Um padre investigado por suspeita de assédio foi afastado da Arquidiocese da Paraíba nesta terça-feira (31). O padre Jaildo da Nóbrega Souto já havia sido afastado das funções ministeriais após uma denúncia de estupro, em 2014.
De acordo com o Boletim de Ocorrência do caso, a denúncia mais recente de assédio ocorreu no último dia 24 de março, quando uma equioe da Polícia Militar que realizava um patrulhamento no bairro de Gramame, em João Pessoa, identificou um carro trafegando de forma perigosa na Avenida Tarcísio de Miranda Burity.
A defesa do padre não foi localizada até a última atualização desta matéria.
A abordagem identificou dois homens ocupando o veículo, sendo o padre o condutor e um homem de 20 anos o passageiro. Segundo o BO, o passageiro estava chorando no momento da abordagem, e afirmou que havia puxado o volante ao tentar sair do carro.
Ainda segundo a PM, o passageiro chegou a afirmar que teria sido abusado pelo condutor. Ele informou, ainda, que conhecia o padre há cerca de dois anos.
No entanto, no caminho para a chegar na Central de Flagrantes, os dois informaram que mantinham um relacionamento, e que o episódio se tratava de uma discussão de casal. O passageiro do veículo, então, negou qualquer abuso ou assédio.
Em nota divulgada nesta terça-feira (31), a Arquidiocese da Paraíba informou que decidiu afastar o padro do exercício ministerial,” reafirmando o compromisso com a verdade, a justiça e a transparência”. A Arquidiocese também se colocou à disposição “para colaborar com as autoridades competentes”.
Exames do Lacen-PB confirmaram contaminação bacteriana em alimentos de uma pizzaria investigada em Pombal, após um surto que resultou na morte de uma cliente e deixou mais de 100 pessoas com sintomas.
Das sete amostras analisadas, seis apresentaram contaminação por bactérias como Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Não foi detectada presença de salmonella. A principal suspeita é de manipulação inadequada dos alimentos, possivelmente por alguém com ferimento nas mãos.
O caso envolve a morte de Raíssa Bezerra, que teve piora rápida no quadro clínico, com falência renal e necessidade de intubação, vindo a óbito no dia seguinte.
Apesar disso, a perícia inicial não identificou sinais clássicos de intoxicação alimentar, e exames toxicológicos seguem em andamento. Os resultados já foram encaminhados à Vigilância Sanitária e ao Instituto de Polícia Científica, que continuam investigando o caso.
Família de bebê denuncia suposta negligência médica no Hospital da Criança, em Campina Grande | Reprodução/TV Paraíba.
A família de uma bebê de 1 ano e seis meses está denunciando uma suposta negligência médica no Hospital da Criança e do Adolescente, em Campina Grande, Agreste da Paraíba. A menina deu entrada na unidade com sintomas gripais, e após receber alta duas vezes, foi transferida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, em estado gravíssimo.
De acordo com o tio da criança, ela foi levada para o Hospital da Criança e do Adolescente pela primeira vez na última sexta-feira (20), com sintomas de síndrome gripal. Uma médica teria dito a mãe da criança que ela estaria “exagerando por ser mãe de primeira viagem”, ainda segundo o tio. A profissional receitou dipirona e deu alta a bebê.
Ao chegar em casa, a criança apresentou uma piora com quadro de vômito e secreção. Os pais então decidiram voltar ao hospital, na segunda-feira (23), mas a menina não foi examinada e recebeu alta pela segunda vez após ser receitada uma lavagem nasal.
Já em casa novamente a criança convulsionou e a família a levou pela terceira vez, na madrugada da segunda (23) para a terça-feira (24), ao Hospital da Criança e do Adolescente. Pela gravidade da situação, quando chegou na unidade a menina foi encaminhada diretamente para a ala vermelha, onde continuou convulsionando.
O tio da menina, que também é profissional de saúde há mais de 15 anos, afirma que sugeriu uma intervenção mas foi ignorado. Por volta das 5h50 da terça-feira (24) a menina foi levada para a UTI do hospital, onde foi entubada.
Ainda segundo o tio da bebê, a equipe chegou a perguntar se a família era doadora de órgãos. Por volta do meio dia da terça (12) a criança foi transferida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde está na UTI em estado gravíssimo.
A equipe responsável pelo atendimento à criança no Hospital de Trauma informou que a criança está em estado gravíssimo com um edema cerebral.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande, responsável pela administração do Hospital da Criança e do Adolescente, prestou solidariedade à família da bebê e afirmou que todas as medidas para garantir um melhor atendimento na unidade estão sendo tomadas.
A secretaria também informou que uma sindicância interna foi instaurada para apuração dos fatos e que, após a apuração, “todas as providências cabíveis serão tomadas para assegurar a devida responsabilização”.
