Brasil

MAIS UM RECUO: Após repercussão negativa, MEC diz que não vai acabar com diretoria de políticas para surdos


Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O Ministério da Educação divulgou nesta quinta-feira (5) que não irá acabar com a Diretoria de Políticas de Educação Bilingue de Surdos, após reportagem da CNN Brasil mostrar que decreto do novo governo tratando da extinção causou repercussão negativa entre movimentos de defesa dos direitos de deficientes auditivos.

A pasta explicou que um novo decreto com a organização da estrutura do MEC será publicado em 24 de janeiro e estabelecerá a continuidade da área, criada na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Antes mesmo da publicação desse novo decreto, de acordo com o MEC, o departamento seguirá funcionando.

“A Diretoria de Políticas de Educação Bilingue de Surdos permanece na estrutura do Ministério, e passará a funcionar dentro da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão”, afirmou o ministério em nota.

Ativistas da causa afirmam que, durante a campanha presidencial, Lula assinou termo de compromisso no qual manifestou concordância com a manutenção da Diretoria no MEC. Mas no dia 2 de janeiro, o governo federal publicou decreto com alterações de setores administrativos de governo, como a extinção da área para surdos. Todos os ministérios devem publicar adequações de setores até o fim do mês, a exemplo do MEC.

Com a mudança, ainda não se sabe quem vai comandar a diretoria. O gestor escolhido pela equipe de Bolsonaro será substituído. Há cobrança para que o novo diretor também seja uma pessoa surda.

O departamento foi criado em 2019, como parte das ações voltadas aos deficientes auditivos sugeridas pelo governo Bolsonaro. A pauta era encabeçada pela então primeira-dama Michelle Bolsonaro, que compartilhou crítica de uma parlamentar contra o assunto.

A Federação Nacional de Educação de Surdos publicou nota de repúdio à extinção da área. A entidade afirma que a extinção da diretoria ignora uma das metas do Plano Nacional de Educação, a de oferta de educação bilíngue, uma de língua de sinais e a outra na modalidade escrita da Língua Portuguesa, ais alunos surdos e com deficiência auditiva de 0 a 17 anos, em escolas bilíngues e inclusivas.

Com informações de CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Propostas de Lula para combater fake news podem impedir opiniões de jornalistas

Atos implementados pelo governo Lula com o argumento de combate às fake news, especialmente a criação de uma estrutura dentro da Advocacia-Geral da União (AGU), despertaram preocupação por abrirem brecha para o cerceamento de opiniões contrárias à gestão.

Um decreto instituiu uma procuradoria na AGU com a atribuição de representar a União em processos judiciais para “resposta e enfrentamento à desinformação sobre políticas públicas”.

Não há na lei brasileira uma definição sobre o que é desinformação — o projeto de lei das fake news, que busca regulamentar o assunto, ainda está em discussão no Congresso. O vácuo amplia o risco, por tornar a caracterização mais genérica, segundo especialistas.

Já a Secretaria de Comunicação Social (Secom) contará com um braço que terá entre suas funções promover ações buscando “a liberdade de expressão, do acesso à informação e o enfrentamento à desinformação e ao discurso de ódio na Internet”.

Críticos da medida que pode ampliar as prerrogativas de combate à desinformação por parte da AGU e do governo federal entendem que o órgão já pode, hoje, mover uma ação com o objetivo de impedir danos à sociedade em casos de campanhas de desinformação, sem a necessidade de criação da estrutura específica. Alertam ainda para o risco de, mesmo a decisão final sendo do Judiciário, que a atuação do Executivo possa coibir a liberdade de expressão, inclusive em futuros governos, ao ser usada para intimidar opositores com ações judiciais.

Professor de Direito Público da USP, o advogado Floriano de Azevedo Marques Neto argumenta que distinguir o que é informação do que não é não deve ser feito a partir de um entendimento amplo, com marcos legais democraticamente debatidos como parâmetros para essa separação. Ele vê com preocupação a hipótese de uma estratégia de intimidação por meio da abertura de processos.

