A juíza Conceição de Lourdes Marsicano determinou a realização de uma avaliação psicológica e social do vereador Wagner de Bebé (PSD), preso por suspeita de homicídio em Santa Rita. O prazo para entrega do laudo técnico é de 15 dias.
A perícia vai apurar se o parlamentar apresenta transtornos mentais que possam interferir em sua imputabilidade penal e responsabilidade criminal. Segundo documentos do processo, Wagner de Bebé já possui diagnóstico de transtorno depressivo recorrente grave e transtorno misto de ansiedade e depressão.
O exame será conduzido pelo Núcleo de Apoio Jurídico (NAJ) do Tribunal de Justiça da Paraíba, com apoio da Equipe de Acompanhamento Especializada em Saúde Mental e Justiça.
O laudo, que tem caráter de urgência, vai orientar o Judiciário sobre possíveis medidas legais ou terapêuticas a serem adotadas no caso.
A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) interditou, nesta terça-feira (21), uma fábrica do setor têxtil, no Distrito Industrial, em João Pessoa, por lançar esgoto de forma irregular no Riacho Mussuré.
A empresa foi autuada pelo lançamento de resíduos líquidos em desacordo com as exigências previstas nas normas ambientais, poluindo curso hídrico que desagua no rio. Além disso, foi multada no valor de R$ 35.490 por conta das irregularidades.
A indústria só pode voltar a funcionar a partir da execução de medidas corretivas no recondicionamento do sistema de tratamento.
A ação foi realizada pelo núcleo de Divisão de Fiscalização da Autarquia.
O deputado Jutay Menezes (Republicanos) criticou, na manhã desta terça-feira (21), o secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo, pelas declarações recentes proferidas pelo auxiliar do prefeito Cícero Lucena (MDB) onde sugere que “não é correto alimentar pessoas em situação de rua, para que o turismo não seja afetado”.
Em pronunciamento na Assembleia Legislativa da Paraíba, Jutay sugeriu que o prefeito chame Vitor e obrigue o secretário a se retratar publicamente, pontuando que Hugo deveria ter sido demitido “imediatamente”.
“O secretário fez uma preconceituosa, pensamento mesquinho e pequeno. Ele nunca soube o que é fome. Quem sabe o que é fome jamais vai fazer um pronunciamento em qualquer lugar para expulsar das ruas os pedintes, os mendigos, pessoas em situação de vulnerabilidade, porque essas pessoas nas ruas poderão expulsar turistas”, criticou.
Logo em seguida, o deputado Tião Gomes (PSB), que estava como presidente da sessão, cobrou a exoneração do secretário Vitor Hugo.
As declarações de Vitor Hugo
O secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo, disse, durante sessão especial na Câmara Municipal, que alimentar moradores de rua não é correto. Para o gestor, essa população permanece em situação de vulnerabilidade por conta da assistência que recebe das pessoas e entidades.
“Quem mora no quarteirão de trás da praia não vê aquilo [moradores de rua] todo dia. Então não incomoda ele, mas agrada a ele ir lá e entregar o almoço, o jantar todos os dias. ‘Estou fazendo minha parte como cidadão’ e isso não é correto. Temos que ter esse olhar e entender que alimentar essas pessoas diariamente não é correto. Mas quem tem coragem para dizer isso perante a sociedade?”, questionou o secretário.
O Ministério Público Federal (MPF) expediu ofícios urgentes, nesta sexta-feira (17), à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Paraíba (Semas) e à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Por meio dos documentos, o MPF requisitou informações detalhadas sobre o licenciamento ambiental e a instalação da estrutura prevista para a competição esportiva Aquarace 2025.
A competição integra a programação oficial do Paraíba World Beach Games 2025, evento esportivo promovido pelo governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), e ocorrerá nos próximos dias 18 e 19 de outubro, no mar da praia do Bessa, em João Pessoa (PB).
De acordo com o MPF, o evento está sendo montado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Naufrágio Queimado, uma zona marinha reconhecida pela alta sensibilidade ecológica e pela presença de recifes de corais e espécies ameaçadas de extinção. A urgência da medida levou o órgão federal a fixar prazo de 24 horas para resposta das autoridades estaduais. Os documentos foram assinados pelo procurador da República Renan Paes Félix.
Risco à biodiversidade marinha – A principal preocupação diz respeito à instalação de uma piscina flutuante de 25 metros, cuja estabilização depende de poitas de concreto fixadas no fundo do mar. Segundo o procurador, há “justificada preocupação a respeito do manuseio (transporte e fixação) das poitas de concreto”, pois não há clareza sobre o procedimento adotado nem sobre os possíveis impactos aos recifes localizados na região.
Nos ofícios, o MPF ressalta que lançar detritos ou estruturas sobre bancos de corais é conduta tipificada como crime ambiental, conforme previsto na Lei nº 9.605/98, e destaca que o ambiente afetado é considerado “especialmente protegido” pela legislação brasileira.
