A Polícia Civil da Paraíba abriu uma investigação após a denúncia de invasão a um terreiro de candomblé no Bairro das Indústrias, em João Pessoa. O caso foi registrado na noite desse sábado (13).
O delegado João Paulo Amazonas afirmou que “uma equipe plantonista da Polícia Civil está realizando as primeiras diligências”.
Ainda segundo o delegado, a investigação seguirá para a Delegacia de Repressão aos Crimes Homofóbicos, Étnico-Raciais e Delitos de Intolerância Religiosa, sob o comando do delegado Marcelo Falcone.
Em nota, a Federação Paraibana de Tradições Afro Descendentes (FPTAD) prestou “solidariedade ao Babalorixá Pai Ledir de Azuani, e a todos da família de seu axé pelo ocorrido”. A Federação acrescentou que o caso “é inadmissível” e que não irá se calar diante de crimes desta natureza contra as religiões de matrizes africanas.
A senadora Daniella Ribeiro (PSD) prometeu se manifestar “ao vivo e a cores” sobre a saída do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, do Progressistas (PP). A declaração foi dada nesta quinta-feira (11), durante entrevista ao Politics&etc.
“Eu gostaria de dizer que eu vou falar sobre isso ao vivo e a cores, no momento oportuno. Podem ter certeza”, afirmou Daniella.
Cícero anunciou na semana passada sua saída do PP e o lançamento da pré-candidatura ao Governo da Paraíba em 2026. Ele criticou a legenda por barrar seu nome e priorizar o vice-governador Lucas Ribeiro, sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, que terá apoio do governador João Azevêdo.
O Progressistas rebateu em nota, acusando o prefeito de “alimentar um projeto individual de poder” e reforçando que “lealdade não é uma virtude auto-declarável, ela se conquista praticando”.
O Procon de João Pessoa interditou, nesta quinta-feira (11), o Posto Select, localizado em Tambaú, após constatar cobrança diferente do valor anunciado aos consumidores.
A placa do posto indicava o preço de R$ 5,89, mas na bomba o valor era de R$ 5,99, uma diferença de R$ 0,10. Por isso, o estabelecimento foi autuado por prática que pode induzir o consumidor ao erro.
A interdição permanecerá até que o posto faça todos os ajustes necessários na exibição dos preços. O Procon informou que o estabelecimento já iniciou as correções solicitadas.
Segundo o órgão, a prática se enquadra como infração ao Código de Defesa do Consumidor e pode resultar em sanções administrativas adicionais.
O episódio acontece poucos dias depois de a Câmara Municipal de João Pessoa instalar a CPI dos Combustíveis, que investigará possíveis combinações de preços e práticas de cartel entre os postos da cidade.
A Prefeitura de João Pessoa publicou, nesta quarta-feira (10), um edital que disciplina a atuação de fotógrafos no entorno do letreiro instalado no Largo de Tambaú.
De acordo com o documento, serão disponibilizadas 16 vagas, sendo oito no turno da manhã e outras oito, à tarde. Os fotógrafos não poderão usar drones, sob pena de cassação da autorização.
Como se inscrever
As inscrições poderão ser feitas, nesta quinta-feira (11), das 8h às 14h, pelo portal Prefeitura Conectada.
Também é possível fazer inscrição de modo presencial, na Divisão de Controles e Posturas, na Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Avenida Hilton Souto Maior, 1112).
Os profissionais interessados devem informar qual turno querem atuar e apresentar os seguintes documentos:
Cópia do RG e CPF;
Cópia do comprovante atual de residência em nome do requerente;
Fotografia e descrição dos equipamentos que pretende utilizar;
Certidão Negativa de Débitos Municipais atualizada;
Termo de compromisso (anexado no edital), devidamente preenchido, assinado e sem rasuras.
Cinco policiais militares investigados pela morte de cinco jovens no município do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, divulgaram uma carta pública nesta quarta-feira (10) na qual afirmam que preferem continuar presos a utilizar tornozeleira eletrônica, medida imposta pela Justiça como condição para que respondam ao processo em liberdade.
Na carta, os militares alegam que a tornozeleira os rebaixa a uma condição de criminosos, o que consideram uma “humilhação”. Eles defendem que sempre atuaram em defesa da sociedade, destacam o histórico profissional e afirmam que a medida cautelar ignora o princípio da presunção de inocência. “Colocar uma tornozeleira em nossos pés é nos igualar àqueles que combatemos”, escreveram.