“As instituições não podem desconsiderar a desinformação como fenômeno contemporâneo, mas errar a mão no tratamento dado ao tema traz o risco de se comprometer garantias e direitos inegociáveis. Posto como está, antes de ter reflexão e marco legal, esse órgão passa a ter poder de mover ação contra tudo e todos os professantes da desinformação. Não acho que seja o caso da atual AGU, mas, se você tem amanhã ou depois uma AGU mais capturada por interesses ideológicos, ela pode inverter essa competência e passar a agir contra a liberdade de expressão. Já tivemos uma AGU recentemente atuando contra a liberdade jornalística”, lembra Marques Neto.

Discussão mais ampla

O jurista Gustavo Binenbojm, professor da Uerj, destaca que há um diagnóstico correto de que as redes sociais contêm campanhas de desinformação com potencial de produzir danos a pessoas, a grupos e a políticas públicas legítimas de governos democráticos, mas defende que os remédios que o governo propõe “podem se tornar venenos”.

“Qualquer governo tem nas mãos um extraordinário arsenal para intimidar veículos e pessoas que venham a discordar das suas interpretações sobre os fatos. A questão é se esse arsenal vai inibir o livre debate e discussão de ideias ou apenas vai ser usado quando houver campanha de desinformação com clara violação da lei. O diagnóstico sobre o problema está correto, mas os remédios deveriam ser mais amadurecidos”, diz Binenbojm. É preferível para o governo focar em campanhas de esclarecimento e não em medidas inibitórias, porque o risco é menor.

Advogado e especialista em tecnologia, Ronaldo Lemos também vê com ressalvas a criação do órgão. Ele ressalta que a AGU já tem por força constitucional a função de representar a União e assessorar o Executivo e que as competências para qualquer tipo de combate à desinformação “têm de ficar implícitas dentro dessa função”.

“Explicitar especificamente o combate à desinformação parece ser uma tentativa de ampliar o mandato da AGU”, avalia Lemos. Não é saudável que a AGU inclua nas suas atividades rotineiras o combate à desinformação. A possibilidade de abusos e de extrapolação de competências é muito grande. Uma das grandes conquistas do Marco Civil foi justamente assegurar que o Poder Executivo não tenha ingerência administrativa sobre as comunicações pela internet. Essa competência cabe ao Legislativo e ao Judiciário. Ampliar poderes do Executivo sobre comunicações na rede é em geral típico de países autoritários.

De acordo com a AGU, que está sob comando de Jorge Messias, o objetivo da procuradoria no órgão é atuar para combater “fatos inverídicos ou supostamente descontextualizados levados ao conhecimento público de maneira voluntária com objetivo de prejudicar a adequada execução das políticas públicas, com real prejuízo à sociedade”, segundo informou ao GLOBO.

AGU nega cerceamento

As demandas serão levadas à apreciação do Judiciário, e a procuradoria não é responsável pelos julgamentos dos casos. A AGU diz que seguirá entendimentos já existentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um exemplo são as fake news contra urnas eletrônicas, alvo de resolução da Corte eleitoral aplicada no pleito passado. Essa atuação será baseada nas normas vigentes e nos precedentes dos tribunais que disciplinam o assunto, e também na própria sistemática de atuação das agências de checagem de informações falsas.

A AGU acrescentou que “sob nenhuma hipótese” a procuradoria “cerceará opiniões, críticas ou atuará contrariamente às liberdades públicas consagradas” na Constituição. “Ao contrário, sua atuação será, exatamente, para proteger essas liberdades. Além disso, ressalta-se que a divulgação de informação com erro não intencional não é desinformação”, ressaltou. O órgão disse ainda que o funcionamento da nova estrutura será debatido com a sociedade, incluindo juristas e a imprensa. A Secom não se posicionou oficialmente, mas, segundo O GLOBO apurou, as linhas de ação da secretaria que vai tratar de desinformação também vão passar por debates públicos.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Parlamentares fazem bolão sobre quem será primeiro ministro de Lula a cair

Integrantes do Congresso Nacional já iniciaram, nos bastidores, um bolão a respeito de quem será o primeiro ministro a ser demitido do novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Entre os favoritos estariam a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, e o da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

O nome de Daniela, conhecida como Daniela do Waguinho, está enfraquecido depois circulado nas redes sociais fotos e vídeos dela ao lado de pessoas supostamente envolvidas com a milícia no Rio de Janeiro.

