A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) negou, nesta quinta-feira (3), a informação de que o influenciador Hytalo Santos teria utilizado um aparelho celular dentro da cela onde está custodiado no Presídio do Roger, em João Pessoa.
Segundo a secretaria, a unidade realiza rondas e revistas periódicas para impedir a entrada e o uso de celulares e outros materiais ilícitos. A Seap também afirmou que os policiais penais atuam de forma contínua no cumprimento dos protocolos de segurança e custódia.
Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, estão presos desde 15 de agosto de 2025, após uma investigação envolvendo conteúdos publicados com adolescentes nas redes sociais. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a Justiça determinou ainda o bloqueio de redes sociais, desmonetização de conteúdos, proibição de contato com menores e outras medidas. Os dois já foram condenados em uma primeira ação criminal.
Um motociclista, que usava capacete, e dois agentes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) trocaram socos e empurrões na orla de Cabo Branco, na tarde desta terça-feira (1º).
No entanto, até o momento, não há informações de que a confusão tenha relação com a Zona Azul.
A orla de Cabo Branco faz parte do perímetro de atuação da Zona Azul, sistema de estacionamento rotativo da capital.
Segundo Marmuthe, ainda é cedo para afirmar se o fogo começou de forma acidental ou intencional. O laudo do Corpo de Bombeiros deve ser divulgado até este sábado (29).
“Tem um sistema de câmeras e tudo isso vai ser avaliado. Vamos esperar o laudo pericial dos bombeiros para indicar qual foi a causa”, declarou.
O secretário também afirmou que uma eventual ação criminosa será punida conforme a legislação.
“É muito prematuro fazer algum juízo de valor. Mas, se for algo intencional e criminoso, com certeza haverá as penalidades da lei”, disse.
O incêndio atingiu o Centro Comercial de Passagem, na tarde dessa quinta-feira (27), que possui 97 boxes. Quatro espaços tiveram perda total e outros quatro foram afetados indiretamente pelo calor.
Marmuthe estimou que a área atingida diretamente representa aproximadamente 3% do estabelecimento.
“São 97 boxes. Apenas 3% foram atingidos. Quatro boxes tiveram perda total e outros quatro foram atingidos indiretamente por força do calor”, explicou.
Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido. O secretário informou que não houve vítimas com ferimentos graves ou leves.
Caso ocorreu durante análise da documentação, fotografia e vídeos usados para comprovar identidade da segurança (
O Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Campina Grande (IPSEM) identificou uma tentativa de fraude em um procedimento eletrônico de prova de vida e recadastramento de uma beneficiária já falecida. O caso ocorreu durante a análise da documentação, fotografia e vídeo enviados para comprovar a identidade e a presença da segurada.
A inconsistência foi detectada pelos mecanismos de controle e conferência do Instituto, que impediram o avanço normal do procedimento. Em seguida, foram adotadas medidas para confirmar a situação cadastral e verificar presencialmente as informações apresentadas.
Além da consulta à Receita Federal, servidores do IPSEM realizaram uma diligência presencial no endereço informado, em João Pessoa. No local, foi confirmado que a beneficiária havia falecido.
Material apresenta indícios de manipulação por inteligência artificial
A análise inicial dos arquivos encaminhados no recadastramento também identificou fortes indícios de produção ou manipulação artificial da fotografia e do vídeo apresentados.
Segundo o Instituto, existe a suspeita de utilização de inteligência artificial ou outro mecanismo de adulteração ou simulação de imagem para aparentar que a beneficiária permanecia viva.
O material deverá passar por análise técnica, com o objetivo de identificar sua origem e os responsáveis pelo envio.
De acordo com o presidente do IPSEM, Floriano Brito Junior, o episódio reforça a necessidade de aprimoramento contínuo dos mecanismos de governança e controle da autarquia.
“Os controles do IPSEM funcionaram. Identificamos a inconsistência, impedimos que o procedimento avançasse normalmente e nossos servidores agiram imediatamente para verificar os fatos.”
O presidente também destacou que o avanço tecnológico pode criar novas formas de tentativa de fraude.
A direção do Hospital e Maternidade Estevam Marinho, em Coremas, no Sertão da Paraíba, registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil para apurar a conduta de um grupo flagrado consumindo cerveja e dançando forró dentro da unidade na madrugada do último domingo (23).
O caso, que envolveu cinco mulheres e um homem, ganhou forte repercussão nas redes sociais após a divulgação de vídeos do interior do prédio.
Em nota oficial emitida nesta segunda-feira (24), a gestão do hospital repudiou veementemente a atitude, classificando-a como incompatível com o respeito, a ordem e o silêncio exigidos em um ambiente de saúde.
A diretoria garantiu que não tolerará atos que comprometam a segurança dos pacientes ou o trabalho das equipes médicas.
