A senadora Daniella Ribeiro revelou, nesta sexta-feira (10), que foi vítima de violência doméstica durante um relacionamento com um juiz. O relato foi feito durante seminário no Tribunal de Justiça da Paraíba.
Segundo ela, houve agressões físicas e controle psicológico, incluindo tentativa de sufocamento.
“Enquanto o senhor estava no seu apartamento, eu muitas vezes estava debaixo de um travesseiro sendo sufocada. E a pessoa que fazia isso, do lado de fora, era um mestre em ser socialmente agradável”, afirmou.
A senadora também contou que foi obrigada a fazer uma tatuagem com a assinatura do agressor, posteriormente coberta após o fim do relacionamento.
“Mas, por que você continuava? Eu vou dizer porque. Porque o abusador faz com que você acredite que tudo é culpa sua”, disse.
A Polícia Militar fez uma interdição em uma rua do bairro dos Bancários, em João Pessoa, desde o final da manhã desta sexta-feira (10), após uma suspeita de um surto de uma policial da corporação dentro de um apartamento.
De acordo com a Polícia Militar, a mulher foi liberada após negociações durante a tarde. Uma imagem flagrou o momento da saída dela do apartamento e a entrada em uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
Policiais da PM foram chamados no local por volta das 10h50 para atender a ocorrência e tentam realizar negociação com a mulher que está dentro do apartamento desde então. De acordo com a Polícia Militar, a mulher estava com duas pistolas dentro do apartamento, mas não as utilizou em nenhum momento. Não havia mais ninguém dentro do local com ela.
Equipes do Corpo de Bombeiros e também do Serviço de Atendimento Médico de Saúde (Samu) foram chamadas para o local. Após a saída da mulher do local, ela foi encaminhada para receber atendimento médico.
Parte das equipes que estiveram no local conseguiram acessar o prédio e vizinhos relataram ter ouvido gritos no local após o possível surto.
Uma pessoa disse que a cabo da Polícia Militar é lotada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e que, na quinta-feira (9), ela foi liberada do serviço após ter um episódio de surto enquanto trabalhava.
O Bessa Grill foi interditado na manhã desta sexta-feira (10), durante uma operação conjunta do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do MP-Procon, em conjunto com a Vigilância Sanitária de João Pessoa e o Corpo de Bombeiros.
Durante a fiscalização, foram identificadas diversas irregularidades, como a presença de produtos impróprios para consumo, certificado do Corpo de Bombeiros vencido, itens armazenados em câmara fria sem a devida identificação e validade, além de condições inadequadas de higiene, incluindo esgoto exposto e presença de vetores no estabelecimento.
Diante das irregularidades constatadas, foi lavrado auto de infração pelos fiscais do MP-Procon, e o estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária de João Pessoa, permanecendo impedido de funcionar até que todas as exigências sejam devidamente regularizadas.
Um outro estabelecimento no bairro do Bessa também foi autuado pelos fiscais do MP-Procon, em razão de irregularidades constatadas, como a ausência de Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) e a comercialização de produtos sem informações de validade.
De acordo com o diretor-geral do MP-Procon, o promotor de Justiça Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, a atuação conjunta dos órgãos é essencial para garantir a efetividade da fiscalização e a segurança dos consumidores, de forma a prevenir consequências graves à saúde e à segurança da população.
O juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou que sejam tomadas uma série de medidas emergenciais para conter o lançamento de esgoto sem tratamento nas praias urbanas de João Pessoa (Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa).
A ação foi movida pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas contra o Município, a Companhia de Águas e Esgoto da Paraíba (Cagepa), a Superintendência de Meio Ambiente (Sudema) e o Estado da Paraíba.
A entidade sustenta que há um processo progressivo de degradação ambiental, agravado por falhas no sistema de saneamento e drenagem provocado pelos órgãos responsáveis.