No caso de Góes, o problema estaria do fato de ele já ter sido condenado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a seis anos e nove meses de prisão após ser acusado de desviar dinheiro de empréstimos consignados de servidores do estado do Amapá, o qual governou entre 2003 e 2010 e entre 2015 e 2022.

A condenação de Góes foi em 2019, mas o caso dele ainda será avaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Janja leva repórter da Globo ao Alvorada para reclamar do local

Numa ação favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Grupo Globo enviou uma jornalista ao Palácio da Alvorada, em Brasília, para percorrer o local com a primeira-dama, Janja Lula da Silva mostrando as condições da residência oficial da Presidência. O tom da gravação foi de queixas sobre o estado em que foi encontrado o Alvorada, em crítica à administração anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

Em todos os governos, quando um presidente deixa a residência oficial, depois de 4 anos, há reparos a serem feitos. Eis exemplos abaixo:

  • 1994 – o então presidente Itamar Franco (1992-1995) determinou que o palácio passasse por reformas nas partes elétrica e hidráulica, além de uma nova pintura nas principais áreas, antes de ser ocupado por seu futuro residente –no caso, o tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2003);
    2004 – no 1º ano do 1º mandato de Lula, o palácio passou por amplas mudanças. Incluíram: instalação de ar condicionado, recuperação de pisos, reforma de copas e banheiros, pintura, impermeabilização e modernização dos elevadores. Segundo texto no site do PSDB, a reforma R$ 16 milhões à época;
  • 2017 – Michel e Marcela Temer se mudaram para o Alvorada 5 meses depois de o presidente tomar posse; móveis foram substituídos, tema controverso à época, e uma tela de proteção, instalada na sacada do 1º andar por causa do filho do casal, Michelzinho, que tinha 8 anos.
    No tour amigável com a repórter do Grupo Globo pelo Alvorada, a abordagem indicava o que seria uma possível destruição da Alvorada. Na maioria das imagens, entretanto, o estado geral do edifício estava parecido ao que o Poder360 pode verificar em várias oportunidades ao longo dos anos.

Para demonstrar o que seriam os “estragos”, como diz o Jornal Nacional, foram mostradas:

  • a quina de uma mesa lascada;
  • poltrona com um pequeno rasgo no
  • revestimento de couro;
  • alguns tapetes puídos;
  • tacos de madeira desgastados (por estarem perto de portas que levam à área externa);
  • área do teto com pé direito triplo, bem no alto, com infiltração no gesso perto de uma porta de vidro.

Fotos: Reprodução

Tratada com muita deferência, Janja foi apresentada como cuidadora do bem público. “O que a gente percebe é que não teve cuidado, manutenção. Os pés dos móveis que são de latão não estão polidos”, disse a primeira-dama. “Eu e o presidente Lula resolvemos que a gente só vai mudar daqui [sic] quando a gente tiver um inventário completo do que tem aqui dentro, como foi entregue pra gente”, completou no trecho editado pelo Jornal Nacional.

A reportagem completa, com mais de 18 minitos, foi ao ar no canal a cabo de notícias do Grupo Globo, a GloboNews (audiência em novembro de 2022 de 0,2 ponto no Painel Nacional de Televisão, menos de 150 mil pessoas).

O Palácio da Alvorada é um edifício público. Recebe milhares de pessoas ao longo dos 4 anos de mandato de um presidente da República. Tapetes gastos e poltronas desgastadas são comuns e a cada período presidencial são necessários reparos quando há troca de inquilino.

Esta foi a 2ª aparição de Janja falando com jornalistas desde a vitória de Lula no 2º turno das eleições de 2022. A primeira-dama elegeu nos 2 casos o Grupo Globo. Primeiro, no programa dominical Fantástico. Agora, na GloboNews.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Prefeitos paraibanos criticam decisão de Lula em acabar com a Funasa

A Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) lamentou a Medida Provisória do governo Lula que extingue a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Segundo George Coelho, presidente da Famup, a medida vai afetar diretamente os municípios menores que ficarão sem o apoio direto do órgão na garantia das obras de saneamento básico, por isso, a entidade está realizando uma campanha contra a extinção da Funasa.

