Polêmica

Fios soltos de postes causam transtornos em JP; Prefeitura relata roubos de 6 mil cabos

Fios soltos em postes prejudicam moradores e comerciantes - Canoas - Diário de Canoas
Os fios pendurados, retirados dos postes ou mesmo caídos nas ruas são um problema cada vez mais comum em diversos bairros de João Pessoa. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) da capital, uma das principais razões é o roubo de cabos, já que, muitas vezes, os criminosos largam esses materiais cortados nas vias públicas.

A Seinfra registrou recentemente um total de seis mil metros de cabos roubados na cidade de João Pessoa, os bairros mais afetados são o Jardim Cidade Universitária, Altiplano, Colinas do Sul, Valentina de Figueiredo, Bessa, além dos três Parques Parahyba, no Jardim Oceania.

Segundo a secretaria, a instalação e manutenção dos postes são responsabilidade da Energisa, concessionária de energia elétrica que aluga esses espaços para as empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. Por esse motivo, elas são as responsáveis por organizar a área, caso os fios estejam pendurados. Já no caso de cabos roubados, a Seinfra surge como responsável pela reposição.

No momento, a Prefeitura de João Pessoa está em processo de licitação para a compra dos cabos visando a reposição. Por conta aumento no número de roubos, a Seinfra abriu diversos boletins de ocorrência para acionar as forças de segurança.

Sobre esse tema, o delegado da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) da Polícia Civil da Paraíba, Gustavo Carletto, destacou que após denúncias de roubo, a investigação é iniciada. Segundo Gustavo Carletto, é possível constatar que o fio é roubado, inclusive pelo seu tipo, já que os mais procurados pelos criminosos são os mais grossos, principalmente os de internet.

“Esses fios geralmente têm a identificação das empresas e são cortados. O interesse dos criminosos não é no fio em si, mas sim no cobre que eles tiram para vender. Eles queimam o fio, o plástico sai e fica só o cobre que é vendido nas sucatas”, explicou. Através de nota, a Energisa Paraíba esclareceu que, mesmo não sendo responsável de forma direta, notifica as empresas e entidades responsáveis para que os reparos sejam realizados.

A concessionária cumpre o disposto na regulação conjunta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que determina a obrigatoriedade de toda distribuidora de energia de compartilhar a infraestrutura dos postes com as empresas de telecomunicações.

Conforme estabelecido na regulação, as empresas de Telecom pagam à concessionária de energia pela utilização dos postes e 60% deste recurso vai para a modicidade tarifária, ou seja, para reduzir a tarifa de energia dos consumidores. Além da ocupação garantida por lei, há ainda ocupação clandestina, sem autorização e cumprimento dos padrões técnicos e de segurança. “Na Paraíba, esta é uma realidade que tem sido combatida de forma cada vez mais intensa pela concessionária.

A Energisa age removendo e inibindo a reposição das redes irregulares através de fiscalização com equipes próprias, contratadas ou mesmo em situação de denúncias oriundas da própria população. A concessionária também realiza fiscalizações periódicas dos cabeamentos e solicita regularização por parte das empresas de telefonia”, informou a Energisa.

Blog do BG PB com União

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

VÍDEO: ‘DENÚNCIA’ Indignadas com redução no horário de creches, mães vão acionar MP contra Prefeito de Cabedelo

O blog do BG PB recebeu na tarde desta segunda-feira, (06) denúncias de mães e responsáveis do município de Cabedelo que estão revoltadas após a prefeitura reduzir o horário de permanência das crianças e bebês em todas as creches da cidade.

Segundo elas, a alteração ocorreu no início do ano e a gestão não informou antecipadamente às famílias.

Além disso, elas informaram que questionaram o prefeito Vitor Hugo e ele teria pedido para que quem estivesse inconformado com a alteração que acionasse o Ministério Público do Estado, medida que deve ser adotada nos próximos dias, pelas mães que trabalham e não têm condições de deixar as crianças e bebês em outro lugar seguro, a não ser as unidades de ensino do município.

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro do ano passado, fixou o entendimento de que a educação básica é um direito fundamental e garantiu o dever constitucional do Estado de assegurar vagas em creches e na pré-escola às crianças de até 5 anos de idade.

Já as mães que trabalham, tem direito de deixar os filhos em período integral. ”Ficam todos os municípios brasileiros obrigados a manter creches e escolas públicas em período integral para todas as crianças e jovens com idade entre 6 meses e 18 anos, cujos pais não possuam condições financeiras suficientes para cobrir tais despesas”.

