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“Não se enfrenta um país dez vezes o seu tamanho”, diz Trump após reunião

Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu culpar a Ucrânia por iniciar a guerra com a Rússia, afirmando durante uma entrevista na terça-feira (19) que “não se enfrenta um país dez vezes o seu tamanho”.

A Rússia invadiu a Ucrânia, uma nação soberana, em fevereiro de 2022.

“Não é uma guerra que deveria ter sido iniciada. Não se faz isso. Não se toma, não se enfrenta uma nação dez vezes maior que a Rússia”, disse o presidente durante uma entrevista por telefone à Fox News.

À medida que as negociações sobre um possível acordo para encerrar a guerra na Ucrânia se intensificam, grande parte da discussão sobre trocas de terras tem se concentrado em Donbass — uma região da Ucrânia que o presidente russo, Vladimir Putin, quer que se torne território russo.

Composto pelas regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk, Donbass já foi uma potência industrial na era soviética, um local de minas de carvão e siderúrgicas.

O presidente falou sobre a região durante sua entrevista de terça-feira (19), embora Trump tenha fornecido poucos detalhes publicamente sobre as últimas demandas de Putin sobre o território, afirmando que essas discussões cabem ao líder russo e ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. A CNN noticiou que quase toda Luhansk e mais de 70% de Donetsk estão sob controle russo.

“Agora eles estão falando sobre o Donbass, mas o Donbass, como vocês sabem, agora é 79% de propriedade e controlado pela Rússia. Então eles entendem o que isso significa”, disse o presidente americano.

CNN

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Bolívia encerra domínio da esquerda e terá 2º turno com surpresa à direita

Foto: Martin Bernatti e Rodrigo Urzagasti/AFP

Pela primeira vez em 20 anos, o MAS (Movimento ao Socialismo), partido que teve no ex-presidente Evo Morales sua figura mais emblemática, ficará de fora da disputa pela Presidência da Bolívia.

Vão se enfrentar no segundo turno o senador Rodrigo Paz Pereira e o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, ambos da oposição, de acordo com dados preliminares publicados neste domingo (17). Os números totais devem ser conhecidos em até sete dias.

Segundo os analistas da autoridade eleitoral, os dados divulgados por volta das 22h20 (horário de Brasília), mostravam Paz Pereira com 32,08%, Quiroga com 26,94% e Samuel Doria Medina com 19,93%. Na esquerda, Andrónico Rodríguez tinha 8,11% e Eduardo del Castillo, 3,14%. Os votos nulos, defendidos por Evo, somavam 19%.

Paz Pereira é uma surpresa, que não aparecia até então como favorito nas pesquisas —figurando, no máximo, em terceiro lugar. Agora, o político de Tarija (no sul do país) tentará seguir os passos de seu pai, o ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989-1993). O candidato é boliviano, mas nascido na Espanha, quando seus pais estavam exilados durante o regime militar.

O favorito das pesquisas, o empresário Samuel Doria Medina, que disputava a Presidência pela quarta vez, ficou em terceiro lugar.

Depois de tomar conhecimento dos resultados preliminares, Doria Medina fez um pronunciamento no qual anunciou que apoiaria Paz Pereira. “Ao longo da campanha, eu disse que, se não chegasse ao segundo turno, apoiaria quem viesse primeiro, se não fosse o MAS. Bem, esse candidato é Rodrigo Paz, e eu mantenho minha palavra”, disse.

Fragmentada, a esquerda amarga rara derrota. Sua maior chance de continuar no poder era com Andrónico Rodríguez, presidente do Senado e liderança cocaleira, que foi aliado de Evo mas rompeu com o ex-presidente e disputava de forma independente.

Como nenhum dos dois candidatos alcançou mais da metade dos votos ou 40% com uma vantagem de 10 pontos ante o segundo colocado, os bolivianos vão precisar voltar às urnas no dia 19 de outubro. Esta também é a primeira vez que o país andino terá segundo turno desde a Constituição de 2009.

O fim de ciclo de eleições vencidas pela esquerda na Bolívia reflete a fragilidade do MAS, que chegou ao poder em 2006, com Evo, mas teve de ir ao pleito deste ano perdido em batalhas internas, especialmente entre o ex-presidente e o atual, Luis Arce, ex-ministro de Evo que o sucedeu e desistiu de tentar a reeleição.

Evo foi impedido de concorrer neste ano. Rompido com Arce, a quem acusou de se apoderar do MAS e trabalhar para que ele não pudesse se candidatar novamente, e também afastado de Andrónico, que já foi considerado seu sucessor político, o ex-presidente passou a defender o voto nulo como expressão de protesto.

