O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (5) que foi a uma loja maçônica em 2017 a convite de um colega em Brasília e rebateu as críticas que tem recebido de opositores pela visita. Deu a declaração em transmissão ao vivo feita em suas contas oficiais nas redes sociais.
“O pessoal está me criticando, porque fui em loja maçom em 2017. Fui, sim, fui em loja maçom, acho que a única vez. Eu era candidato a presidente, pouca gente sabia, e um colega falou ‘vamos lá’ e eu fui lá na loja, acho que aqui em Brasília. Fui muito bem recebido. E eu sou presidente de todos e ponto final”, disse o chefe do Executivo.
“Fui de novo? Não fui. Agora, sou presidente de todos. Isso agora a esquerda faz um estardalhaço. O que tenho contra maçom? Tenho nada. Se tiver alguma coisa, a gente vê como proceder. Quero apoio de todos aqui do Brasil”, completou.
A pesquisa PoderData realizada de 3 a 5 de outubro de 2022 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% das intenções de voto contra 48% de Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições. O placar é referente aos votos válidos – os atribuídos a algum dos candidatos, excluindo-se brancos e nulos.
A diferença numérica é a menor já captada pelo PoderData em um confronto direto entre os 2 candidatos. A distância indica vantagem mínima do petista – não há empate técnico, já que o levantamento com 3.500 entrevistas tem 1,8 ponto percentual de margem de erro.
Essa é a 1ª pesquisa do PoderData depois do 1º turno das eleições, no domingo (2). Com 100% das urnas apuradas, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contabilizou 48,43% dos votos para Lula e 43,2% para Bolsonaro no 1º turno.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.500 entrevistas em 301 municípios nas 27 unidades da Federação de 3 a 5 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-08253/2022.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a nova pesquisa eleitoral divulgada pelo Instituto Ipec, que apontou, nesta quarta-feira (5), que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 51% as intenções dos votos totais para o segundo turno. O atual titular do Palácio do Planalto aparece com 43%. O levantamento foi o primeiro feito após críticas sobre a divergência entre o resultado real das urnas no domingo (2) e as projeções realizadas por institutos de pesquisa na véspera do pleito.
Em uma transmissão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse que “recomeçou a palhaçada” dos institutos de pesquisa.
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais mostrou que a disputa pelo Palácio do Planalto entre Lula e Bolsonaro foi acirrada. Com 100% das urnas apuradas, Lula alcançou 48,43% dos votos, e Bolsonaro, 43,20%.
Até o último sábado (1º), no entanto, os principais institutos de pesquisa não conseguiam cravar se haveria, ou não, um segundo turno na eleição nacional. Enquanto Lula oscilou em torno dos 50% de votos válidos na maioria dos levantamentos nacionais ao longo da campanha, Bolsonaro ficou em torno dos 30% nos levantamentos de intenção de voto.
O ministro da Justiça, Anderson Torres, informou nessa terça-feira (4) que encaminhou à Polícia Federal um pedido para abrir investigação sobre a atuação dos institutos de pesquisas eleitorais do Brasil.
Nas redes sociais, Torres disse que o pedido atende a uma representação recebida pelo ministério. O documento teria apontado “condutas que, em tese, caracterizam a prática de crimes perpetrados”.
O Brasil registrou a maior queda da taxa de desemprego em um ano entre 40 países, de acordo com levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating. O indicador recuou de 13,1%, em agosto de 2021, para 8,9%, no mesmo período deste ano, uma redução de 4,2 pontos percentuais.
A trajetória de queda do desemprego no país começou na última metade do ano passado e atingiu 8,9% no trimestre encerrado em agosto. O percentual é o menor apurado desde julho de 2015, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Apesar da redução, a quantidade de profissionais ainda fora da força de trabalho equivale a 9,7 milhões de pessoas, menor nível desde novembro de 2015. Já o contingente de pessoas ocupadas foi de 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012.
O RECUO DA TAXA DE DESEMPREGO
A diferença entre agosto de 2021 e agosto de 2022 (em pontos percentuais)
O mapa das votações do presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo país no primeiro turno em 2018 e neste ano mostra diferenças expressivas a favor do candidato à reeleição no Nordeste, especialmente no Ceará, na esteira do encolhimento político do presidenciável derrotado Ciro Gomes (PDT).
Entre os cearenses, Bolsonaro conseguiu 300 mil votos a mais neste ano em relação à sua primeira eleição, o que representa um incremento de quase 30%. Naquele ano, ele havia terminado o primeiro turno com 21,7% dos votos válidos do estado, ante 41% de Ciro e 33,1% de Fernando Haddad, do PT.
Agora, Lula fez no Ceará 65,9% dos votos, e o candidato à reeleição, 25,4%. O pedetista teve apenas 6,8%.
A melhora da votação de Bolsonaro ocorreu em todos os outros oito estados nordestinos, com destaque também para Sergipe (cresceu 22%), Bahia (18,7%) e Alagoas (17,6%).
O mandatário priorizou desde muito antes da campanha articulações na tentativa de reduzir a rejeição na região, com uma série de viagens e costuras com aliados locais. Os governistas também apostavam em efeitos de benefícios sociais aprovados poucos meses antes do pleito, como o reajuste do Auxílio Brasil.