Um protesto está previsto para ser realizado na próxima quarta-feira (08), na frente da prefeitura de Cabedelo. O horário ainda está sendo definido.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

(VÍDEO) JOSÉ NÊUMANNE: Impunidade do judiciário paraibano no caso da Braiscompany

O renomado jornalista paraibano José Nêumanne Pinto comentou nesta segunda-feira (06/02) os últimos acontecimentos envolvendo a crise da Braiscompany.

DE MAL A PIOR: Braiscompany é alvo de nova investigação do MP

Nêumanne criticou o judiciário paraibano pelas decisões desfavoráveis a clientes da financeira que tentam recuperar os investimentos através da Justiça.

BRIGA JUDICIAL: Empresário que investiu R$ 2 milhões na Braiscompany pede devolução do dinheiro; Confira decisão do TJ

Nesta segunda-feira (06/02), juízes de Campina Grande rejeitaram pedidos de clientes para devolução das aplicações na empresa de Antônio Neto Ais.

Blog do BG PB com MaurílioJR

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

MAIS PRECONCEITO: Piloto que xingou paraibanos de “porcos e sujos” terá que pagar multa; saiba valor


O Ministério Público Federal (MPF) homologou judicialmente, nesta segunda-feira (6), um acordo de não persecução penal (ANPP) com um piloto de avião pelo crime de disseminar na internet preconceito contra os paraibanos.

No acordo, foi definido que o piloto pagará multa de R$ 20 mil, em quatro parcelas, iniciando o pagamento em março de 2023. A multa será destinada a uma entidade indicada pela Justiça Federal.

O trato também inclui pagamento de R$ 5 mil para substituir pena de prestação de serviço à comunidade; envio de mensagem de retratação para ser publicada pelo MPF; e leitura do livro ‘Crimes de Ódio – diálogos entre a filosofia política e o direito’, de autoria da juíza federal Claudia Maria Dadico. O acordo foi homologado pelo juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba

O crime ocorreu em 2014, quando o piloto xingou nordestinos na rede social Facebook, ao reclamar do atendimento em um restaurante em João Pessoa, na Paraíba.

Conforme o acordo, ao final da leitura da obra da juíza federal, o piloto deve apresentar à Justiça um resumo da obra, com, no mínimo, 30 páginas, seguindo as regras da ABNT. O livro tem 334 páginas.

“O objetivo dessa leitura é proporcionar ao investigado a oportunidade de adquirir o conhecimento necessário à reflexão crítica sobre a gravidade e as consequências maléficas do discurso de ódio”, explicou o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza, responsável por conduzir o acordo.

Retratação pública – O piloto enviou ao MPF a seguinte mensagem de retratação pública: “Venho por meio desta, me desculpar e deixar aqui meu profundo arrependimento pelas palavras fortes e de muito mau gosto que foram usadas por mim contra as pessoas e a cidade de João Pessoa em meados de 2014. Gostaria mais uma vez de pedir desculpas pelo meu comportamento. Foi um momento de raiva e imaturidade de minha parte, e com muita infelicidade no uso errado das minhas palavras. Mais uma vez, eu peco desculpas e gostaria de demonstrar todo respeito pelo povo nordestino e principalmente Paraibano”.

Após o cumprimento de todas as condições estabelecidas no acordo, o MPF se compromete a não dar prosseguimento à persecução penal, requerendo a extinção da punibilidade do piloto. Caso haja descumprimento de quaisquer das condições do acordo, o MPF pode requerer a rescisão do acordo e o recebimento da denúncia, situação em que o processo criminal seguirá o trâmite regular.

Clickpb

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

BRIGA JUDICIAL: Empresário que investiu R$ 2 milhões na Braiscompany pede devolução do dinheiro; Confira decisão do TJ


A juíza Renata Barros de Assunção Paiva, da 3ª Vara Cível da Comarca de Campina Grande, rejeitou o pedido do empresário Cláudio Maurício de Oliveira contra a Braiscompany para devolução dos investimentos aplicados na empresa.

A Braiscompany, como se sabe, atravessa uma crise com atrasos de pagamentos dos alugueis de criptomoedas e é alvo do Ministério Público da Paraíba. O momento delicado que vive a empresa de Antônio Neto Ais é assunto nacional e alguns chegam a tratar a Braiscompany como pirâmide financeira.