Folha de S.Paulo

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Atiradores abrem fogo em restaurante em Nova York e deixam 3 mortos e 8 feridos

Imagem colorida de tiroteio em Nova York

Atiradores mataram três pessoas e feriram outras oito após abrir fogo dentro de um restaurante no Brooklyn, nos Estados Unidos, na madrugada deste domingo (17), informou o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD).

A NYPD recebeu ligações por volta das 3h30 no horário local (4h30 em Brasília) sobre um tiroteio, e quando os agentes chegaram no local minutos depois, eles encontraram “várias pessoas com ferimentos de bala” no restaurante, afirmou a comissária Jessica Tisch em coletiva de imprensa.

Tisch chamou o incidente de “terrível” e disse que as vítimas são oito homens e três mulheres com idades entre 27 e 61 anos. Os três mortos são homens e já foram identificados.

Os oito feridos foram levados a hospitais da região e ainda não há informações detalhadas sobre seu estado de saúde, segundo a revista americana “Newsweek”.

Nenhum suspeito foi preso até a última atualização desta reportagem. A comissária Tisch afirmou que há “múltiplos atiradores” envolvidos no incidente, e acredita que mais de uma arma foi utilizada no crime. Os policiais recuperaram uma arma nas vizinhanças do restaurante e 36 cartuchos de balas no local.

A polícia abriu investigação para apurar o caso.

g1

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Bolívia vai às urnas hoje em eleição que pode encerrar quase 20 anos de governos de esquerda

bandeira-bolivia

Mais de 7,5 milhões de bolivianos são esperados nas urnas neste domingo (17) para votar nas eleições presidenciais que podem tirar a esquerda do poder após mais de 20 anos de predomínio do MAS (Movimento ao Socialismo).

Apesar de insistentes tentativas, o ex-presidente Evo Morales, que governou o país por quase 14 anos, não foi autorizado pela Justiça a se candidatar para outra reeleição. Já o atual presidente, Luis Arce, que chegou ao poder pela sigla de Evo em 2020, mas rompeu com ele durante o governo, também optou por não concorrer.

Com o partido MAS, que levou ambos ao poder, totalmente dividido e Morales pedindo que a população anule o voto, a esquerda aparenta poucas chances de chegar ao segundo turno com os dois candidatos da sigla, o também ativista cocaleiro e presidente do Senado Andrónico Rodríguez e o ex-ministro de Governo de Arce, Eduardo del Castillo.

O MAS está no poder da Bolívia quase continuamente desde 2006. O partido somente deixou de governar o país entre 2019 e 2020, quando Morales, após eleições presidenciais questionadas, foi pressionado pelas Forças Armadas do país a renunciar.

Em seu lugar, assumiu interinamente a então segunda vice-presidente do Senado Jeanine Áñez. Ela acabou condenada a 10 anos de prisão pelo episódio, considerado um golpe de Estado pelo governismo.

Intenção de voto

O candidato com maior intenção de votos, segundo pesquisa do instituto Ipsos-Ciesmori realizada para a emissora boliviana Unitel, é Samuel Doria Medina, empresário que tenta pela quarta vez chegar à presidência, pela coalizão Alianza Unidad.

Dono das franquias das empresas de fast food Burger King e Subway na Bolívia, ele promete resolver, em 100 dias, a escassez de dólares e de combustível que castigam o país, e chega ao pleito com cerca de 21% das intenções de voto.

O ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga aparece como o segundo melhor posicionado para o primeiro turno, com 20% das preferências. Sua passagem pelo governo boliviano, entre 2001 e 2002, se deveu à renúncia do ex-ditador Hugo Banzer, de quem “Tuto” era vice. O direitista promete uma mudança radical no país, que inclui vender para o setor privado todas as estatais bolivianas.

Votação

A votação vai das 8h às 16h (das 9h às 17h no horário de Brasília). Se houver fila nas salas eleitorais, no entanto, a votação só terminará depois que todos os presentes votarem. O voto na Bolívia é em papel, por meio de uma grande cédula eleitoral em que o eleitor marca com “x” ou outro símbolo seus candidatos a presidente e vice, e legisladores de preferência.

Após a escolha dos candidatos, a cédula deve ser depositada em uma urna de papelão, com uma abertura coberta por plástico na parte frontal, para tornar seu interior visível.

CNN

 

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Macron e outros líderes europeus vão acompanhar Zelenski na reunião com Trump

Foto: Reprodução/Reuters

Emmanuel Macron, presidente da França; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha; Mark Rutte, secretário-geral da OTAN; e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, vão acompanhar o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, em seu encontro com o presidente Donald Trump, nesta segunda-feira, 18, na Casa Branca.

