Quatro trechos de praias da Paraíba estão impróprios para banho neste fim de semana. Segundo relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), três dos quatro trechos estão localizados em João Pessoa, o outro está localizado em Pitimbú, no Litoral.
O relatório coletou amostras nos períodos de 10 e 13 de agosto, e é válido até 21 de agosto, data de divulgação do próximo relatório.
Segundo o órgão, a classificação de impróprio vale apenas para uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Fora desse perímetro, as praias seguem liberadas para banho até nova avaliação da qualidade da água.
Trechos impróprios para banho na Paraíba
Em João Pessoa
Manaíra: Rua Geraldo Costa;
Entre Manaíra e Tambaú: final da Avenida Senador Ruy Carneiro;
Carteira de trabalho – (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)
A taxa de desemprego na Paraíba caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice paraibano ficou igual à média nacional, que também terminou o período em 5,4%. No primeiro trimestre, a taxa no estado era maior, e o recuo chegou a 1,6 ponto percentual, uma das maiores reduções registradas entre as unidades da federação.
A queda na Paraíba ocorreu em um cenário de redução do desemprego em 13 estados. Nas demais unidades da federação, a taxa ficou estável.
Paraíba tem uma das maiores quedas do país
A redução de 1,6 ponto percentual coloca a Paraíba entre os estados que mais diminuíram a taxa de desemprego no segundo trimestre.
Entre as unidades que registraram queda, os maiores recuos foram:
Rio Grande do Norte: -1,9 ponto percentual;
Acre: -1,6 ponto percentual;
Paraíba: -1,6 ponto percentual;
Tocantins: -1,5 ponto percentual;
Alagoas: -1,3 ponto percentual;
Minas Gerais: -1,2 ponto percentual.
Na comparação com os demais estados, a Paraíba aparece com uma taxa intermediária. O menor índice foi registrado em Santa Catarina, com 2,1%, enquanto o maior ficou com o Amapá, que alcançou 9,8%.
Desemprego fica abaixo de 3% em cinco estados
No segundo trimestre, 11 das 27 unidades da federação apresentaram taxa de desemprego inferior à média nacional de 5,4%.
Cinco estados ficaram abaixo de 3%: Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Além deles, também ficaram abaixo da média Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).
A Paraíba empatou com São Paulo, ambos com taxa de 5,4%.
Diferenças entre estados
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que as diferenças nas taxas de desemprego estão relacionadas a fatores como industrialização, evolução da atividade econômica e nível de instrução da população.
“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.
No cenário nacional, a taxa de desemprego passou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo, segundo o IBGE.
Desemprego de longo prazo atinge menor nível da série
A Pnad Contínua também aponta uma redução no número de pessoas que estão há pelo menos dois anos procurando emprego.
No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve uma redução de 15,6% nesse grupo.
Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores
Os dados também mostram diferenças na taxa de desemprego entre grupos da população.
Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, a taxa chegou a 6,4%.
Por cor, a taxa de desocupação foi de 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.
O IBGE não utiliza o termo “negro” na pesquisa. Entretanto, o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
Como o IBGE calcula o desemprego
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais. A pesquisa considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Pelos critérios do IBGE, é considerada desocupada a pessoa que não estava trabalhando e procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O levantamento visita aproximadamente 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Procuradoria-Geral do Ministério Público da Paraíba
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou com um Recurso em Sentido Estrito (RESE) contra a decisão que revogou a prisão preventiva de três homens acusados de envolvimento na morte de Ayla Evelly Felix dos Santos, de cinco anos, ocorrida em outubro de 2024, em Patos, no Sertão da Paraíba.
O recurso foi protocolado nesta quinta-feira (13) pelo 1º promotor de Justiça de Patos, Ernani Lucas Nunes Menezes. O Ministério Público pede que o próprio juízo reconsidere a decisão e determine o restabelecimento imediato das prisões preventivas de Ian da Silva Emiliano, Janailson Carvalho Leite e Ryan Nóbrega Dias.
Caso a decisão não seja reconsiderada, o MPPB solicita que o recurso seja encaminhado ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Morte de Ayla
De acordo com o recurso, Ayla foi morta no dia 29 de outubro de 2024, após ser atingida por disparos efetuados de dentro de um veículo roubado e com placa clonada.
O documento aponta ainda que a criança e um adolescente de 17 anos, que também foi atingido pelos disparos, não tinham qualquer envolvimento com a criminalidade e teriam sido atingidos em meio a uma disputa territorial entre facções criminosas.
Para o Ministério Público, a gravidade do crime e os elementos relacionados à periculosidade dos acusados justificam a manutenção das prisões preventivas como forma de garantir a ordem pública.
