Brasil

Lula convoca governadores para reunião de emergência em Brasília nesta segunda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou os 27 governadores de estados e do DF para uma reunião de emergência em Brasília nesta segunda-feira (9/1). Prefeitos de capitais também estão sendo convidados para o evento, que deve acontecer na parte da tarde e tem como pauta a reação institucional aos atos de vandalismo cometidos por terroristas em Brasília neste domingo (8/1).

Lula voltou neste domingo de Araraquara (SP), onde acompanhou os danos causados pela chuva, e foi diretamente para o Palácio do Planalto, onde vistoriou a destruição. A sala dele, que tem uma porta com segurança reforçada, foi um dos únicos cômodos onde os terroristas não conseguiram entrar, pois até armas do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) eles roubaram.

O presidente decretou intervenção federal na segurança pública do DF e já está conversando com autoridades do Poder Legislativo e com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Metrópoles

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Brasil

Câmara dos Deputados suspende expediente nesta segunda

A Câmara dos Deputados suspendeu o expediente nesta segunda-feira (9). Segundo o comunicado, a entrada na Casa ficará restrita a pessoas previamente convocadas ou autorizadas pela diretoria-geral.

A medida foi tomada depois da invasão de extremistas de direita no Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF (Supremo Tribunal Federal). Os invasores destruíram móveis, objetos, obras de arte e janelas dos prédios públicos.

O governo do Distrito Federal informou a lista de prédios que ficam na região da Esplanada dos Ministérios e vão permanecer fechados. São eles:

Biblioteca Nacional de Brasília;
Panteão da Pátria;
Museu Histórico de Brasília;
Espaço Lúcio Costa;
Espaço Oscar Niemeyer;
Museu Nacional da República.

Todos os funcionários desses lugares permanecerão em teletrabalho.

INVASÃO DOS TRÊS PODERES

Por volta das 15h deste domingo (8), extremistas de direita invadiram o Congresso Nacional depois de romper barreiras de proteção colocadas pelas forças de segurança do Distrito Federal e da Força Nacional. Lá, invadiram o Salão Verde da Câmara dos Deputados, área que dá acesso ao plenário da Casa.

Em seguida, invasores se dirigiram ao Palácio do Planalto e depredaram diversas salas na sede do Poder Executivo. Por fim, os radicais invadiram o STF (Supremo Tribunal Federal). Quebraram vidros da fachada e chegaram até o plenário.

São pessoas em sua maioria vestidas com camisetas da seleção brasileira de futebol, roupas nas cores da bandeira do Brasil e, às vezes, com a própria bandeira nas costas. Dizem-se patriotas e defendem uma intervenção militar (na prática, um golpe de Estado) para derrubar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

ANTES DA INVASÃO

A organização do movimento foi captada pelo governo federal, que determinou o uso da Força Nacional na região. Pela manhã de domingo (8), havia 3 ônibus de agentes de segurança na Esplanada. Mas não foi suficiente para conter a invasão dos radicais na sede do Legislativo.

Durante o final de semana, dezenas de ônibus, centenas de carros e centenas de pessoas chegaram na capital federal para a manifestação. Inicialmente, o grupo se concentrou na sede do Quartel-General do Exército, a 7,9 km da Praça dos Três Poderes.

Depois, os radicais desceram o Eixo Monumental até a Esplanada dos Ministérios a pé, escoltados pela Polícia Militar do Distrito Federal.

O acesso das avenidas foi bloqueado para veículos. Mas não houve impedimento para quem passasse caminhando.

Durante o dia, policiais realizaram revistas em pedestres que queriam ir para a Esplanada. Cada ponto de acesso de pedestres tinha uma dupla de policiais militares para fazer as revistas de bolsas e mochilas. O foco era identificar objetos cortantes, como vidro e facas.

Poder360

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Brasil

Moraes determina afastamento de Ibaneis Rocha por 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pelo prazo de 90 dias.

A decisão se deu após criminosos invadirem os prédios do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto neste domingo (8).