Esclarecimentos e medidas de proteção – O MPF solicitou às autoridades competentes a apresentação do licenciamento ambiental emitido para o evento, bem como informações sobre o manejo e a retirada das poitas de concreto após o encerramento das atividades, de modo a garantir a integridade da APA do Naufrágio Queimado.
As respostas deverão ser enviadas com máxima urgência, no prazo de 24 horas, por meio do Portal MPF Serviços, de forma a permitir a adoção de medidas imediatas caso sejam constatadas irregularidades ou riscos à biodiversidade marinha.
O secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo, disse, durante sessão especial na Câmara Municipal, que alimentar moradores de rua não é correto. Para o gestor, essa população permanece em situação de vulnerabilidade por conta da assistência que recebe das pessoas e entidades.
“Quem mora no quarteirão de trás da praia não vê aquilo [moradores de rua] todo dia. Então não incomoda ele, mas agrada a ele ir lá e entregar o almoço, o jantar todos os dias. ‘Estou fazendo minha parte como cidadão’ e isso não é correto. Temos que ter esse olhar e entender que alimentar essas pessoas diariamente não é correto. Mas quem tem coragem para dizer isso perante a sociedade?”, questionou o secretário.
“Essas pessoas estão ali, porque ali elas recebem todos os dias café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar todos os dias. Fora isso, ainda chega para eles roupas, agasalhos, colchão, travesseiro e material de higiene para tomar banho em qualquer lugar que ofereça um banheiro para eles tomarem banho”, complementou.
No plenário da Casa Napoleão Laureano, Vitor Hugo contestou a ausência do Ministério Público da Paraíba na sessão e argumentou que o órgão só atua quando os gestores adotam alguma medida em relação aos moradores de rua.
“A participação importante que devia está neste momento é também a do Ministério Público. Porque nós gestores quando vamos atuar com o rigor da lei e da força.. lá vem o Ministério Público em cima da gente: ‘Chama os direitos humanos, você não pode fazer isso. Não é assim que se trata’. Aí vem as entidades religiosas e fica todo mundo contra político. E acaba a gente sofrendo justamente esse impacto de não poder agir com a vontade que nós temos porque estamos sendo apedrejados pela própria sociedade”, reclamou o secretário.
A sessão especial da Câmara de João Pessoa foi realizada no dia 8 de outubro pelos vereadores e discutiu sobre a população em situação de rua no município.
O padre Danilo César, da cidade de Areial, no Agreste da Paraíba, investigado por intolerância religiosa após falas sobre a morte de Preta Gil, foi processado por Gilberto Gil e pela família dele por danos morais, conforme divulgado pelo blog do jornalista Lauro Jardim, no O Globo. Além de ser alvo do processo aberto pelo comentário em relação à religião de Preta Gil, o padre também é investigado por outras três acusações de intolerância religiosa.
Um trecho da ação de indenização realizada pela família de Preta Gil ressalta que as falas de intolerância do padre foram reproduzidas em uma live na internet, o que promoveu uma onda de comentários racistas e intolerantes religiosos.
Segundo trecho publicado “a homilia também foi reproduzida nas redes sociais, o que acabou por incentivar uma corrente de comentários de terceiros, sendo a causa de uma onda de racismo religioso e intolerância religiosa”.
Os autores da ação, conforme Lauro Jardim, são Gilberto Gil, a esposa dele Flora Gil, além de Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José, irmãos de Preta; e Francisco, filho da cantora. A família Gil pede uma indenização de R$ 370 mil, e a ação foi interposta no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O padre paraibano Danilo César de Sousa Bezerra, de 31 anos, está sendo investigado por intolerância religiosa após usar a morte da cantora Preta Gil para debochar de religiões de matriz afro-indígena durante uma missa em Areial, no Agreste da Paraíba. Três boletins de ocorrência foram registrados contra ele, e a Polícia Civil apura o caso.
Durante uma missa realizada na cidade de Areial no domingo (27), o padre Danilo César fazia uma homilia no chamado 17º Domingo do Tempo Comum, período litúrgico da Igreja Católica. Nessa homilia, o padre falava sobre pedidos que os fiéis faziam para Deus e que, por ventura, não eram atendidos. Nesse contexto, o padre cita a morte da cantora Preta Gil, nos Estados Unidos, vítima de um câncer colorretal, associando a fé dela em religiões de matriz afro-indígenas a morte e sofrimento.
Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?, disse durante a missa.
A missa foi transmitida ao vivo pelo YouTube da paróquia de São José, em Areial. O vídeo foi retirado do ar após a grande repercussão nas redes sociais.
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campina Grande exonerou o assessor parlamentar e ex-vereador Cícero Rodrigues da Silva, após o nome dele aparecer em uma lista do Ministério do Trabalho com empregadores que teriam submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), a Mesa informou que a exoneração foi efetivada no dia 30 de setembro, logo após a confirmação do caso. O documento é assinado pelo presidente da Casa, Saulo Germano.
