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Como o último Datafolha trouxe más notícias a Lula

Quem perde é o Brasil”, diz Lula sobre manutenção da Selic em 10,50%

Após a revelação dos diálogos e negócios de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, muitos anunciaram a morte súbita da candidatura do Zero Um. O conjunto de mentiras, fatos mal explicados e a postura tatibitate do senador diante das revelações alimentaram essas previsões. As últimas pesquisas, especialmente o Datafolha divulgado na sexta, 23, no entanto, mostram que uma análise mais apressada a respeito da derrocada do senador do PL estava contaminada por torcida, especialmente de vozes ligadas ao PT e à campanha de Lula.

O Datafolha mostra que, na simulação do segundo turno, Lula venceria por 47% a 43%. Na comparação com o levantamento anterior, o presidente avançou 2 pontos, enquanto o senador recuou 2. É inegável o arranhão de imagem no Zero Um, mas o estrago parece menor diante da avalanche de notícias negativas que soterrou Flávio nos últimos dias. Segundo o Datafolha, a pancadaria não produziu o nocaute.

Caso não ocorra uma nova escalada relacionada ao escândalo Flávio-Vorcaro, o Zero Um tem chances de administrar o prejuízo. Terá dificuldades para recuperar a confiança com a cúpula do PL, com agentes importantes da Faria Lima e com o eleitorado mais independente. A tentativa de virar a página começou com os posts nas redes mostrando fotos de Lula ao lado da influencer Deolane Bezerra, presa por conexões com o crime organizado. As mensagens aproveitam para vender a plataforma eleitoral da oposição de classificar PCC e outras facções como terroristas, medida que o governo atual critica.

Lula pode comemorar alguns aspectos do recente Datafolha, que mostram uma certa recuperação de fôlego do presidente, além de apontarem para a interrupção do crescimento de Flávio. Por outro lado, como mostra o mesmo levantamento, a rejeição ao presidente continua em patamar muito alto, mesmo em meio à crise de seu principal oponente. A multiplicação de medidas eleitoreiras do governo tampouco produziu até agora um efeito na popularidade do presidente. Claro que a experiência e o carisma de Lula, aliados ao peso da máquina pública, ainda são elementos que podem pesar no resultado final.

O problema para o presidente é que o antipetismo vem se consolidando como um dos fatores que podem definir a vitória. Flávio, mesmo com a imagem arranhada, segue se beneficiando disso. Candidatos de oposição com baixa pontuação nas pesquisas de primeiro turno surgem como alternativas competitivas no segundo turno em confronto direto com Lula. Se não bastasse, os escândalos do Master e do INSS podem produzir estragos no governo. Vorcaro, como se sabe, não fez negócios e distribuiu dinheiro apenas para Flávio Bolsonaro e aliados dele do Centrão. No caso do INSS, a investigação da PF parece avançar de forma consistente na revelação das relações entre o Careca do INSS e Lulinha, o primogênito do presidente, conforme noticiou a mais recente edição da coluna Radar, de VEJA.

Na política brasileira, o tempo de cinco meses para as eleições representa um eternidade. Vence quem errar menos daqui para frente — e quem sobreviver à avalanche de lama que vem por aí.

Veja

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“Moraes ficará ótimo com uma tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar”, diz conselheiro de Trump

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil e EFE/EPA/JEENAH MOON / POOL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou a ser criticado internacionalmente após declarações do conselheiro político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Miller afirmou: “Moraes ficará ótimo com uma tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar”, comentário que rapidamente ganhou repercussão.

A fala veio acompanhada de uma publicação com imagem gerada por Inteligência Artificial (IA), onde o magistrado aparece triste e usando uma tornozeleira.

“Uh-oh, @STF_oficial @Alexandre de Moraes! As paredes estão se fechando!!! Talvez não tenha sido uma ideia tão boa banir o Trump Media e o Rumble no Brasil???”, diz Miller em um trecho da postagem, em referência a decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais.

 

As declarações de Miller ocorrem após ele divulgar que a Justiça Federal da Flórida autorizou o prosseguimento de uma ação movida pelo Trump Media e pelo Rumble contra Moraes.

As empresas alegam decisões do ministro brasileiro que teriam impactado suas operações e levantam acusações de censura e de “coerção extraterritorial”.

Segundo o contexto, a Justiça americana permitiu que a citação ao ministro fosse feita por e-mail.

Caso não haja resposta dentro do prazo estabelecido, as empresas poderão solicitar uma decisão à revelia — o que, na prática, significa avançar sem a manifestação da parte citada.

Diário do Poder

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Ex-delegado desaparece no Agreste paraibano após suposta venda de gado

(Foto: Divulgação/PCPB)

O desaparecimento do ex-delegado de Polícia Civil do distrito de São José da Mata, em Campina Grande, Walter Fernandes Brandão Neto, tem se tornado um mistério para as autoridades. Para os familiares e amigos o sentimento é de aflição, desde a última quarta-feira (20).

