O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 1,7 milhão de votos a mais no domingo (2) comparado ao 1º turno das eleições em 2018.
No pleito de domingo, o presidente conquistou o 2º lugar com 43,2% dos votos válidos (sem contar brancos e nulos). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em 1º lugar, recebeu 48,3% dos votos válidos. A disputa segue para o 2º turno.
Na disputa em 2018, Bolsonaro liderou no 1º turno contra Fernando Haddad (PT). Conquistou 49.277.010 votos, 43,03% dos votos válidos. Haddad recebeu 31.342.051, 29,28% dos válidos.
2018 X 2022
Eleito no 2º turno em 2018, Bolsonaro recebeu 57.797.466 votos, 55,13% dos votos válidos, contra o petista Fernando Haddad (PT), com 47.040.859 e 44,87%.
Na época candidato do PSL, saiu vitorioso do pleito com a 4ª melhor campanha entre as 6 vitórias de um presidente no 2º turno.
Na sua primeira declaração após o resultado das urnas apontarem sua derrota nas urnas, o candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou estar “profundamente preocupado com o país”, mas pediu algumas horas antes de se posicionar oficialmente sobre a disputa no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Parte do partido tende a aderir ao petista, mas Ciro resiste.
“Estou profundamente preocupado com o que está acontecendo com o Brasil. Eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora”. disse Ciro, que completou “Me deem mais algumas horas para conversar com meus amigos, com meu partido, para que a gente possa achar o melhor caminho.”
Com 96,42% das urnas apuradas, Ciro tem até agora 3,06% dos votos válidos. É o pior resultado do pedetista desde a primeira vez que ele concorreu à Presidência, em 1998. Esta é também a primeira vez que o líder do clã Ferreira Gomes perde em seu próprio estado. No Ceará, ele tem 6,76% dos votos, com 93% das urnas apuradas.
Ciro passou o domingo no Ceará, seu berço eleitoral e onde está desde a última sexta-feira fazendo campanha. Mais cedo, ele foi acompanhado da mulher, Giselle Bezerra, e de seu candidato ao governo do estado, Roberto Cláudio (PDT), votar na sede da Secretaria de Saúde de Fortaleza, na praia de Iracema.
Ao longo de toda a campanha, Ciro apostou em uma estratégia belicosa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-aliado e visto hoje com seu principal adversário. Para tentar furar a polarização entre o petista e o atual chefe do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), o pedetista passou a comparar os dois e responsabilizá-los pela crise econômica e social brasileira.
A postura “anti-Lula” adotada por Ciro, principalmente após a contratação do marqueteiro João Santana, se baseava no cálculo político de que seria mais fácil atrair eleitores de Bolsonaro para tirá-lo do segundo turno do que do ex-presidente. A estratégia teve, no entanto, afugentou seus próprios eleitores, além de trazer desconforto entre os aliados do partido. Ciro termina esta eleição abandonado pelos correligionários e por seus próprios irmãos.
Mas cedo, ao votar, Ciro sinalizou que está pode ser a última vez que concorre à Presidência, mas deixou possibilidades abertas ao afirmar que “o futuro a Deus pertence”. Ele também evitou dizer quem apoiará no segundo turno entre Lula e Bolsonaro.
Na eleição passada, em sua primeira declaração após o resultado das urnas indicar que Ciro estava fora do segundo turno, disputado aquele ano entre Bolsonaro e o ex-ministro Fernando Haddad (PT), o pedetista também preferiu não cravar quem apoiaria entre os dois presidenciáveis. Em resposta a jornalistas, disse apenas que estaria “contra o fascismo”.
“Uma coisa eu posso adiantar logo, como vocês já viram: minha história de vida é uma história de vida de defesa da democracia e contra o fascismo”, disse à época.
Dias depois, no entanto, o PDT anunciou apoio crítico a Haddad e Ciro viajou para Paris — postura que foi bastante criticada à época. Neste ano, uma reunião da Executiva do PDT está prevista para acontecer ainda no início da semana para definir os rumos do partido.
Em 2018, o partido também fez uma reunião para discutir se apoiaria ou não o candidato do PT ou se optaria pela neutralidade. Segundo pedetistas presentes no encontro, a decisão de Ciro pelo apoio crítico a Haddad que pesou para a escolha que o PDT fez.