A decisão parece ser um esforço para evitar a repetição do encontro tenso que Zelenski enfrentou quando se reuniu com Trump no Salão Oval em fevereiro.

A presença dos líderes europeus ao lado de Zelenski, demonstrando o apoio da Europa à Ucrânia, pode ajudar a aliviar preocupações em Kiev e em outras capitais europeias de que o presidente ucraniano corra o risco de ser pressionado a aceitar um acordo de paz que Trump afirma querer intermediar com a Rússia.

Von der Leyen, chefe do braço executivo da União Europeia, publicou no X que “a pedido do presidente Zelenski, participarei da reunião com o presidente Trump e outros líderes europeus na Casa Branca amanhã”.

A viagem conjunta destacou a determinação dos líderes europeus em garantir que a Europa tenha voz na tentativa de Trump de promover a paz, após a cúpula realizada na sexta-feira entre o presidente dos EUA e o líder russo Vladimir Putin — da qual Zelenski não foi convidado a participar.

Estadão Conteúdo

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EUA revoga vistos de brasileiros ligados ao Mais Médicos

Foto: Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram uma nova revogação de vistos de funcionários públicos do governo do Brasil, agora ligados ao programa Mais Médicos. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (13) pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chefe da diplomacia norte-americana.

Foram sancionados Mozart Julio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-coordenador-geral da COP30. Os dois integravam o Ministério da Saúde quando o programa foi implementado no Brasil.

Além disso, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foram atingidos pela restrição, que os impede de entrar no país liderado por Donald Trump.

Mais cedo, o Departamento de Estado dos EUA já havia anunciado a revogação dos vistos de autoridades dos governos de Cuba e de países da África e da Granada. A retaliação é uma resposta direta a programas cubanos que enviam profissionais de saúde para atuarem em outros países, como o Mais Médicos no Brasil.

Para Marco Rubio, o envio de médicos de Cuba para outras nações é um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”. Conforme antecipado pela coluna Igor Gadelha, a ofensiva é uma espécie de “acerto de contas” do chefe da diplomacia norte-americana, que é filho de imigrantes cubanos e crítico ao governo do país.

Em nota, o Departamento de Estado dos EUA acusou o governo brasileiro de driblar as sanções impostas contra Cuba, por meio de um suposto desvio do pagamento de profissionais de saúde cubanos.

“Como parte do programa Mais Médicos do Brasil, essas autoridades usaram a OPAS como intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções dos EUA a Cuba e, conscientemente, pagando ao regime cubano o que era devido aos profissionais de saúde cubanos. Dezenas de médicos cubanos que atuaram no programa relataram ter sido explorados pelo regime cubano como parte do programa”, disse um trecho do comunicado da chancelaria norte-americana.

Em julho, o governo norte-americano já havia cancelado os vistos de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Metrópoles

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The New York Times lista acusações contra Moraes

Foto: Evaristo Sá/AFP

O jornal norte-americano The New York Times (NYT) listou acusações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que está no centro do debate sobre as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. A reportagem afirma, logo no título, que o “Brasil manteve o controle rígido sobre as grandes empresas de tecnologia”.

A publicação afirma que as “tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, podem mudar isso”. O NYT afirma que o magistrado brasileiro “prendeu sem julgamento, bloqueou veículos de notícia e ordenou remoção de contas”.

Para além das ações de Moraes e paralelamente às sanções comerciais, o texto traz a tese de que empresas do setor digital ampliam sua influência nos debates sobre regulamentação tecnológica no Brasil.

Com a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, representantes de empresas como Google e Meta passaram a ser recebidos por autoridades e ministros do STF, em meio à elaboração de normas relativas à liberdade de expressão e à inteligência artificial.

Pressão dos EUA e resposta do governo brasileiro

Apesar da pressão internacional, sobretudo dos EUA, o governo brasileiro reafirma que decisões judiciais não podem ser influenciadas por interesses externos. Além disso, Moraes continua à frente do processo que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como réu, mesmo diante das sanções norte-americanas.

Washington mira as regras brasileiras para o setor da tecnologia. Os EUA mantêm relevante intercâmbio comercial com o Brasil, com superávit de aproximadamente US$ 7,5 bilhões em 2024, num fluxo total superior a US$ 90 bilhões. A Casa Branca alega que as normas locais prejudicam empresas norte-americanas e censuram vozes conservadoras.

