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Não vou desistir até que Bolsonaro esteja livre, diz conselheiro de Trump

O estrategista político norte-americano Jason Miller, conhecido por sua proximidade com o presidente Donald Trump (Partido Republicano), afirmou neste domingo (10), em publicação no X, que continuará atuando em favor da libertação do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL).

“Para deixar claro: não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”, declarou Miller, ao responder a um comentário que considerava mais relevante o impeachment do ministro Alexandre de Moraes do que a libertação de Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, reagiu à publicação com emojis das bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos.

Jason Miller, embora não ocupe cargo oficial, participou das campanhas presidenciais de Trump desde 2016 e exerce influência como consultor político e de comunicação. Ele também fundou a rede social Gettr e tem mantido intenso diálogo com integrantes da família Bolsonaro, sobretudo Eduardo, que atualmente está nos Estados Unidos articulando sanções contra ministros do STF.

Esse posicionamento se dá durante o processo penal em que Bolsonaro é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado, caso no qual o ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão domiciliar por descumprimento de medidas cautelares.

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Ataque de drones da Ucrânia deixa três mortos em Moscou, diz Rússia

Pelo menos três pessoas foram mortas em ataques noturnos de drones ucranianos nas regiões de Tula e Nizhny Novgorod, que também tiveram como alvo Moscou, informaram autoridades regionais russas e o Ministério da Defesa nesta segunda-feira (11).

Outras duas pessoas morreram e duas foram hospitalizadas após um ataque antes da meia-noite de domingo na região de Tula, que faz fronteira com a região de Moscou ao norte, informou o governador de Tula, Dmitry Milyaev, no aplicativo de mensagens Telegram.

Uma pessoa morreu e outras duas foram hospitalizadas após um ataque ucraniano contra uma zona industrial na região de Nizhny Novgorod, no oeste da Rússia, segundo Gleb Nikitin, governador da região, no Telegram.

Unidades de defesa aérea russas destruíram um total de 59 drones ucranianos durante a noite, incluindo 12 sobre a região de Tula e dois sobre a região de Moscou.

O ministério apenas informa quantos drones suas unidades abateram, não quantos foram lançados pela Ucrânia.

Não houve comentários imediatos da Ucrânia.

Os dois lados negam ter como alvo civis em seus ataques no território um do outro. Mas milhares morreram na guerra que a Rússia iniciou com uma invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.

CNN

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Tiroteio na Times Square deixa três feridos em Nova York

Três pessoas ficaram feridas após um tiroteio em Times Square, na madrugada deste sábado (9), informou o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD).

As vítimas — uma jovem de 18 anos, um homem de 19 e outro de 65 — foram levadas para o hospital e estão em estado estável, segundo a corporação. Um adolescente de 17 anos foi detido, e a polícia recuperou a arma utilizada no crime.

A troca de tiros ocorreu por volta de 1h20 no horário local (2h20 no horário de Brasília), após uma discussão verbal com uma das vítimas, de acordo com o NYPD. Ainda não há confirmação se o suspeito e os feridos se conheciam.

Com informações de G1 e Reuters

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EUA dobra para US$ 50 milhões recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro

Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

Os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (7) pela procuradora-geral Pam Bondi.

No início de janeiro, ainda sob o governo de Joe Biden, os EUA divulgaram um cartaz com a foto de Maduro, oferecendo uma recompensa de US$ 25 milhões.

Nesta quinta, Bondi afirmou que o valor foi dobrado por Maduro representar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Ainda segundo ela, o presidente venezuelano é “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.

“Os Departamentos de Justiça e de Estado anunciam uma recompensa histórica de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. Ele utiliza organizações terroristas estrangeiras para trazer drogas letais e violência ao nosso país”, afirmou.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o presidente venezuelano é acusado de envolvimento em conspiração com o narcoterrorismo, tráfico de drogas, importação de cocaína e uso de armas em apoio a crimes relacionados ao tráfico.

Maduro também é apontado pelo governo americano como líder do suposto Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista internacional.

Bondi informou que os Estados Unidos já apreenderam mais de US$ 700 milhões em bens ligados ao venezuelano, incluindo dois jatos particulares e nove veículos.

Ainda de acordo com a procuradora-geral, as autoridades interceptaram 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus aliados — quase 7 toneladas diretamente relacionadas ao presidente. Parte dessa droga estaria misturada com fentanil, segundo ela.

