomes deixou para sexta-feira (05) o anúncio sobre que candidatura vai apoiar na disputa pelo Governo da Paraíba. Foi o que informou na noite desta terça-feira (02) o presidente do PDT de Campina Grande, Antônio Pereira, durante entrevista ao programa Hora H, apresentado pelo jornalista Wallison Bezerra na Rede Mais Rádio.
O partido está divido entre o apoio à reeleição do governador João Azevêdo (PSB) e o deputado federal Pedro Cunha Lima, candidato ao Governo pelo PSDB. Hoje, a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) anunciou voto em Azevêdo.
Para Antônio Pereira, Ligia fez a “escolha acertada”. O PSB não é um partido que está fora do alcance das conversações do PDT. Acho que ela tomou uma boa decisão em apoiar o governador do ponto de vista pessoal. Do ponto de vista vamos tomar uma decisão entre nós, mas respeitando a decisão da vice-governadora Lígia Feliciano”, afirmou.
Em ofício classificado como “urgentíssimo”, o ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o código-fonte das urnas eletrônicas. Oliveira pede que os dados sejam disponibilizados até 12 de agosto.
“Haja vista o exíguo tempo disponível até o dia da votação, solicito que o acesso aos códigos-fonte seja disponibilizado, para a execução do trabalho da Equipe das Forças Armadas de Fiscalização do Sistema Eletrônico de Votação, na janela de trabalho inicial de 2 a 12 de agosto de 2022”, disse o ministro.
O código-fonte é um conjunto de linhas de programação de um software, com as instruções para que o sistema funcione. A abertura permite a inspeção pela sociedade civil.
Evento de abertura de código-fonte ocorreu em outubro de 2021 no TSE
De acordo com o TSE, o acesso aos sistemas eleitorais está disponível a entidades como as Forças Armadas desde outubro do ano passado, um ano antes das eleições.
Não está claro se esse pedido das Forças Armadas já havia sido feito anteriormente ou se ocorreu pela primeira vez –a dois meses do primeiro turno das eleições.
Já tiveram acesso à inspeção do código-fonte, segundo o tribunal, a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF), o Senado e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O PV e o PL, partido de Bolsonaro, marcaram datas para a inspeção, mas não chegaram a fazê-lo. O PTB, de Roberto Jefferson, está inspecionando nesta semana o código-fonte. Ainda neste mês está prevista a da Polícia Federal.
Em fevereiro, o TSE sinalizou que permitiria acesso ao código-fonte, fora das dependências do tribunal, para a Polícia Federal, para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entidades que se credenciaram para a fiscalização das eleições.
“Considerando que a ausência das referidas informações poderá prejudicar o desenvolvimento dos trabalhos da supracitada equipe quanto ao cumprimento das etapas de fiscalização previstas na Resolução do TSE e, também, que há a necessidade de um ponto de contato que facilite as ações de fiscalização, reitero as solicitações em comento”, disse o ministro da Defesa.
A vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) anunciou, nesta terça-feira (2), seu apoio à reeleição do governador João Azevêdo (PSB), após reunião com o chefe do Executivo estadual, em João Pessoa.
“Esse é um momento muito importante. Eu estive por mais de três anos junto com o governador como vice-governadora e é natural que eu esteja novamente do seu lado para enfrentar esse novo desafio das próximas eleições e estaremos juntos para continuar com esse projeto, que está dando certo para a Paraíba”, declarou a vice-governadora.
Ela chegou a se lançar pré-candidata ao governo, só esqueceu de combinar com o PDT, que mandou retirar as inserções em que Lígia aparecia, enterrando as chances de disputa ao Palácio da Redenção.
E agora, “do nada”, retoma a aliança com o governador. No mínimo, curioso.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta terça-feira (2/8), que “ninguém quer dar golpe” e voltou a defender as propostas apresentadas pelas Forças Armadas para as eleições de 2022. Alguns dos itens foram acatados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a maioria foi negada sob a justificativa de que não há tempo hábil para implementação no pleito deste ano.
O mandatário ainda acusou o ex-presidente da Corte Eleitoral Luís Roberto Barroso de ter interferido politicamente no Congresso para rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Impresso. “Ninguém quer dar golpe. Ninguém quer: ‘Ah, não vai ter eleição’. Nós queremos é transparência”, iniciou Bolsonaro em entrevista à rádio Guaíba.
“No ano passado o Congresso ia aprovar o voto impresso numa PEC. O que o Barroso fez? Ele era presidente do TSE. Foi dentro do Parlamento, nem tentou fazer escondido, foi para dentro do Parlamento, reuniu-se com uma dezena de líderes e no dia seguinte vários líderes trocaram os integrantes da comissão de modo que eles votaram contra a PEC do voto impresso. É interferência direta. É uma interferência política, isso é um crime previsto na Constituição. O Barroso é um criminoso”, disparou o chefe do Executivo federal. “Tu é um mentiroso, um mentiroso”, continuou.