O documento é assinado por Mikhaelson Shankley Ferreira, Edvaldo Monteval Alves, Wellyson Luiz de Paula, Marcos Alberto de Sá e Kobosque Imperiano, todos alvos de investigação pela Polícia Civil e Ministério Público da Paraíba. A Justiça concedeu liberdade mediante restrições, como o uso da tornozeleira, proibição de contato com familiares das vítimas e recolhimento domiciliar noturno.
A decisão também converteu a prisão temporária em prisão preventiva para o sexto investigado, o tenente Álex William de Lira Oliveira, que está nos Estados Unidos e não teria colaborado com a investigação.
Os policiais são suspeitos de envolvimento na morte de cinco jovens, entre eles três adolescentes, durante uma abordagem policial no dia 15 de fevereiro deste ano. A defesa sustenta que houve legítima defesa.
Confira, abaixo, a nota na íntegra
Carta ao Povo Paraibano
Povo da Paraíba
Vimos a público, como homens, cidadãos e policiais militares, falar com o coração aberto e com a dignidade que sempre nos guiou.
Saímos de nossas casas não para buscar vantagens pessoais, mas para cumprir o juramento que fizemos: defender os homens e mulheres de bem, proteger a sociedade mesmo que isso custe a nossa própria vida. Foi assim que sempre vivemos. Foi assim que agimos no dia dos fatos que nos trouxe até aqui.
Reagimos a uma injusta agressão, não por escolha, mas dever. E, por termos treinamento e equipamentos adequados, conseguimos sobreviver. Saímos com vida de uma situação em que muitos não sairiam. Cumprimos nosso papel, não como agressores, mas como defensores da ordem, da paz e da sociedade.
Jamais ameaçamos testemunhas ou atrapalhamos as investigações. Pelo contrário, sempre estivemos à disposição das autoridades, colaborando e respeitando cada decisão. Essa é a nossa verdade.
Hoje, impõe-se a nós o uso de tornozeleiras eletrônicas. Não aceitamos. Não por rebeldia, mas por consciência. Colocar uma tornozeleira em nossos pés e nos igualar àqueles que combatemos é nos rebaixar de uma condição de soldados a criminosos comuns. É uma humilhação que preferimos não carregar.
Não somos milicianos. Não somos traficantes. Somos pais de família. Somos profissionais reconhecidos pela nossa corporação e por diferentes setores da sociedade. Recebemos medalhas, elogios, homenagens. E tudo isso não se apaga com acusações que ainda estão em julgamento. Se a escolha que nos resta é permanecer presos ou carregar a marca da tornozeleira, preferimos a prisão. Porque queremos sair daqui absolvidos, de cabeça erguida, pelo mesmo povo que juramos defender.
Seguiremos firmes, confiantes na Justiça e na verdade. Porque sabemos que a sociedade que defendemos há de reconhecer, no fim, que lutamos por ela — sempre.
A quem Deus deu o dom da honra, a desonra é pior do que a morte!
O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, publicou nesta terça-feira (9) um novo vídeo em suas redes sociais com trechos de conversas que ele afirma serem do próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na postagem, Tagliaferro voltou a acusar Moraes de atuar de forma parcial e de conduzir procedimentos fora dos trâmites institucionais.
“Mais uma vez, trago a vocês conversas do próprio Alexandre de Moraes me passadas por um juiz auxiliar, vejam que Moraes sempre agiu por conta própria, ele pessoalmente persegue, nunca existiu PGR, PGE ou Polícia Federal, tudo sempre saiu primeiro dele, ou seja, um processo comentando pela pessoa que deveria somente julgar, ser provocada, ou melhor no ponto final do processo. Isso tudo mostra sua parcialidade, sua intenção pessoal de prejudicar e perseguir, tudo deve ser anulado e ele afastado imediatamente do STF”, escreveu.
O material divulgado faz parte da série de revelações apelidadas de “Vaza Toga”, que já levaram Tagliaferro a depor no Senado e a ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por violação de sigilo funcional, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O ex-assessor foi convocado a depor no senado na semana passada.