“Os municípios pequenos serão prejudicados com essa decisão. Essa foi uma medida definida sem a participação ampla dos atores que operam no âmbito da política pública de saneamento básico, notadamente aquela dedicada às populações mais vulneráveis, sobretudo as que ocupam as áreas rurais. A Funasa é um órgão que cuida dos pequenos municípios levando água, saneamento básico e a sua extinção podem colocá-los em um plano secundário”, destacou George Coelho.

O presidente da Famup esclareceu ainda que o cenário rural impõe a necessidade de intervenções que possam alavancar as ações de saúde e saneamento de forma sustentável e não dissociadas. “É necessário o fortalecimento da Funasa e de suas 26 Superintendências Estaduais e não sua extinção. É necessário assessorar estados e municípios na definição de modelos mais eficientes de gestão, estimulando a adoção de formas mais autônomas e avançadas, privilegiando o cooperativismo e o associativismo, reduzindo as desigualdades de acesso aos serviços básicos de assistência”, defendeu.

Com a MP 1.156/2023, as atividades da fundação serão transferidas para outros órgãos de governo. As atividades relacionadas à vigilância em saúde e ambiente ficarão com o Ministério da Saúde e as demais atividades da Funasa serão assumidas pelo Ministério das Cidades. A transferência da estrutura, do patrimônio, do acervo, e dos contratos da fundação será feita gradualmente, após ato do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviço Público.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Salários dos ministros do governo Lula custarão mais de R$101 milhões

Foto: Reprodução/Diário do Poder.

No governo que ameaça acabar o saque-aniversário do FGTS, Lula e sua inchada equipe ministerial, rateada em 37 pastas para acomodar políticos derrotados e gratificar apoiadores, impôs ao pagador de impostos o custo de R$101.197.390,84 em quatro anos. O cálculo expõe a mentira do presidente de que não haverá aumento nos gastos públicos. Como se ministros não exigissem batalhão de assessores, mordomias, carrões oficiais etc. Jair Bolsonaro encerrou o governo com 23 ministros.

Conta certa

Só os 15 ministros que o presidente nomeou a mais que Bolsonaro já engorda a despesa pública em R$41 milhões.

O céu é o limite

A conta considera o salário, que fechará o governo em R$46,3 mil; férias, décimo terceiro e o generoso auxílio moradia, atualmente em R$7,7 mil.

Bom para ministros…

O custo é só de ministros de estado. A coisa fica ainda pior se incluir o secretário executivo e o adjunto, subsecretários, e assessores especiais.

…melhor para Lula

Além do salário bater nos R$46,3 mil, Lula ainda dá uma turbinada de R$10,3 mil com sua aposentadoria como “anistiado político”.

Por Coluna do Cláudio Humberto/Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Três primeiros dias do governo Lula já escancaram desmandos e impasses entre ministros

Os três primeiros dias do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente da Presidência da República são marcados, sobretudo, por atritos entre ministros e recuos motivados, em especial, por impasses sobre o rumo da política econômica. O bate-cabeça no primeiro escalão do governo foi causado, em especial, por divergências relacionadas à política de preços da Petrobras, a desoneração dos combustíveis e o futuro da reforma da Previdência. A cacofonia na economia, inclusive, será tema da primeira reunião ministerial da terceira gestão do petista, que ocorrerá na sexta-feira, 6. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, nesta quarta, que o encontro servirá para alinhar a comunicação do governo, em uma sinalização de que o Palácio do Planalto espera um freio de arrumação por parte de Lula.

O primeiro recuo foi motivado pela desoneração da gasolina e do etanol. Inicialmente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), havia acordado com o agora ex-ministro da Economia Paulo Guedes que fosse assinada uma Medida Provisória (MP) para prorrogar o benefício por um mês – a regra ficaria em vigor até o dia 31 de dezembro de 2022. Na avaliação de Haddad, o período seria suficiente para o novo governo decidir sobre possíveis impactos causados pelo aumento do preço dos combustíveis, como a inflação, por exemplo. Entretanto, a mando de Lula, em 27 de dezembro, antes mesmo de assumir o cargo, o ministro voltou atrás e pediu que Guedes desistisse da desoneração. Temendo a repercussão que um eventual reajuste causaria na popularidade de um governo recém-empossado, houve uma nova reviravolta: no dia 1º de janeiro, o presidente da República assinou uma MP prorrogando a isenção dos tributos federais que incidem sobre gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular até o final de fevereiro – a alíquota incidentes sobre diesel, biodiesel, gás natural e gás de cozinha ficarão zeradas até o final de 2023. Mais do que o recuo, a decisão representou a primeira derrota política de Haddad, que defendia a manutenção da medida por apenas 30 dias.