A direção da Câmara destacou que, embora reconheça o princípio da presunção de inocência, decidiu pelo desligamento do servidor por se tratar de um cargo de confiança, permitindo que ele apresente sua defesa sem vínculo com o Legislativo municipal.
A nota também reafirma o compromisso da Casa de Félix Araújo com a legalidade, moralidade pública e a defesa da dignidade humana.
O que antes foi um ponto de convivência, lazer e cultura, hoje é território de medo. O acúmulo de lixo, os buracos, as pichações e o mato alto dão o tom do descuido na Praça Castro Pinto, no Centro de João Pessoa.
Mas o maior problema, segundo frequentadores e moradores da região, é a presença constante de andarilhos, pessoas em situação de rua e usuários de drogas.
A cena resume o atual estado de abandono e insegurança de um dos espaços públicos mais tradicionais da capital paraibana.
Desde o fechamento de um hipermercado que ficava ao lado da praça, em junho de 2023 — após mais de quatro décadas de funcionamento no local —, o equipamento e seu entorno apresentam um cenário de abandono. “Nem o quiosque resistiu”, lamenta um idoso de 68 anos, que preferiu não se identificar. Ele, morador de Jaguaribe, confessa, ainda, que só transita no espaço porque não tem opção. “Eu só passo pela manhã, que tem menos gente na praça. À noite, é tomado por usuários de drogas e assaltantes. Eles ficam em toda a frente de onde funcionava o Hiper Bompreço”.
O presidente da Câmara de Vereadores de Bayeux, Adriano Martins, usou a tribuna da Casa nesta terça-feira (7) para denunciar que vem sendo alvo de perseguições políticas e ameaças de morte, que segundo ele, partem do Major Clecitoni, ex-vice-prefeito na gestão de Luciene Gomes.
De acordo com o presidente da Câmara, a perseguição e as ameaças têm relação com a disputa pelo comando da Câmara e pelo controle de recursos públicos.
“Eu estou com medo. Eu peço encarecidamente ao comandante geral da Polícia Militar, ao secretário de Segurança que não deixem que tirem mais a vida de um vereador, de um parlamentar nesse estado”, disse ele citando o assassinato em investigação de Peron Filho, vereador de Jacaraú.
O Major Clecitoni não se pronunciou sobre as acusações até a publicação desta matéria. No entanto, em publicação nas redes sociais, nesta manhã (8), ele escreveu: “Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará. João 12:26. Deus no comando sempre! Força e Honra!”.
UPA Bancários, em João Pessoa — Foto: Secom-JP/Divulgação
A insegurança deixou de ser um sentimento isolado e se transformou em rotina para pediatras que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de João Pessoa. Um levantamento inédito do Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB), apresentado nesta sexta-feira (3) durante a 6ª Conferência Internacional de Sindicatos Médicos, revela que três em cada quatro profissionais relatam sentir-se inseguros frequentemente em seus plantões.
O presidente do SIMED-PB, Tarcísio Campos, apresentou um diagnóstico preocupante sobre as condições de trabalho de pediatras nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
Um relatório técnico elaborado pelo sindicato em 11 de setembro revelou que a UPA de Cruz das Armas vive um quadro crítico após a redução unilateral do número de médicos. O documento apontou sobrecarga profissional, riscos à qualidade assistencial e insegurança entre os profissionais da pediatria.
Durante a fala, Tarcísio Campos destacou que o problema ultrapassa os limites da estrutura física e atinge diretamente a segurança dos médicos no exercício da profissão.
“É um desafio urgente no Brasil, e o SIMED junto com a Federação Médica Brasileira têm a premissa de defender os médicos nas situações em que estão expostos a agressões físicas. Temos a necessidade de estar ao lado da categoria para torná-la mais forte diante desse desafio. Fizemos uma pesquisa agora no mês passado, aqui nas quatro unidades de pronto atendimento da nossa região”_, afirmou o presidente.
A pesquisa citada pelo dirigente mostra que mais de 90% dos pediatras das UPAs relataram sentir-se inseguros com frequência em situações de trabalho. Apenas 2,5% disseram nunca ter se sentido inseguros.
Foi identificado um impacto significativo na saúde mental, sobretudo entre médicas jovens, muitas em sua primeira experiência na emergência pediátrica. Relatos de ansiedade, estresse elevado e sensação de abandono institucional foram recorrentes.
Além disso, a pesquisa mostrou que a redução do quadro compromete diretamente a assistência às crianças:
– Um único pediatra por plantão aumenta o risco de erros diagnósticos e atrasa o atendimento.
– A ausência de uma segunda opinião médica coloca em risco a segurança terapêutica.
– A população infantil de João Pessoa fica exposta a um atendimento de qualidade inferior.
O levantamento reforça a preocupação da categoria com a necessidade de investimentos, valorização e segurança para os profissionais que atuam na rede de urgência e emergência. Segundo Dr. Tarcísio, as condições atuais de trabalho representam ameaça tanto à saúde dos médicos quanto ao cuidado da população.
Comente aqui