Pastor Gilberto (de branco) afirmou ter sido vítima de agressões e ameaças de morte após questionar o presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, o vereador Irmão Genival (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Um candidato a deputado federal por Pernambuco foi flagrado em uma briga durante um ‘adesivaço’ na manhã deste domingo (23), em Ipojuca, no Grande Recife. Conhecido como Pastor Gilberto (NOVO), o político aparece discutindo e correndo em imagens que circulam nas redes sociais.
O Pastor Gilberto teria invadido o evento de outros candidatos e se desentendido com o presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, o vereador Irmão Genival.
Em nota publicada nas redes sociais, o candidato a deputado afirmou que foi cobrar respostas ao vereador Irmão Genival a respeito de obras que, segundo ele, “estão paradas há anos”.
Gilberto diz que, ao abordar o presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, não foi respondido, e que a equipe de assessores dele foi agredida. “Recebemos ameaças de morte”, ele alega. Confira a nota na íntegra abaixo:
“Diante do vídeo que estou publicando, quero deixar claro o motivo da minha abordagem ao presidente da Câmara, Irmão Genival.
Como cidadão, fui cobrar uma resposta sobre o papel do Poder Legislativo. Afinal, os vereadores foram eleitos para representar e defender os interesses da população, fiscalizar o Executivo e cobrar a conclusão das obras e serviços que o povo precisa.
Hoje, existem obras importantes paradas há anos, como o colégio que está há mais de três anos sem conclusão. Enquanto isso, a população continua esperando. Meu questionamento foi simples: o presidente da Câmara e os vereadores estão a serviço do povo ou do prefeito Carlos Santana?
Fui exercer meu direito de cidadão e cobrar uma resposta. Infelizmente, segundo o que ocorreu durante a abordagem, não houve resposta e, em seguida, nossos assessores foram agredidos e recebemos ameaças de morte.
Repudio qualquer tipo de violência, agressão ou ameaça. Quem exerce função pública precisa estar preparado para ouvir a população, prestar contas e responder aos questionamentos, principalmente quando se trata de recursos públicos e obras que deveriam beneficiar o povo.
Não vou me calar. Meu compromisso é com a população e com a verdade”, escreveu o candidato, em vídeo publicado.
Um dos áudios da investigação que resultou na prisão do delegado Braz Morroni, de dois agentes da Polícia Civil/PB e de outros sete investigados, mostra um dos agentes presos,
o policial civil Everton Aires, conhecido como “Bomba”, dizendo que estava tentando “emplacar” o delegado para superintendente da Polícia Civil.
Bomba chega a falar em “desmanchar” a Draco/PB, que é a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado.
Não se sabe para quem o policial preso enviou a mensagem.
“Bomba”, apontado como principal operador do esquema, recebeu R$ 198.950 em depósitos em espécie, sem identificação dos depositantes, entre outubro de 2025 e janeiro de 2026.
A investigação que resultou na Operação Pérfidus analisou 40 mil áudios.
Entre esses áudios, um dos principais é de 12 de novembro de 2025, data em que “Bomba” recebeu R$ 62 mil em depósitos sem identificação do depositante.
Nesse mesmo dia, investigadores localizaram conversas entre ele Lira Júnior.
No diálogo, Everton afirma que a droga teria vindo do estado do Acre e cita a atuação da facção criminosa “Família do Norte” no envio do material.
Prefeito de Caaporã recebeu malote com R$ 400 mil em espécie antes da eleição de 2024. (Reprodução)
A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, realizaram uma operação que foi batizada como ‘Purgatório’ nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (20), em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. A ação cumpriu mandados na Prefeitura Municipal e em outros endereços.
A operação tem o objetivo de desarticular uma possível organização criminosa dentro do Poder Executivo da cidade, mirando o prefeito, Chico Nazário (União). Por conta da Operação Purgatório, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu afastar o gestor.
Em 2024 ele apareceu em um vídeo recebendo uma bolsa com dinheiro em espécie. Na época, o Blog apurou que se tratava de um montante de R$ 400 mil. O vídeo foi divulgado com exclusividade pelo Jornal da Paraíba. A partir disso, as investigações foram desencadeadas.
De acordo com o Gaeco, o dano ao patrimônio público já estaria na casa de R$ 2 milhões. Além da fraude na coleta de lixo, outros crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de capitais também estão sendo apurados.
Em 2024, o dinheiro teria sido doado para a campanha de Chico Nazário e do então candidato a vice, Carlos Monteiro, pelo consultor financeiro Sandro Trajano de Freitas. Em troca, o consultor indicaria uma empresa para ser contratada pelo município para o recolhimento de lixo.
Era uma forma de “compensar” a doação feita.
O Blog tentou contato com o prefeito de Caaporã, Chico Nazário, em busca de um posicionamento sobre a operação de hoje. No entanto, não tivemos retorno. O espaço, claro, está aberto.
Relembre os vídeos
As tratativas entre Chico Nazário e Sandro Trajano foram registradas em dois vídeos. No primeiro, o atual prefeito recebe o dinheiro. Na ocasião, ele diz que tem medo de ser flagrado recebendo o montante, já que a sua casa ficava em uma área urbana vulnerável a algum tipo de ‘espionagem’.