Apesar disso, a recompensa oferecida pelos EUA tem efeito prático limitado e é vista como gesto político. Maduro segue no comando da Venezuela, e a medida não equivale a um pedido internacional de prisão.

Para se blindar, Maduro continua mantendo relações diplomáticas com aliados estratégicos como Rússia, China e Irã.

O Departamento de Justiça também oferece recompensas por informações sobre Diosdado Cabello Rondón, ministro do Interior, Justiça e Paz, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela.

G1

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Vice-secretário dos EUA critica domiciliar de Bolsonaro: Ditadura judicial

O vice-secretário de Estados dos EUA, Christopher Landau, fez uma publicação na rede social X criticando a ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que decretou prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na segunda-feira (4).

Segundo a autoridade americana, “os impulsos orwellianos desenfreados do ministro estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial”.

“Seu suposto crime? Aparentemente, criticar o Ministro Moraes, o que o Ministro agora convenientemente caracteriza como uma ‘obstrução da justiça’”, escreveu.

Moraes decretou a prisão domiciliar na segunda-feira (5) afirmando que o ex-presidente tem feito “reiterado descumprimento das medidas cautelares”.

Segundo a decisão, Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção de seus advogados, podendo apenas ter contato com pessoas autorizadas pelo Supremo.

O ex-presidente continua proibido de usar o celular, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros. No último domingo (3), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma chamada de vídeo de Bolsonaro na manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Moraes ainda reafirma na decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas.

CNN

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EUA condenam decisão de Moraes: “Deixem Bolsonaro falar”

Foto: EFE-Via Agência Brasil

Os Estados Unidos condenaram nesta segunda-feira (4) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em uma postagem nas redes sociais, o Escritório do Departamento de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental criticou a medida do ministro Alexandre de Moraes, alegando uma ameaça a democracia:

“O juiz [Alexandre] Moraes, agora um violador de direitos humanos sancionado pelos EUA, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, diz a nota.

“Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta”, finaliza o comunicado.

 

De acordo com a decisão publicada nesta segunda-feira (4), Moraes argumentou que o ex-presidente tem feito “reiterado descumprimento das medidas cautelares”

Segundo a decisão, Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção de seus advogados e pode ter contato apenas com pessoas autorizadas pelo Supremo.

O ex-presidente ainda está proibido de usar o celular, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros. No último domingo (3), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma chamada de vídeo de Bolsonaro na manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Moraes ainda reafirma na decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas ou autoridades estrangeiras. Além manter a proibição do uso das redes sociais.

A PF (Policia Federal) cumpriu busca e apreensão na casa do ex-presidente e apreendeu seu celular.

Em nota, a defesa disse que “foi surpreendida com a decretação de prisão domiciliar, tendo em vista que o ex-presidente Jair Bolsonaro não descumpriu qualquer medida”.

CNN

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Brasil acumula histórico de tensões comerciais com os EUA sob nova ofensiva de Trump

Foto: Ronald Reagan/AFP

Alvo de uma investigação do governo Donald Trump por práticas supostamente injustas no comércio, o Brasil tem um histórico de graves atritos comerciais com os Estados Unidos nas últimas décadas. O auge desse embate ocorreu nos anos 1980, com processos semelhantes abertos pelo USTR (escritório do representante de comércio dos EUA) em disputas envolvendo informática e patentes farmacêuticas.

Em 15 de julho, sob determinação de Trump, o USTR iniciou uma apuração formal contra o Brasil em múltiplas frentes: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas “injustas e preferenciais”; leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

Como a Folha mostrou, essa nova investigação tem potencial de causar danos adicionais à economia brasileira e traz riscos de sanções consideradas de difícil reversão.

Não é a primeira vez que o Brasil entra na mira do USTR e se torna alvo de um processo com base na chamada seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O país já enfrentou ao menos quatro apurações desse tipo, embora menos abrangentes que a atual. Em um dos casos, houve aplicação de sanções.

No primeiro episódio, a ofensiva de Washington foi motivada pela Política Nacional de Informática, instituída por lei em 1984. Um dos principais pontos dessa política eram incentivos e proteção para empresas brasileiras, o que limitava a atuação de companhias estrangeiras —sobretudo americanas.