Imagens enviadas ao Blog do BG PB na tarde desta quinta-feira (19), mostram uma confusão grande na Avenida Josefa Taveira, em Mangabeira, João Pessoa.
No vídeo é possível perceber um dos agentes de trânsito da Semob e um motoboy brigando por conta de um suposto estacionamento irregular do trabalhador em frente a uma farmácia.
Todos foram encaminhados para a Central de polícia para prestar esclarecimentos.
Um parecer do Ministério Público de Contas (MPC) emitiu parecer defendendo que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgue irregulares convênios firmados entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), do Governo João Azevêdo (PSB), e o Instituto São José, responsável pelo Hospital Padre Zé em João Pessoa. A ‘Pasta’ é responsável pelo Programa Prato Cheio, que firmou convênios com instituições para distribuir refeições para pessoas carentes.
Segundo a auditoria, há despesas sem comprovação que superam R$ 11,1 milhões.
O parecer foi publicado no dia 10 de fevereiro e analisa os resultados de uma Inspeção Especial nos convênios e termos de colaboração celebrados entre 2019 e 2023.
A inspeção identificou uma série de irregularidades na aplicação dos recursos públicos, incluindo ausência de controle e fiscalização por parte do governo estadual e falhas na prestação de contas da entidade responsável pelo hospital.
O MPC aponta um débito solidário aos secretários do Governo do Estado, Tibério Limeira e Pollyanna Werton, além de Gilvaneide Nunes da Silva e ao padre Egídio de Carvalho. No total, R$ 11,1 milhões.
O relatório também destaca irregularidades em contratos voltados ao fornecimento de refeições. De acordo com os técnicos, foram identificadas compras concentradas em um único fornecedor, ausência de cardápios elaborados por nutricionistas, falta de comprovação da capacidade de armazenamento dos alimentos e inconsistências nos registros de beneficiários das refeições supostamente fornecidas.
“A falta de monitoramento não é mera falha formal, mas uma negligência que permitiu o escoamento de vultosas quantias sem qualquer controle, caracterizando-se como falha grave de governança e violação aos princípios da legalidade, eficiência e controle, impondo-se a manutenção do apontamento, assim como aplicação de sanção pecuniária”, assinala a procuradora do MPC, Sheyla Barreto Braga.
Os valores apontados como despesas sem comprovação incluem montantes de R$ 994 mil referentes a convênio firmado em 2019, R$ 3,6 milhões de contrato celebrado em 2020, além de outros repasses relacionados a termos de colaboração e projetos executados entre 2021 e 2023.
O parecer também sugere que o caso seja encaminhado ao Ministério Público da Paraíba para análise de possíveis crimes e atos de improbidade administrativa.
Outro lado
Em sua defesa no processo o secretário Tibério Limeira argumentou que a gestão acompanhava a execução dos convênios por meio de informações prestadas pela entidade parceira.
Já a secretária Pollyanna Werton afirmou que assumiu a direção da SEDH em fevereiro de 2023, quando grande parte dos instrumentos sob análise já havia sido executada ou encontrava-se em fase de encerramento, limitando significativamente a possibilidade de interferência direta na condução dos atos administrativos ora questionados.
Para os advogados dela, não haveria como “imputar à atual gestora responsabilidade por irregularidades decorrentes de atos ou omissões de gestões anteriores”.
Os argumentos, contudo, não convenceram os auditores do TCE. Agora é aguardar o julgamento do TCE.
A representação foi encaminhada à Justiça Federal da Paraíba com pedido para que o caso seja analisado pelo Ministério Público Federal. Segundo o partido, as falas da vereadora podem configurar incitação à discriminação contra pessoas trans.
Durante fala registrada no programa Correio Debate, Olímpio Rocha criticou as declarações da parlamentar. “A vereadora fez declarações lamentáveis contra a deputada Erika Hilton, que é uma mulher trans e tem a identidade de gênero que precisa ser respeitada”, afirmou. Ele também citou entendimento do Supremo Tribunal Federal de que transfobia pode ser enquadrada como crime de racismo e disse esperar que o MPF avalie a abertura de investigação.
Materiais apreendidos em farmácia de Campina Grande.. divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil encontrou indícios de uma clínica clandestina de aborto em uma farmácia no Centro de Campina Grande, na manhã desta quinta-feira (12). Substâncias abortivas e um caderno com nomes de vítimas estavam em um cômodo oculto.
A operação foi pela Polícia Civil, em conjunto com a Gerência de Vigilância Sanitária de Campina Grande (Gevisa) e o Ministério Público do Consumidor.