Na ação, Cláudio apresentou a celebração de cinco contratos de cessão temporária de ativos digitais (aluguel), no valor total de R$ 2.075.000,00 (dois milhões e setenta e cinco mil reais), além de ter entregue um jet-ski para realização de aportes financeiros.

Na decisão, a juíza Renata Barros afirmou que “os documentos nos autos não são suficientes à conclusão de que esteja havendo inadimplência pela empresa ré, e que não há elementos indicativos de ser demandante beneficiário dos pagamentos”.

A magistrada também determinou a marcação de uma audiência de conciliação, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.

Clientes de luxo da Braiscompany dão o calote como certo. Já não há mais esperança nem mesmo na Justiça. A crise da Braiscompany pode afetar parcela significativa da população de Campina Grande, desde a classe alta à baixa.

Por dentro da Braiscompany: ex-funcionários revelam pressão para atrair clientes e patrulha ideológica

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Judiciário

Justiça nega pedido para Braiscompany devolver dinheiro a cliente

Por dentro da Braiscompany: ex-funcionários revelam pressão para atrair clientes e patrulha ideológica | Portal do Bitcoin
Tem se tornado cada vez mais dramática a situação de clientes da Braiscompany que convivem com o risco de não recuperarem mais o dinheiro aplicado na financeira com sede em Campina Grande.

Além da ausência de respostas por parte da empresa de Antônio Neto Ais, a Justiça indeferiu alguns pedidos de clientes para que a Braiscompany devolva os investimentos aplicados.

A nova decisão decretada nesta segunda-feira, (06) foi dada pelo juiz Algacyr Rodrigues Negromonte, do 2º Juizado Especial Cível de Campina Grande.

Ele diz que “não vislumbra, de pronto, a probabilidade do direito invocado pela parte autora, uma vez que dados os tecnicismos próprios da matéria, faz-se necessária a oitiva prévia da parte promovida.”

Em alguns processos movidos por clientes da Braiscompany, a Justiça já definiu a data das primeiras audiências. Elas devem começar a ocorrer no dia 28 de fevereiro.

Blog do BG PB com MaurílioJR

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

DE MAL A PIOR: Braiscompany é alvo de nova investigação do MP

Empresa rastreia carteiras da Braiscompany e sugere que empresa pode estar mentindo - Livecoins
O Ministério Público da Paraíba abriu, na semana passada, uma nova investigação para apurar irregularidades Braiscompany, empresa sediada em Campina Grande. Prometendo retornos financeiros vultosos, a instituição privada tem sido alvo de diversas denúncias por parte de clientes sobre a falta de pagamentos nos últimos meses.

A Notícia de Fato foi aberta após uma mulher provocar o MP apontado quebra de contrato por parte da financeira.

A investigação será conduzida pelo promotor Sócrates da Costa Agra, diretor-regional do MP-Procon. Em nota encaminhada à coluna, ele informou que “está apurando denúncias de alguns investidores que não estariam recebendo as remunerações acordadas em contratos com a empresa Braiscompany”.

O procedimento foi instaurado no último dia 27, tendo o representante do Ministério Público da Paraíba tomando as providências extrajudiciais com vistas à conciliação, inclusive, com a designação de audiência na última quinta-feira (2/2), à qual a Braiscompany não compareceu.

De acordo com Sócrates Agra, a empresa prestou defesa evasiva e que, diante disso, o Ministério Público dará seguimento à apuração dos fatos denunciados e que, entendendo necessário, poderá acionar a Justiça, por meio de ação civil pública, para garantir o direitos dos consumidores lesados, como também a reparação do dano coletivo que porventura tenha sido causado.

MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Por dentro da Braiscompany: ex-funcionários revelam pressão para atrair clientes e patrulha ideológica

Braiscompany ignora pedido para comprovar fundos dos clientes - Livecoins
Uma das marcas registradas da cultura de trabalho da Braiscompany é uma verdadeira obsessão em atrair novos clientes. A afirmação é dos ex-funcionários. Todos, até os que não são brokers — como são chamados os funcionários encarregados de fechar contratos — são incentivados o tempo todo a fisgar investidores.

Coincidência ou não, metas agressivas de captação de novos recursos são uma característica de pirâmides financeiras. Esse tipo de esquema depende do dinheiro de novos clientes para pagar os investidores que já estão no sistema.

Uma ex-funcionária conta que a empresa, além de pagar comissão por cada pessoa indicada, também oferece outras recompensas “sociais”. O grupo já chegou a fazer festas VIP para os clientes gold, aqueles que investem altas cifras. Para essas festas também são convidados os funcionários conseguirem fechar contratos de no mínimo R$ 30 mil no mês.