Em setembro de 1985, o USTR lançou uma investigação contra a “Política Nacional de Informática e seus efeitos sobre as exportações dos EUA e as atividades de empresas norte-americanas no Brasil”.

Os EUA alegavam que a política brasileira restringia investimentos americanos no setor e que não havia proteção adequada de propriedade intelectual no país.

Segundo relatou o embaixador Regis Arslanian em um estudo sobre o tema feito para o Itamaraty, as negociações entre os dois países se estenderam pelos anos seguintes.

De um lado, a sinalização do Brasil de que garantiria em lei a proteção de direitos autorais de software levou os EUA a adiar a conclusão da apuração. De outro, houve momentos de forte tensão, como em 1987, quando o governo brasileiro negou um pedido de licenciamento feito pela Microsoft.

Após essa decisão, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, ameaçou aplicar uma sobretaxa de 100% sobre uma cesta de produtos brasileiros. A lista de bens que seriam tarifados incluía chapas de madeira, ferro, máquinas, equipamentos telefônicos e aviões.

“Naquele mesmo dia, o presidente José Sarney, em nota à imprensa, informou que o Brasil recorreria ao GATT [antecessor da OMC] e declarou que considerava a atitude norte-americana um ‘constrangimento inaceitável’, denunciando ainda o procedimento do governo dos EUA por não ter utilizado a via diplomática para o anúncio de sua decisão”, relatou Arslanian em sua tese.

O Brasil então concedeu licença de comercialização para uma versão mais atualizada do programa da Microsoft e promoveu novas flexibilizações na política de informática. As sanções foram suspensas, mas a investigação do USTR só foi encerrada em 1989.

Tarifaço

À Folha Arslanian, hoje sócio do escritório Licks Attorneys, diz que embora aquele tarifaço de Reagan não tenha sido implementado, houve prejuízos a exportadores brasileiros que constavam na lista de possíveis alvos, uma vez que a incerteza inviabilizou vendas para os EUA.

Mesmo antes do fim da disputa sobre informática, o USTR abriu nova frente contra o Brasil, dessa vez no setor farmacêutico. O embaixador Mauricio Lyrio, hoje secretário de Clima no Itamaraty e um dos responsáveis por negociações com o governo Trump, relatou em trabalho acadêmico publicado em 1994 que o principal pleito de Washington era a eliminação de um dispositivo no Código de Propriedade Industrial que proibia a concessão de patentes a medicamentos.

A investigação foi iniciada em 1987, a pedido de uma associação de laboratórios americanos. Nos primeiros contatos, o Brasil resistiu à ideia de flexibilizar sua posição sobre o patenteamento, o que levou ao anúncio —e posterior implementação— de tarifas punitivas de 100% sobre determinados produtos brasileiros.

Foram três grupos de itens sobretaxados: papel, farmacêuticos e produtos eletrônicos.

A postura negociadora brasileira mudou com a chegada de Fernando Collor à Presidência (1990), o que enfraqueceu a abordagem nacionalista em favor de um projeto mais liberal. O novo governo admitiu reformar o Código de Propriedade Industrial para permitir o patenteamento de remédios.

Além da mudança de orientação no Palácio do Planalto, Lyrio ponderou em seu artigo que a eficácia da proibição de patentes já estava sendo questionada internamente.

“A precariedade da resistência ao pleito norte-americano devia-se ao fato de que a eficácia econômica do não patenteamento era perfeitamente contestável: a medida gerara custos comerciais, como as sanções de julho de 1988, sem a contrapartida de benefícios internos, pois não desenvolvera a capacitação tecnológica nacional no setor farmacêutico, nem impedira a perda de mercado dos laboratórios brasileiros”, escreveu.

As sanções americanas nesse caso foram encerradas em 1990.

Nos anos 1990, houve uma nova investigação na área de propriedade intelectual, rapidamente encerrada sem a imposição de sanções ao Brasil.

Mas o fim da apuração não significou o desaparecimento da ameaça de ações do USTR. O Brasil permaneceu numa lista de países que, na visão dos EUA, têm regras frágeis de propriedade intelectual, o que sempre significou risco de medidas adicionais.

No primeiro mandato de Trump, o Brasil voltou a figurar numa apuração do USTR, mas num processo setorial em que várias nações foram acusadas de possíveis práticas de taxação de serviços digitais. A ação foi encerrada na gestão Joe Biden, com a conclusão de que o Brasil não realizou esse tipo de taxação.

