Uma operação que investiga o furto de trilhos da obra da Ferrovia Transnordestina, em Campina Grande, prendeu dois suspeitos, entre eles o dono de uma sucata. A ação da Polícia Civil aconteceu nessa quarta-feira (3) no bairro Pedregal.
De acordo com a polícia, a investigação iniciou após a concessionária responsável pelas obras do VLT informar que três homens foram vistos retirando trilhos da linha férrea e transportando o material para uma sucata da região.
“Durante as diligências, policiais localizaram cerca de uma tonelada de trilhos e talas de junção em uma sucata da área do Pedregal, além de aproximadamente 200 kg de fios de cobre queimados, material também apreendido para investigação e suspeito de integrar a rede pública de energia e telecomunicação”, informou a polícia em nota.
Foram presos em flagrante o proprietário da sucata onde o material foi encontrado e um dos responsáveis pelo furto dos trilhos.
Segundo a polícia, todo o material ferroviário recuperado foi devolvido à concessionária responsável pela obra.
A operação recebeu o nome de “Fim da Linha” em alusão direta ao patrimônio ferroviário alvo dos criminosos e ao encerramento das atividades ilícitas identificadas pela investigação. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para identificar os demais envolvidos no esquema de subtração e receptação de materiais da ferrovia.
A Operação Perfidus, que resultou na prisão de um delegado e de agentes policiais suspeitos de integrar um esquema criminoso na Paraíba, teve início a partir de denúncias feitas pelos próprios traficantes investigados pelas forças de segurança.
A informação foi revelada pelo secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, nesta terça-feira (2), ao comentar a investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba.
Segundo o secretário, criminosos passaram a relatar que drogas estavam sendo roubadas por integrantes do esquema investigado, que, de acordo com as apurações, contava com a participação de agentes públicos.
“A Polícia Civil recebeu algumas denúncias de próprios traficantes, outros traficantes que estavam tendo suas drogas roubadas e furtadas. Veja só que cenário é esse”, afirmou.
Esquema usava estrutura policial, diz investigação
De acordo com as investigações da Operação Perfidus, os suspeitos não utilizavam a estrutura estatal para combater o tráfico de drogas, mas para obter vantagens financeiras por meio da atividade criminosa.
Conforme o Ministério Público e a Polícia Civil, o grupo recebia informações privilegiadas sobre imóveis e veículos utilizados por organizações criminosas para armazenar e transportar entorpecentes. A partir desses dados, realizava incursões clandestinas e abordagens utilizando a condição funcional de policiais.
A investigação aponta que parte das drogas era oficialmente apreendida, enquanto outra parcela era desviada. Os entorpecentes, segundo as apurações, eram revendidos para facções rivais ou utilizados como instrumento de extorsão contra os próprios traficantes.
Em alguns casos, a suspeita é de que integrantes do esquema cobravam valores para devolver carregamentos de drogas ou evitar prejuízos a determinados grupos criminosos.
Foi justamente nesse contexto que surgiram as primeiras denúncias que deram origem à investigação.
“Houve uma reclamação nesse sentido. A polícia aprofundou, identificou a partir da sua perícia de investigação e conseguiu aprofundar esse trabalho. Veja que tem mais de um ano de operação”, declarou Jean Nunes.
Secretário diz que policiais atuavam como traficantes
De acordo com o secretário, as investigações revelaram uma estrutura criminosa infiltrada em órgãos de segurança pública.
“Esses policiais que foram presos não passam disso: traficantes. Estavam envolvidos em repassar droga para facções. Isso é muito grave e por isso essa operação tem um valor muito importante”, afirmou.
Jean Nunes destacou ainda que a operação foi realizada em conjunto pela Polícia Civil, por meio da Draco e da Unintelpol, e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
“Essa operação é feita em conjunto exatamente para demonstrar que o Estado, as forças de segurança e o Ministério Público estão unidos para combater o crime organizado e as facções aqui no Estado”, disse.