Segundo esta ex-trabalhadora, o grupo de clientes gold da Braiscompany é formado pela elite de Campina Grande: “Desembargador, juiz, promotor, policiais, advogados… tudo que é tipo de pessoa que você imaginar tem contrato na Braiscompany na cidade. Já vi gente do alto escalão da justiça paraibana fazendo contrato lá, tomando uísque na sede”, relembra.

A pressão maior de trazer clientes para a Braiscompany, no entanto, recai sobre os brokers. De acordo com um documento esses profissionais são divididos em categorias dependendo do tamanho de suas carteiras, que representam quanto dinheiro os clientes indicados por eles investem.

Em todas as categorias, os brokers têm metas mensais para bater. O Broker Trainee, por exemplo, cuja carteira é de R$ 200 mil a R$ 500 mil, deve todo mês aumentar em 50% a carteira acumulada até o mês anterior. Ou seja, ele deve dobrar o valor para ganhar um bônus de R$ 3 mil, mais 10% de comissão.

Já para o Gerente Select, que é a hierarquia mais alta de broker da Braiscompany, formada por aqueles que administram carteiras de mais de R$ 10 milhões, a meta mensal é 7% sobre a carteira acumulada até o mês anterior, com um bônus de R$ 10 mil, mais 15% de comissão.

Caso o broker não bata a meta mensal, sua comissão naquele mês cai pela metade. Caso não consiga bater a meta por três meses seguidos, ele entra em um programa de recuperação de performance e deve se explicar para os diretores da empresa.

PortalBitcoin

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

FELIPE PONTES: O caso Braiscompany

Da Paraíba para o mundo: conheça a Braiscompany, a maior empresa de tecnologia blockchain da América Latina | Braiscompany | G1
Muitas pessoas estão horrorizadas com a nova série da Netflix, lançada em janeiro de 2023, sobre o maior golpista que o mundo já teve. A série se chama “Bernie Madoff: o golpista de Wall Street”. Eu ainda não assisti a série, mas conheço o caso relativamente bem.

Por conhecer o caso de Madoff relativamente bem, sempre me chamou a atenção o caso da Braiscompany, que começou na Paraíba, mas tem escritório na região da Faria Lima, no centro financeiro de São Paulo – que pode até ser chamada de Wall Street brasileira e merecia também ter o seu bichinho de estimação (talvez um bem famoso e comum lá do interior da Paraíba).

A Braiscompany oferece um “investimento” em que o “investidor” compra um valor mínimo de Bitcoins. Depois disso, o “investidor” cede em aluguel, por no mínimo 12 meses, os seus Bitcoins para a Braiscompany “treidar” os seus investimentos e devolver mensalmente um valor do aluguel.

Essa questão do aluguel é uma forma de esconder que no final das contas, o negócio anunciado nada mais é do que um investimento em um fundo, mas para isso a Braiscompany precisaria percorrer todo o processo burocrático, ter certificações etc. Pra que seguir o processo burocrático, não é mesmo?

Além disso, se fossem formalizados como um fundo de investimentos, a Braiscompany não poderia prometer os retornos absurdos que prometiam, ainda mais num rigoroso inverno das criptomoedas.

Todavia, quem garante que de fato existe um negócio de trading de cripto por trás da Braiscompany?

Se existir, a NASA deveria estudar esses “gênios obstinados” que entregaram retornos astronômicos de, no mínimo, 6% ao mês desde 2019!

Ano a ano, de 2019 até 2022, eles tiveram respectivamente os seguintes retornos anuais: 88,50%, 83,19%, 87,44% e 83,28%. Isso quer dizer que quem “investiu” R$ 1 milhão em 2019, teria acumulado até dezembro de 2022 cerca de R$ 12 milhões. DOZE MILHÕES!

Como é que eles conseguiram esses retornos, mesmo com o inverno das criptomoedas e mesmo assim não estão conseguindo devolver o dinheiro aos seus “investidores”? Como é que eles estão devendo quase R$ 150.000,00 em alugueis no DF, segundo veículo da Paraíba?

O que mais me deixa decepcionado nessa história toda é que desde 2019 muitas pessoas denunciam essa empresa e nenhuma autoridade competente parece ter feito nada, já que o negócio ficou de pé por todo este tempo.