O que foi determinado
Entre as principais medidas impostas de forma solidária aos réus, estão:
Apresentação, em até 30 dias, de um plano de ação para interromper o lançamento de esgoto nas praias de Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa;
Atuação conjunta entre Prefeitura e SUDEMA para monitorar a água no momento da abertura de galerias pluviais;
Inclusão da análise da qualidade da areia no monitoramento ambiental;
Reinstalação, em 15 dias, das placas de balneabilidade ao longo da orla;
Proibição de novas ligações à rede de esgoto e de grandes empreendimentos em áreas sem capacidade comprovada de tratamento.
O juiz também determinou a inversão do ônus da prova, ou seja, caberá aos entes públicos demonstrar que não são responsáveis pelos danos ambientais apontados.
Conflito de versões
Na fase inicial do processo, os órgãos envolvidos apresentaram versões divergentes. A Cagepa negou que haja subdimensionamento do sistema e atribuiu eventuais problemas a ligações clandestinas.
Já o Estado e a Sudema defenderam que o monitoramento é regular e citaram ações como a “Operação Praia Limpa”.
O Município de João Pessoa alegou investimentos recentes e tentou barrar a ação com base em suposta duplicidade de processos, argumento rejeitado pelo magistrado.
Apesar disso, a decisão aponta contradições nas defesas, incluindo documentos apresentados pela própria Cagepa que indicariam perda de eficiência do sistema e necessidade de intervenções estruturais.
Risco ambiental e impacto econômico
Ao justificar a urgência da medida, o juiz ressaltou que a continuidade da poluição pode gerar doenças, comprometer o ecossistema marinho e afetar diretamente o turismo, um dos principais motores da economia local.
Segundo ele, a demora na adoção de providências pode tornar os danos irreversíveis ou mais difíceis de reparar.
Na decisão, o magistrado reconheceu a “probabilidade do direito” e o “perigo de dano”, destacando que o despejo de esgoto in natura representa risco direto à saúde pública e ao meio ambiente. Ele cita, inclusive, o fenômeno da “língua negra” e dados sobre deficiência no tratamento de esgoto como indícios consistentes do problema.
“A inércia em solucionar um problema estrutural que se arrasta por anos e que tem se intensificado, conforme demonstram os documentos e as recentes reportagens, justifica a intervenção judicial imediata para cessar a fonte poluidora e mitigar os danos, sob pena de o provimento final se tornar inútil”, destacou.
A ação segue em tramitação, com prazo para apresentação de defesa pelos réus e acompanhamento do Ministério Público.
Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa | Foto: Divulgação. Foto: Divulgação
Os servidores dos Hospitais Universitários Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, e Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, finalizaram nesta quarta-feira (8) a greve iniciada pela categoria no último dia 30. Os serviços do hospital voltaram a funcionar nesta quarta às 13h.
Embora nem todas as reivindicações da greve tenham sido atendidas, o que motivou a não concordância da base dos HUs da Paraíba com o fim da greve, a decisão de finalizá-la foi maioria entre as bases que compõem o nacional, encerrando a greve também na Paraíba.
De acordo com o diretor João Carlos Pita, do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares na Paraíba (Sindserh-PB) o principal ponto de discordância do sindicato foi referente à redação da cláusula referente ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
“Nossa interpretação é de que, da forma como foi escrita, a cláusula desconsidera conquistas que tivemos anteriormente. Por isso negamos a proposta, mas a maioria das deliberações nos demais estados foram a favor do fim da greve”, explica.
O acordo ocorreu nos seguintes termos, no âmbito da conciliação processual em curso no Tribunal Superior do Trabalho:
reajuste salarial com aplicação de 100% do INPC (inflação do período a partir de junho de 2026);
auxílio alimentação também reajustado pelo INPC;
assistência médica/odontológica, auxílio escolar e auxílio à pessoa com deficiência, todos reajustados pelo INPC.
A proposta também traz pontos relacionados à prevenção e combate ao assédio, ações afirmativas, proteção à mulher, maternidade e paternidade, regras de férias e licença para acompanhamentos de dependentes.
Ainda de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Empresa Pública de Serviços Hospitalares na Paraíba, com os dias paralisados de greve serão abonados em 50% e a compensação será de 50% da jornada devida dentro do que já está previsto no ACT vigente para o banco de horas.