A Operação Perfidus cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. As investigações apontam que integrantes do grupo utilizavam a estrutura estatal para desviar drogas, repassar informações sigilosas e beneficiar organizações criminosas. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (2) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que não aplique a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo Flávio, o pedido foi feito durante encontro com Trump na Casa Branca, na semana passada.
“Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai colaborar com vocês. Vamos incentivar o nosso agro, o Pix, o etanol. Podemos sentar de igual pra igual”, declarou em entrevista à rádio Itatiaia.
A reunião ocorreu antes de o governo norte-americano anunciar a proposta de sobretaxa, resultado de uma investigação comercial que cita temas como Pix, comércio digital, etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento ilegal.
A medida ainda passará por consulta pública nos EUA. Uma audiência pública está prevista para 6 de julho.
Um homem foi preso após ser flagrado praticando atos obscenos em ruas de João Pessoa. O caso aconteceu na Zona Sul da capital e assustou moradores que denunciaram a situação à polícia.
Segundo as autoridades, o suspeito foi localizado após denúncias e acabou detido para prestar esclarecimentos. Ele nega o crime.
A Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito policial para investigar o suposto envenenamento de cerca de 70 animais, entre cães e gatos, ocorrido nos últimos dois meses no município de Teixeira, no Sertão do estado. O caso está sendo acompanhado com o objetivo de identificar os responsáveis pelas mortes dos animais.
De acordo com as informações apuradas até o momento, a suspeita é de que substâncias tóxicas tenham sido colocadas em cortes miúdos de carne bovina e frango, utilizados para atrair os animais. As investigações apontam que a maioria dos animais mortos era composta por cães em situação de rua, embora alguns também possuíssem tutores.
A Polícia Civil solicitou exames periciais e necroscópicos ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), para identificar a causa das mortes e confirmar a possível utilização de veneno. A conclusão dos laudos deve ocorrer em até 30 dias.
As equipes policiais já realizaram oitivas de testemunhas e seguem analisando imagens de câmeras de segurança instaladas em áreas próximas aos locais onde os animais foram encontrados. Até o momento, ninguém foi preso.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagram, nesta quarta-feira (27), a nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.
Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Pernambuco, de São Paulo e da Paraíba, além do Distrito Federal.
Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) deflagrou, nesta terça-feira (26), a Operação Indumentum II, com o objetivo de desarticular organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas e a prática de lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e de bloqueio de ativos financeiros, expedidos pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe.
As medidas foram executadas em cinco estados, nas cidades sergipanas de Aracaju, de Nossa Senhora do Socorro, de Tobias Barreto e de Barra dos Coqueiros, além de Montes Claros (MG), Ribeira do Pombal (BA), João Pessoa (PB) e Maceió (AL).
As investigações tiveram início em abril de 2025, a partir da primeira fase da operação, quando foi identificada a atuação de grupo responsável pela distribuição de entorpecentes, principalmente crack e maconha, no município de Nossa Senhora do Socorro e região.
No decorrer das apurações, foram identificados indícios de ocultação e de dissimulação de valores oriundos da atividade criminosa. Também foi constatado padrão de vida incompatível com a renda declarada por um dos investigados, possuindo imóvel em condomínio de alto padrão e veículos de luxo. As investigações apontam que o grupo movimentou, aproximadamente, R$ 32 milhões no período de 2021 a 2025.
Três câmeras de monitoramento instaladas por uma facção criminosa na Escadaria da Penha, em João Pessoa, foram apreendidas nesta segunda-feira (25). As informações foram confirmadas pela Polícia Civil.
De acordo com a corporação, o monitoramento era proveniente para o tráfico de drogas e estavam instaladas em funcionamento em postes de energia da escadaria. A retirada do equipamento do local foi feita com apoio de funcionários da empresa que fornece energia elétrica no estado.
A apreensão foi feita pela 9ª Delegacia Distritral de João Pessoa, que fica localizada na Zona Sul da capital. A delegacia informou que outros casos semelhantes já foram registrados e, nos próximos dias, novos pontos de monitoramento vão ser desativados.