Pelo contrário! O negócio cresceu muito, com uma estratégia baseada em absorver a reputação de quem tem reputação para chancelar todo o esquema de “investimento”.
Lembra de Madoff? E Shang Tsung?

Braiscompany se inspira em Shang Tsung para absorver a reputação de outras entidades. No melhor estilo Shang Tsung e sem o devido conhecimento de causa das entidades que tiveram suas reputações absorvidas, a Braiscompany se infiltrou na política e em respeitáveis órgãos de classe para absorver a sua “moral pública” de modo a validar os “investimentos” que eles oferecem aos incautos.

Se quiser ver uma parte da palestra do CEO da Braiscompany, Antonio Neto Ais, na OAB-PB basta ir neste link, enquanto o vídeo ainda está no ar:

A Binance, que depois eles colocaram a culpa por não estarem pagando as pessoas, também teve sua “moral pública” usada por meio do Instagram.

 

 

img23 628x318
Reprodução

E não para por aí.

 

Eles tentam mostrar que são amigos de pessoas famosas, como Romário (também político), Neymar, Falcão (o Rei do Futsal), Ronaldinho Gaúcho, Cafu, além de matérias em revistas famosas, para, mais uma vez, validar toda a sua relevância e inteligência para negócios como “um gênio obstinado”.

Agora que mais fatos “teóricos” estão finalmente se materializando em fatos “práticos”, com as pessoas sem receber o seu suado dinheiro de volta, acredito que chegou a hora da OAB, políticos, atletas, empresas e outras pessoas que foram usadas na estratégia Shang Tsung de absorção de reputação se posicionarem dizendo que não aprovam e nem apoiam esse tipo de “negócio”, cobrando também que ações mais diretas sejam realizadas, de modo a tentar recuperar pelo menos uma parte do prejuízo das pessoas.

Demorou, mas chegou a hora.

Como diria a música Corpo de Lama, do Chico Science & Nação Zumbi, devemos “deixar que os fatos sejam fatos naturalmente, sem que sejam forjados para acontecer. Deixar que os olhos vejam pequenos detalhes lentamente. Deixar que as coisas que lhe circundam estejam sempre inertes, como móveis inofensivos, pra lhe servir quando for preciso, e nunca lhe causar danos morais, físicos ou psicológicos”.

*Felipe Pontes é Doutor em Contabilidade.

O antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polêmica

Alexandre de Moraes usou expressão “tabajara” de forma preconceituosa, diz líder indígena

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foi alvo de críticas nesta depois de classificar o plano relatado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) como uma “tentativa tabajara” de golpe de Estado. Segundo lideranças indígenas ouvidas pelo site Poder360, a expressão é usada de maneira preconceituosa contra o povo originário Tabajara.

Para Suhyasun, indígena do povo Pataxó, expressões como a que foi usada por Moraes implicam uma carga negativa que liga indígenas a algo pejorativo. “Tabajara é um povo muito forte do Nordeste, um povo de resistência. Muita gente não sabe. É muito triste ver essa utilização do nome. Não é para se tampar os olhos ou para achar engraçado”.

“A própria utilização que teve na televisão ajudou a reforçar a palavra como algo negativo, algo ruim. Isso é muito triste, principalmente para nós, povos indígenas. Principalmente para um povo que sofre muita discriminação e preconceito, para um povo do Nordeste”, diz Suhyasun.

A expressão “tabajara” foi popularizada em português como sinônimo de produtos ou atos de procedência duvidosa ou de má qualidade. Foi usada no programa humorístico Casseta & Planeta, da TV Globo, com a empresa fictícia “Organizações Tabajara”.

Fala de Moraes 

Moraes usou a expressão ao comentar as declarações recentes do senador Marcos do Val (Podemos-ES), que relatou ter sido coagido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para participar de uma tentativa de golpe. Depois, mudou de versão e disse que o ex-presidente só ouviu a ideia de Daniel Silveira (PTB-RJ).

Para Moraes, tratou-se de uma “tentativa tabajara” de golpe de Estado. Afirmou que houve um pedido de audiência por parte do senador Marcos do Val, com quem destacou não ter “nenhuma intimidade”. O ministro disse que, como atende a diversos congressistas, concedeu o requerimento.

A declaração de Moraes foi dada nesta 6ª feira durante sua participação, por videoconferência, do Lide Brazil Conference, evento do Grupo Lide que reúne empresários e autoridades brasileiras em em Lisboa (Portugal).

Nas redes sociais, o uso do termo na fala de Moraes foi alvo de críticas. Leia abaixo:

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.