De acordo com familiares do ex-delegado, o último contato ocorreu na noite da quarta-feira (20), após ida do desaparecido até a zona rural do município, supostamente, para a negociação da venda de gado. Desde então, a família não conseguiu mais contato com Walter Fernandes.

Familiares também informaram ter rastreado o veículo conduzido pelo ex-delegado, cujo a última localização havia sido registrada, às 21h30, da última quinta-feira (21), no município de Taquaritinga do Norte, no Agreste Pernambucano.

Após falhas em várias tentativas de contato, os familiares registraram o desaparecimento às autoridades. A unidade da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil, em Campina Grande, é responsável pela investigação do caso.

Equipes policiais têm realizado buscas a fim desvendar o mistério no desaparecimento do ex-delegado.

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[VÍDEO] LULA: “A polícia não pode matar antes de conversar, não pode atirar para depois perguntar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvaafirmou nesta sexta-feira (22) que a polícia não pode “matar antes de conversar”, “não pode atirar para perguntar depois” e defendeu mudanças no combate à criminalidade no Brasil. A declaração ocorreu no programa Sem Censura, da TV Brasil.

Durante entrevista, Lula disse que a população vive com medo da violência e declarou que “não é mais possível mandar uma criança brincar na rua ou ir à padaria” por causa da insegurança.

O presidente também afirmou que o enfrentamento ao crime precisa de inteligência e identificação das facções criminosas. Ele criticou casos em que suspeitos são presos e acabam soltos pouco tempo depois.

Segundo Lula, é necessário discutir com seriedade o papel das forças de segurança e impedir que organizações criminosas dominem territórios e continuem comandando crimes de dentro dos presídios.

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PT gastou mais de meio milhão para impulsionar posts nas redes sociais após áudio de Flávio a Vorcaro

Foto: Evaristo Sá/AFP e Andressa Anholete/Agência Senado

O PT gastou R$ 514 mil para impulsionar publicações no Facebook entre os dias 13 e 20 de maio, período após a divulgação do áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversa com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”. Os dados são da biblioteca de anúncios da Meta e foram publicados pelo jornalista Lauro Jardim, em seu blog, no O Globo.

Os maiores investimentos do partido ocorreram em São Paulo, com R$ 97 mil, e Minas Gerais, com R$ 49 mil. No mesmo período, o PL gastou apenas R$ 13 mil em anúncios na plataforma.

Nos últimos 30 dias, o PT investiu R$ 1,4 milhão em publicações sobre política, eleições e temas sociais. Já o partido de Jair Bolsonaro desembolsou R$ 63 mil.

No dia em que vieram à tona as negociações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, o PT aplicou cerca de R$ 350 mil em posts com declarações do presidente Lula defendendo investigação rigorosa sobre o caso Banco Master e punição “independente de quem for”.

Já o PL impulsionou uma publicação com gasto inferior a R$ 5 mil. No post, o partido questiona: “Virou crime financiar filme?” e afirma que produções culturais recebem investimentos privados “toda semana”, sem uso de dinheiro público ou Lei Rouanet.

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Brasil

Carla Zambelli deixa presídio na Itália após extradição ser anulada

Carla Zambelli e o advogado Pieremilio Sammarco

A Corte Suprema de Cassação, última instância da Justiça italiana, negou autorização para que a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) seja extraditada para o Brasil. Os juízes da última instância anularam a decisão da Corte de Apelação, em resolução comunicada pouco depois das 21h (16h em Brasília) aos advogados.

Na audiência realizada pela manhã, em Roma, seis juízes analisaram, em cerca de uma hora, recurso apresentado pela defesa contra a decisão da Corte de Apelação. A instância anterior havia sido favorável ao envio de Zambelli ao Brasil, para cumprir pena de prisão. As justificativas para a rejeição devem ser publicadas nos próximos dias.

A ex-deputada já foi solta. Em vídeo publicado nas redes sociais de seu advogado na Itália, Pieremilio Sammarco, cerca de duas horas depois da divulgação da decisão, Zambelli aparece na frente do complexo penitenciário de Rebibbia, onde estava detida desde julho, comemorando a decisão.

“Essa vitória foi de Deus, eu consagrei nossa vitória a Deus. Ele conseguiu, deu força para os nossos advogados. Agora a gente está livre, graças a Deus, para continuar uma vida de missão”, diz Zambelli na publicação.

Segundo o advogado Pieremilio Sammarco, que defende a ex-deputada na Itália, foram apresentados como argumentos contra a extradição supostos “vícios processuais” no julgamento feito pelo STF (Supremo Tribunal Federal), as condições carcerárias no presídio no Brasil para onde ela iria e o estado de saúde de Zambelli.

Condenações

Zambelli tem duas penas de prisão para cumprir no Brasil, o que gerou dois pedidos diferentes de extradição. O primeiro processo é referente aos dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Quando já estava na Itália, após fugir do Brasil, Zambelli foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que apontou uma arma para um homem em São Paulo.