“Os desprezíveis ataques terroristas à Democracia e às Instituições Republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores e os anteriores e atuais agentes públicos coniventes e criminosos, que continuam na ilícita conduta da prática de atos antidemocráticos”, disse Alexandre de Moraes.

Para Moraes, o comportamento ilegal e criminoso dos investigados não se confunde com o direito de reunião ou livre manifestação de expressão e se reveste, efetivamente, de caráter terrorista.

“Na data de hoje, 8/1/2023, a escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderia ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”, afirmou.

Para Moraes, o descaso e conivência do ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública e, até então, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres – cuja responsabilidade está sendo apurada em petição em separado – com qualquer planejamento que garantisse a segurança e a ordem no Distrito Federal, tanto do patrimônio público só não foi mais acintoso do que a conduta dolosamente omissiva do Governador do DF.

“Absolutamente NADA justifica e existência de acampamentos cheios de terroristas, patrocinados por diversos financiadores e com a complacência de autoridades civis e militares em total subversão ao necessário respeito à Constituição Federal. Absolutamente NADA justifica a omissão e conivência do Secretário de Segurança Pública e do Governador do Distrito Federal com criminosos que, previamente, anunciaram que praticariam atos violentos contra os Poderes constituídos”.

Com o afastamento de Ibaneis Rocha (MDB), a vice Celina Leão (PP) assume o cargo de governadora do Distrito Federal.

CNN

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Política

Bela Gil recusa convite para ser secretária no Ministério do Desenvolvimento Agrário

Bela Gil: sou totalmente Lula Livre, de esquerda e feminista - Brasil 247
A apresentadora e chef de cozinha Bela Gil, que participou da equipe de transição do governo federal, recusou o convite do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, para ser secretária especial de Alimentação Saudável. Em nota, a pasta afirma que Bela Gil informou neste sábado (7) ao ministro que, por razões familiares e profissionais, não poderia assumir o cargo. Ela teria se comprometido, entretanto, a “colaborar e prestar consultoria” ao novo governo na área.

O ministério já havia convocado uma coletiva de imprensa para segunda-feira (9) para anunciar qual seria o papel da apresentadora na pasta. Com a negativa, o compromisso foi cancelado.

Na nota, o ministro diz agradecer a disposição de Bela Gil e aponta que irá “contar com a ajuda dela na importante missão de combater a fome e melhorar a qualidade da alimentação do povo brasileiro”. “Um dos pontos centrais do programa de governo do presidente Lula”, diz.

CNN

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Brasil

Há uma semana no cargo, Lula enfrenta desgastes na economia e com ministra do Turismo

Há uma semana na Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já enfrenta desgastes na economia e com a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil).

Nesses primeiros dias do terceiro governo Lula, ministros recém-empossados divergiram publicamente quanto à condução de políticas públicas, especialmente na economia e quanto a reformas.

Na terça-feira (3), em discurso, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, disse que o governo precisa discutir o que ele classificou como “antirreforma da Previdência”, em referência às mudanças do sistema previdenciário realizadas em 2019, no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Ele chegou a citar a formação de uma comissão com sindicatos dos trabalhadores, os sindicatos patronais, dos aposentados e com o governo para debater mudanças no modelo de aposentadoria do país.

No mesmo dia, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, se posicionou a favor de mexer em trechos da reforma trabalhista promovida no governo de Michel Temer (MDB).

Um dia depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, desautorizou Lupi e negou que o governo Lula esteja estudando rever a reforma da Previdência. Ele indicou que também não deve haver uma revisão maior em outras áreas, ao menos no momento.

“Não há nenhuma proposta sendo analisada, pensada, neste momento para revisão de reforma, seja previdenciária ou outra. Nesse momento temos nada sendo elaborado. […] Vai passar pela Casa Civil e é evidente que quem teve mais de 60 milhões de votos é quem decide […] Todo mundo tem o direito a opinião, mas neste momento não há nenhuma proposta de reforma da Previdência ou coisa semelhante sendo elaborada”, declarou.