Revista Oeste

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Para 75% dos brasileiros, Trump aplica tarifaço por política, diz pesquisa

Foto: Reprodução

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (12) mostra que três em cada quatro brasileiros consideram o tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump às exportações do Brasil uma questão política, ante 12% que veem motivação comercial e 5% que apontam os dois fatores.

De acordo com o levantamento – realizado entre os dias 1º e 5 de agosto, ou seja, após a confirmação de sobretaxa de 50% de produtos como café e carne, mas exceções como o suco de laranja –, a percepção de que Trump age por motivação estritamente política supera os 70% em praticamente todos os segmentos sociais.

Mesmo em grupos ideológicos distintos prevalece essa imagem, ainda que seja mais acentuada entre eleitores de Lula (PT), com 79%, do que entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, com 73%.

A pesquisa Ipsos-Ipec também aferiu maior percepção positiva da imagem dos EUA antes da imposição das tarifas, com 48% de resposta ótima/boa, ante 28% regular e 15%, ruim/péssima.

CNN

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Filho de Barroso decide não retornar aos EUA após sanções de Trump

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O executivo Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde ocupava o cargo de diretor associado do banco BTG Pactual em Miami. A decisão, segundo interlocutores, foi tomada como forma de precaução em meio a sanções anunciadas pelo governo Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes da Corte. Procurados, o STF e o BTG não se manifestaram.

Bernardo vivia nos Estados Unidos, onde se formou num mestrado em Data Science no McDaniel College, em Maryland, no ano passado e, desde agosto de 2024, ocupava o cargo de diretor associado na filial do BTG Pactual na Flórida. O filho do ministro Barroso estava de férias na Europa quando, em 19 de julho, o governo dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto americano do ministro Alexandre de Moraes e “seus aliados na corte”. O caso foi antecipado pelo UOL e confirmado pelo GLOBO.

Embora formalmente nem o presidente do STF nem seu filho tenham sido notificados pelo governo americano sobre a revogação de seus vistos, o ministro Barroso pediu a Bernardo que retornasse ao Brasil para evitar ser barrado na volta aos Estados Unidos. O executivo já está no Brasil, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, e permanecerá no país. Seu vínculo com o BTG será mantido.

Quando anunciou a sanção por meio de uma postagem em rede social, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, não disse a quais ministros fazia referência, para além de Alexandre de Moraes. Posteriormente, em 30 de julho, apenas Moraes foi incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, norma americana que impõe, além da perda de vistos, o bloqueio de ativos financeiros e outros bens, nos Estados Unidos, de graves violadores dos direitos humanos e pessoas envolvidas em grandes escândalos de corrupção. A aplicação da norma a Moraes, decidida de maneira arbitrária pelo governo Trump, é controversa, uma vez que o ministro não é acusado de corrupção e suas decisões judiciais são referendadas pelo STF em um regime democrático.

Em sua postagem de 19 de julho, Rubio afirmou que Trump “deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos” e que Moraes fazia uma “caça às bruxas política” contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, réu na ação penal da suposta trama golpista no STF.

“Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, dizia a postagem de Rubio.

O Globo

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Morre Miguel Uribe, pré-candidato à presidência da Colômbia baleado durante discurso

Miguel Uribe, senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, é baleado durante evento em Bogotá — Foto: Reprodução/Instagram

O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe, baleado na cabeça em junho durante comício em Bogotá, morreu nesta segunda-feira (11).

Uribe, de 39 anos, era senador de oposição ao atual governo e um dos favoritos na corrida eleitoral colombiana. O senador também era neto de um ex-presidente e filho de uma jornalista sequestrada e assassinada pelo Cartel de Medellín. 

O senador foi baleado na noite de 7 de junho enquanto discursava em um evento de rua na capital colombiana, em meio ao crescimento de atos políticos visando as próximas eleições presidenciais na Colômbia, em março de 2026.

Desde então, Uribe estava internado no Fundação Santa Fé de Bogotá. Ele chegou ao hospital em estado crítico e esteve à beira da morte durante alguns dias, porém os médicos conseguiram estabilizar seu quadro. No entanto, Uribe voltou a ficar em condição crítica no sábado após uma nova hemorragia.

Em um boletim no sábado, o último sobre a saúde de Uribe em vida, o hospital disse que o pré-candidato havia “regredido ao estado crítico devido a um episódio de hemorragia no sistema nervoso central” ocorrido nas últimas 48 horas. Ele foi submetido a uma cirurgia de emergência e precisou voltar a ser sedado, segundo o hospital.

“O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia”, lamentou o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido Centro Democrático, ao qual Uribe era filiado.

Miguel Uribe era casado com Maria Claudia Tarazona e deixa um filho.

G1

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