A Prefeitura de Bayeux divulgou nesta terça-feira (22) uma nota oficial após a secretária de Assistência e Segurança Alimentar, Ivoneide de Araújo Silva, ser citada no contexto das investigações da Operação Feudo, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Gaeco/MPPB.
A operação investiga uma organização criminosa suspeita de expulsar mais de 250 famílias de suas casas com ameaças e violência armada. Segundo a investigação, os imóveis eram tomados ilegalmente e os bens deixados pelas vítimas eram saqueados ou vendidos. O caso apura crimes como domínio social estruturado, esbulho possessório, agiotagem, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro via Pix.
Na nota, a Prefeitura afirma que recebeu as informações “com serenidade”, diz confiar nas instituições responsáveis pela investigação e defende o respeito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência. A gestão também repudia o que classifica como tentativa de uso político do caso e afirma que continuará acompanhando as investigações, confiando no esclarecimento dos fatos dentro do devido processo legal.
Acidente em obra da Ponte do Futuro deixa pessoas feridas, em Cabedelo – Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco. Gustavo Demétrio
O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) instaurou procedimento para apurar o acidente ocorrido nessa segunda-feira (21), em obra da Ponte do Futuro, em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. O procedimento foi distribuído para a procuradora Myllena Alencar.
O MPT está adotando todas as providências necessárias para apurar as causas do acidente e as devidas responsabilidades. A informação foi confirmada pela CBN.
O acidente aconteceu durante a execução da obra da Ponte do Futuro e deixou um trabalhador morto e outros dois feridos. Uma estrutura metálica se desprendeu e um dos operários, que estava preso ao cinto de segurança, caiu no Rio Paraíba.
Trabalhador caiu de uma altura de 10 metros
O trabalhador foi identificado como Manoel Oliveira da Silva, de 43 anos, natural de Araioses, no Maranhão. Segundo o Consórcio Jampa, responsável pela obra, ele caiu de uma altura de 10 metros.
O corpo de Manoel foi localizado após algumas horas de buscas no Rio Paraíba. Ele foi liberado ainda na segunda-feira (21) e levado para o Maranhão, onde será sepultado.
De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado, por meio de nota, o que desabou foi uma fôrma metálica que a empresa responsável pela obra utiliza na montagem. Essa estrutura se desprendeu e Manoel que estava preso ao cinto de segurança caiu. A estrutura da ponte em si não desabou.
O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, informou, por meio de nota, que determinou ações de forças de segurança para atuar na procura pelo trabalhador que estava desaparecido.
Outros dois trabalhadores ficaram feridos no acidente. Uma das pessoas que ficou ferida com o desabamento foi socorrida para o Hospital de Trauma de João Pessoa. O Jornal da Paraíba entrou em contato com a unidade, que informou que o homem que deu entrada tem 20 anos e está consciente e orientado. Não se sabe para onde a outra pessoa socorrida foi levada.
Uma das pessoas que ficou ferida com o desabamento foi socorrida para o Hospital de Trauma de João Pessoa e liberada na tarde desta segunda-feira (21). A outra pessoa que ficou ferida recebeu atendimento no local e não precisou ser hospitalizada.
O Consórcio Jampa, responsável pelas obras da Ponte do Futuro, confirmou, na tarde desta segunda-feira (21), a morte de um trabalhador no acidente ocorrido nesta manhã. A empresa afirmou que houve uma ruptura de uma estrutura provisória de apoio da obra, chamada treliça.
A responsável pela obra, em nota, também afirmou que o acidente ocorrido não envolveu a estrutura definitiva da Ponte do Futuro.
O documento também informou que a empresa dará ‘total apoio, solidariedade e assistência integral à família da vítima’.
Veja a nota na íntegra
O Consórcio Jampa vem a público esclarecer os fatos ocorridos na data de hoje (21) durante as obras da Ponte do Futuro.
Lamentamos profundamente informar o registro de um acidente Lamentamos profundamente informar o registro de um acidente decorrente da ruptura de uma estrutura de apoio provisória (treliça), utilizada na fase de lançamento no trecho de balanço sucessivo.
Esclarecemos que a estrutura definitiva da ponte não sofreu nenhum tipo de colapso, queda ou dano estrutural.
Com imensa tristeza, informamos que a ocorrência resultou no falecimento de um de nossos colaboradores. A prioridade máxima do consórcio neste momento é prestar total apoio, solidariedade e assistência integral à família da vítima, assim como aos seus colegas de trabalho.
O consórcio já iniciou a apuração técnica para identificar as causas do ocorrido e está em colaboração irrestrita com os órgãos competentes e equipes de resgate para todos os desdobramentos e providências necessárias.