As fortes chuvas que atingem a Paraíba têm provocado transtornos em diversas cidades do interior. No município de Pombal, no Sertão do estado, moradores registraram ruas alagadas e até motocicletas ilhadas após o aumento repentino do volume de água.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram vias completamente tomadas pela água, dificultando a passagem de veículos e pedestres. Em alguns pontos, a correnteza chegou a impedir a travessia, deixando motos parcialmente submersas.
O cenário ocorre em meio a uma sequência de dias chuvosos em várias regiões do estado, com acumulados significativos principalmente no Sertão.
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alertas ativos para a Paraíba, indicando risco de novos transtornos. De acordo com o órgão, os avisos são de nível amarelo (perigo potencial), com previsão de chuvas entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a até 50 mm por dia, além de ventos de até 60 km/h.
Ainda segundo o instituto, há possibilidade de alagamentos, quedas de energia elétrica, descargas elétricas e queda de galhos de árvores, especialmente em áreas mais vulneráveis.
Boletins recentes também apontam que os alertas seguem renovados, com previsão de continuidade das chuvas fortes ao longo dos próximos dias em todo o estado.
Uma nova pesquisa de intenção de voto para o Senado na Paraíba aponta liderança do ex-governador João Azevêdo (PSB), que aparece com 47,2% das intenções no cenário estimulado.
Na segunda colocação, surge o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), com 22,0%. Em terceiro lugar está o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que registra 18,5%.
De acordo com o levantamento, outros candidatos somam 12,3%, enquanto 22,9% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder, além de votos em branco ou nulos.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Veritá e considera um cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Rejeição
Em relação ao candidato em quem não votariam de jeito nenhum, 31,7% apontaram Avenzoar Arruda 24,4% disseram Marcelo Queiroga e 16,2% selecionaram Major Fábio.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PB-08799/2026.
O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), aparece em primeiro lugar, com 40,2% das intenções de voto, na disputa ao Governo da Paraíba nas Eleições de 2026. Dados são da pesquisa eleitoral do Instituto Veritá, divulgada na noite desta quarta-feira (8).
Os nomes do senador Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB) aparecem em seguida com 28,9% e 27,3%, respectivamente.
O levantamento também registrou 3,6% para outros e branco/nulo foram 31,4%. Os eleitores ouvidos foram questionados em quem votariam se as Eleições fossem realizadas hoje.
Na pesquisa espontânea (eleitor cita um candidato em quem votaria), as posições dos três candidatos ao Governo do Estado se mantém. Lucas Ribeiro registra 44,5%, Efraim Filho tem 29,7% e Cícero Lucena possui 21,6% das intenções de voto.
Rejeição
Em relação ao candidato em quem não votariam de jeito nenhum, 34,2% apontaram Efraim Filho, 29,2% disseram Cícero Lucena e 18,9% selecionou Olímpio Rocha.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PB-08799/2026.
O Ministério Público da Paraíba instaurou um procedimento administrativo para investigar possíveis irregularidades envolvendo profissionais de saúde no estado, especialmente no âmbito da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde).
A apuração aponta para um suposto acúmulo indevido de cargos públicos e multiplicidade de vínculos empregatícios por parte de servidores da área. De acordo com levantamento preliminar realizado pelo MPPB, foram identificados 295 profissionais de saúde com mais de dois vínculos simultâneos. Em diversos casos, a carga horária registrada ultrapassa 60 horas semanais, havendo situações em que alguns profissionais mantêm entre quatro e mais de seis vínculos ativos.
A denúncia também levanta suspeitas de incompatibilidade de horários e vínculos mantidos em municípios diferentes, o que pode inviabilizar o deslocamento físico dos profissionais. Há ainda indícios de recebimento de remuneração sem a devida prestação de serviço, caracterizando possíveis casos de “funcionários fantasmas”.
Segundo o Ministério Público, a Constituição Federal permite, de forma excepcional, a acumulação de até dois cargos na área da saúde, desde que haja compatibilidade de horários, o que, em tese, pode não estar sendo observado nos casos investigados.
A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Eduardo Luiz Cavalcanti Campos, que determinou a abertura do procedimento para aprofundar as investigações e, ao final, adotar as medidas administrativas ou judiciais cabíveis.
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