A Corte de Apelação, instância anterior, analisou os dois processos juntos nas audiências, mas produziu duas sentenças diferentes —uma no fim de março e outra no meio de abril. Em ambas, se manifestou a favor da extradição. Logo após a primeira sentença, a defesa entrou com recurso, alvo de análise nesta sexta-feira. O segundo recurso será avaliado em outra data.

Folha de São Paulo

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Brasil

DATAFOLHA: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 43%, no 2º turno

Fotos: Bruno Peres/Agência Brasil e Ton Molina/Estadão Conteúdo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) mostra o presidente Lula (PT) com 47% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 43% em eventual cenário de segundo turno da eleição presidencial de 2026.

No levantamento anterior, de 16 de maio, Lula e Flávio apareciam empatados com 45% no segundo turno.

Veja números:

  • Lula: 47% (eram 45% em maio, 45% em abril e 46% em março);
  • Flávio Bolsonaro: 43% (eram 45% em maio, 46% em abril e 43% em março);
  • Não sabe/não respondeu: 2%
  • Em branco: 9%

A pesquisa é a primeira do instituto feita integralmente após a revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens foram reveladas pelo site The Intercept Brasil. Segundo a reportagem, Flávio Bolsonaro pediu apoio financeiro a Vorcaro para a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

g1

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Brasil

ALERTA MÉDICO: Pessoas com ideologia de esquerda tem 150% mais riscos de doença mental, diz estudo

Foto: Reprodução

Levantamentos realizados por institutos americanos, entre eles o General Social Survey (GSS) e o Pew Research Center, identificaram uma correlação estatística entre posicionamentos políticos progressistas e índices mais elevados de relatos de problemas de saúde mental.

Segundo os dados analisados, a associação apareceu de forma recorrente em diferentes pesquisas e grupos de amostragem.

De acordo com os estudos citados, pessoas que se identificam como “extremamente liberais” ou progressistas apresentaram taxas maiores de ansiedade, depressão e TDAH em comparação com entrevistados de perfil conservador.

Os levantamentos também apontaram menor índice médio de satisfação com a vida entre os grupos pesquisados.

Pesquisadores e analistas comportamentais afirmam que diferentes fatores podem influenciar os resultados observados.

Entre os pontos citados estão níveis mais elevados de neuroticismo, menor religiosidade, maior exposição a debates sociais complexos e uso intenso de redes sociais.

Os próprios pesquisadores ressaltam que os dados indicam correlação estatística e não comprovam relação direta de causa e efeito entre ideologia política e transtornos mentais.

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Ciro Nogueira diz que Flávio Bolsonaro “tem que ser investigado” no caso Master

Foto: Reprodução

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, evitou sair em defesa direta do colega de parlamento Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas investigações que envolvem o Banco Master. Ambos os senadores figuram entre os nomes citados no processo de apuração.

Em entrevista jornalística, Nogueira defendeu de forma aberta que todas as apurações sigam o trâmite normal estabelecido por lei. O piauiense ressaltou que o colega deve passar pelo processo investigativo e afirmou que, caso seja comprovada culpa, as punições devem ocorrer de forma exemplar.

A estrutura de apoio político do senador Flávio Bolsonaro sofreu abalos internos após a divulgação de mensagens e diálogos reservados mantidos com o banqueiro Daniel Vorcaro. As suspeitas envolvem o financiamento de produções cinematográficas e o custeio logístico de viagens internacionais.

Apesar de manifestar apoio à atuação dos órgãos de controle do Estado, Ciro Nogueira usou o espaço para criticar o modelo de divulgação das informações em Brasília. O senador alegou a existência de seletividade nas publicações, afirmando que o foco dos vazamentos está direcionado para parlamentares de direita.

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FIM DO “SIGILO DE 100 ANOS”: Câmara aprova projeto após gastos de R$ 2,35 bilhões com viagens no governo Lula

Foto: Reprodução

A oposição ao governo Lula (PT) conseguiu aprovar na Câmara dos Deputados um projeto de lei que limita o uso do chamado “sigilo de 100 anos” em informações públicas. O objetivo é impedir que dados sejam mantidos sob restrição com base em alegações de proteção de informações pessoais.

A iniciativa ganhou força após levantamentos do Portal da Transparência apontarem que a gestão Lula acumulou R$ 2,35 bilhões em despesas com viagens oficiais de servidores e autoridades. O texto agora segue para apreciação do Senado Federal.

Parlamentares da oposição afirmaram que as restrições da Lei de Acesso à Informação vinham sendo aplicadas de forma distorcida para ocultar agendas oficiais da primeira-dama Janja, listas de visitantes de prédios públicos e despesas administrativas com comitivas internacionais.

Os deputados defendem maior transparência sobre gastos e compromissos oficiais do governo federal.

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