Novas informações serão compartilhadas assim que confirmadas pelas autoridades e pelas equipes técnicas responsáveis
Cícero Lucena, Lucas Ribeiro — Foto: Cícero e Lucas no Facebook
O governador da Paraíba e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), rebateu as críticas de Cícero Lucena (MDB) às operações contra facções criminosas e afirmou que o adversário estaria incomodado porque as forças de segurança estão “prendendo e perseguindo os parceiros, os amigos dele”. A declaração foi dada à Correio FM nesta sexta-feira (18) depois de Cícero classificar ações policiais no Estado como “operaçãozinhas” que, na avaliação dele, prendem “trombadinhas”.
Lucas disse repudiar a declaração e citou a Operação Bon Vivant como exemplo do trabalho realizado pelas forças estaduais. “É lamentável uma pessoa chegar e dizer isso aqui sobre uma operação, que só a operação de terça-feira, a operação Bon Vivant, foram bloqueados mais de 114 milhões de reais. Foram 27 pessoas presas. Essa só em uma operação nessa semana que ele chama de operaçãozinha”, afirmou.
O governador também declarou que operações das forças de segurança já resultaram no bloqueio de mais de R$ 460 milhões e relacionou as críticas de Cícero às investigações. “Então, é lamentável uma pessoa vir aqui no microfone e falar algo como esse. Provavelmente ele está incomodado porque estamos diariamente prendendo e perseguindo os parceiros, os amigos dele. Acho que esse é o problema”, afirmou.
A Justiça da Paraíba manteve, na tarde desta quinta-feira (17), a prisão preventiva de Diomar Tadeus Dantas de Farias, sócio da empresa Pixbet, durante audiência de custódia.
O empresário foi alvo da nova fase da Operação Arena da Polícia Federal suspeito de participar de esquema de lavagem de suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
O mandado de prisão contra Tadeu seria cumprido em Campina Grande, mas ele não foi encontrado na cidade. Ele foi localizado, em Jacumã, em Conde, no Litoral sul paraibano.
Além da prisão preventiva, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, com diligências em Campina Grande e João Pessoa, e determinadas medidas de sequestro de bens.
Segundo as investigações, recursos provenientes de jogos de azar e apostas esportivas teriam sido movimentados por meio de empresas e estruturas financeiras no exterior. A apuração identificou movimentações suspeitas superiores a R$ 2 bilhões entre 2022 e 2025. A Pixbet, empresa paraibana de apostas, esteve entre os alvos da primeira fase.
Na internet, a plataforma oficial da PixBet define a empresa como “um site de jogos online que foi criado por um grupo de profissionais de iGaming”. Os clientes conseguem, através da plataforma, fazer apostas esportivas e usar um cassino online “com saque rápido via Pix”.
A empresa já patrocinou times como o Flamengo, com quem teve o contrato rescindido em agosto de 2025, após o clube manifestar insatisfação por atrasos no pagamento das parcelas da operadora. A previsão de repasse era de R$ 125 milhões por temporada.
O Corinthians também foi patrocinado pela PixBet e encerrou o vínculo com a marca em 2024. Depois do rompimento, a empresa cobrou uma multa de R$ 20 milhões ao clube, alegando que o contrato previa exclusividade no segmento de apostas esportivas.
Na Paraíba, a PixBet possui um time de futebol, o Serra Branca Esporte Clube. O time tem centro de treinamento localizado em Campina Grande e está construindo um estádio na cidade de Serra Branca. O clube chegou a disputar a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil este ano.
TADEU DANTAS
A Polícia Federal confirmou que o mandado de prisão preventiva cumprido na manhã desta quinta-feira (16), na segunda fase da Operação Arena, foi contra Tadeu Dantas, sócio proprietário da casa de apostas
A PixBet possui ainda a Arena Vaquejada PixBet, localizada em Gurinhém, às margens da BR-230. A área possui cerca de 600 hectares e recebe frequentemente vaquejadas e shows de artistas de renome nacional. Em 2025, o prêmio da vaquejada principal promovida no local ultrapassou R$ 1,4 milhão.
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) intimou o ex-secretário municipal de Saúde de Cabedelo Murilo Wagner Suassuna de Oliveira, André Luiz Barbosa Bezerra de Lima, o ex-prefeito Vitor Hugo Peixoto Castelliano e a servidora Gilmara Gregório das Neves para prestarem esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na contratação e no pagamento de médicos entre 2019 e 2021.
Os intimados deverão comparecer ao Plenário do TCE-PB no dia 24 de setembro. Segundo relatório do Ministério Público de Contas (MPC), a denúncia envolve pagamentos que teriam sido feitos a profissionais sem habilitação legal e sem documentos que comprovassem a prestação dos serviços.