O segundo recuo do recém empossado governo envolveu a Reforma da Previdência e também marcou o primeiro atrito entre ministros. Isso porque nesta quarta-feira, 4, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, desautorizou o colega Carlos Lupi, ministro da Previdência e presidente nacional do PDT, durante conversa com jornalistas. Depois de participar da cerimônia de posse do vice-presidente Geraldo Alckmin no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Costa descartou que o novo governo avalie, no momento, qualquer proposta de revisão do texto aprovado em 2019, durante o governo Bolsonaro. “Neste momento não tem nada sendo elaborado”, disse o ministro. Ele também reforçou ainda que qualquer proposta apresentado pelos ministros terá que passar pela Casa Civil e ter aval do Planalto. Como a Jovem Pan antecipou, a afirmação contraria a fala de Lupi, feita durante cerimônia de posse no Ministério da Previdência, que prometeu criar uma comissão com representantes de sindicatos patronais, dos aposentados, do governo, centrais sindicais para debater o que chama de “antirreforma da Previdência”. “É preciso discutir esse atraso, desrespeito, acinte à cidadania que foi feito com essa antirreforma da Previdência. É preciso ter coragem para discutir isso. É o trabalho da minha vida”, disse o pedetista, ao tomar posse nesta terça. “A Previdência não é deficitária. Vou provar com números, dados e informações”, completou.

O terceiro – e mais recente – recuo envolveu a Petrobras e as reações do mercado financeiro. Indicado para assumir a presidência da estatal, o senador Jean Paul Prates (PT) afirmou, na semana passada, que a política de preços da empresa é “assunto de governo, e não apenas de uma empresa de mercado”. “A Petrobras se ajustará às diretrizes que o governo, tanto como governo quanto como acionista majoritário, determinar”, disse ao portal G1, em 30 de dezembro, após ser confirmado como escolhido para o comando da petroleira. A fala causou reação dos investidores e queda expressiva da Bolsa de Valores. Desde o dia 29, as ações da Petrobras (PETR4) desvalorizaram cerca de 7,8% e as ações PETR3 também caíram faixa dos 8%. Nesta quarta, no entanto, após o atual presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, apresentar renúncia ao cargo, Jean Paul Prates deu uma nova declaração, descartando uma interferência do governo na política de preços. “Uma vez falei quem faz política de preços é o governo, aí interpretaram que eu estava dizendo que iria intervir porque era do governo. Não. O governo pode simplesmente dizer é livre, é liberado, é PPI, não é PPI. Mas é o governo quem cria o contexto, e o mercado também”, afirmou. O mercado reagiu positivamente à fala e o Ibovespa chegou a registrar alta de 1,24% às 16h59, com as ações da estatal valorizando 3,54%.

Jovem Pan

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Meirelles diz que governo Lula repete erros de Dilma: “Resultado provocou maior recessão da história do Brasil”

Foto: Niyi Fote/TheNews2/Ag. O Globo

Ministro da Fazenda que instituiu o teto de gastos e fomentou a discussão de uma reforma da Previdência durante o governo de Michel Temer, Henrique Meirelles está preocupado com as recentes falas de ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação à regra fiscal e as alterações previdenciárias. Em entrevista ao Radar Econômico, Meirelles afirmou que as tendências expressas pela nova gestão repetem o governo de Dilma Rousseff. “As mesmas pessoas que participaram ou têm linha de pensamento similar predominando. A tendência é seguir o aumento dos gastos, o uso de estatais, o controle de preços. O resultado do governo Dilma nós conhecemos, provocando a maior recessão da história do Brasil. É uma ilusão acreditar que pode se repetir os erros e ter resultado diferente”, afirma ele.