O MPPB também destaca que um dos acusados, Ian da Silva Emiliano, já possuía antecedentes criminais e mandados em aberto antes dos fatos investigados.
MPPB contesta alegação de excesso de prazo
Outro ponto apresentado pelo Ministério Público é a alegação de excesso de prazo utilizada na decisão que revogou as prisões.
Segundo o MPPB, eventual demora no andamento do processo não teria sido provocada por inércia do Estado ou da própria instituição, mas estaria relacionada à atuação das defesas, que teriam apresentado recursos, petições e habeas corpus sucessivos.
O Ministério Público cita a Súmula 64 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que o excesso de prazo na instrução provocado pela defesa não configura constrangimento ilegal.
Pedido ao Tribunal de Justiça
Caso o juízo de origem não reconsidere a decisão, o MPPB pede ao TJPB que casse a decisão de 5 de agosto e determine novamente a prisão preventiva dos três acusados, com a expedição dos respectivos mandados.
O Ministério Público sustenta que as circunstâncias da morte da criança, a gravidade concreta do crime e os elementos apontados nas investigações justificam a manutenção da custódia cautelar.
Fachada da sede da PixBet em Campina Grande, Agreste da Paraíba / Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba
A Polícia Federal afirma ter identificado o uso de 549 CPFs de pessoas mortas em documentos utilizados em operações ligadas à Pixbet, alvo de operação na Paraíba, São Paulo e mais três estados na quinta-feira (13). A Operação Arena apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.
Segundo a representação enviada à Justiça Federal, documentos sobre movimentações financeiras ligadas à lavagem de dinheiro em paraíso fiscal continham registros associados a pessoas já falecidas, algumas há mais de 20 anos.
Os nomes vinculados aos números de CPF chegaram a ser alterados após um alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), disparado pelo sistema que autoriza a compra de moeda estrangeira (Acam). Mesmo após a identificação das irregularidades e a notificação à Anspace, instituição de pagamento mais utilizada pelo grupo Pixbet, os CPFs foram mantidos nas transações.
O uso dos CPFs atribuía a terceiros já falecidos uma falsa identidade na realização de operações de câmbio não autorizadas, com o objetivo de promover evasão de divisas.
O documento da PF também registra que não se sabe como foram utilizados registros das pessoas falecidas, mas há indícios de que a empresa não foi vítima de operações fraudulentas, mas sim um agente ativo da fraude da documentação.
Ainda na quinta-feira (13), o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet. A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.
O ex-vereador Florestan Abreu foi detido na noite da quinta-feira (13), após um tumulto durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Pedro Régis, no Litoral Norte da Paraíba. A Polícia Militar foi acionada e a reunião precisou ser encerrada.
Durante a sessão, o presidente da mesa, Horácio Ferreira, pediu que Florestan respeitasse os parlamentares ou deixasse o local, após constantes interferências. Em vídeo disponível no YouTube, o presidente encerra a sessão por “bagunça” e acusa o ex-vereador de desacato.
Segundo informações preliminares, Florestan apresentava sintomas de embriaguez e também teria desacatado os policiais. Ele precisou ser algemado e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil.
O empresário paraibano Ernildo Júnior, dono da PixBet, já declarou publicamente apoio à pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. A relação política voltou a chamar atenção após a empresa de Ernildo aparecer entre os alvos da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13) para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no setor de apostas.
A relação entre os dois, no entanto, não significa participação de Cícero Lucena na investigação. Até o momento, não há informação divulgada pela Polícia Federal que relacione o pré-candidato à Operação Arena ou aos crimes apurados.
Em abril deste ano, durante uma agenda de Cícero Lucena em Serra Branca, no Cariri paraibano, Ernildo Júnior declarou apoio à pré-candidatura do emedebista ao Governo da Paraíba. Na ocasião, o empresário participou da agenda ao lado do prefeito de Serra Branca, Michel Alexandre, que também anunciou adesão ao projeto político de Cícero.
Durante a passagem pelo município, foi anunciado um aporte de R$ 3 milhões em emendas impositivas do deputado federal Mersinho Lucena, filho de Cícero, para a continuidade das obras do Hospital Napoleão Laureano.
PixBet é alvo da Operação Arena
Nesta quinta-feira (13), a Polícia Federal deflagrou a Operação Arena para investigar um suposto esquema envolvendo empresas de apostas e estruturas financeiras no exterior. A PixBet está entre os alvos.
Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.
Segundo a investigação, as movimentações suspeitas envolveriam o envio de recursos ao exterior e o posterior retorno ao Brasil por meio de operações que poderiam dar aparência de legalidade ao dinheiro. Os investigados poderão responder, conforme a responsabilidade de cada um, por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A Defensoria Pública da Paraíba (DPE-PB) cobrou explicações da Secretaria de Saúde de Campina Grande, no Agreste paraibano, sobre as escalas de plantão e a continuidade dos serviços de Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social em quatro hospitais municipais.