Entre os valores apontados no relatório estão: R$ 36.500 pagos a Gilmara Gregório das Neves em 2021; R$ 30.900 pagos a Raissa Emanuelle Pagano Gonçalves em 2021; R$ 33.556,25 em débitos imputados a André Luiz Barbosa Bezerra de Lima, referentes a pagamentos realizados em 2019; e R$ 100.344,44 em débitos imputados a Murilo Wagner Suassuna de Oliveira, relativos aos exercícios de 2020 e 2021
O procurador-regional eleitoral do Ministério Público Federal, Marcos Queiroga, anuncia, durante sessão do Tribunal Regional Eleitoral nesta sexta-feira (11), que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão que liberou a candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba.
Queiroga contesta o entendimento da maioria dos integrantes da Corte Eleitoral, que decidiu deferir o registro da candidatura sob o argumento de que Cícero Lucena não foi denunciado criminalmente.
Durante a sessão, o procurador afirmou que respeita a decisão do TRE-PB, mas defendeu a aplicação do precedente do TSE relacionado a candidaturas com ligação com o crime organizado.
“No caso de Cícero Lucena, esta Corte entendeu por maioria que o precedente [do TSE sobre candidaturas com ligação com o crime organizado] não deveria ser aplicado, porque ele não foi denunciado. Respeito a decisão desta Corte, mas discordo. Essa decisão [do TRE] já foi objeto de recurso”, afirmou Marcos Queiroga.
O vereador Roberto Cândido (UB), de Junco do Seridó, reconheceu que errou ao afirmar que o prefeito deveria obrigar servidores contratados a votar nos candidatos apoiados pela gestão. De volta à tribuna da Câmara Municipal, ele disse que as palavras usadas foram inadequadas e defendeu o voto livre.
“Reconheço que usei palavras inadequadas. Não tenho nenhum problema em dizer que errei. O voto é livre, todo cidadão tem o direito de escolher o candidato que quiser”, afirmou.
Declaração polêmica
A declaração foi feita no dia 3 de setembro. Na ocasião, Roberto disse que o prefeito deveria chamar os servidores contratados individualmente para apresentar os candidatos apoiados pela gestão.
“O prefeito é para obrigar mesmo o povo a votar. Eu já disse a ele várias vezes. Chame um por um no seu gabinete e diga: aqui está minha chapa”, afirmou.
O vereador também citou funcionários que, segundo ele, seriam obrigados a participar de atividades de campanha, como ir ao comitê, usar bandeiras e colocar fotos nas casas. “Quem é funcionário público, quem está sendo obrigado a ir para o balneário, a vir aqui para frente do comitê, de colocar uma bandeira, uma foto na sua casa, entregue o emprego se estiver insatisfeito”, disse.
Após a fala, o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) instaurou procedimento para apurar possíveis ilícitos eleitorais.
O prefeito Paulo Fragoso (PSB) negou, por meio de nota, que tenha pressionado ou orientado servidores a votar na chapa apoiada pelo grupo. Segundo ele, a administração “jamais compactuou com atos que possam constranger, intimidar ou restringir a liberdade política de qualquer cidadão”.
Ex-seminarista é indiciado por homicídio triplamente qualificado após matar estudante a facadas em Itaporanga. (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
A Polícia Civil da Paraíba concluiu, nesta quarta-feira (9), o inquérito que investigava o homicídio do estudante de agronomia Matheus Gouveia, de 27 anos, em Itaporanga, no Sertão da Paraíba. O principal suspeito, Francisco Salmo Freitas, de 28 anos, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.
De acordo com informações da Polícia Civil, Francisco foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A investigação apontou que o crime aconteceu após uma discussão entre Francisco e Matheus. Segundo a polícia, depois da briga, o investigado foi até a própria casa, pegou uma faca e voltou ao local, onde a vítima estava sentada em uma conveniência mexendo no celular.
Para concluir o inquérito, a Polícia Civil ouviu dezenas de testemunhas e analisou imagens de câmeras de segurança que registraram o crime.
Relembre o caso
O estudante de agronomia Matheus Gouveia foi morto a facadas em um bar na cidade de Itaporanga, no Sertão da Paraíba, na noite do dia 14 de agosto. Francisco Salmo Freitas era o principal suspeito do crime.
os dois homens eram amigos e estavam bebendo no bar, quando tiveram uma discussão e o Francisco deixou o local. No entanto, algum tempo depois, o suspeito retornou ao estabelecimento com uma faca e deu vários golpes contra o homem.
Pelas câmeras de segurança, é possível ver o suspeito com a faca na mão e dando os golpes de faca. Havia outras pessoas no bar no momento do crime. A vítima morreu no local.
A faca usada no crime foi encontrada a cerca de 12 metros da cena. Após o homicídio, Francisco se entregou à Polícia Militar em Aguiar e foi levado para a Delegacia de Polícia de Itaporanga.
A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva durante audiência de custódia.
Comente aqui