Meirelles diz que o governo age mal ao criticar as reações negativas do mercado. “Há um entendimento equivocado sobre o que é o mercado. O mercado são os agentes econômicos. O padeiro do interior da Bahia também é mercado, que compra mais trigo se acredita que vai vender mais pão. Se ele acha que vai cair, contém despesas e demite funcionário”, afirma. “Não adianta dizer que há nervosismo do mercado e tentar ignorar as reações dos agentes produtivos às medidas anunciadas”, critica.

Sobre a fala recente do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre rever a reforma da Previdência, Meirelles afirma que, se a reforma não tivesse sido aprovada em 2019, 80% do Orçamento da União seria utilizado, hoje, para pagar aposentadorias. “O Brasil, como a maioria dos países, teve aumento de expectativa de vida — o que faz aumentar o tempo que as pessoas ficam aposentadas. Em 2017, quando apresentamos a primeira proposta da reforma da Previdência, havia um aumento insustentável. Se a reforma não tivesse sido aprovada, 80% do Orçamento seria usado para pagar aposentadorias”, diz.

Radar Econômico – Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Ministra do Turismo contratou empresa envolvida em suposto caixa 2 do próprio marido

A ministra do Turismo, Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ), contratou nas eleições de 2022 e nas de 2018 uma empresa que estaria envolvida em suposto caixa 2 do próprio marido dela, o prefeito de Belford Roxo, Waguinho (União Brasil).

Daniela pagou R$ 370,8 mil em 2018 e R$ 64,4 mil em 2022 à Lastro Indústrias Gráficas LTDA, do empresário João Morani Veiga. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Lastro é citada em denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) oferecida em dezembro de 2016 contra o prefeito Waguinho e seu então vice, Márcio Canella (União Brasil), por supostas irregularidades na arrecadação e gastos de recursos de campanha.

Segundo a Procuradoria, Waguinho e Canella teriam usado caixa 2 no pleito de 2016 para a aquisição de panfletos e revistas de campanhas.

O material foi apreendido antes mesmo da abertura das contas de campanha do prefeito e do vice, o que configurou o caixa 2. Apesar de citada, a Lastro não chegou a ser denunciada pelo MPRJ. O dono da empresa, contudo, confirmou ter produzido parte da propaganda.

“Os gastos não contabilizados são vultosos e capazes de influenciar a moralidade das eleições”, assinalou o Ministério Público.

Em março de 2018, a juíza eleitoral Elizabeth Saad acatou pedido do MPRJ e cassou os diplomas de prefeito e vice-prefeito de Waguinho e Canella, respectivamente. A sentença foi anulada, contudo, pelo desembargador Luiz Antonio Soares, que determinou a devolução dos autos ao 1º grau.

Já no último dia 10 de agosto, a juíza Ana Helena da Silva Rodrigues julgou extinto o proceso, sem resolução do mérito, uma vez que os mandatos de Waguinho e Canella para os quais foram eleitos em 2016 já haviam sido encerrados.

Até o momento, a ministra não se pronunciou sobre o assunto.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Rodrigo Pacheco se irrita com fala de ministra de Lula sobre aborto

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD, foto), rebateu uma fala da ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves (PT), sobre aborto e afirmou, em nota, que nunca houve na Casa a “mínima cogitação de retrocesso nas hipóteses legais” referentes ao procedimento.

Recentemente, em entrevista à Folha de S. Paulo, ela admitiu risco de derrotas para o governo Lula em caso de debate sobre o assunto no Congresso.

“Da forma como está colocado hoje pelo Congresso e da forma como está sendo convocado pelo Senado, qualquer discussão sobre aborto nós vamos perder mais do que nós vamos avançar”, disse a ministra, conhecida como Cida.

Pacheco entendeu que a fala foi precipitada e que houve um “prejulgamento” do Congresso. “Sobre o aborto, não há e nunca houve mínima cogitação de retrocesso nas hipóteses legais. Portanto, é importante o ministério propor suas políticas e ideias e não prejulgar o Congresso”, afirmou o presidente do Senado no comunicado.

“Enviarei nesta semana a relação de matérias aprovadas por este Congresso, nos últimos dois anos, a favor das mulheres e estarei pronto a receber sugestões do ministério. Nunca se produziu tanto em defesa das mulheres, inclusive por meio da liderança da bancada feminina, que criei em 2021”, acrescentou Pacheco.

O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.