No Sudeste, ele venceu neste ano em todos os estados, com exceção de Minas Gerais, mas viu sua votação encolher 5,4% no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o saldo negativo foi de 1,1% e, em Minas, de 1,3%. Outra queda significativa foi no Rio Grande do Sul, onde perdeu 100 mil votos em números absolutos.
Em todo o país, Bolsonaro reuniu 51.072.345 apoios, ou 43,2% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencedor do primeiro turno de 2022, obteve 57.259.504 apoios, ou 48,43%. No pleito realizado no último domingo (2), 123.682.372 pessoas votaram para a Presidência da República.
Em 2018, o hoje chefe do Executivo conquistou, no primeiro turno, 49.277.010 apoios, e Haddad, que também chegou ao segundo turno há quatro anos, 31.342.051. Ao todo, 117.364.654 eleitores votaram.
Os dados tabulados pela reportagem também indicam uma forte redução proporcional dos votos em branco e nulos na eleição deste ano. Em 2018, esses votos somaram 8,8% do total no país. Agora, foram 4,4%. A queda foi expressiva em estados como Pernambuco, Bahia e Pará.
Já as abstenções no primeiro turno cresceram na maioria dos estados, embora no geral o volume tenha ficado quase estável. Neste ano, 21% dos eleitores não foram votar, ante 20,3% quatro anos atrás.
Pesquisa do Ipec divulgada nesta quarta-feira (5), encomendada pela Globo, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 51% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Foram entrevistadas 2.000 pessoas, entre os 3 e 5 de outubro, em 129 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02736/2022.
A senadora e ex-candidata à Presidência Simone Tebet (MDB-MS) anunciou nesta quarta-feira seu apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto contra o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).
Tebet, que terminou em terceiro lugar com 4,16% dos votos válidos no primeiro turno, já havia conversado antes por telefone com Lula, e agora selou o apoio após almoço com o ex-presidente.
“Depositarei nele (Lula) o meu voto, porque reconheço o seu compromisso com a democracia e a Constituição, o que desconheço no atual presidente”, disse Tebet, pedido desculpas a colegas que teriam pedido a neutralidade dela por temor de eventual perda de capital político com um posicionamento.
Lula já obteve, na terça-feira, as declarações de apoio formal do PDT, partido do ex-presidenciável Ciro Gomes –que terminou em quarto lugar no domingo– e do Cidadania. Também recebeu o apoio de figuras históricas do PSDB, partido com o qual rivalizou em eleições passadas, como José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os governadores que declararam apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontrarão em Minas Gerais, nesta quinta-feira (6/10).
Na reunião em Belo Horizonte, às 14h, os políticos devem traçar estratégias para o segundo turno da eleição presidencial. Menos de 24 horas após o término do primeiro, Bolsonaro entrou em ofensiva para angariar o apoio dos governadores. Ao longo dessa terça-feira (4/10), Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Rodrigo Garcia (PSDB), de São Paulo, declararam apoio ao candidato contra Lula. Ibaneis Rocha foi o quarto gestor a apoiá-lo, seguido de Ratinho Jr. (PSD), do Paraná.
Os dois primeiros eram aguardados, por causa da proximidade com o presidente. Assim, Bolsonaro pretende conquistar, ao menos, 1 milhão de eleitores a mais em relação ao primeiro turno – número equivalente à quantidade de votos que os governadores tiveram a mais que o titular do Planalto nos respectivos estados.
A governadora do Ceará, Izolda Cela, classificou de “tragédia” o ataque de um aluno contra três colegas na Escola Estadual Professora Carmosina Ferreira Gomes, em Sobral, e determinou resposta rápida para o caso, sobretudo sobre a origem da arma utilizada no crime.
Três estudantes foram baleados durante uma discussão dentro da unidade de ensino, de acordo com Izolda. Um dos estudantes de 15 anos foi atingido na cabeça e está intubado em estado grave na Santa Casa do município. Outro menor, baleado na perna, passa pela avaliação da equipe de traumatologia e a terceira vítima, também atingida na cabeça, mas de raspão, recebeu alta.
O atirador, que foi apreendido pela Polícia Militar, usou no ataque a arma de um parente que é Colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, o jovem disse em depoimento na delegacia que seria vítima de bullying e teria premeditado o ataque, que segue sendo investigado.
Conhecido pelo radicalismo, por usar a força do Estado para perseguir opositores e fechar igrejas, o ditador da Nicarágua Daniel Ortega publicou uma carta em apoio ao ex-presidente Lula após o resultado do primeiro turno das eleições brasileiras.
Na mensagem, que usa pronomes neutros de linguagem, Ortega e sua mulher, Rusario Muillo, que também ostenta o cargo de vice-presidente, reforçam que ‘estão juntos’ com o petista.
“Este primeiro momento de triunfo para as famílias e o povo do Brasil, que se levantam com esperança e as vozes de gigantes, anima e alenta a tod@s nós. Parabenizando você e o Brasil, nos congratulamos sabendo que o mundo pertence a quem luta e que estamos realizando as transformações necessárias, com coragem diária. Estamos com vocês…”, segue o ditador.
Daniel Ortega voltou ao poder em 2007 após ter presidido o país pela primeira vez entre 1985 e 1990. No ano passado, ele conquistou seu quinto mandato e o quarto consecutivo. Ele era um conhecido guerrilheiro, preso repetidas vezes por crimes que incluem um assalto à mão armada a uma filial de um banco norte-americano em solo nicaraguense.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) já declarou que a eleição de Ortega “não tem legitimidade democrática”.
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