O órgão questiona mudanças nas escalas e a possibilidade de períodos sem profissionais durante a noite, fins de semana e feriados. Segundo a Defensoria, há relatos de que os plantões noturnos dessas áreas teriam sido interrompidos em algumas unidades, deixando os atendimentos concentrados entre 7h e 19h.
Para o órgão, a alteração pode prejudicar pacientes que precisam de assistência fora do horário administrativo, como casos de violência doméstica e sexual, crianças e adolescentes em situação de risco, abandono, óbitos e altas hospitalares que exigem contato com a rede de proteção.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que reorganizou as escalas e que os serviços continuam sendo oferecidos conforme as necessidades dos pacientes.
A cobrança envolve o ISEA, Hospital da Criança e do Adolescente, Hospital Municipal Dr. Edgley e Hospital Municipal Pedro I. A Defensoria deu prazo de 15 dias para que a pasta apresente as escalas e explique as alterações.
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) reinterditou dois famosos estabelecimentos da região do Brejo paraibano nesta quinta-feira (13): o Celeiro 115 e o restaurante da pousada Estação Bananeiras. Ambos já haviam sido autuados no mês de junho.
Segundo apurou o Blog do Gustavo Xavier, no restaurante Celeiro 115 foram encontrados produtos vencidos, mais especificamente carnes bovina e suína. O estabelecimento também não apresentou licença ambiental. O Corpo de Bombeiros ainda lavrou auto de infração por falta de certificação de projeto aprovado.
Já o restaurante da Estação Bananeiras foi reinterditado por não cumprir as exigências da Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa/PB), conforme orientado na última inspeção. Em junho, a fiscalização encontrou produtos vencidos, alimentos impróprios para consumo e proliferação de fungos na área de manipulação de alimentos.
Restaurante da Estação Bananeiras
O blog também recebeu a informação de que o Divino Casarão foi interditado por descumprir medidas sanitárias, como a comercialização de produtos vencidos, incluindo polpa de fruta, além de cachaça sem informações sobre origem e fabricante e ausência de placa informativa sobre a proibição de discriminação por orientação sexual. Já a Agevisa lavrou auto de infração e de interdição cautelar após constatar uma série de irregularidades sanitárias, como ausência de alvará sanitário, condições precárias na área de manipulação de alimentos, equipamentos danificados e com pontos de oxidação, armazenamento inadequado de alimentos, falta de capacitação e documentação sanitária dos manipuladores, produtos sem rotulagem obrigatória, ausência de instalações adequadas para funcionários e falta de comprovação da higienização e da potabilidade da água utilizada no estabelecimento.
Os estabelecimentos estão fechados e só reabrirão após a adequação às exigências sanitárias. O espaço do blog está aberto para que os três estabelecimentos apresentem suas respectivas respostas.
Polícia Federal – (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A Loteria do Estado da Paraíba (LOTEP)esclareceu que a operação da Polícia Federal envolvendo a Pixbet e a Pixstar não tem qualquer relação com a autarquia paraibana. A manifestação ocorre após a deflagração, nesta quinta-feira (13), da Operação Arena, que investiga suspeitas envolvendo empresas e pessoas ligadas ao mercado de apostas esportivas.
A operação cumpre mandados de busca e apreensão em cinco estados, incluindo a Paraíba, e apura suspeitas relacionadas à movimentação de recursos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Diante da repercussão da operação, a LOTEP informou que não mantém relação de autorização ou delegação com as empresas Pixbet e Pixstar para a exploração da atividade lotérica no âmbito estadual.
A autarquia destacou ainda que a exploração de apostas de quota fixa (BETs) em âmbito nacional está submetida ao regime federal de autorização e fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.
LOTEP reforça mecanismos de controle
Segundo a LOTEP, os pedidos de autorização apresentados à autarquia passam por análise documental e de conformidadeantes de uma eventual autorização.
O procedimento verifica, entre outros pontos, a regularidade jurídica, a situação fiscal, a capacidade econômico-financeira e a qualificação dos interessados.
Também são analisados elementos relacionados à idoneidade e à integridade dos agentes envolvidos no processo de autorização.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 81 municípios da Paraíba. O aviso é válido a partir das 10h até as 22h desta quinta-feira (13).
Segundo o instituto, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30%, com baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde.
O Inmet orienta que a população das cidades afetadas mantenha a hidratação constante, evite atividades físicas intensas nas horas mais secas do dia e reduza a exposição ao sol nos períodos de maior calor.
Em caso de necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
Comente aqui