Uma mulher que se passava por juíza para aplicar golpes na Paraíba e em Pernambuco foi presa nessa quarta-feira (13) pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de aplicar golpes contra comerciantes.
De acordo com as investigações, a estelionatária consegue obter informações sobre cheques que são depositado antes da data firmada. Ela, então, entra em contato com a pessoa que fez esse depósito e, apresentando-se como ‘juíza’ e proprietária do cheque, ameaça adotar medidas judiciais cabíveis.
“Nessas conversas, a suspeita propõe um acordo: a pessoa deve fazer uma transferência via pix no valor do cheque em questão. Além disso, a golpista, ainda se passando por juíza, diz que vai passar outro cheque com a data correta a ser compensado. Só que esse novo cheque é sem fundos. Sob a pressão das ameaças, as vítimas fazem a transferência via pix e recebem o cheque, caindo na fraude aplicada”, explicou o delegado Aneilton Castro.
Um homem também foi preso, durante as diligências da DDF. Eles estão recolhidos na Central de Polícia Civil do Geisel, aguardando audiência de custódia.
MaisPB
Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14) a operação “Rei da Lavagem” que cumpre oito mandados de busca e apreensão nas cidades de São Bento e Paulista, no sertão do estado. O principal alvo é uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, os investigados informaram trabalhar com venda de redes de dormir e mantas. No entanto, eles recebiam e transacionavam enorme quantidade de dinheiro em suas contas, vindos de empresas localizadas no estado Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do sul.
Eles teriam movimentado em torno de R$ 230 milhões, sem ter apresentado qualquer justificativa sobre a origem do dinheiro. Além desses fatos, as empresas investigadas têm como proprietários pessoas já investigadas por tráfico de drogas, armas ou lavagem de dinheiro.
O grupo criminoso também se utilizava de contas dos chamados “laranjas”, para o recebimento de valores e remessa para empresas e pessoas físicas designadas pelo grupo criminoso.
A investigação vai continuar e pretende encontrar mais provas da atuação do grupo, como também outras pessoas envolvidas no esquema criminoso.
Blog do BG PB
Foto: Polícia Federal





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