No final de novembro do ano passado, o então vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), disse que “não há reformas a serem desfeitas”.

Outro ponto de desgaste foi na edição de uma Medida Provisória que retirava a regulação do saneamento da Agência Nacional de Águas (ANA). mercado financeiro entendeu que a medida poderia alterar o marco do saneamento básico, sancionado em 2020 pelo governo Bolsonaro. A possibilidade foi vista como um problema, já que a área recebe muitos investimentos da iniciativa privada.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, então falou em um “engano” na redação do texto e em corrigir o que foi publicado, além de que o marco do saneamento não deve ser revogado.

Nesses primeiros dias, no campo econômico, houve ainda a decisão de prorrogar a desoneração de tributos federais sobre combustíveis. As alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre óleo diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo ficam reduzidas a zero até 31 de dezembro deste ano. Já a cobrança dos dois tributos sobre gasolina e álcool fica suspensa até 28 de fevereiro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendia um prazo menor para a extensão ou até mesmo não adotar a medida. No entanto, acabou valendo a vontade da ala mais política na Esplanada. O episódio mostrou que Haddad não deverá ter tanta independência nas tomadas de decisões.
Ministra do Turismo tem semana turbulenta

A primeira semana do governo Lula foi turbulenta ainda por causa da ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil). Ela entrou na mira de questionamentos por supostas ligações com acusados de chefiar ou integrar milícias no Rio de Janeiro.

Daniela chegou a apagar de suas redes sociais um vídeo em que recebe o apoio eleitoral de um acusado de chefiar uma milícia na Baixada Fluminense, seu reduto político.

“Inimigos querendo me queimar, mas não irão conseguir”, escreveu a ministra na quarta (4) em uma mensagem de WhatsApp flagrada pela reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”. Ao longo dos últimos anos, Lula criticava a suposta proximidade do então presidente Jair Bolsonaro com integrantes de milícias.

Ministros próximos a Lula saíram em defesa de Daniela. Na primeira reunião ministerial, nesta sexta (6), Lula indicou que “quem fizer errado será convidado a deixar o governo”. Ainda assim, indicou que os ministros não serão abandonados.

Ela se tornou ministra na tentativa de Lula contemplar o União Brasil e o grupo político da ministra no Rio com uma pasta na Esplanada. No entanto, há deputados do partido que dizem não terem apoiado a indicação do nome dela.

Integrantes do Palácio do Planalto sugeriram que a ministra do Turismo fique mais em silêncio diante da imprensa até o assunto esfriar, segundo apuração do analista de política da CNN Gustavo Uribe.

Além disso, Daniela vai na contramão do que tem defendido alguns integrantes do governo ao usarem a palavra “todes” em cerimônias do governo ao longo da semana. Quando deputada federal, Daniela Carneiro foi coautora de um projeto de lei que busca vedar a utilização de linguagem neutra por escolas públicas e privadas.

“Todes” não faz parte das normas oficiais da língua portuguesa. No entanto, vem sendo utilizada como um pronome neutro para se dirigir a pessoas não binárias — que não se identificam exclusivamente com o gênero masculino ou com o gênero feminino.

A primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, por exemplo, optou por incluir a linguagem neutra ao cumprimentar o público presente na cerimônia de transmissão de cargo da ministra da Cultura, Margareth Menezes. “Boa noite, gente. Boa noite a todos, todas e todes”, declarou.

CNN

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Brasil

Filha de Michelle Bolsonaro critica Janja nas redes: “Mulher sem noção”

Foto: Reprodução/Instagram

A filha mais velha de Michelle Bolsonaro, Letícia Firmo, criticou os comentários negativos da primeira-dama, Janja, sobre as condições do Palácio da Alvorada. Letícia, de 20 anos, reagiu e disse que a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “sem noção”.

Na última semana, a primeira-dama mostrou os danos à residência oficial encontrados pela equipe do presidente Lula depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desocupou o local.