Na mesma entrevista, Bolsonaro fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de estar fazendo uma “perseguição implacável” contra ele e conduzindo inquéritos “ilegais, imorais”. Moraes relata o Inquérito das Fake News, que avança sobre aliados do governo, e vai presidir a Corte Eleitoral nas eleições de 2022.
Sobre o discurso do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, na abertura dos trabalhos do segundo semestre do Judiciário, Bolsonaro reagiu dizendo que ele deveria ser investigado por fake news. Durante fala, o ministro ressaltou que a democracia brasileira conta com “um dos sistemas eleitorais mais eficientes, confiáveis e modernos de todo o mundo”.
“Com todo respeito ao Fux (de vez em quando nós trocamos algumas palavras aqui, ele é chefe de Poder), mas, no mínimo, para ser educado, equivocado ou fake news. Deveria estar o Fux respondendo processo lá no inquérito do Alexandre de Moraes, se fosse um inquérito sério, e não essa mentira, essa enganação que são esses inquéritos do Alexandre de Moraes.”
A chapa encabeçada por Manoel Gonçalves dos Santos na disputa às eleições da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep) foi indeferida por não apresentar candidatos efetivos e suplentes. A decisão ocorreu na manhã desta terça-feira (2) pela comissão organizadora.
O candidato a presidente da Fiep, Manoel Gonçalves dos Santos Neto e o candidato a vice presidente região sindical de João Pessoa, Wagner Antônio Alexandre Breckenfeld, não atenderam às condições previstas no estatuto que rege a instituição, por não serem membros do conselho de representantes da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba.
Duas chapas foram formalizadas nesta segunda (1) para a disputa pelo comando da Fiep-PB. A outra é encabeçada pelo atual presidente, Buega Gadelha.
A eleição está marcada para 30 de setembro. Terão direito a voto representantes de 26 sindicatos que compõem a Fiep.
O governo da Paraíba manteve conteúdos que podem ser considerados propaganda eleitoral institucional nos sites oficiais em meio ao período de três meses que antecede o pleito. A análise é de advogados especializados em lei eleitoral.
Desde o dia 2 de julho, os agentes públicos estão proibidos de divulgar informações sobre atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais nos meios de comunicação oficiais. A regra, de acordo com a lei 9.504, é válida até o dia das eleições.
“Não é informação relevante, não é serviço público essencial. Trata-se de uma espécie de propaganda institucional de ação dos governos, que não se justifica de ser divulgada com esse grau de destaque durante o período eleitoral” afirma o advogado Alexandre Bissoli, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).
De acordo com a Lei das Eleições, a restrição se estende às entidades da administração indireta, como autarquias, fundações e empresas públicas. Há exceção em caso grave ou de urgente necessidade pública, desde que reconhecida como tal pela Justiça.
A legislação é uma tentativa de estabelecer uma disputa equilibrada entre os candidatos. A pena para a infração é multa por propaganda irregular ou até uma sanção de abuso de poder político. Esta segunda, mais séria, pode resultar em perda de mandato, cassação de registro de candidatura ou diploma e ainda inelegibilidade por oito anos.
Em nota, o governo da Paraíba afirma que não há nenhuma violação à legislação eleitoral nos conteúdos publicados pelo governo. “O teor é totalmente noticioso e sem qualquer menção ao governante atual”, diz a nota enviada pela administração.
Após a divulgação da matéria, originalmente veiculada pelo Jornal O Globo, o governo do estado suspendeu a página de notícias.
Conversar sobre política com amigos e familiares não faz mais parte do hábito de 49% dos eleitores brasileiros. O motivo? Evitar brigas e discussões.
O resultado faz parte de uma pesquisa do DataFolha dvulgado pela Folha de São Paulo. Segundo o levantamento, o acirramento eleitoral que levou a casos de violência, levou a essa mudança de postura dos eleitores.
O assassinato de Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu (PR) durante sua festa de aniversário com tema do Partido dos Trabalhadores é o retrato mais trágico desse acirramento.
A opção em não falar sobre política também está sendo vista no ambiente virtual, com 53% dos entrevistados afirmando que mudaram sua postura nas redes sociais para não entrar em discussões.
Já em aplicativos de mensagem, a tendência é a mesma com 43% das pessoas deixando de falar de política e 19% afirmam ter saído de algum grupo.
A pesquisa ouviu 2.556 pessoas em 183 cidades nos dias 27 e 28 de julho, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01192/2022.
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