Hytalo Santos é acusado de exploração sexual de menores nas redes sociais
O influenciador paraibano Hytalo Santos usou a amizade que tinha com o ex-deputado Tiego Raimundo (conhecido como TH Jóias) e Gabriel Dias (Índio do Lixão) para intimidar uma mulher que o criticava nas redes sociais. TH e Índio foram presos na semana passada durante uma investigação sobre crime organizado.
Hytalo e o marido foram presos em São Paulo em agosto, investigados por exploração sexual de menores e tráfico de pessoas. Em uma conversa divulgada pelo Fantástico, Hytalo pede a TH e Índio para intimidar a mulher:
Hytalo: Oi, amigo
Índio: Menina que está falando besteira de você aí, sei quem é. É lá de Caxias, de onde sou cria. TH me pediu para falar com ela.
Hytalo, então, manda o nome completo da mulher, telefone e o link do perfil do Instagram dela.
Índio: Vai agora na direção dessa mina. Eu estou mandando ela apagar tudo. Agora, agora, é para apagar tudo. Se eu surtar, já sabe como eu sou… Vai até ela e me liga.
Hytalo Santos e Euro foram presos em São Paulo (Imagem: PCSP)
A Polícia Civil da Paraíba concluiu que o influenciador Hytalo Santos e o marido planejavam fugir com uma base provisória montada em São Paulo. O casal teria alugado uma casa na capital e articulava sair do país.
De acordo com as investigações, imagens de câmeras de segurança de uma loja de conveniência em um posto de combustíveis registraram o marido de Hytalo fazendo compras sozinho momento antes, o que confirma que eles viajaram para São Paulo em veículos diferentes.
Além disso, para evitar tumultos e garantir a segurança do processo, o Ministério Público da Paraíba determinou nesta segunda-feira (01) que os dois sejam ouvidos dentro do presídio do Roger, em João Pessoa, onde estão detidos. A ação deverá ser conduzida pelos delegados responsáveis pelas investigações.
Hytalo Santos e o companheiro respondem por exploração sexual infantil, trabalho infantil irregular e tráfico humano.
Os oito celulares apreendidos com o casal ainda deverão passar pela perícia. O objetivo é recuperar mensagens e outros dados que possam servir como provas para as investigações.
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Natã Vicente, desembarcaram, no final da tarde desta quinta-feira (28), no Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux.
Policiais reforçam, neste momento, a segurança do aeroporto e vão encaminhar o casal para o Instituto Médico Legal, no bairro do Cristo.
No local, eles devem realizar exames e, em seguida, serão conduzidos para Penitenciária Flósculo da Nóbrega, no Roger.
“O exame de corpo e delito é um exame médico realizado das cabeças aos pés do indivíduo para ver a ausência ou presença de lesão corporal. Após o exame, é realizado um laudo e esse laudo será disponibilizado para o pessoal da Polícia Penal para o ingresso do custodiado no serviço penal”, disse Flávio Fabres, diretor-geral do IML.
Prisão
O influenciador paraibano Hytalo Santos e o seu marido, Israel Natã Vicente, embarcaram, na tarde desta quinta-feira (28), para João Pessoa. Ao chegar na Capital, eles vão passar por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica e serão encaminhados ao presídio do Roger.
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, o Euro, serão mantidos em uma sala destinada a internos LGBTQIA+ no Presídio do Roger, em João Pessoa. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o espaço já abriga outros quatro detentos.
O secretário João Alves reconheceu preocupação com a chegada do casal, devido ao tipo de crime investigado — exploração sexual e de imagens de crianças e adolescentes. “Essa preocupação nós já estamos com ela, desde que soubemos da prisão, desde que soubemos dos fatos que foram publicados”, disse.
Ele afirmou que medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança. “Temos conversado com a Polícia Civil e o Ministério Público. O diretor já está orientado a ter mais cuidado. O Estado tem a obrigação de garantir a integridade física dos dois, e conseguiremos resolver isso”, declarou em entrevista à Arapuan FM.
Hytalo e Euro foram transferidos nesta quinta-feira (28) de São Paulo para João Pessoa, após decisão da Justiça paraibana. A chegada do casal está prevista para às 17h no Aeroporto Castro Pinto.
O casal responde a processos por exploração sexual de menores, trabalho infantil e tráfico humano em conteúdos produzidos para as redes sociais. A investigação é conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Comente aqui