O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Olívio Dutra, e a candidata do PSD, Ana Amélia Lemos, ficaram de fora.
Nas eleições deste ano, um terço do Senado será renovado, o que quer dizer que serão eleitos 27 novos parlamentares para a Casa – um por unidade federativa.
A ex-ministra da Agricultura e Pecuária do governo de Jair Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP) está matematicamente eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul com 61,06% dos votos, de acordo com apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, 77,47% das urnas já foram apuradas.
Ela deixou para trás o também ex-ministro de Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta (DEM), que teve 15,46%. Na sequência vêm Tiago Botelho (PT) com 12,34%. O ex-juiz federal Odilon de Oliveira (PSD) conseguiu 10,60%. Na sequência vem Tiago Botelho (PT) com 12,34% e Jefferson Bezerra (AGIR) com 0,008%. Votos brancos e nulos somaram 12,22%.
Um novo boletim divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública afirma que subiu para 633 o total de crimes eleitorais registrados. Até às 13h deste domingo (2) o número era de 474 crimes.
O total de prisões por crimes eleitorais contabilizado chega a 250 casos, enquanto 11 armas de fogo foram apreendidas.
Dentre os crimes indicados no boletim do Ministério da Justiça estão 149 casos de boca de urna, 127 de compra de votos, 59 casos de crimes contra candidatos, 27 registros de transporte irregular de eleitores para locais de votação, 18 violações ou tentativas de violar sigilo do voto e oito crimes comuns nos locais de votação.
Outro número significativo é o volume de dinheiro apreendido, que chega a R$ 1,9 milhões. Verba suspeita de ter como destino a compra de votos.
Um eleitor foi preso após quebrar uma urna eletrônica a pauladas em um colégio no Setor Vila Boa, em Goiânia neste domingo (2). Um vídeo mostra o momento exato em que o homem quebra a máquina.
Segundo a Polícia Militar, o homem apresenta ter problemas psicológicos e foi conduzido à Polícia Federal logo após a confusão. A urna danificada era da seção 165 e, segundo a equipe da escola, ela foi substituída.
O homem quebrou tela, botões, mas não conseguiu danificar a mídia onde ficam registrados os votos. Os mesários falaram ainda que a urna quebrada foi substituída e a nova urna computou os votos já registrados ao longo do dia.
O capitão Leandro Pires estava na escola quando os mesários o chamaram para ajudar a conter o homem.
“A princípio, ele vai ser autuado pelo dano que causou na urna eletrônica. Ele já veio com o ânimo de quebrar esse equipamento. Ele estava muito exaltado”, explicou o capitão.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, declarou na tarde deste domingo, 2, pouco antes das 15h, que a votação vem sendo realizada “de maneira tranquila e harmoniosa”, apesar das longas filas registradas em várias cidades do país — classificadas por ele como “dentro da normalidade”. O ministro apontou ainda que todos os eleitores que chegarem às seções eleitorais antes das 17h receberão senhas e poderão votar, como ocorre em todos os pleitos.
“As ocorrências ou intercorrências normais de todas as eleições, substituição de algumas urnas, problemas, algumas filas, principalmente nesse horário, como sempre ocorre, que é o horário pré-almoço, geralmente das 11h30 à 13h30 sempre é o horário que tem o maior acúmulo de eleitores, mas isso também dentro da normalidade. Obviamente todos os eleitores e eleitores que chegarem até as 17h votarão. Isso não só nessa eleição como em todas as eleições. Serão distribuídas senhas para os eleitores que chegarem até as 17h, para que se complete normalmente a eleição”, declarou.
Sobre as eleições realizadas no exterior, que já foi encerrada em dezenas de países, Moraes afirmou que a votação também ocorreu de forma “pacífica, tranquila”. Ele ressaltou que houve algumas filas em Lisboa e em Paris, “pelo alto comparecimento, um comparecimento 50 e poucos por cento a mais do que o da eleição anterior, mas também sem nenhum grande problema”.
“E esperamos, obviamente, que isso continue até o final da eleição, por essas duas horas e 15 minutos que faltam”, comentou, por volta das 14h45.
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