“Essa minha casa ela não tem… como ela não tem muro na frente, eu fico com medo dos caras coloquem uma câmera aí na frente. E o cara sair com dinheiro?”, diz o então candidato no vídeo.
No segundo vídeo, é possível ver os dois negociando, de fato, a contratação da empresa indicada por Sandro. No diálogo, o atual prefeito confirma que a indicação da empresa seria feita por aquele que viria ser nomeado secretário municipal de Articulação Política.
“Olhe, não tenho interesse em me meter em política. Meu negócio com Chico é negócio. Eu fui lá, investi na campanha dele, ele ganhou, e o meu negócio é negócio! Se ele resolver, se ele disser assim Sandro eu não quero que você pise aqui em Caaporã, e cumprir com o negócio que ele tem comigo, tá tudo certo. Eu quero escutar de você, que vai cumprir… se você disser assim, ‘Sandro, o lixo eu vou passar para Abraão, ele vai tomar conta lá. E todo mês eu vou te dar X’, tá tudo certo, Chico!”, diz o secretário Sandro Trajano, na gravação.
O prefeito Chico Nazário responde:
“O lixo é seu. Se você botar qualquer pessoa, é seu. É nosso, né?”.
E o secretário, em seguida, complementa. “É nosso, porque tu tem meio a meio comigo, agora… do jeito que tá, tá difícil. Não tá dando nem pra mim”.
Contratação da empresa
Poucos dias depois da posse, Chico Nazário publicou uma portaria rescindindo o contrato com a empresa que fazia o recolhimento de lixo em Caaporã. O acordo tinha valor de R$ 1,6 milhão por ano e estava em vigência até março de 2025.
A empresa que teria sido indicada por ele, a HAC Serviços Ambientais LTDA – ME passou a ter um contrato de R$ 270 mil mensais junto à gestão de Nazário.
A contratação para locação de caminhões e recolhimento de resíduos sólidos foi feita por meio de dispensa de licitação no valor total de R$ 3,2 milhões – um valor bem mais alto que o contrato anterior.
Sandro também foi nomeado como secretário de Articulação Política, recebendo um salário de R$ 9 mil mensais. Ele permaneceu no cargo até agosto de 2025.
“De centímetro em centímetro se corrói aquilo que pertence à sociedade.” A afirmação é do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, em decisão publicada nesta quarta-feira (19) sobre o empreendimento Oceânica Cabo Branco, em João Pessoa. O magistrado defendeu o cumprimento das normas que limitam a altura das construções na faixa litorânea da capital.
O caso chegou ao STJ por iniciativa do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que tentou suspender decisão relacionada à expedição do Habite-se do prédio. Segundo o MP, parte da construção excede em 84 centímetros o limite de 12,50 metros estabelecido para a Faixa 3 da orla. Herman Benjamin não analisou o mérito do pedido porque considerou que houve perda de objeto após mudanças na tramitação do processo na Justiça estadual.
Mesmo sem julgar o mérito, o presidente do STJ registrou sua posição sobre construções em desacordo com as regras urbanísticas. “Não cabe ao Poder Judiciário determinar que a municipalidade expeça Licença de Habitação (‘Habite-se’) para empreendimento que viole normas urbanísticas, ambientais ou culturais”, afirmou Herman Benjamin. Para o ministro, eventuais vícios insanáveis nos atos administrativos anteriores comprometem também os atos posteriores.
Herman Benjamin classificou a orla de João Pessoa como patrimônio paisagístico dos paraibanos e cobrou fiscalização das regras. “De centímetro em centímetro se corrói aquilo que pertence à sociedade, os bens de uso comum do povo, para desfrute solidário e democrático da sociedade”, escreveu. Reconhecida a perda de objeto, o ministro determinou o arquivamento do pedido depois do prazo para recursos.
O Procon-JP suspendeu a comercialização de planos de saúde da Unimed João Pessoa após identificar irregularidades durante fiscalização realizada no Hospital Pediátrico Unimed, no bairro da Torre. A medida cautelar foi comunicada à operadora nesta quinta-feira (13), que terá 30 dias para fazer as adequações determinadas.
A fiscalização apontou demora na disponibilização de leitos para crianças que já tinham indicação médica de internação. O órgão informou que duas mães, de pacientes de 11 e 2 anos, denunciaram a situação. Segundo o Procon, as crianças permaneceram em ambiente de observação mesmo após a indicação de internação.
A medida determina que pacientes pediátricos com indicação de internação tenham o leito disponibilizado em até duas horas. Caso não haja vaga na rede própria, a operadora deverá providenciar transferência para unidade credenciada ou custear uma vaga fora da rede. O Procon também determinou o envio diário de informações sobre casos pendentes enquanto a cautelar estiver em vigor.
Segundo o órgão, foram identificados pelo menos 37 atendimentos de consumidores contra a Unimed João Pessoa entre 2024 e 2026. A decisão também foi comunicada à ANS, Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, CRM-PB e CMDCA.
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