Câmeras foram desinstaladas em Mangabeira
Uma câmera utilizada pelo tráfico de drogas para monitorar uma comunidade de João Pessoa foi desativada no dia 18 de maio pela Polícia Civil. O equipamento estava em rua no bairro de Mangabeira IV, na Zona Sul de João Pessoa
Segundo o delegado Lucas Sá, da 9ª Delegacia Distrital, a Polícia Civil chegou ao equipamento clandestino após receber denúncias. A câmera foi desativada em uma ação conjunta com a concessionária de energia.
“A gente foi imediatamente checar. E aí vimos a câmera, entramos em contato com a Semob, com os órgãos, vimos que não era uma câmera do Estado e exatamente a denúncia é essa que é do tráfico de drogas e fica monitorando a presença dos policiais”, explicou o delegado em entrevista.
A rua em que estava a câmera dá acesso a uma comunidade que fica nas imediações da Estação Elevatória de Esgotos da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Do poste em que o equipamento estava instalado, também era possível ver trechos das ruas Missionária Tamar Nunes e Mozart Armstrong.
O equipamento será analisado pela Unidade de Inteligência Policial (Unintepol), que deverá obter mais detalhes sobre como o mesmo era utilizado pelo tráfico.
Câmeras do tráfico em Cabedelo
No dia 10 de maio, o programa Fantástico detalhou que ruas do município de Cabedelo, que fica vizinho a João Pessoa, eram monitoradas por 30 câmeras instaladas pelo crime organizado.
Os equipamentos, chamados de ‘besouros’, foram encontrados em postes de comunidades e outras áreas da cidade na Região Metropolitana de João Pessoa. Eles eram utilizados em uma ‘central de monitoramento’ montada pelo Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.
Monitoramento também acontecia em Mulungu
No dia 21 de maio, câmeras de segurança clandestinas usadas por facções para monitorar moradores e movimentação policial foram apreendidas durante operação na cidade de Mulungu, também na Paraíba.
De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da investigação foi desarticular uma organização criminosa com atuação na cidade de Mulungu que conta com ramificações em João Pessoa e Santa Rita.
A operação, intitulada de Dissidência, teve como foco o cumprimento de 18 mandados de prisão preventiva, além de outros mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
As investigações apontam que o grupo criminoso possui envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, ataques armados, invasões de residências e práticas relacionadas ao domínio territorial exercido pela organização.
O delegado aposentado da Polícia Civil da Paraíba Walter dos Santos Oliveira, de 61 anos, está desaparecido desde a última terça-feira (20). Seu carro foi visto pela última vez em Pernambuco, de acordo com a família.
Os familiares afirmam que Walter, conhecido também como “João”, saiu da cidade de Boa Vista, no Cariri paraibano, e não foi mais visto. Atualmente, ele trabalhava como autônomo.
A família informou ainda que o carro do delegado aposentado foi visto pela última vez na cidade de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco. O veículo teria passado pela BR-104, mas ainda não foi localizado.
Em nota, a Polícia Civil da Paraíba informou que a Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande foi designada para investigar o desaparecimento.
“A instituição esclarece que diversas diligências investigativas estão em andamento com o objetivo de localizar a vítima e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao caso”, informou a polícia.
A Polícia Civil informou também que novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
A morte de 61 cães por suspeita de envenenamento na cidade de Teixeira, no Sertão da Paraíba, está sendo investigada pela Polícia Civil. Os casos foram registrados ao longo dos últimos dois meses.
A principal suspeita é de que o veneno tenha sido colocado em pedaços de carne bovina e frango. Segundo a polícia, a maioria dos animais vivia em situação de rua, mas alguns também tinham tutores.
Exames periciais e necroscópicos foram solicitados ao Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande e ao Instituto de Polícia Científica (IPC), em Patos, para identificar a causa das mortes. Os laudos devem ser concluídos até o dia 30 de maio.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, ninguém foi preso até o momento. Testemunhas já foram ouvidas, e imagens de câmeras de segurança de áreas próximas aos locais onde os animais foram encontrados estão sendo analisadas.
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