Entre os estragos, estão vidros de janelas rachados, sofás e tapetes rasgados e sujos, tetos com infiltração, tábuas soltas e quebras no piso, além de uma série de móveis e obras de arte que precisarão ser restaurados, por danos ou exposição indevida ao sol.

No Instagram da Bandeirantes que falava sobre as declarações de Janja, Letícia comentou uma foto que mostra a palavra “Edu” escrita na parede.

“Nunca escrevemos ou escreveram Edu em uma parede… Pelo amor de Deus né! Essa mulher eh sem noção”, disse Letícia, em referência A Janja.

Letiicia Firmo chama Janja de
A primeira-dama compartilhou a publicação original nos Stories: “Temos muito a fazer, mas já estamos trabalhando para deixar tudo lindo e reabrir o Alvorada para visitas o quanto antes”.

Metrópoles

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Brasil

‘Decreto de Lula quer fazer com que CACs se tornem criminosos’, diz senador Marcos do Val

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou normas que davam acesso à armas e à munições. Entretanto, senadores da oposição já estão se mobilizando para derrubar o decreto do petista. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, deste sábado, 7, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) comentou a movimentação e articulação da oposição para evitar as mudanças causadas pelo decreto.

Segundo o parlamentar do Podemos, o real interesse do decreto é transformar os CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) em criminosos. “O verdadeiro interesse desse decreto é fazer com que CACs se tornem criminosos da noite para o dia. Daqui a 54 dias, se não conseguirmos (barrar), os CACs passariam de cidadãos extremamente honestos e com a lei para criminosos, podendo pegar uma penalidade por porte ilegal de arma e ter seu equipamento apreendido. ALém disso, perderia também seu réu primário”, disse Do Val.

Em outro momento, o senador classificou a medida do governo Lula como “inconstitucional” e garantiu que, do ponto de vista logístico, é inviável que o decreto seja cumprido no prazo estipulado. “Eu deixo bem claro que esse decreto é inconstitucional, porque altera a lei do Estatuto do Desarmamento que (diz que) compete ao Exército a fiscalização, o registro, autorização de porte temporário e trânsitos aos CACs. Como ele estava querendo e não vai conseguir passar para a Polícia Federal, no Exército tem mais ou menos 2 milhões de armas. Vocês pensar que terá 54 dias para a Polícia Federal registrar é humanamente impossível. Falando com a cúpula do Exército e da PF, eles deixaram bem claro que é humanamente impossível”, analisou o senador, que afirmou que levariam anos para finalizar o cadastro.

Jovem Pan

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Paraíba

João Azevedo marca primeira reunião com secretariado e novos nomes devem ser anunciados

Uma semana após tomar posse para o segundo mandato, o governador João Azevêdo (PSB) confirmou que fará a primeira reunião com o seu secretariado do novo mandato e logo em seguida anunciar publicamente os novos nomes para equipe na próxima segunda-feira (9). Na ocasião, o governador deverá apresentar à população o balanço da gestão anterior. O evento está previsto para acontecer no Teatro Paulo Pontes.

João á adiantou alguns nomes do segundo governo, como Marialvo Laureano na Secretaria da Fazenda. O médico Jhony Bezerra também já foi nomeado pelo governador João Azevêdo como novo secretário de Estado da Saúde da Paraíba. O Diário Oficial do Estado (DOE) trouxe também no dia 3 a nomeação do vereador Zezinho do Botafogo para a Secretaria de Esportes, retornando ao cargo.

Entre as grandes possibilidades de retorno circulam os nomes de Pollyana Dutra e Ricardo Barbosa. Deusdete Queiroga deve ficar na Infraestrutura, Gilvan Martins no Planejamento, Fábio Andrade na Procuradoria e Nonato Bandeira na Comunicação.

PB Agora

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Brasil

Eduardo Bolsonaro fala em convocar ministra por ligação com milícia

Gestão Tarcísio cobra dívida de R$ 113 mil de Eduardo Bolsonaro por não  usar máscara na pandemia – CartaExpressa – CartaCapital

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai protocolar um requerimento pedindo a convocação da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, na Câmara.