Os agentes localizaram um compartimento oculto em um sótão da farmácia. Nesse cômodo, foram apreendidas várias substâncias que, em tese, podem estar relacionadas à realização de abortos clandestinos, além de documentos com anotações alusivas a supostas vítimas e referência a tempo gestacional. O delegado Rafael Pedrosa, à TV Paraíba, disse que o cômodo ficava atrás de um fundo falso.
“Nós verificamos um fundo falso que existia na farmácia. Você sobe por uma escada nesse fundo falso e e se depara com um sótão que é totalmente, digamos assim, é, insalubre, visivelmente insalubre, as circunstâncias sanitárias assim deploráveis e visíveis a olho nu”.
Nesse sótão, havia uma cama, substâncias e objetos suspeitos de serem utilizados para a realização de abortos, como bisturis e gases, além de nomes e exames de ultrassonografia de gestantes.
“Uma relação documental com fotos de supostas vítimas, com nomes e exames de ultrassom indicando o tempo gestacional para eventualmente se avaliar se haveria a compatibilidade ou não com a prática”, complementou o delegado Rafael Pedrosa.
Uma arma calibre 38 também foi apreendida, e um homem foi preso e levado para a Cidade de Polícia de Campina Grande, onde deverá passar por audiência de custódia.
Outra farmácia também foi alvo da operação
A mesma operação também realizou uma inspeção em outra farmácia de Campina Grande, no bairro das Malvinas. No estabelecimento, foram encontrados anabolizantes comercializados de forma irregular e medicamentos vencidos, bem como psicotrópicos cuja comercialização não possuía autorização específica e remédios vencidos.
Também foi verificado que o estabelecimento não possuía licença sanitária válida, alvará de funcionamento regular nem farmacêutico responsável técnico.
Uma confusão envolvendo um suposto caso de traição foi registrada na cidade de João Pessoa.
Um homem descobriu que um amigo estava se relacionando com sua esposa. Diante da situação, ele decidiu se vingar e acabou convencendo e levando a companheira do ex-amigo para uma Pousada no José Américo, na zona sul da capital.
Menos de 30% do conteúdo de um dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro já foi suficiente para que a Polícia Federal classificasse a situação como emergencial e acionasse o ministro do STF André Mendonça, relator do caso do Banco Master.
Com base apenas nesse material parcial, Mendonça decretou a prisão de Vorcaro. Segundo um auxiliar do ministro, o que foi analisado até agora representa apenas “uma gota no oceano”.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025. Na operação mais recente, realizada na semana passada, ao menos oito celulares do ex-banqueiro foram apreendidos. Somando os aparelhos recolhidos nas diferentes fases da investigação, a Polícia Federal tem hoje mais de 100 celulares sob perícia.
Parte do conteúdo vazado mantém o STF no centro da crise. A jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que o ministro Alexandre de Moraes teria trocado mensagens de visualização única com Vorcaro no dia da primeira prisão do ex-banqueiro.
Inicialmente, Moraes negou o contato e classificou a reportagem como “ilação mentirosa”. Após a divulgação de novos prints, o gabinete do ministro afirmou, em nota, que uma “análise técnica” indicou que ele não seria o destinatário das mensagens.
O STF, porém, não informou quem realizou a perícia nem como o gabinete teve acesso ao material, que está sob sigilo.
As revelações também chegaram à CPI do INSS e aumentaram a tensão entre autoridades e advogados, que pediram investigação sobre os vazamentos. Mendonça autorizou a apuração.
Investigadores afirmam que ainda é cedo para saber se novas mensagens podem trazer mais desgaste ao ministro. Nem mesmo as conversas do dia 17 de novembro — quando Vorcaro teria perguntado horas antes da prisão “Conseguiu bloquear?” — foram totalmente periciadas pela PF.
Trecho de ponte desaba na BR-101 — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Um trecho da ponte sobre o Rio Paraíba, localizada na BR-101, no município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, desabou na tarde deste sábado (7). De acordo com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a estrutura sofreu colapso em um dos apoios, o que fez com que dois tramos da ponte cedessem.
Segundo o órgão, não houve vítimas, já que uma das faixas da ponte estava interditada desde setembro de 2025, quando o DNIT iniciou inspeções e intervenções emergenciais na estrutura.
Na época, a faixa direita da ponte foi interditada no sentido Natal–João Pessoa, na altura do quilômetro 77 da rodovia federal, como medida preventiva para avaliação das condições estruturais do equipamento.
Ponte sobre o Rio Paraíba é interditada em Santa Rita
Em nota oficial, o DNIT explicou que o incidente registrado neste sábado (7) não deixou feridos porque a estrutura já estava interditada e não havia equipes trabalhando no momento do desabamento.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que não houve alteração no trânsito, já que o tráfego na região já estava sendo desviado devido à manutenção da ponte. Segundo a corporação, equipes estão no local e devem reforçar a sinalização para evitar que motoristas desrespeitem o bloqueio existente.
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