Ao analisar o uso da seção 301 na década de 1980 e agora, Arslanian vê diferenças claras.

“O conceito utilizado antes era baseado no liberalismo comercial. A [investigação da seção] era um instrumento para abrir mercados. Hoje em dia a [seção] 301 é um instrumento protecionista. Trump a usou contra o Brasil para fundamentar o fechamento do mercado americano para produtos brasileiros”, afirma à Folha.

Folha de S.Paulo

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Terremoto de magnitude 3.0 atinge região metropolitana de Nova York

Foto: Charly Triballeau/AFP

Um pequeno terremoto de magnitude 3.0 atingiu a região metropolitana de Nova York no fim da noite de sábado, 02 (horário local). O epicentro do tremor foi no subúrbio de Hasbrouck Heights, em Nova Jersey, a uma profundidade de cerca de 10 quilômetros, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Não há informações sobre feridos ou acidentes em decorrência do abalo.

A oscilação foi rápida e leve. Apesar disso, as redes sociais rapiamente se encheram de comentários de pessoas que sentiram o abalo. A conta oficial do Empire State Building no X (antigo Twitter) brincou publicando que o prédio estava bem.

O tremor foi bem mais leve do que o terremoto de magnitude 4.8 que atingiu Tewksbury, Nova Jersey, em 2024, um pouco mais a oeste da cidade.

AFP

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Justiça mantém prisão de Carla Zambelli na Itália; extradição pode ser próxima etapa

Foto de arquivo: a deputada federal Carla Zambelli (PL- SP) participa uma coletiva de imprensa na sede de seu partido no bairro de Moema, na zona sul da cidade de São Paulo, na tarde desta quinta-feira, 15 de maio de 2025 — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça da Itália manteve nesta sexta-feira (1) a prisão da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que está no presídio de Rebibbia, nos arredores de Roma.

As autoridades italianas realizaram uma primeira análise do caso, numa espécie de audiênciade custódia. O Brasil pede a extradição da parlamentar.

A informação sobre a manutenção da prisão foi confirmada por investigadores e fontes da diplomacia brasileira.

Zambelli está foragida da Justiça brasileira. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por causa da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023.

A deputada saiu do Brasil no final de maio, dias depois de ter sido condenada por unanimidade pela Primeira Turma STF. O processo transitou em julgado (não cabem mais recursos). Ela passou pela Argentina e pela Flórida (EUA) antes de se refugiar na Itália.

Como o blog noticiou mais cedo, a polícia fez um cerco ao prédio para evitar que ela deixasse o local. A defesa de Zambelli disse que ela se entregou espontaneamente, o que é contrariado pelos registros da movimentação policial. Ela, contudo, não ofereceu resistência à prisão.

De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, a deputada estava no apartamento pintando e lavando o cabelo quando a polícia italiana chegou para efetuar a prisão. Em seguida, ela pegou seus remédios e foi levada para a delegacia.

Processo de extradição

Pela lei italiana, o processo de extradição que correrá a partir de agora pode demorar. O processo envolve dois tribunais, a Corte de Apelação e a Corte de Cassação.

Se esses tribunais decidirem pela extradição, a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, em uma análise eminentemente política.

A estimativa de autoridades do Brasil é que esse processo possa levar de um ano e meio a dois anos.

No Brasil, além de ter condenado Zambelli, o STF determinou a perda do mandato de deputada. A Câmara pode declarar a perda do mandato a partir da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para ser realizada a partir de agosto.

g1

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PoderData: Para 59%, Brasil deve ficar mais próximo dos EUA do que da China

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Arquivo

O Brasil deveria ter mais relações comerciais com os Estados Unidos do que com a China para 59% dos brasileiros, de acordo com levantamento do PoderData divulgado nesta quinta-feira (31).

Na outra ponta, 32% optaram por responder que o país deveria se aproximar dos chineses. Os que não souberam responder somam 9%.

Foto: Reprodução

A pesquisa também dividiu os dados em recortes demográficos; os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 foram os que mais optaram por escolher os EUA, com 61%, contra 58% dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em relação à escolha da China, os que declararam voto a Lula representam 33%; em Bolsonaro, 30%.

O levantamento ouviu 2.500 pessoas em 182 municípios entre os dias 26 e 28 de julho, por meio de ligações telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

CNN

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