A ministra do Turismo, conhecida como Daniela do Waguinho, é alvo de desgaste após informações apontando ligações dela com milicianos no Rio. Durante as eleições, Daniela recebeu o apoio da ex-vereadora Giane Prudêncio, mulher de Juracy Alves Prudêncio, o Jura – condenado e preso por chefiar uma milícia na Baixada Fluminense há pelo menos quatro anos.

O filho de Bolsonaro afirmou no Twitter que vai protocolar na Comissão de Segurança Pública da Câmara pedido de convocação da ministra do Turismo “devido ao que circula sobre seu envolvimento com milícias”.

O deputado é membro da comissão, mas o Congresso está em recesso legislativo até o dia 1º de fevereiro. Após esse período, as comissões terão que ser instaladas novamente para avaliar qualquer pedido de convocação.

No Twitter, Eduardo Bolsonaro publicou uma foto da ministra com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, órgão ligado à pasta do Turismo. Freixo ganhou notoriedade ao comandar uma investigação de milícias no Rio de Janeiro na Assembleia Legislativa do Estado quando era deputado estadual e por isso é criticado por ter aceitado o cargo subordinado à ministra.

A família Bolsonaro também já foi investigada por supostas ligações com milicianos do Rio. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, empregou a mãe e a mulher do ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega em seu gabinete na Assembleia do Rio. O ex-policial foi morto em fevereiro de 2020 e foi acusado de comandar uma das principais milícias do Estado, em Rio das Pedras, comunidade pobre na zona oeste.

Flávio Dino

Além de Daniela, Eduardo Bolsonaro afirmou que vai protocolar um pedido na Câmara para convocar o ministro da Justiça, Flávio Dino. A justificativa usada pelo deputado, no entanto, é falsa. “Também entrarei com requerimento para convocar o MJ devido à grave fala de acionar forças estrangeiras contra os policiais brasileiros”, disse Eduardo.

O governo quer acelerar o processo de extradição de Allan dos Santos e procurou a Interpol e os Estados Unidos para cumprir o mandado de prisão, expedido em 2021.

UOL

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Brasil

“Não mandamos no Congresso, dependemos dele”, diz Lula ao abrir primeira reunião ministerial


Foto: Reprodução/CNN Brasil

Em discurso antes da primeira reunião ministerial do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a importância de manter uma boa relação com o Congresso Nacional.

No início de sua fala, Lula disse que o seu governo não tem “um pensamento único” ou “uma filosofia única”. “Não somos um governo de pessoas iguais, somos um governo de diferentes”, falou.

Ao se dirigir aos ministros, disse “muitos de vocês são resultados de acordo político, já que não adianta ter o melhor corpo técnico e não ter um voto no Congresso.” Ele também afirmou que vai fazer a melhor relação com o Congresso de toda sua vida política.

“É o Congresso que nos ajuda. Não mandamos no Congresso, dependemos dele”, disse.

Ele falou que “cada ministro tem que ter a paciência e a grandeza de atender bem cada deputado ou cada senador que o procurar”.

Lula disse que não quer que nenhum parlamentar recuse dar seu voto em favor do governo porque não foi bem recebido pelos ministros ou porque não recebeu “nem um cafézinho ou uma água”.

“Não tem importância que você divirja de um deputado ou de um senador, quando a gente vai conversar não estamos propondo um casamento, estamos propondo bater um martelo ou fazer uma aliança momentânea para um assunto que interessa ao povo brasileiro”, disse aos ministros.

Lula citou os líderes do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), senador Jaques Wagner (PT-BA) e deputado José Guimarães (PT-CE), e disse: “Não se preocupem, vocês terão um presidente disposto a fazer tantas quantas conversas forem necessárias.”

Lula disse que vai montar um governo que reúna gente da política e gente técnica muito competente, e ressaltou que “quem fizer errado, a pessoa será convidada a deixar o governo, e se cometer algo grave terá que se colocar diante da Justiça”.

CNN Brasil

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